Duas pessoas em uma fábrica inspecionam uma máquina enquanto um guincho suspenso levanta um componente em meio a equipamentos industriais e prateleiras

O que é análise de criticidade de ativos?

Análise de criticidade de ativos: definição

A análise de criticidade de ativos é um processo estruturado que as organizações utilizam para identificar seus ativos mais importantes e priorizar as atividades de manutenção em função deles.

Ao avaliar cuidadosamente tanto a probabilidade quanto as consequências de uma falha, as equipes de manutenção podem usar a análise de criticidade para desenvolver estratégias direcionadas, melhorar a confiabilidade dos ativos e reduzir os riscos operacionais.

Hoje, a maioria das empresas bem-sucedidas depende de milhares de ativos físicos para manter a produção. Cada vez mais, a manutenção desses ativos exige a integração de novas tecnologias, como sistemas digitais de gestão de ativos empresariais (EAM), plataformas de monitoramento de condição (CM) e fluxos de trabalho de manutenção preditiva. A análise de criticidade de ativos é essencial para avaliar onde e como aplicar essas tecnologias como parte de uma estratégia moderna de manutenção centrada na confiabilidade.

A análise de criticidade serve de base para muitas iniciativas de gestão de ativos, incluindo:

O que é uma avaliação de criticidade de ativos?

As avaliações de criticidade de ativos são centrais para a análise de criticidade de ativos e permitem que as organizações mensurem o valor de seus ativos físicos de acordo com vários fatores:

  • Qual é a probabilidade de um ativo falhar?
  • Se o ativo falhar, quão significativas são as consequências?
  • Qual é a importância de um ativo para as operações centrais do negócio?
  • Como um ativo afeta a segurança dos trabalhadores?
  • Um ativo está em conformidade com todas as regulamentações pertinentes?
  • Qual é o desempenho de um ativo do ponto de vista do custo total de propriedade (TCO)?

O objetivo de uma avaliação de criticidade de ativos é produzir uma classificação de criticidade ou uma pontuação de criticidade, para que os gerentes de manutenção possam compará-lo com outros ativos. Sem uma avaliação de criticidade, uma organização não consegue realizar a análise de criticidade dos ativos.

Criticidade de ativos versus condição dos ativos

A criticidade dos ativos e a condição dos ativos costumam ser confundidas e, embora os dois termos estejam relacionados, há várias diferenças importantes que vale a pena destacar. Quando os termos são aplicados incorretamente, as organizações correm o risco de otimizar seus processos de manutenção para o objetivo errado.

Enquanto a condição do ativo descreve sua integridade atual ou seu estado operacional, a criticidade do ativo mede a importância que ele tem para uma organização. Por exemplo, uma bomba antiga com vibração excessiva pode ser descrita com precisão como estando em más condições.No entanto, a menos que a bomba seja fundamental para a produção de bens e serviços, é improvável que ela seja considerada crítica.

Diferentemente da condição do ativo, a criticidade do ativo considera o papel que a bomba desempenha nas operações e na produtividade, além do impacto financeiro de sua falha para a empresa.

Mixture of Experts | 12 de dezembro, episódio 85

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Como funciona a análise de criticidade dos ativos?

As equipes de manutenção realizam a análise de criticidade de ativos seguindo um processo de sete etapas para identificar, avaliar e classificar os ativos de acordo com o risco de falha e o impacto potencial da falha sobre os processos centrais do negócio:

  1. Criar uma lista de ativos
  2. Definir critérios de avaliação
  3. Avaliar a probabilidade de falha
  4. Avaliar as consequências da falha
  5. Aplicar um sistema de pontuação
  6. Atribuir classificações de criticidade dos ativos
  7. Integrar as descobertas aos programas de manutenção

Veja mais de perto cada etapa:

1. Crie uma lista de ativos

A primeira etapa da análise de criticidade dos ativos é criar uma lista completa de todos os ativos físicos que uma organização possui, desde equipamentos de produção e infraestrutura das instalações até sistemas elétricos, componentes e instrumentação.

Para simplificar esse processo, as organizações modernas costumam contar com um sistema computadorizado de gerenciamento de manutenção (CMMS). Um CMMS é um software que usa inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (ML) e tecnologia de Internet das Coisas (IoT) para manter ordens de serviço, históricos de manutenção e outros registros essenciais para a análise de criticidade dos ativos.

2. Defina os critérios de avaliação

A etapa 2 exige que as organizações estabeleçam critérios para mensurar a criticidade dos ativos. Considerações comuns nessa fase incluem a segurança dos trabalhadores, o impacto sobre a produtividade e as operações, o impacto ambiental e financeiro e a conformidade regulatória.

Os gerentes de manutenção devem ser capazes de avaliar com precisão cada ativo da lista da etapa 1 de acordo com os critérios definidos na etapa 2.

3. Avalie a probabilidade de falha.

A próxima etapa da análise de criticidade de ativos é avaliar a probabilidade de falha de cada ativo. Por exemplo, para determinar a probabilidade de falha de uma esteira transportadora em uma planta de fabricação, os planejadores de manutenção considerariam sua idade, o desgaste, a vida útil projetada e as condições de manutenção, entre outros fatores.

As organizações avançadas incorporam cada vez mais tecnologias de manutenção preditiva, como sensores IoT, análise de vibração e algoritmos de aprendizado de máquina, para obter probabilidades de falha mais precisas.

4. Avalie as consequências da falha.

A quarta etapa é, possivelmente, a mais importante da análise de criticidade de ativos. Enquanto a etapa 3 indica à organização quando um ativo tem probabilidade de falhar, a etapa 4 mapeia como uma falha provavelmente afetaria as operações do negócio.

Embora dois componentes diferentes possam ter a mesma probabilidade de falha, se um deles der suporte a um processo crítico e o outro não, ele receberá uma classificação de criticidade mais alta. Essa mudança pode ocorrer mesmo que ele seja mais barato e menos complexo.

5. Aplique um sistema de pontuação

Os sistemas de pontuação ajudam os planejadores de manutenção a converter julgamentos subjetivos sobre a importância dos ativos em classificações numéricas e objetivas.

Embora não exista um padrão universal para os sistemas de pontuação, a maioria das organizações usa um método baseado em risco que combina a probabilidade de falha com as consequências da falha em uma escala de 1 a 5 ou de 1 a 10. Nessa escala, 1 representa um risco e uma consequência menores, e 10 representa os maiores.O objetivo não é produzir uma pontuação matematicamente perfeita, mas criar uma metodologia consistente que possa ser usada para cada ativo físico de um portfólio.

6. Atribua classificações de criticidade dos ativos

Depois de estabelecer seu sistema de pontuação, a organização classifica seus ativos de acordo com a criticidade. As classificações de criticidade de ativos ajudam as organizações a responder a perguntas importantes sobre a melhor forma de manter seus ativos. Essas perguntas podem ser:

  • Quais ativos exigem inspeções visuais planejadas regularmente e quais exigem que os técnicos os monitorem usando uma plataforma de monitoramento de condição em tempo real?
  • Quais ativos justificam investimentos maiores em tecnologias de manutenção preditiva e quais podem ser mantidos com segurança em um plano manual e reativo?
  • Quais ativos exigem redundância?
  • Quais ativos devem receber status de prioridade durante o planejamento da manutenção?

7. Integre as conclusões aos programas de manutenção

A etapa final da análise de criticidade de ativos envolve integrar aos programas de manutenção existentes os novos insights e as melhores práticas descobertos durante as seis primeiras etapas.

As organizações modernas usam as classificações de criticidade para determinar diversas ações, incluindo atividades de manutenção preventiva, priorização de ordens de serviço, alocação de recursos e planejamento de capital.

O que são metodologias estruturadas de avaliação de riscos?

Como parte da análise de criticidade de ativos, as organizações modernas também recorrem cada vez mais a metodologias estruturadas de avaliação de risco para ajudá-las a identificar, avaliar e priorizar melhor os riscos relacionados aos ativos críticos. A análise de modos e efeitos de falha (FMEA) e a manutenção centrada na confiabilidade (RCM) são duas das mais eficazes:

  • A FMEA examina possíveis modos de falha e seu impacto operacional sobre uma organização, ajudando as equipes de manutenção a identificar formas de evitar a falha ou, pelo menos, mitigar seu impacto.
  • A RCM se baseia nas informações geradas pela FMEA para ajudar as equipes a desenvolver estratégias de manutenção otimizadas que podem aumentar a confiabilidade dos equipamentos ao alinhar as atividades de manutenção às características das falhas. Juntos, esses frameworks oferecem uma abordagem estruturada para melhorar a confiabilidade dos ativos e, ao mesmo tempo, minimizar a manutenção desnecessária.

Benefícios da análise de criticidade dos ativos

A análise de criticidade dos ativos é uma ferramenta essencial para ajudar as empresas a identificar os ativos mais importantes para seus processos centrais de negócio e a priorizar a manutenção de acordo com isso.

Veja alguns de seus benefícios mais expressivos.

Planejamento de manutenção mais eficaz

Um planejamento de manutenção sólido e bem fundamentado garante que as organizações tirem o máximo proveito de seus ativos ao longo de todo o ciclo de vida, do planejamento à instalação, operação e desativação. Em vez de aplicar os mesmos cronogramas de manutenção a todos os ativos, a análise de criticidade de ativos ajuda as equipes a adaptar abordagens individuais para atender às exigências do risco de falha e da criticidade.

Por exemplo, enquanto um compressor de produção crítico pode exigir inspeções mensais, um ventilador não crítico em um depósito pode precisar ser testado apenas uma vez por trimestre. Manter esses dois ativos no mesmo plano de manutenção seria caro e ineficaz.

Alocação de recursos mais inteligente

Os recursos de manutenção são finitos, e os planejadores de manutenção precisam criar e ajustar estratégias constantemente para atender às necessidades orçamentárias, aos requisitos de conformidade operacional e às agendas dos trabalhadores. A análise de criticidade de ativos os ajuda a direcionar melhor a equipe e as peças para os ativos que são críticos para gerar valor de negócio e maximizar o ROI.

Por exemplo, em uma planta de fabricação automotiva, 25 técnicos são responsáveis pela manutenção de mais de 2.000 ativos de produção. O gerente deles sabe que só há equipe suficiente para concluir 30 tarefas de manutenção preventiva por semana, embora 50 estejam previstas de acordo com as ordens de serviço geradas por um CMMS. A análise de criticidade ajuda a equipe a priorizar tarefas para garantir que a produtividade não seja interrompida e que os ativos mais importantes sejam reparados primeiro.

Menos downtime não planejado

Falhas inesperadas costumam interromper as operações e gerar custos substanciais. De acordo com um relatório recente voltado para a indústria de fabricação, o downtime não planejado custa cerca de US$ 50 bilhões por ano, US$ 260.000 por hora, ou quase US$ 9.000 por minuto.

Ao ajudar os gerentes de manutenção a identificar ativos críticos e a concentrar os esforços de manutenção preventiva nos equipamentos de maior risco, a análise de criticidade contribui para reduzir o downtime não planejado e melhorar a continuidade operacional.

Manutenção preditiva aprimorada

As tecnologias de manutenção preditiva ajudam as organizações a usar dados operacionais e monitoramento de condição em tempo real para prever quando os ativos têm probabilidade de falhar. Mas são caras e, muitas vezes, exigem investimentos iniciais significativos em sensores, plataformas de análise e infraestrutura de dados.

A análise de criticidade ds ativos ajuda as organizações a determinar onde esses investimentos gerarão mais valor. Ela também ajuda os profissionais a perceber onde é possível continuar monitorando ativos com técnicas menos caras, como manutenção de rotina e inspeções visuais.

Maior confiabilidade

Estratégias de manutenção orientadas por avaliações de criticidade de ativos permitem que os técnicos tratem as vulnerabilidades dos equipamentos antes que elas resultem em falhas. Ao priorizar as atividades de manutenção de forma mais estratégica, eles conseguem reduzir o número de quebras e melhorar a confiabilidade dos ativos ao longo do tempo.

À medida que a confiabilidade melhora, as organizações também estendem o ciclo de vida dos ativos, aumentam a estabilidade dos processos de produção e reduzem os custos gerais de manutenção.

Maior desempenho dos ativos

Ativos mais saudáveis e confiáveis costumam ser ativos de maior desempenho. À medida que as equipes de manutenção aplicam a análise de criticidade ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos, também costumam observar um aumento no desempenho deles.

Ao garantir que as atividades de manutenção se concentrem nos equipamentos de maior criticidade, e não apenas nos que quebram com mais frequência, os gerentes de manutenção asseguram que seus ativos mais valiosos operem sempre em níveis máximos de desempenho.

Casos de uso da análise de criticidade de ativos por setor

A análise de criticidade dos ativos surgiu em programas de manutenção industrial, mas se difundiu pela maioria dos setores. Hoje, ela ajuda as organizações a desenvolver estratégias de manutenção para ativos tão diversos quanto plantas de fabricação, instalações de petróleo e gás e sistemas de saúde.

A seguir, cinco casos de uso da análise de criticidade de ativos por setor.

Fabricação

O setor de fabricação recorre à análise de criticidade de ativos para identificar, em suas linhas de produção, os ativos cuja falha teria maior impacto sobre a produção.

Ao atribuir níveis de criticidade e formar uma hierarquia de ativos, essas organizações conseguem decidir quais equipamentos devem seguir planos de manutenção proativa complexos e caros e quais podem seguir planos reativos mais baratos e simples.

Os ativos críticos no setor de fabricação costumam incluir:

  • Linhas de produção
  • Compressores
  • Caldeiras
  • Robôs industriais
  • Sistemas de embalagem

Petróleo e gás

O setor de petróleo e gás depende de ativos grandes e complexos na maioria de seus principais processos de negócio, incluindo a perfuração, o refino e o transporte de grandes volumes de petróleo e gás natural. Em um setor no qual uma hora de downtime não planejado pode custar até US$ 500.000, garantir a boa manutenção dos ativos críticos é uma prioridade inegável.

A falha de grandes ativos, como plataformas de petróleo, oleodutos e equipamentos de refinaria, pode gerar condições perigosas rapidamente. Para garantir a integridade dos ativos, as empresas de petróleo e gás usam avaliações e análises de criticidade dos equipamentos para determinar quais ativos representam o maior risco às operações e aos trabalhadores, planejando as atividades de manutenção em função disso.

Serviços públicos

As empresas de serviços públicos precisam operar grandes redes interconectadas de ativos como parte de seus principais processos de negócio. As interrupções podem ser devastadoras, provocando quedas de energia e riscos ambientais, além de penalidades financeiras por violação de normas.

As avaliações de criticidade ajudam os operadores de serviços públicos a melhorar a confiabilidade dos equipamentos e a reduzir as interrupções de serviço em grandes áreas. Estes são alguns exemplos de ativos críticos na infraestrutura de serviços públicos:

  • Turbinas
  • Transformadores
  • Geradores
  • Disjuntores
  • Subestações

Saúde

Hospitais e outros tipos de instalações médicas dependem de ativos grandes e complexos para melhorar a saúde dos pacientes e manter o conforto e a segurança de médicos, profissionais clínicos e técnicos em ambientes grandes e interconectados.

A análise de criticidade dos ativos ajuda as organizações de saúde a priorizar um conjunto diversificado de necessidades de manutenção, garantindo a continuidade operacional e a segurança dos pacientes. A seguir, alguns ativos críticos no setor de saúde:

  • Equipamentos de geração de imagens médicas
  • Sistemas de ventilação
  • Geradores de backup
  • Equipamentos de esterilização
  • Sistemas de laboratório

Autores

Mesh Flinders

Staff Writer

IBM Think

Ian Smalley

Staff Editor

IBM Think

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