Os processos de conformidade da IA ajudam as empresas a evitar os riscos financeiros, legais e de reputação associados ao uso de ferramentas de IA.
Quanto mais as empresas usam a IA, mais podem se deparar com situações em que a tecnologia toma rumos inesperados ou errôneos. Por exemplo, uma empresa abandonou sua ferramenta de recrutamento de IA depois de descobrir que ela perpetuou discriminação de gênero devido aos materiais usados para treiná-la.2 E as investigações descobriram que alguns pedidos de empréstimo orientados por algoritmos podem levar à discriminação contra candidatos de cor.3
As preocupações com essas questões estão estimulando uma onda de esforços para padronizar a forma como a IA é desenvolvida e usada pelas empresas. Em 2024, a União Europeia se tornou o primeiro grande mercado a impor regras sobre a IA com o lançamento da Lei de IA da UE. Outras jurisdições, incluindo Estados Unidos e China, também estão desenvolvendo suas próprias regulamentações de IA.
A falta de conformidade pode custar caro. De acordo com o General Data Protection Regulation (GDPR) da UE, as empresas podem enfrentar multas de até EUR 20 milhões ou 4% de seu faturamento anual global, o que for maior. Nos Estados Unidos, a Federal Trade Commission (FTC) pode adotar ações de imposição contra empresas por violações relacionadas à IA, como o uso de algoritmos de aprendizado de máquina tendenciosos.4
A conformidade também é essencial para proteger a reputação da marca. Uma pesquisa de 2024 da KPMG descobriu que 78% dos consumidores acreditam que as organizações que usam a IA têm a responsabilidade de ajudar a garantir que ela esteja sendo desenvolvida de forma ética.5 Se isso não ocorrer, pode acarretar perda de confiança das empresas e dos consumidores.
Ao garantir que os sistemas de IA sejam confiáveis, transparentes e responsáveis, as empresas podem gerar inovação, melhorar a eficiência e obter uma vantagem competitiva no mercado.