O planejamento da manutenção é o processo de identificar, preparar e organizar o trabalho necessário para manter os ativos físicos operando com segurança.Esse processo é a base dos setores intensivos em ativos, como fabricação, energia e infraestrutura, que dependem da confiabilidade de ativos grandes e complexos para manter as operações essenciais do negócio.
O cerne do planejamento da manutenção está em definir as tarefas de manutenção e determinar os recursos necessários para executá-las. Um plano de manutenção bem estruturado ajuda as organizações a minimizar o downtime não planejado, otimizar recursos e prolongar a vida útil de seus ativos mais importantes.
O planejamento da manutenção é um dos pilares do gerenciamento de manutenção moderno, isto é, dos processos e recursos de que as organizações dependem para manter os ativos físicos. Hoje, a maioria das empresas recorre a um CMMS para automatizar e aprimorar suas operações de manutenção.
A maioria das estratégias modernas de planejamento da manutenção incorpora um sistema de gerenciamento de manutenção computadorizado (CMMS) para automatizar e aperfeiçoar as operações essenciais de manutenção. As plataformas de CMMS são soluções de software que documentam as atividades e aprimoram os fluxos de trabalho.
Segundo um relatório recente, o mercado global de CMMS deve chegar a US$ 1,54 bilhão neste ano. Além disso, a previsão é de que esse mercado atinja US$ 2,67 bilhões até 2032, o que corresponde a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9,6%.
As ferramentas de CMMS podem armazenar informações sobre histórico de manutenção, peças de reposição, planos de trabalho e programas de manutenção preventiva em um sistema centralizado, de fácil acesso para os planejadores de manutenção. As plataformas de CMMS ajudam a acompanhar os principais aspectos dos planos de manutenção, entre eles:
As ferramentas de CMMS também ajudam os departamentos de manutenção a manter o backlog de tarefas em formato digital, e não em planilhas, formulários em papel ou comunicações informais. Quando integradas a ferramentas modernas de monitoramento de condição (CM), as plataformas de CMMS permitem que os programas de manutenção preventiva e de manutenção preditiva ganhem força.
O planejamento e a programação da manutenção estão estreitamente relacionados, mas têm duas finalidades diferentes:
O planejamento e a programação da manutenção costumam ser implementados em conjunto, o que ajuda a criar um fluxo de trabalho estruturado para operações de manutenção abrangentes. Quando se apoiam em dados de manutenção precisos, em dados históricos e em um CMMS, as duas práticas melhoram a confiabilidade dos equipamentos e contribuem para objetivos mais amplos de gerenciamento de ativos corporativos (EAM).
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O processo de planejamento da manutenção varia conforme a organização e o setor, mas costuma girar em torno de seis princípios bem estabelecidos. Comuns a vários setores, esses seis princípios são aplicados há décadas. Essas práticas consagradas têm ajudado empresas de todos os portes a criar estratégias de manutenção eficazes para seus ativos.
A seguir, cada princípio em mais detalhes:
No planejamento da manutenção, os dados de manutenção fornecem as informações de que as equipes precisam para decidir melhor qual trabalho executar e como executá-lo. Os dados históricos de ordens de serviço, inspeções, falhas de equipamentos e registros de manutenção ajudam os planejadores a identificar problemas recorrentes e a estimar com precisão o tempo necessário para resolvê-los.
Atualmente, as novas tecnologias disponibilizam muito mais dados de manutenção do que no passado. Os sensores de Internet das Coisas (IoT), o edge computing e o monitoramento de condição (CM) em tempo real permitem que as organizações coletem, em tempo real, dados detalhados sobre a integridade dos ativos e as condições de operação.
Com isso, as plataformas modernas de CMMS podem combinar os dados de ativos e de ordens de serviço com as informações dos sensores em tempo real para ajudar as equipes a acompanhar métricas-chave. Entre os exemplos dessas métricas estão o tempo médio entre falhas (MTBF), o tempo médio de reparo (MTTR), a disponibilidade dos equipamentos, o downtime e o cumprimento da programação.
Os dados de manutenção também contribuem para a melhoria contínua, isto é, o aprimoramento constante dos planos de trabalho e da alocação de recursos em busca de estratégias de manutenção mais sólidas.
Um planejamento da manutenção eficaz traz muitos benefícios para a empresa como um todo. Estes são alguns dos mais comuns:
Planos de manutenção bem elaborados devem partir de uma compreensão clara de cada ativo sob a responsabilidade da sua organização e dos tipos de trabalho e de recursos necessários para manter esses ativos em operação.
A seguir, o processo típico que as organizações adotam para criar planos de manutenção.
Comece identificando cada ativo que precisa de manutenção e avaliando o que deve ser feito para mantê-lo operando com o máximo desempenho.
Nesta etapa, os planejadores de manutenção devem analisar os equipamentos e os dados históricos (inclusive as ordens de serviço anteriores e os modos de falha conhecidos) para determinar quais tarefas de manutenção são mais importantes.
Em seguida, defina que tipos de trabalho serão necessários e identifique os técnicos mais indicados para executar cada um deles.
Neste ponto, é importante considerar o nível de qualificação dos técnicos, além das ferramentas e das peças de reposição necessárias para concluir o serviço. A segunda etapa também deve detalhar as permissões de trabalho e os procedimentos de segurança e de LOTO exigidos, bem como o tempo estimado de mão de obra que o serviço vai demandar.
Um plano de trabalho recorrente é um conjunto padronizado de instruções e requisitos de recursos que pode ser reutilizado sempre que um serviço de manutenção precisar ser repetido com regularidade. Criar planos de trabalho para serviços recorrentes é um passo essencial para otimizar processos e garantir que as equipes tenham as peças e os recursos certos para concluir o trabalho.
Esses planos devem ser elaborados de modo que sejam fáceis de atualizar à medida que as equipes ganham experiência e encontram maneiras melhores de realizar suas tarefas.
Nem todo serviço de manutenção tem a mesma urgência. Os planos de manutenção devem priorizar o trabalho de acordo com a criticidade dos ativos, a segurança, os requisitos de produção e as possíveis consequências de uma falha de equipamento.
Depois de planejado, um serviço pode entrar no backlog ou ser incorporado a uma programação diária, conforme o nível de prioridade.
As ferramentas de CMMS ajudam as equipes de manutenção a trocar estratégias ultrapassadas de manutenção reativa por outras mais modernas e proativas.
Quando os técnicos registram regularmente os resultados das tarefas de manutenção, como horas de mão de obra, peças usadas, códigos de falha e condição dos equipamentos, esses registros ajudam o CMMS a automatizar tarefas manuais e a fazer previsões mais precisas.
O planejamento da manutenção é usado em todos os setores que dependem de ativos físicos para os processos essenciais do negócio. Os casos de uso desse planejamento variam bastante: uma fábrica pode se concentrar na disponibilidade dos equipamentos, enquanto uma unidade de saúde pode dar mais atenção à segurança dos pacientes e à conformidade regulatória.
Veja a seguir como cinco setores aplicam o planejamento da manutenção aos seus ativos: