O que é a integração de dados em tempo real?

Definição de integração de dados em tempo real

A integração de dados em tempo real é a movimentação e o processamento contínuos de dados dos sistemas de origem para os sistemas de destino, de modo que as informações novas ou alteradas fiquem disponíveis com o mínimo de atraso.

Ao contrário da integração em lote, que coleta e processa dados em intervalos programados, a integração de dados em tempo real responde de forma contínua aos registros recebidos, às alterações nos bancos de dados ou aos eventos. Dependendo do caso de uso e da tecnologia, a latência pode ser de apenas alguns milissegundos.

A integração em tempo real pode conectar bancos de dados, aplicações, serviços de nuvem, dispositivos da Internet das Coisas (IoT), sistemas de CRM e outras fontes a diferentes destinos, como aplicações operacionais, data warehouses, data lakes, plataformas de análise e sistemas de inteligência artificial (IA).

As organizações recorrem à integração em tempo real quando o valor dos dados diminui rapidamente com o passar do tempo. É o caso, por exemplo, da detecção de fraudes, do monitoramento de equipamentos industriais, do controle de estoque, da resposta à atividade dos clientes ou do fornecimento de informações atualizadas para aplicações de aprendizado de máquina e IA.

Como funciona a integração de dados em tempo real?

Em geral, um pipeline de integração em tempo real recebe dados novos, que transporta, processa ou transforma e depois disponibiliza para os sistemas a jusante.

Uma arquitetura típica de integração de dados em tempo real pode incluir:

  1. Fontes de dados: podem incluir bancos de dados operacionais, como PostgreSQL, SQL Server e Oracle; aplicações SaaS e de nuvem; APIs; sistemas transacionais; sensores e dispositivos de IoT.
  2. Captura ou ingestão de dados: as informações novas podem entrar no pipeline por meio de APIs, sistemas de mensagens, logs de banco de dados, conectores, captura de dados de alterações ou fluxos de eventos.
  3. Transporte e armazenamento temporário: as tecnologias de fluxo de eventos e de mensagens transferem entre os sistemas os dados que chegam de forma contínua. Elas podem armazenar dados temporariamente quando necessário e permitir que os sistemas de origem e de destino operem de forma independente. O Apache Kafka, por exemplo, é uma plataforma distribuída de fluxo de eventos para publicar, armazenar e processar fluxos de eventos. O Google Pub/Sub é um serviço de mensagens assíncronas usado para distribuição de eventos, análise de dados em streaming e pipelines de integração de dados.
  4. Processamento de fluxos: os dados podem ser filtrados, agregados, enriquecidos ou transformados de outras maneiras enquanto estão em trânsito. O Apache Flink é um mecanismo de processamento distribuído que lida tanto com dados que chegam de forma contínua quanto com conjuntos de dados finitos. Ele também pode manter informações sobre eventos anteriores enquanto processa os novos, o que é útil em tarefas como acompanhar padrões e detectar mudanças ao longo do tempo.
  5. Sistemas de destino: os dados integrados podem seguir para aplicações, repositórios de dados operacionais, sistemas de IA, data warehouses, data lakes ou plataformas analíticas, como BigQuery e Snowflake.
  6. Governança e observabilidade: em geral, os pipelines de produção exigem monitoramento, linhagem de dados, controles de acesso, gerenciamento de esquemas, tratamento de erros e governança de dados para manter a confiabilidade e a qualidade dos dados.

Essa arquitetura pode viabilizar tanto o processamento de dados em tempo real quanto a análise em tempo real nos sistemas a jusante.

Técnicas de integração de dados em tempo real

Não existe um único método para integrar dados em tempo real. Entre as técnicas comuns de integração de dados em tempo real estão o fluxo de dados, a captura de dados de alterações (CDC), a integração de aplicações e a integração orientada a eventos.

Fluxo de dados

O fluxo de dados movimenta os dados continuamente, à medida que são gerados, em vez de esperar por um lote agendado.

Os pipelines de streaming costumam ser usados para telemetria de alto volume, registros de transações, dados de clickstream, logs de aplicações e outras informações geradas de forma contínua. Eles podem alimentar aplicações operacionais, sistemas de business intelligence, aplicações de IA e plataformas analíticas.

Os sistemas de streaming muitas vezes adotam uma arquitetura orientada a eventos, na qual os produtores publicam eventos e os consumidores a jusante reagem a eles de forma independente.

O Apache Kafka é comumente usado para armazenar e distribuir fluxos de eventos, enquanto o Apache Flink e outros mecanismos semelhantes de processamento de fluxos podem filtrar, combinar e enriquecer os dados em streaming à medida que avançam pelo sistema. Esses mecanismos também podem acompanhar informações de eventos anteriores, como totais acumulados, atividade recente ou padrões ao longo do tempo. Plataformas como o IBM® Confluent combinam esses recursos com conectores gerenciados, governança e outros serviços para criar e operar pipelines de streaming.

Captura de alterações de dados (CDC)

A captura de dados de alterações (CDC) identifica as alterações feitas em um banco de dados e as disponibiliza para os sistemas a jusante.

A CDC não é a mesma coisa que integração de dados em tempo real. Ela é, na verdade, um dos métodos para obter as alterações nos dados, que podem servir de origem para um pipeline de integração em tempo real.

Por exemplo, o SQL Server CDC registra as operações de inserção, atualização e exclusão nas tabelas rastreadas. O PostgreSQL oferece a decodificação lógica e um protocolo de replicação lógica que podem expor as alterações do banco de dados a consumidores de replicação. O Oracle GoldenGate oferece CDC transacional e replicação de dados entre sistemas heterogêneos.

Como a CDC transmite as alterações em vez de copiar repetidas vezes um conjunto de dados inteiro, ela pode reduzir o volume de informações transferidas entre os sistemas de origem e de destino.

A CDC é usada com frequência para sincronizar bancos de dados operacionais com repositórios analíticos, alimentar plataformas de streaming ou manter atualizadas as plataformas de dados na nuvem.

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Integração de aplicações e de APIs

A integração de aplicações movimenta informações entre aplicações e serviços.

As APIs são um mecanismo comum. Por exemplo, uma aplicação de CRM pode expor uma API que permite a outra aplicação recuperar ou atualizar informações de clientes.

As APIs podem viabilizar a integração em tempo real, mas nem toda interação via API acontece em tempo real. A latência depende do design, das condições da rede, dos limites de taxa de requisições e de outros fatores.

Integração orientada a eventos

Em uma arquitetura orientada a eventos, um produtor publica um evento quando algo acontece, por exemplo:

  • um cliente conclui uma compra
  • um pagamento é autorizado
  • o estoque fica abaixo de um limite
  • um sensor ultrapassa um limite de temperatura
  • um registro de banco de dados é alterado

Os consumidores assinam esses eventos ou respondem a eles de outra forma.

As tecnologias de mensagens e de fluxo de eventos podem desacoplar produtores e consumidores, permitindo que vários sistemas reajam de forma independente à mesma informação.

Integração em tempo real, ETL e ELT

A integração em tempo real às vezes é tratada como uma alternativa ao ETL, mas os dois conceitos descrevem aspectos diferentes da arquitetura de dados.

ETL é a sigla em inglês para extração, transformação e carga. Os dados são extraídos dos sistemas de origem, transformados ainda no caminho e carregados em um sistema de destino.

ELT é a sigla em inglês para extração, carga e transformação. Os dados brutos são carregados primeiro em uma plataforma de destino e transformados nela.

Os dois padrões podem funcionar tanto com técnicas em lote quanto com técnicas de fluxo. As ferramentas modernas de ETL compatíveis com a integração de dados em tempo real podem rodar de forma contínua ou processar atualizações incrementais frequentes, em vez de depender inteiramente de tarefas em lote agendados.

Por isso, nem sempre é preciso escolher entre integração em tempo real e ETL. Uma organização pode usar a CDC para extrair as alterações do banco de dados de forma contínua, o Kafka para transportá-las, o Flink para transformá-las e, depois, carregá-las em um data warehouse. Esse pipeline é, ao mesmo tempo, uma integração em tempo real e um fluxo de trabalho no estilo ETL.

O mesmo princípio vale para o ELT: pipelines de fluxo ou de CDC podem carregar dados continuamente em um data warehouse na nuvem antes da transformação.

Integração em tempo real versus integração em lote

O processamento em tempo real e o processamento em lote são otimizados para requisitos diferentes.

ConsideraçãoIntegração em tempo realIntegração em lote
Disponibilidade de dadosContínua ou quase contínuaPeriódica
LatênciaMilissegundos, segundos ou minutos, conforme os requisitosMinutos, horas ou mais
Modelo de processamentoEventos ou alterações tratados à medida que chegamGrupos de registros processados em conjunto
InfraestruturaPipelines e consumidores em execução contínuaMuitas vezes, tarefas agendadas
Complexidade operacionalGeralmente maiorGeralmente menor
Boa adequaçãoDecisões operacionais em que o tempo é críticoCargas de trabalho em que a demora é aceitável
ExemplosAlertas de fraude, estoque atualizado, monitoramento de IoTRelatórios de fim de dia, backups periódicos

O processamento em lote continua útil quando a rapidez ou a disponibilidade imediata não fazem diferença significativa no resultado. Ele também pode simplificar as operações e controlar o consumo de recursos de computação em grandes cargas de trabalho que não precisam de processamento contínuo.

Muitas organizações usam as duas abordagens na mesma arquitetura de integração de dados.

Quando a integração de dados em tempo real é a escolha certa?

A integração em tempo real é mais indicada quando o valor da informação depende muito da rapidez com que ela fica disponível.

Do ponto de vista da arquitetura, ela pode ser uma boa opção quando:

  • as aplicações a jusante precisam de dados operacionais atualizados
  • uma decisão deve ser tomada em questão de segundos ou milissegundos
  • os sistemas devem reagir aos eventos à medida que ocorrem
  • os dados mudam com tanta frequência que a extração repetida em lote gera trabalho desnecessário
  • várias aplicações precisam consumir o mesmo fluxo de eventos
  • informações atualizadas de forma contínua alimentam a análise em tempo real, a automação ou os sistemas de IA
  • uma organização precisa de visibilidade contínua de equipamentos, transações, estoque ou comportamento dos usuários

Entre os exemplos estão a autorização de pagamento e a detecção de fraudes, o monitoramento industrial, o rastreamento logístico, a personalização on-line e a integração de dados em tempo real para dispositivos de IoT.

A integração em tempo real pode agregar menos valor quando um atraso de vários minutos ou horas não afeta o resultado. O processamento em lote ou em microlotes pode ser mais adequado para relatórios periódicos, análise histórica, grandes transformações agendadas, conciliação e outras cargas de trabalho que não exigem dados atualizados continuamente.

Na prática, as organizações costumam combinar as duas abordagens. Uma instituição financeira, por exemplo, pode processar transações em tempo real para o monitoramento de fraudes e recorrer a lotes agendados para a conciliação e os relatórios regulatórios.

O objetivo não é reduzir a latência ao mínimo em todos os pontos, mas adequar o método de integração e o requisito de latência ao processo de negócios.

Benefícios da integração de dados em tempo real

Os benefícios da integração de dados em tempo real dependem da carga de trabalho e da arquitetura.

Acesso mais rápido a informações atualizadas

Os pipelines contínuos encurtam o intervalo entre a criação dos dados e o momento em que eles ficam disponíveis nos sistemas a jusante. Isso pode favorecer o monitoramento, a análise e a tomada de decisão.

Apoio à automação em que o tempo é crítico

As aplicações podem responder a eventos sem aguardar o próximo ciclo de lote. Isso viabiliza alertas de fraude, monitoramento de equipamentos, atualizações de estoque e fluxos de trabalho automatizados.

Análise de dados em tempo real

Na análise em tempo real, a integração de dados abastece continuamente os sistemas analíticos com informações novas. Dashboards, modelos e aplicações operacionais podem refletir alterações recentes, em vez de depender apenas de instantâneos atualizados periodicamente.

Menos defasagens de sincronização

A CDC e os pipelines de streaming podem encurtar os períodos em que vários sistemas mantêm versões diferentes das mesmas informações.

Eficiência operacional

No plano operacional, a integração de dados em tempo real automatiza a movimentação de informações que, de outra forma, poderia exigir consultas periódicas, transferências agendadas ou intervenção manual.

Dados de eventos reutilizáveis

As arquiteturas de fluxo de eventos permitem que vários consumidores usem os mesmos eventos de forma independente, o que reduz a necessidade de criar uma integração ponto a ponto separada para cada aplicação a jusante.

Desafios da integração de dados em tempo real

Os desafios da integração de dados em tempo real estão ligados à operação contínua de sistemas distribuídos e à necessidade de manter a precisão à medida que os dados mudam.

Complexidade da arquitetura e das operações

As aplicações de streaming muitas vezes rodam continuamente em vários sistemas; por isso, problemas em uma parte do pipeline podem afetar os dados que seguem a jusante. As organizações precisam monitorar componentes como filas de mensagens, conectores e esquemas, além dos erros de processamento e da disponibilidade dos sistemas de destino, para detectar e resolver interrupções com rapidez.

Qualidade dos dados

Os pipelines em tempo real deixam menos tempo para um pré-processamento extenso antes que as informações sejam consumidas. Por isso, a validação, a desduplicação, a aplicação obrigatória de esquema e o tratamento de erros precisam ser incorporados ao pipeline ou executados a jusante.

Ordenação e garantias de entrega

Os sistemas de fluxo distribuídos precisam lidar com registros duplicados, atrasados ou fora de ordem.

Evolução do esquema

Alterações em esquemas de banco de dados ou em formatos de eventos podem afetar os consumidores a jusante, o que torna importantes o gerenciamento de esquemas e as políticas de compatibilidade.

Custo e consumo de recursos

Uma infraestrutura sempre ativa pode consumir muitos recursos de computação, armazenamento e rede. As organizações talvez precisem avaliar, para cada carga de trabalho, se o ganho de uma latência menor justifica esses recursos.

Segurança, privacidade e governança

Replicar informações continuamente pode aumentar o número de lugares e de aplicações em que os dados aparecem.

Por isso, os controles de governança devem acompanhar os dados ao longo do pipeline. Quando há informações de identificação pessoal (PII) envolvidas, as arquiteturas também precisam levar em conta as regras de privacidade.

De acordo com o RGPD, por exemplo, as organizações que tratam dados pessoais devem seguir princípios como a limitação da finalidade, a minimização dos dados, a exatidão e a limitação do armazenamento. As regulamentações atualizadas da CCPA californiana, que entraram em vigor em 2026, também incluem requisitos relativos a direitos de privacidade, avaliações de risco e auditorias de cibersegurança.

Ferramentas e plataformas de integração de dados em tempo real

As plataformas de integração de dados em tempo real costumam combinar vários recursos, entre eles conectores, ingestão, mensagens, transformação, monitoramento, CDC e entrega aos sistemas a jusante.

Estes são alguns exemplos de tecnologias usadas em arquiteturas em tempo real:

  • Apache Kafka: plataforma distribuída de fluxo de eventos usada para publicar, armazenar e processar fluxos de eventos entre sistemas.
  • Apache Flink: mecanismo distribuído para processamento com estado, tanto de fluxos quanto de lotes, incluindo o processamento por tempo do evento e cálculos com estado.
  • IBM Confluent: plataforma de fluxo de dados baseada no Apache Kafka e no Apache Flink. O Confluent oferece opções gerenciadas e autogerenciadas de fluxo de dados, processamento de fluxos, conectores, gerenciamento de esquemas e governança de dados nos pipelines de dados em tempo real.
  • IBM StreamSets: software de pipelines de dados em fluxo que trabalha com fluxo, CDC e integração em lote em ambientes híbridos e multinuvem. A IBM também incorpora recursos do StreamSets ao watsonx.data integration.
  • Google Pub/Sub: serviço gerenciado de mensagens assíncronas usado para distribuição de eventos e integração por fluxo.
  • BigQuery Storage Write API: interface de ingestão do Google Cloud que permite fazer fluxo contínuo de registros para o BigQuery e oferece duas opções de gravação: pelo menos uma vez e exatamente uma vez.
  • Snowflake Snowpipe Streaming: serviço de ingestão em tempo real para enviar linhas por fluxo ao Snowflake. A documentação da arquitetura atual do Snowflake indica taxa de transferência de até 10 GB por segundo por tabela e latência mínima de cerca de cinco segundos entre a ingestão e a consulta. O Elastic Channels passou a ter disponibilidade geral em setembro de 2026.
  • Oracle GoldenGate: plataforma de replicação e integração de dados que oferece CDC transacional, transformações e replicação em tempo real em ambientes heterogêneos.
  • SQL Server CDC: recursos nativos do SQL Server para registrar operações de inserção, atualização e exclusão em tabelas rastreadas.
  • Decodificação lógica do PostgreSQL: meio de transformar as alterações do log de transações do PostgreSQL em um fluxo de dados utilizável para replicação ou integração.

As organizações que avaliam ferramentas ou softwares de integração de dados em tempo real talvez precisem levar em conta os sistemas de origem, os destinos, os ambientes de nuvem, os requisitos de taxa de transferência e de latência, os modelos de governança e a equipe de engenharia. Outros pontos importantes a considerar são os conectores de dados disponíveis para integração em tempo real, a compatibilidade com CDC, os recursos de transformação, o gerenciamento de esquemas, a observabilidade, as garantias de entrega, a escalabilidade, o modelo de implementação e a integração com os sistemas locais e na nuvem já existentes.

Exemplos e casos de uso da integração de dados em tempo real

A integração de dados em tempo real é útil para diversos setores e cenários. Alguns casos de uso comuns incluem:

Serviços financeiros

A integração de dados financeiros em tempo real pode combinar dados de transações, de contas e de comportamento para que os sistemas de detecção de fraudes ou de risco possam avaliar as novas atividades logo depois de ocorrerem.

Por exemplo, quando um cliente usa um cartão de crédito, uma instituição financeira pode integrar a nova transação à atividade recente da conta, às informações do dispositivo e a indicadores conhecidos de fraude. Em seguida, um sistema de detecção de fraudes pode avaliar a transação antes da autorização ou imediatamente depois dela. Isso pode acionar verificações adicionais se a atividade corresponder a padrões suspeitos.

Varejo

No varejo, a integração de dados em tempo real pode sincronizar dados de vendas, estoque, e-commerce e clientes para que os sistemas operacionais tenham uma visão mais atualizada dos níveis de estoque e da atividade dos clientes.

Por exemplo, quando um cliente compra a última unidade disponível de um produto em uma loja física, o sistema de ponto de venda pode gerar um evento que atualiza os sistemas de estoque e a aplicação de e-commerce do varejista. Esse método pode reduzir a chance de um cliente da loja on-line tentar comprar um item que já não está em estoque.

Saúde

A integração de dados de saúde em tempo real pode conectar sistemas clínicos, dispositivos médicos e aplicações operacionais quando os fluxos de trabalho de assistência ou de monitoramento exigem dados atualizados. As implementações devem levar em conta os requisitos aplicáveis de privacidade, segurança e interoperabilidade.

Por exemplo, um hospital pode integrar os dados dos monitores de beira de leito a um sistema central de monitoramento clínico. À medida que os indicadores de saúde do paciente mudam, as leituras atualizadas podem ficar disponíveis de imediato para as aplicações clínicas autorizadas.

Fabricação e instalações

Sensores e equipamentos de IoT podem gerar continuamente dados de temperatura, vibração, consumo de energia e operação. Nas instalações, o software de integração de dados em tempo real pode encaminhar esses sinais para sistemas de monitoramento, análise ou manutenção.

Por exemplo, os sensores de uma máquina de fabricação podem transmitir continuamente leituras de vibração e temperatura. Um pipeline de streaming pode integrar essas leituras aos dados operacionais do equipamento e enviar o conjunto para uma aplicação de análise que identifica condições associadas a um funcionamento anormal da máquina. Em seguida, o sistema pode gerar um alerta de manutenção quando detectar padrões predefinidos ou a ultrapassagem de limites predefinidos.

IA e aprendizado de máquina

A IA e a integração de dados em tempo real se cruzam quando os sistemas de IA precisam de informações sobre condições que mudam com rapidez (em vez de depender apenas de conjuntos de dados estáticos ou atualizados periodicamente).

A integração de dados em tempo real para IA pode fornecer dados atualizados a modelos de aprendizado de máquina, mecanismos de recomendação, sistemas de recuperação ou agentes de IA.

Por exemplo, a integração de dados em tempo real pode fazer diferença em uma aplicação de atendimento ao cliente com IA que busca nos sistemas operacionais informações atualizadas sobre pedidos, entregas ou contas antes de gerar uma resposta. A integração em tempo real ajuda a garantir que o modelo trabalhe com os últimos dados corporativos disponíveis.

Boas práticas de integração de dados em tempo real

Entre as boas práticas comuns de integração de dados em tempo real estão:

  • Defina o requisito de latência antes de escolher uma tecnologia. Não projete o sistema para uma latência inferior a um segundo quando segundos ou minutos bastam para a aplicação.
  • Mantenha a ingestão, o processamento e o consumo de dados em etapas separadas quando isso tornar o sistema mais fácil de escalar ou ajudar a impedir que a falha de uma etapa afete as demais.
  • Escolha como o sistema deve tratar eventos duplicados, ausentes ou fora de ordem com base no efeito que esses problemas podem ter no negócio.
  • Crie pipelines capazes de se recuperar de falhas e, quando necessário, reprocessar dados anteriores para restaurar o estado correto.
  • Monitore a latência em todo o pipeline, não só dentro de cada componente.
  • Verifique se os dados que chegam seguem o esquema esperado. Defina também como tratar as alterações de esquema ao longo do tempo.
  • Aplique verificações de qualidade de dados o mais cedo possível no pipeline.
  • Incorpore ao pipeline os requisitos de governança de dados, entre eles linhagem de dados, controles de acesso e políticas de retenção.
  • Identifique quais conjuntos de dados realmente precisam de processamento em tempo real e use a integração em lote quando acelerar o processamento agregar pouco valor.

Nas organizações que implementam a integração de dados em tempo real com destino a ambientes de nuvem, essas práticas também incluem avaliar a largura de banda da rede, os custos de saída de dados, os limites dos serviços gerenciados e a conectividade entre os sistemas locais e os da nuvem.

Perguntas frequentes sobre a integração de dados em tempo real

É possível integrar dados em tempo real?

Sim. A viabilidade da integração de dados em tempo real é, antes de tudo, uma questão de arquitetura e de requisitos de latência. Plataformas de streaming, CDC, APIs, sistemas de mensagens e outras tecnologias podem movimentar informações continuamente entre sistemas, em vez de esperar por tarefas em lote agendadas.

No entanto, “tempo real” não significa necessariamente instantâneo. A latência aceitável pode variar de milissegundos a segundos ou minutos, dependendo da aplicação.

Os pipelines em tempo real substituem a integração em lote?

Os pipelines em tempo real não substituem necessariamente a integração em lote. A maioria dos grandes ambientes de dados tem cargas de trabalho com requisitos de latência diferentes. As organizações podem usar a integração em tempo real em processos operacionais e continuar recorrendo ao processamento em lote para análise histórica, conciliação, relatórios periódicos e outras cargas de trabalho em que não há necessidade de atualizações imediatas.

Qual é a diferença entre a integração de dados em tempo real e a CDC?

A captura de dados de alterações é uma técnica para identificar mudanças nos dados, principalmente inserções, atualizações e exclusões em bancos de dados. Já a integração de dados em tempo real é a arquitetura mais ampla, que movimenta (e às vezes transforma) informações entre sistemas com baixa latência.

Qual é a diferença entre a integração em tempo real e o fluxo de dados?

O fluxo de dados se refere à movimentação ou ao processamento contínuo de dados.

Já a integração de dados em tempo real se refere ao processo mais amplo de conectar fontes de dados e sistemas de destino para que os dados fiquem disponíveis com o mínimo de atraso.

Como a integração em tempo real contribui para a IA?

A integração de dados em tempo real pode oferecer às aplicações de IA e de aprendizado de máquina um contexto operacional atualizado.

Em aplicações em que os inputs mudam rápido (como o monitoramento de fraudes ou as recomendações), dados atualizados continuamente podem reduzir a defasagem entre o que acontece no ambiente de origem e as informações disponíveis para o modelo.

Como a integração em tempo real contribui para a IoT?

A integração de dados em tempo real para dispositivos de IoT transporta a telemetria de sensores ou dispositivos até aplicações capazes de monitorar ou analisar condições variáveis, ou de reagir a elas.

Entre os exemplos estão equipamentos de fabricação, sistemas de transporte, infraestrutura de energia, edifícios conectados e dispositivos médicos.

Como os ambientes de IoT podem produzir uma grande quantidade de eventos que chegam continuamente, os sistemas costumam usar tecnologias de envio de mensagens ou de processamento de fluxos projetadas para uma alta taxa de transferência.

Autores

Amanda McGrath

Staff Writer

IBM Think

Alice Gomstyn

Staff Writer

IBM Think

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Notas de rodapé

1 “6 blind spots tech leaders must reveal,” IBM Institute for Business Value. 20 de agosto de 2024.