O que é automação de segurança?

Automação de segurança, definida

A automação de segurança utiliza inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (ML) e fluxos de trabalho predefinidos para identificar, prevenir e responder automaticamente a ataques cibernéticos com mínima intervenção humana.

Ao incorporar automação em todas as etapas do ciclo de vida da segurança — desde a varredura de vulnerabilidades até a aplicação de controles de acesso baseados em identidade — as organizações podem reduzir os tempos de resposta e fortalecer sua postura geral de segurança e governança.

Automatizar tarefas demoradas e repetitivas — como bloquear domínios hostis, examinar segredos expostos e investigar ameaças comuns — ajuda as equipes a responderem mais rapidamente e com maior precisão. As equipes de segurança podem reduzir a fadiga de alertas e concentrar-se em iniciativas mais estratégicas, como detecção de ameaças proativa e otimização de políticas.

De acordo com o relatório do custo das violações de dados da IBM, organizações que utilizam automação de segurança conseguem reduzir, em média, o tempo de uma violação em 80 dias e diminuir o custo médio de uma violação em USD 1,9 milhão.

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Principais plataformas de automação de segurança 

As organizações normalmente implementam diversas plataformas de automação de segurança que trabalham em conjunto para oferecer visibilidade, orquestração e proteção contínua em ambientes híbridos.

Detecção e resposta de endpoint (EDR) 

Ferramentas de detecção e resposta de endpoints (EDR) coletam dados de todos os endpoints — desktops e notebooks, servidores, dispositivos móveis e dispositivos da Internet das Coisas (IoT) — enquanto analisam ameaças em evolução em tempo real.

Orquestração, automação e resposta de segurança (SOAR)

Plataformas de orquestração, automação e resposta de segurança (SOAR) fornecem um console central que integra outras soluções de segurança aos fluxos de trabalho de resposta a ameaças, automatizando tarefas rotineiras, investigações e remediação.

Gerenciamento de informações e eventos de segurança (SIEM)

Sistemas de gerenciamento de informações e eventos de segurança (SIEM) agregam dados entre funções para identificar ameaças, gerar alertas de segurança e manter a documentação de conformidade para auditorias e relatórios.

Detecção e resposta estendidas (XDR)

Plataformas de detecção e resposta estendidas (XDR) coletam e analisam dados de segurança de endpoints, redes e da nuvem para viabilizar a resposta a incidentes automática.

Implementações modernas cada vez mais complementam essas soluções de automação de segurança com frameworks de política como código e recursos de varredura de segredos.

A política como código ajuda a impor padrões consistentes de segurança e conformidade em ambientes híbridos, enquanto a varredura de segredos identifica credenciais expostas precocemente nos pipelines de desenvolvimento. Essas práticas se alinham a princípios mais amplos de gerenciamento do ciclo de vida da segurança, que enfatizam proteger, inspecionar e governar ativos sensíveis ao longo de toda a sua vida útil.

Exemplo de fluxo de trabalho de automação de segurança 

  1.  Um usuário faz login a partir de um local incomum.  

  2. O EDR realiza uma consulta de geolocalização no endereço IP e repassa as conclusões para a plataforma SOAR.  

  3. A plataforma SOAR executa um playbook para validar a identidade e a autenticação do usuário.

  4. O SIEM registra o incidente para conformidade.

Como funciona a automação de segurança?

Os fluxos de trabalho de automação de segurança geralmente seguem quatro fases principais: criação de playbooks de resposta, detecção e análise de ameaças, resposta automática e documentação de incidentes.

Plataformas como XDR e SIEMs de próxima geração podem lidar com várias etapas desse fluxo de trabalho, mas raramente cobrem tudo.Em vez disso, as organizações normalmente implementam diversas ferramentas centrais que compartilham dados por meio de interfaces de programação de aplicativos (APIs) e dashboards integrados no ambiente de TI.

Cada vez mais, as organizações estão projetando fluxos de trabalho de automação que dão suporte a um ciclo de vida completo de segurança, que se estende da configuração inicial à rotação de credenciais e ao descomissionamento.

Algumas equipes também integram a varredura de segredos aos seus pipelines para detectar credenciais ou chaves de API expostas ainda no início do processo de desenvolvimento, tratando vulnerabilidades antes que cheguem à produção.

Uma implementação típica de automação de segurança pode combinar:

  • SOAR orquestrando fluxos de trabalho e playbooks entre sistemas.
     
  • EDR detectando e respondendo a ameaças em endpoints em tempo real.
     
  • SIEM coletando logs para conformidade.

  • XDR coordenando respostas entre nuvem, rede e endpoints. 

À medida que pipelines orientados por IA e aprendizado de máquina se tornam mais comuns, manter uma higiene rigorosa de segredos é essencial. Credenciais ou tokens podem ser inadvertidamente absorvidos em conjuntos de dados de treinamento de modelos, criando novos riscos de exposição.

Playbooks de automação

Playbooks são mapas de processo que descrevem processos padrão de segurança, como detecção de ameaças, investigação e resposta a incidentes. Os playbooks podem abranger várias ferramentas, aplicativos e firewalls em toda a infraestrutura de segurança de uma organização, substituindo processos manuais por fluxos de trabalho automatizados.

Eles podem variar de totalmente automatizados, como o bloqueio de IPs maliciosos conhecidos, a semiautomatizados, que exigem aprovação humana antes de desconectar sistemas críticos. As plataformas SOAR geralmente se destacam na execução de playbooks complexos que automatizam tarefas em várias ferramentas.

Em um ambiente automatizado, os playbooks definem fluxos de trabalho que encadeiam várias ferramentas de segurança para executar operações complexas. As equipes estabelecem políticas de segurança que priorizam a urgência das ameaças e definem respostas automatizadas para cada tipo de incidente.

Detecção de ameaças

A automação de segurança utiliza quatro abordagens principais para detecção de ameaças em um cenário de ameaças em constante evolução:

  1. Baseada em assinaturas, que sinaliza hashes de arquivos e endereços IP hostis conhecidos.

  2. Baseada em anomalias, que identifica desvios em relação a padrões esperados.

  3. Baseada em comportamento, que detecta atividades incomuns em comparação com tendências ao longo do tempo. 

  4. Orientada por inteligência, que integra feeds externos de inteligência de ameaças.

Diferentes ferramentas de automação de segurança podem detectar ameaças distintas ao se concentrarem em diferentes facetas de um sistema:

As organizações escolhem ferramentas de automação de segurança com base nas necessidades do negócio e no nível de risco para otimizar sua postura de segurança. Uma organização que lida com dados sensíveis pode implementar ITDR para se proteger contra ataques de phishing ou integrar varredura de segredos para reduzir o risco de exposição de credenciais.

Organizações maiores podem adicionar XDR para executar tarefas de segurança mais abrangentes, como eliminar falsos positivos, coordenar respostas e manter proteção consistente em toda a superfície de ataque.

A incorporação de política como código a esses sistemas ajuda a garantir que ações de resposta — como bloquear tráfego, revogar acesso ou aplicar criptografia — sejam executadas de forma consistente e automática em todo o ambiente.

Resposta automatizada

Quando ameaças são identificadas, as equipes de segurança automatizam a resposta a incidentes de segurança — o processo de contenção e resolução de violações de segurança.

Os sistemas automatizados fazem a triagem de incidentes de acordo com as prioridades definidas nos playbooks. Em seguida, a automação de segurança executa ações de remediação, como bloquear domínios, aplicar patches, atualizar softwares de antivírus, realizar varreduras em busca de malware, criptografar novamente dados e alterar privilégios de acesso de usuários.

Diferentes tipos de plataformas podem automatizar diferentes aspectos da resposta a incidentes. As plataformas XDR geralmente oferecem os recursos de resposta mais abrangentes, como desconectar dispositivos impactados, encerrar sessões de usuários na rede, interromper processos e colocar fontes de dados off-line.

Organizações que não contam com um centro de operações de segurança (SOC) totalmente estruturado podem recorrer a provedores de detecção e resposta gerenciadas (MDR) para monitorar, detectar e responder a ameaças em tempo real, utilizando equipes externas de SOC.

Automação de conformidade

Dependendo da localização e do setor, as organizações podem estar sujeitas a leis ou regulamentações que exigem registro e documentação específicos de incidentes de segurança. A automação de segurança pode ajudar a simplificar esse processo.

O Padrão de segurança de dados do setor de cartões de pagamento (PCI-DSS), o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), a Lei de portabilidade e responsabilidade de planos de saúde (HIPAA) e a Lei Sarbanes-Oxley (SOX) são apenas alguns dos padrões que as organizações podem precisar considerar.

Embora os sistemas SIEM tenham se tornado ferramentas de automação de segurança de uso geral, seu propósito original era o rastreamento de dados de segurança para fins de conformidade.A geração automatizada de relatórios pode ajudar a reduzir os recursos necessários para atender a exigências regulatórias e mitigar o risco de erro humano.

Ferramentas de documentação também podem ajudar a agregar dados para ferramentas de IA e aprendizado de máquina que realizam detecção de ameaças baseada em anomalias. Por exemplo, durante uma violação de dados, o SIEM pode registrar o usuário, o horário e o endereço IP, armazenando essas informações em um data lake para análise posterior. Esses dados podem então ser usados para refinar regras de detecção existentes ou implementar novas.

Organizações que avançam em sua prontidão para auditorias estão cada vez mais utilizando política como código para traduzir regras de conformidade em barreiras automatizadas. Com essa abordagem, políticas escritas, implementadas e gerenciadas como código ajudam a garantir que a infraestrutura esteja sempre em conformidade por padrão e fornecem trilhas de auditoria com controle de versão da aplicação dessas políticas.

Principais recursos da automação de segurança

As ferramentas de automação de segurança detectam e respondem a ameaças de segurança, ajudando a otimizar a caça a ameaças, o gerenciamento de vulnerabilidades e a pontuação de risco — elementos centrais da segurança cibernética organizacional.

Caça a ameaças

A automação de segurança pode transformar a caça a ameaças de um processo manual e demorado em uma operação contínua e escalável. Em vez de analistas de segurança revisarem manualmente logs de dezenas de sistemas, ferramentas automatizadas podem analisar continuamente milhões de eventos, sinalizando as anomalias que exigem intervenção humana.

Por exemplo, uma solução de NDR pode comparar o comportamento atual da rede com padrões históricos e identificar desvios sutis que podem indicar uma ameaça persistente avançada. Essa comparação pode reduzir o tempo de investigação de dias para horas. Ferramentas de automação de segurança também podem aprimorar as capacidades de caça a ameaças de um SOC ao automatizar tarefas repetitivas e liberar os membros da equipe de segurança para investigar pessoalmente ameaças cibernéticas.

Gerenciamento de vulnerabilidades

O gerenciamento de vulnerabilidades — o processo de descobrir e resolver continuamente vulnerabilidades de segurança na infraestrutura de uma organização — pode se beneficiar da automação.

Softwares de varredura de vulnerabilidades avaliam automaticamente sistemas de segurança em busca de falhas ou fraquezas. Esses scanners frequentemente se integram a ferramentas de automação de segurança, como SIEMs e EDRs, para priorizar a remediação.

Por exemplo, quando um scanner identifica um dispositivo desconhecido acessando a intranet, ele pode repassar essa informação ao EDR, que executa um playbook para desconectar o dispositivo até que a autenticação seja confirmada.

Muitas plataformas fazem o download e o teste automáticos de patches. Enquanto as plataformas EDR implementam automaticamente novos patches, os sistemas de gerenciamento unificado de endpoints (UEM) ajudam a garantir que eles cheguem e sejam instalados nos dispositivos dos usuários.

Práticas avançadas também incluem a higiene de credenciais, como a rotação automatizada de tokens e chaves, o que reduz a exposição de segredos e oferece suporte à escala em ambientes de nuvem híbrida e de múltiplos provedores de nuvem.

Pontuação de risco

A automação aprimora a pontuação de risco ao atribuir valores numéricos a ameaças e vulnerabilidades.

Os sistemas SIEM coletam grandes volumes de dados que podem ajudar as equipes de segurança a determinar pontuações de risco, utilizando algoritmos de aprendizado de máquina para identificar eventos mais fortemente associados a violações. Essas pontuações podem ser integradas a dashboards de SOAR para ajudar ferramentas e usuários a priorizar ameaças.

A pontuação de risco é um exemplo de área em que a automação é complementar, e não total. O julgamento humano continua sendo essencial para alinhar essas pontuações às prioridades de segurança da organização.

Autores

Derek Robertson

Staff Writer

IBM Think

Annie Badman

Staff Writer

IBM Think

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