A integração em tempo real é mais indicada quando o valor da informação depende muito da rapidez com que ela fica disponível.
Do ponto de vista da arquitetura, ela pode ser uma boa opção quando:
- as aplicações a jusante precisam de dados operacionais atualizados
- uma decisão deve ser tomada em questão de segundos ou milissegundos
- os sistemas devem reagir aos eventos à medida que ocorrem
- os dados mudam com tanta frequência que a extração repetida em lote gera trabalho desnecessário
- várias aplicações precisam consumir o mesmo fluxo de eventos
- informações atualizadas de forma contínua alimentam a análise em tempo real, a automação ou os sistemas de IA
- uma organização precisa de visibilidade contínua de equipamentos, transações, estoque ou comportamento dos usuários
Entre os exemplos estão a autorização de pagamento e a detecção de fraudes, o monitoramento industrial, o rastreamento logístico, a personalização on-line e a integração de dados em tempo real para dispositivos de IoT.
A integração em tempo real pode agregar menos valor quando um atraso de vários minutos ou horas não afeta o resultado. O processamento em lote ou em microlotes pode ser mais adequado para relatórios periódicos, análise histórica, grandes transformações agendadas, conciliação e outras cargas de trabalho que não exigem dados atualizados continuamente.
Na prática, as organizações costumam combinar as duas abordagens. Uma instituição financeira, por exemplo, pode processar transações em tempo real para o monitoramento de fraudes e recorrer a lotes agendados para a conciliação e os relatórios regulatórios.
O objetivo não é reduzir a latência ao mínimo em todos os pontos, mas adequar o método de integração e o requisito de latência ao processo de negócios.