Com a proliferação dos contêineres, hoje, uma organização pode ter centenas ou milhares de contêineres. Equipes de operações são necessárias para agendar e automatizar implementação de contêineres, rede, escalabilidade e disponibilidade. É aí que entra a orquestração de contêineres.
Baseado no Borg, a plataforma interna de orquestração de contêineres do Google, o Kubernetes foi apresentado ao público como uma ferramenta de código aberto em 2014, com Microsoft, Red Hat, IBM e outros grandes players de tecnologia aderindo como membros iniciais da comunidade Kubernetes. Em 2015, o Google doou o Kubernetes à Cloud Native Computing Foundation (CNCF), o hub de computação nativa da nuvem de código aberto e independente de fornecedores.
O Kubernetes se tornou o primeiro projeto hospedado da CNCF em março de 2016. Desde então, o Kubernetes tornou-se a ferramenta de orquestração de contêineres mais usada para executar cargas de trabalho baseadas em contêineres em todo o mundo. Em um relatório da CNCF, o Kubernetes é o segundo maior projeto de código aberto do mundo (depois do Linux) e a principal ferramenta de orquestração de contêineres para 71% das empresas da Fortune 100.
Em 2018, o Kubernetes tornou-se o primeiro projeto a alcançar o status de "Graduated" na CNCF, consolidando-se como um dos projetos de código aberto com crescimento mais acelerado da história. Embora outras opções de orquestração de contêineres, mais notavelmente Docker Swarm e Apache Mesos, tenham ganhado alguma força no início, o Kubernetes rapidamente se tornou a opção mais adotada.
Desde que o Kubernetes entrou para a CNCF em 2016, o número de colaboradores cresceu para 8.012, um aumento de 996%. Até o momento da redação desse texto, os colaboradores adicionaram mais de 123.000 commits ao repositório Kubernetes no GitHub.