A modernização de data center é o processo de atualizar a infraestrutura de TI legada, incluindo computação, armazenamento e rede, para atender aos requisitos de desempenho, escalabilidade e segurança das cargas de trabalho modernas.
Para a maioria das organizações, a modernização de data center não é um projeto pontual, mas um processo contínuo. Ela se concentra em abandonar os sistemas dependentes de hardware em favor de uma infraestrutura definida por software que abrange ambientes locais, de nuvem privada, de nuvem pública e de edge, tudo gerenciado como um único ambiente.
A necessidade de extrair valor da inteligência artificial (IA), das aplicações distribuídas e do processamento em tempo real na edge mudou o que as organizações exigem dos data centers. Segundo a Goldman Sachs Research, a demanda de energia dos data centers aumentará 50% até 2027 e, até 2030, alcançará 165% dos níveis de 2023, impulsionada em grande parte pelas cargas de trabalho de treinamento e inferência.1 A maioria dos data centers legados não foi construída para atender a essas demandas.
Os data centers serviam a outra era da computação, na qual a infraestrutura tradicional era construída em torno de computação baseada em CPU, cargas de trabalho previsíveis e armazenamento centralizado.
Ao contrário do treinamento de modelos, que é executado em grandes instalações centralizadas, a inferência de IA ocorre cada vez mais na edge (por exemplo, em fábricas, lojas de varejo, locais remotos). A modernização agora se estende para além do data center central e chega às localizações distribuídas.
A soberania de dados também está influenciando onde as cargas de trabalho são executadas. Muitos setores e regiões geográficas exigem que determinados dados permaneçam em jurisdições específicas, o que significa que as decisões de alocação de cargas de trabalho precisam levar em conta onde os dados residem e onde as regulamentações se aplicam.
Os data centers tradicionais seguiam um modelo centralizado. Servidores físicos executavam aplicações individuais, as equipes conectavam sistemas de armazenamento a hosts específicos e as configurações de rede exigiam operação manual. Esse modelo funcionava bem quando as cargas de trabalho envolviam a execução de aplicações empresariais, como planejamento de recursos empresariais (ERP) e bancos de dados.
A transição para os data centers modernos começou com a virtualização de servidores, que separou as cargas de trabalho do hardware físico e permitiu que várias aplicações compartilhassem recursos em um único servidor. A infraestrutura definida por software estendeu esse conceito ao armazenamento e às redes.
A introdução de contêineres e do Kubernetes aumentou a portabilidade, permitindo que as aplicações fossem executadas de forma consistente em servidores locais e em plataformas de nuvem privada e pública. Essa abordagem orientada por software para gerenciar todo o data center é chamada de data center definido por software (SDDC).
Hoje, o data center moderno não é mais uma localização fixa. Ele abrange instalações centrais, plataformas baseadas em nuvem e localizações de edge, e as cargas de trabalho migram com base em desempenho, custo, latência e conformidade, e não na proximidade física com o hardware. Esse modelo distribuído de nuvem híbrida dá às organizações a flexibilidade de executar as cargas de trabalho onde elas apresentam o melhor desempenho, enquanto o software e a automação conduzem o provisionamento e o gerenciamento de recursos.
Os data centers de IA vão além: são construídos para as demandas de escala e desempenho das cargas de trabalho de treinamento e inferência de IA que os data centers tradicionais não foram projetados para comportar.
As cargas de trabalho empresariais tradicionais ainda são executadas, na maioria das instalações, em uma infraestrutura local virtualizada. Em contrapartida, as aplicações nativas da nuvem são projetadas para serem executadas simultaneamente em sistemas locais e de nuvem pública, em vez de ficarem vinculadas a um único ambiente.
Atualmente, as cargas de trabalho orientadas por IA impõem as demandas mais pesadas à infraestrutura e exigem computação com alta densidade de GPUs, armazenamento rápido e rede de baixa latência. As cargas de trabalho de computação de alto desempenho (HPC) compartilham muitos desses requisitos.
Além do data center central, crescem as cargas de trabalho de edge, executadas em servidores remotos e dispositivos de Internet das Coisas (IoT), à medida que o aprendizado de máquina (ML) e a IA migram para localizações distribuídas, mais próximas da fonte.
A infraestrutura moderna de data center engloba sistemas que fornecem computação, armazenamento e proteção de dados. Veja a seguir o que esses componentes incluem:
A modernização de data center oferece uma série de benefícios que atendem às atuais necessidades de negócios das empresas:
Os projetos de modernização de data center são complexos e costumam ser parte central de uma estratégia mais ampla de transformação digital. Começar com uma estratégia clara, e com um roteiro capaz de se adaptar conforme a tecnologia e os requisitos de negócios mudam, importa mais do que a maioria das organizações imagina.
Muitas grandes empresas recorrem a serviços de consultoria de fornecedores de tecnologia empresarial (por exemplo, IBM, HPE) para avaliar a infraestrutura atual e gerenciar a transição nas áreas de arquitetura, segurança e operações.
Antes de tomar decisões de infraestrutura, as organizações precisam saber quais cargas de trabalho estão executando e quais são seus requisitos de desempenho, segurança e conformidade. Isso revela as dependências legadas e indica para onde cada carga de trabalho deve ir.
Segundo um estudo da Deloitte, mais de 60% dos orçamentos de TI ainda são destinados à manutenção de sistemas legados, o que costuma ser a primeira restrição que os programas de modernização encontram.2
Estabeleça metas específicas, como reduzir os custos de infraestrutura, dar suporte a um caso de uso de IA específico ou atender a um requisito de residência de dados.
Metas específicas oferecem às equipes uma forma de medir o progresso e tomar decisões ao longo do caminho.
Nem toda carga de trabalho pertence à nuvem, nem toda carga de trabalho pertence ao ambiente local. As soluções de nuvem oferecem escalabilidade e acesso mais rápido a novos serviços, enquanto a infraestrutura local oferece às organizações mais controle sobre desempenho e conformidade.
Para organizações cujas instalações não comportam uma infraestrutura de IA de alta densidade, vale a pena considerar a colocation como parte dessa decisão.
Uma abordagem em fases prioriza primeiro as cargas de trabalho de maior valor, reduzindo o risco de downtime e de interrupção das operações essenciais à medida que a iniciativa avança.
Controles de segurança, monitoramento de conformidade e gerenciamento de custos precisam fazer parte da arquitetura de modernização desde o início. Essa abordagem inclui backup e recuperação de desastres, além de planejamento de continuidade de negócios, para que as operações possam continuar funcionando se um sistema falhar ou uma migração der errado.
A modernização do data center não termina na implementação. A infraestrutura exige monitoramento contínuo, aplicação de correções, atualizações e gerenciamento do ciclo de vida.
Conhecimento especializado em plataformas de serviços de nuvem, Kubernetes e infraestrutura de IA costuma ser necessário, e as equipes de TI precisam de treinamento contínuo conforme os serviços de data center e as novas tecnologias evoluem.
O IBM® Cloud Infrastructure Center é uma plataforma de software compatível com OpenStack projetada para gerenciar infraestrutura de nuvem privada em sistemas IBM Z e IBM LinuxONE.
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1 AI to drive 165% increase in data center power demand by 2030, Goldman Sachs Research, fevereiro de 2024
2 Three ways to approach legacy tech modernization with AI, Deloitte Center for Integrated Research, 6 de junho de 2025