Os indicadores-chave de desempenho (KPIs) de manutenção são parâmetros de referência dos quais as organizações dependem para acompanhar o desempenho de suas operações de manutenção.
KPIs de manutenção bem elaborados podem dar aos gerentes de manutenção visibilidade sobre os principais processos de manutenção e ajudar a aprimorar a gestão de ativos.
À medida que as práticas modernas de manutenção deixam de lado práticas ultrapassadas e reativas em favor de abordagens mais modernas e proativas, os KPIs de manutenção desempenham um papel crucial na mensuração do sucesso. Por exemplo, as plataformas modernas de manutenção preditiva aproveitam a inteligência artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) para aumentar o tempo médio entre falhas (MTBF), uma das métricas mais acompanhadas nas organizações de manutenção.
O acompanhamento dos KPIs e das métricas de manutenção tornou-se central para o sucesso das operações de manutenção modernas, ajudando as equipes de manutenção a manter os ativos críticos disponíveis e previsíveis. Quando os ativos falham inesperadamente, as organizações podem enfrentar uma ampla gama de problemas, como downtime não planejado, tempo de reparo prolongado, redução do valor dos ativos, perda de tempo de produção e aumento dos custos de manutenção.
No passado, as organizações dependiam quase exclusivamente da manutenção reativa, uma abordagem de manutenção que só repara os ativos depois que eles quebram. Hoje, as estratégias de manutenção concentram-se em táticas de manutenção preventiva e preditiva. Essas abordagens costumam ser apoiadas por um sistema computadorizado de gerenciamento de manutenção (CMMS) que possibilita o monitoramento de condição (CM) em tempo real para otimizar as operações de manutenção.
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Os KPIs de manutenção ajudam as equipes de manutenção a transformar dados brutos em indicadores de como um sistema ou equipamento está funcionando. O software CMMS coleta dados de fontes como ordens de serviço de manutenção, sensores IoT incorporados aos ativos e registros de uso de peças de reposição para calcular métricas de manutenção como o MTBF e o tempo médio de reparo (MTTR).
Os KPIs de manutenção modernos dependem de várias atividades essenciais de manutenção:
A coleta e a visualização de dados formam a base dos KPIs de manutenção, permitindo que as equipes de manutenção identifiquem e acompanhem as métricas mais relevantes para seus ativos.
Com o tempo, as equipes de manutenção coletam dados sobre os ativos pelos quais são responsáveis, como falhas de equipamento, número de reparos, uso de peças de reposição, inspeções e cronogramas de manutenção. Elas inserem esses dados em um CMMS, embora, cada vez mais, as ferramentas de CMMS possam automatizar esse processo.
O CMMS centraliza os dados dos ativos e gera um dashboard de manutenção que conecta os dados às métricas de desempenho. Entre as métricas populares que o software CMMS pode exibir estão:
O software moderno de gestão de manutenção acompanha essas métricas de desempenho, entre outras, ao longo do tempo, dando aos técnicos de manutenção uma compreensão mais clara de seu desempenho por meio de KPIs como backlog de manutenção, tempo de atividade dos ativos, cumprimento de cronograma e disponibilidade dos equipamentos.
Para a maioria das organizações, implementar uma coleta e visualização de dados sólidas por meio de uma ferramenta de CMMS estabelece a base para o monitoramento de condição (CM) em tempo real, um aspecto central da maioria das iniciativas de transformação digital.
O CM é um tipo de manutenção preditiva que usa a coleta e a análise de dados em tempo real para monitorar a integridade dos ativos, detectar falhas e identificar problemas nos primeiros estágios, antes que causem um downtime não planejado.
O CM aproveita sensores IoT e análise avançada de IA para detectar mudanças em vibração, temperatura, pressão e níveis de fluidos que podem ajudar a prever quando um ativo tem probabilidade de falhar. Quando implementado como parte de uma estratégia global de manutenção, o CM ajuda a otimizar o planejamento de manutenção, simplificar as tarefas de manutenção de rotina e aprimorar a eficiência operacional geral em uma ampla gama de atividades de manutenção.
A melhoria contínua é um processo permanente que começa com a coleta de dados dos ativos e passa pela identificação e pelo acompanhamento dos KPIs de manutenção e pelo aprimoramento dos processos de manutenção ao longo do tempo. Com base nos KPIs de manutenção, as equipes de manutenção praticam a melhoria contínua ao adotar ações corretivas que ajudam a aprimorar a eficiência operacional e a prolongar o ciclo de vida dos ativos.
A prática da melhoria contínua trata as operações de manutenção como uma atividade em constante evolução, e não como um conjunto estático de reparos em resposta a quebras. As equipes de manutenção que usam os KPIs de manutenção para orientar suas atividades de manutenção podem otimizar constantemente suas abordagens de acordo com as informações mais recentes sobre a integridade e o desempenho dos ativos.
O benchmarking é o processo sistemático de comparar métricas de desempenho, custo e confiabilidade dos ativos com os padrões do setor, e só é possível quando uma organização já identificou e começou a acompanhar os KPIs de manutenção.
As organizações de manutenção de nível mundial costumam mirar benchmarks específicos do setor para KPIs críticos como MTBF, MTTR, tempo médio até a falha (MTTF), percentual de manutenção planejada (PMP) e eficácia geral dos equipamentos (OEE).
O benchmarking é indicado apenas para organizações de manutenção maduras, pois exige que as equipes estabeleçam primeiro processos e sistemas confiáveis para acompanhar os KPIs de manutenção, como o uso de um CMMS, o monitoramento de condição e a melhoria contínua. Uma vez que essas práticas estejam em vigor, o benchmarking pode ajudar as organizações a ver como se comparam com seus pares.
As organizações variam muito em termos de necessidade, ambiente operacional e setor, o que dificulta a escolha dos KPIs certos para medir o sucesso.
Conheça seis KPIs de manutenção fundamentais que há décadas ajudam organizações de nível mundial a alcançar suas metas de manutenção.
O padrão de referência para as estratégias de manutenção modernas, o tempo médio entre falhas (MTBF), reflete o propósito fundamental dos programas de manutenção modernos: manter os ativos em operação pelo maior tempo possível sem falhar.
O MTBF mede o tempo médio em que os ativos permanecem em operação antes de falhar e exigir atenção. A métrica MTBF é amplamente utilizada em todos os setores para medir a confiabilidade dos ativos e prevenir quebras.
Assim como o MTBF, o tempo médio de reparo (MTTR) também é uma das formas mais utilizadas para medir o sucesso de uma organização de manutenção. O MTTR mede o tempo médio necessário para reparar um equipamento depois que ele falha.
Um MTTR mais baixo sugere uma estratégia de manutenção mais eficiente, com uma abordagem sólida para o estoque de peças de reposição e o gerenciamento de ordens de serviço.
É impossível que uma organização de manutenção tenha sucesso se os ativos pelos quais é responsável estiverem continuamente fora de operação devido a falhas de equipamento repetidas que causam tanto um downtime planejado quanto não planejado.
Segundo um relatório recente, o downtime não planejado custa às 500 empresas mais bem-sucedidas do mundo US$ 1,4 trilhão por ano. Monitorar o downtime das máquinas é uma das maneiras mais fáceis de uma organização avaliar o sucesso de um programa de manutenção, porque muitas vezes é um sinal de problemas subjacentes no gerenciamento de manutenção.
O tempo médio até a falha (MTTF) mede o tempo médio que ativos não reparáveis, como lâmpadas, baterias e fusíveis, conseguem funcionar antes de falhar.
As organizações de manutenção modernas recorrem ao MTTF para estimar a vida útil esperada de ativos baratos e substituíveis e o utilizam para orientar sua estratégia geral de peças de reposição.
A eficácia geral dos equipamentos (OEE) é uma medida de quão confiável é o desempenho de um equipamento ao longo do tempo.
A OEE depende de mais variáveis operacionais do que o MTBF e o MTTR, portanto pode ser mais difícil de medir e gerenciar. É considerada um dos KPIs de manutenção mais abrangentes que as organizações podem acompanhar.
O percentual de manutenção planejada (PMP) mede a proporção de atividades de manutenção planejadas e programadas em relação ao número das que são realizadas de forma reativa quando um equipamento falha.
À medida que as estratégias de manutenção modernas se afastam da manutenção reativa em direção a uma manutenção mais proativa e preditiva, o PMP torna-se cada vez mais importante. Um PMP mais alto pode ser um indicador de um programa de manutenção preventiva maduro, que usa um CMMS e novas tecnologias para reduzir sua dependência de práticas reativas ultrapassadas.
As organizações que monitoram consistentemente as métricas de manutenção e usam as informações que reúnem para aprimorar os principais processos de manutenção costumam obter uma ampla gama de benefícios.
Veja aqui os mais comuns:
Embora os benefícios sejam inegáveis, as organizações que buscam identificar e acompanhar com êxito os KPIs de manutenção ainda enfrentam uma série de obstáculos.
Da dificuldade com a preparação dos dados à integração de ferramentas modernas com a infraestrutura legada, veja alguns dos mais comuns: