Cloud banking é um termo que se refere à entrega sob demanda de serviços bancários por instituições financeiras via internet. Como outros serviços de computação em nuvem, ele depende do acesso remoto a recursos de computação, como servidores físicos, servidores virtuais, data centers, software como serviço (SaaS) etc.
Além de oferecerem maior facilidade e acessibilidade, os serviços bancários em nuvem melhoram a experiência do cliente de outras formas, incluindo a capacidade de fazer diversos tipos de pagamento online. Quando um cliente de uma instituição financeira que fornece serviços de cloud banking assiste a um filme pay-per-view em casa ou solicita uma corrida por um aplicativo de transporte, ele está usando serviços bancários digitais nativos da nuvem. Esses serviços viabilizam a transação, garantindo um processo de pagamento sem complicações.
Além de servir de base para muitos serviços ao consumidor, o ecossistema de nuvem também ajuda o setor financeiro a reduzir custos e atender a outras necessidades de negócios. Desde viabilizar aplicações que aprimoram o trabalho remoto até o fornecimento do alto poder computacional necessário para executar aplicações de inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (ML) e Internet das Coisas (IoT), os bancos em todo o mundo estão usando o potencial das plataformas de nuvem.
Para os consumidores, o cloud banking facilitou muito as atividades cotidianas, como compras e transporte. Considere a tarefa de comprar mantimentos e pegar seus filhos na escola. Antes que o cloud banking fosse uma realidade, essas tarefas exigiriam várias paradas em diferentes locais. Agora, alguém pode realizá-las usando apenas um smartphone com um aplicativo de cloud banking.
Entretanto, o poder do cloud banking não se restringe ao consumidor. O setor bancário vem usando essa tecnologia cada vez mais para melhorar a segurança de dados, criar produtos mais inovadores e implementar tecnologias de ponta, como IA e ML, para automatizar tarefas rotineiras. De fato, as migrações para a nuvem em instituições financeiras se tornaram tão difundidas queo setor está ultrapassando os outros a passos largos (PDF) e atualmente representa até 16% dos gastos globais com nuvem.
À medida que as instituições financeiras procuram usar a nuvem para oferecer melhores produtos e serviços aos clientes e atingir seus próprios objetivos de transformação digital, elas colhem vários benefícios importantes.
A migração de cargas de trabalho para a nuvem permitiu que os bancos reduzissem os custos associados ao armazenamento e à análise de dados. Considerando que os bancos são obrigados por lei a manter registros financeiros detalhados para todos os clientes, essa área tem um grande potencial para revelar insights valiosos. O cloud banking permite que as instituições financeiras mudem de um modelo inicial de armazenamento de dados no local para soluções mais flexíveis e pré-pagas que podem ser ajustadas conforme a necessidade.
Como protegem as informações e os ativos mais importantes dos clientes, os bancos são alvos frequentes de tentativas de hacking e fraudes, mas a migração dos serviços financeiros para a nuvem os tornou mais seguros. As soluções bancárias modernas na nuvem mantêm os dados dos clientes seguros por meio de camadas adicionais de proteção, como criptografia e detecção de fraude. As soluções de cloud banking também ajudam os bancos a manter a conformidade com as regulamentações em constante mudança que regem o setor. Por fim, muitas ofertas de nuvem possuem recursos integrados de recuperação de desastres (DR) que ajudam as instituições financeiras a se recuperarem rapidamente após uma violação de segurança ou uma enorme interrupção.
O uso da nuvem abriu os sistemas bancários para o poder da IA em várias cargas de trabalho. Um exemplo está na área de dados de clientes e desenvolvimento de produtos. Quando um banco armazena dados de clientes na nuvem, os algoritmos de IA podem verificá-los constantemente em busca de insights sobre os comportamentos dos clientes que podem ser usados para criar novos produtos e funcionalidades. Outro exemplo está no setor de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), em que chatbots de IA e agentes virtuais já estão substituindo centrais de atendimento. Essas ferramentas aprimoram o suporte ao cliente ao auxiliarem em diversas tarefas, como abrir novas contas, transferir dinheiro e solicitar um cartão de crédito.
Como o cloud banking é um espaço bastante vibrante e tecnologicamente inovador, há novas aplicações e serviços sendo criados todos os dias. Isso significa que muitos recursos de cloud banking já vêm prontos para o uso, reduzindo drasticamente o tempo que leva para o banco oferecê-los aos seus clientes. Quando um banco que já está implementando a infraestrutura de cloud banking identifica uma necessidade do cliente que não está sendo atendida, é provável que já exista uma aplicação pronta para uso que melhoraria imediatamente a experiência do usuário.
Em seus primórdios, o cloud banking era simplesmente uma maneira de os bancos fornecerem serviços financeiros a seus clientes remotamente, em vez de pessoalmente em um local físico. Com a evolução do setor, os bancos estão usando cada vez mais a nuvem para encontrar novas eficiências em infraestrutura e operações bancárias, sobretudo em armazenamento e processamento de dados.
Na década de 2000, os smartphones e as velocidades de internet mais rápidas inauguraram uma era de inovação digital no setor bancário. Esse setor, antes sobrecarregado pelos custos e restrições da infraestrutura física, começou a mudar. Logo, os bancos passaram a oferecer mais serviços de forma digital. Após preocupações iniciais sobre proteção e segurança de dados, os clientes começaram a confiar mais no espaço e a se tornar mais abertos a realizar transações online.
Na segunda década do novo século, era normal que os clientes acessassem suas contas online, a qualquer hora do dia, muitas vezes no dispositivo de sua escolha. Com a melhoria dos recursos de segurança nas soluções de nuvem pública, os bancos começaram a acessar seus servidores e bancos de dados também pela internet, em vez de depender de data centers locais, como faziam antes. Isso fez com que os bancos se tornassem clientes de soluções de nuvem privada e pública e deu início à era atual dos serviços bancários em nuvem. Nessa nova era, os provedores de serviços de nuvem (CSPs) competem nas áreas de segurança, tecnologia e adaptabilidade para atender às necessidades em evolução do setor.
Ao moldar uma estratégia de nuvem, as instituições financeiras enfrentam um equilíbrio delicado entre a demanda dos clientes pelas aplicações e serviços mais recentes, a adesão aos exigentes requisitos regulatórios e o custo. Uma das escolhas mais importantes que eles devem fazer é entre uma nuvem pública e privada.
Quando os bancos começaram a migrar seus serviços para a nuvem, a maioria escolheu um ambiente de nuvem privada, por ser considerado mais seguro. Uma nuvem privada é um ambiente de computação em nuvem que pertence inteiramente a uma única organização. Todos os serviços de uma nuvem privada em uso por uma instituição financeira são fornecidos em uma rede privada, limitando a capacidade de penetração e comprometimento dos dados do cliente por agentes mal-intencionados. A infraestrutura de nuvem privada normalmente se situa dentro de um data center de propriedade da instituição financeira ou gerenciada por um fornecedor terceirizado contratado. Essa configuração fornece uma camada adicional de segurança. Apesar da atratividade da nuvem privada em termos de segurança e controle, ela carece da escalabilidade e da flexibilidade oferecidas pela nuvem pública. Com a melhoria na segurança das nuvens públicas, muitos bancos já estão optando por elas como uma opção viável.
Uma nuvem pública é uma nuvem hospedada no domínio público que pode ser acessado pela internet. Muitas das maiores empresas do mundo, como Amazon Web Services (AWS), IBM e Microsoft Azure, hospedam instâncias de nuvem pública. Uma nuvem pública permite que as instituições financeiras armazenem dados de clientes em centros e aumentem ou diminuam a escala dos serviços que assinam, conforme necessário. O modelo de nuvem pública oferece vantagens significativas em termos de custo, escalabilidade e flexibilidade. Contudo, algumas instituições financeiras se preocupam com as leis de privacidade, já que muitos servidores que armazenam dados sigilosos ficam em outros países.
As soluções de nuvem híbrida e multinuvem buscam combinar as vantagens da computação em nuvem dos ecossistemas públicos e privados. Os ambientes de nuvem híbrida são exatamente o que parecem: uma combinação de ofertas de nuvem privada e pública. As multinuvens são instâncias em que os clientes de nuvem selecionam vários serviços (públicos e privados) de vários provedores. As implementações bancárias híbridas e multinuvem estão crescendo em popularidade porque permitem que as instituições financeiras escolham os preços mais baixos disponíveis dos vários provedores ao selecionar um serviço de nuvem.
À medida que as instituições financeiras adotam a nuvem e seus muitos benefícios, os casos de uso aumentam a cada dia. Instituições de pequeno e grande porte estão lançando novas iniciativas de transformação digital com a transformação da nuvem em seus centros. Veja a seguir algumas maneiras pelas quais o cloud banking está mudando o mundo dos serviços financeiros.
Durante anos, muitos bancos recorreram a infraestruturas de TI legadas que permaneceram em funcionamento por décadas devido ao elevado custo de substituição. Entretanto, mantê-las também era caro, sem mencionar o custo de oportunidade de não usar a velocidade e a agilidade das novas tecnologias. Hoje, muitos bancos incorporam soluções de cloud banking em iniciativas mais amplas de modernização. Como parte dessa mudança, eles estão transferindo recursos como armazenamento e processamento de dados de uma infraestrutura de TI legada para modelos operacionais em nuvem mais adaptáveis. Isso ajuda a reduzir custos e aumenta o nível de suas ofertas tecnológicas para os clientes.
O cloud banking mudou tanto a experiência bancária geral que alguns bancos novos não têm nenhuma agência física. Exemplo disso são os challenger banks, empresas de tecnologia que dependem fortemente de produtos e serviços de tecnologia financeira (fintech), que estão usando a nuvem para criar plataformas de serviços bancários digitais. Alguns oferecem seus serviços exclusivamente em um aplicativo que podem ser baixados em smartphones. Os challenger banks dependem fortemente da nuvem para fornecer serviços bancários de varejo semelhantes aos serviços oferecidos pelas instituições financeiras tradicionais, incluindo contas correntes e poupança, empréstimos e cartões de crédito. No entanto, eles operam sem os custos indiretos das agências físicas e dos funcionários necessários para gerenciá-las.
O open banking (ou “dados bancários abertos”) é uma nova prática, possibilitada por tecnologias de nuvem, na qual as instituições financeiras abrem os dados de seus clientes a terceiros, muitas vezes outros provedores de serviços financeiros, para estimular a inovação e fornecer novos serviços. Os bancos que praticam o open banking antes de mais nada devem obter a permissão de seus clientes para compartilhar suas informações, geralmente por meio de um formulário de consentimento. Em seguida, seus dados, incluindo conta, histórico de transações e outras informações, podem ser compartilhados por meio de uma interface de programação de aplicativos ou API. Os usos do open banking variam muito, mas geralmente incluem oportunidades de marketing para empréstimos e outros serviços financeiros, bem como o desenvolvimento de novos produtos digitais.
A mudança de muitas instituições financeiras da nuvem privada para a pública permitiu que os provedores de nuvem pública oferecessem produtos novos e inovadores em um modelo de produto como serviço, possibilitando que os bancos testassem diferentes serviços e produtos para os clientes. As ofertas prontas para uso também incentivam os bancos a se concentrarem menos nas tecnologias financeiras, raramente consideradas como competências bancárias essenciais, sem deixar de colher os benefícios da inovação nesse espaço.
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