Chatbots de comércio eletrônico: benefícios e casos de uso

Homem sentado na frente de um notebook enquanto segura o celular

Chatbots de comércio eletrônico: definição

Um chatbot de comércio eletrônico é uma aplicação de software automatizada que simula conversas com usuários e gerencia tarefas básicas em ambientes de varejo online.

Os chatbots costumam servir como o ponto de contato inicial entre as lojas de comércio eletrônico e os clientes. Em vez de fazer com que um cliente navegue por menus complexos ou espere por agentes humanos, um chatbot fornece uma interface de conversa imediata. Eles são geralmente projetados para responder a perguntas frequentes (FAQs). Também fornecem suporte em tempo real para consultas de clientes e fazem recomendações de produtos. Além disso, processam atualizações de status de pedidos sem intervenção humana.

Os chatbots geralmente são incorporados em sites de comércio eletrônico e ativados por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens, como WhatsApp ou Facebook Messenger. Também podem ser integrados a uma plataforma de comércio eletrônico, como o Shopify, por meio de uma API. E são amplamente adotados: uma pesquisa com empresas de varejo e comércio eletrônico revelou que 85% implementaram chatbots em suas operações de comércio eletrônico.1 Quando implementados corretamente, os chatbots podem melhorar a automação, agilizar as operações e impulsionar as vendas.

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Chatbots vs agentes de IA: qual a diferença?

Chatbots e agentes de IA estão relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.

Os chatbots são, essencialmente, interfaces de comunicação. Sua função principal é a conversação. Sejam eles baseados em regras (seguindo uma árvore de decisão) ou impulsionados por IA (gerando respostas), seu objetivo é interagir com o usuário, coletar informações e fornecer respostas usando uma base de conhecimento ou banco de dados. São indicados para lidar com um grande volume de interações rotineiras com clientes.

Diferentemente dos chatbots, os agentes de IA são autônomos e podem executar tarefas mais complexas. Enquanto um chatbot pode dizer a um cliente que um produto está em falta, um agente de IA pode detectar que o estoque está baixo. Em seguida, pode entrar em contato de forma autônoma com o fornecedor para reabastecer o produto e ajustar a estratégia de preços com base nos níveis de fornecimento.

Em resumo, enquanto os chatbots basicamente respondem, os agentes de IA podem agir além do escopo da solicitação inicial.

Ainda assim, a linha divisória entre eles pode ser imprecisa. Nos últimos anos, os chatbots deixaram de ser movidos por árvores de decisão rígidas e passaram a usar grandes modelos de linguagem (LLMs), semelhantes à tecnologia por trás do ChatGPT. Antes, se um usuário digitasse uma frase que o bot não reconhecia, ele retornava um erro. Atualmente, a IA generativa permite que os chatbots interpretem o contexto, lidem com erros tipográficos e gerem respostas que vão além de modelos pré-escritos, embora ainda sejam de resposta imediata por natureza.

Por exemplo, ferramentas como o IBM® watsonx Orchestrate permitem que as empresas criem assistentes conversacionais precisos, escaláveis e baseados em dados de negócios. Esses assistentes garantem que a IA siga as diretrizes rigorosas da marca ao mesmo tempo que oferece automação.

Tipos de chatbots de comércio eletrônico

Existem diversas categorias de chatbots que podem ser usados para comércio eletrônico:

Chatbots baseados em regras

Esses chatbots operam em scripts predefinidos e árvores de decisão ou fluxos de conversa rígidos baseados na lógica “se/então”. Os usuários normalmente interagem clicando em botões ou selecionando opções em um menu (por exemplo, “rastrear pedido” ou “receber assistência”). Os bots baseados em regras são melhores para perguntas frequentes, status de pedidos ou comunicação das políticas da loja. Eles são fáceis de usar e podem responder a perguntas, mas normalmente não entendem textos abertos e com nuances.

Chatbots impulsionados por IA (IA conversacional)

Usando aprendizado de máquina (ML) e processamento de linguagem natural (NLP), esses bots podem interpretar a intenção por trás do texto ou da voz de um usuário. Eles conseguem lidar com perguntas mais abertas dos clientes, oferecer recomendações personalizadas e aprender com o tempo. Por exemplo, se um usuário digitar: “Onde está minha encomenda?” ou “Ainda não recebi meus itens”, um chatbot impulsionado por IA reconhece ambos como solicitações de rastreamento de pedidos.

Grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, são cada vez mais incorporados em plataformas de chatbot, embora geralmente com mecanismos de controle e moderação.

Chatbots focados em mensagens

Alguns chatbots são projetados principalmente para aplicativos de mensagens, como WhatsApp, Facebook Messenger ou SMS. Essas ferramentas são mais comuns em regiões onde o comércio móvel predomina e o engajamento do cliente geralmente ocorre fora dos sites tradicionais.

Chatbots transacionais

Esses bots auxiliam em ações comerciais específicas, como rastreamento de pedidos, assistência na finalização da compra ou reembolsos e trocas. Podem oferecer suporte personalizado e vender produtos complementares durante o processo de compra. Muitas vezes, estão totalmente integrados a uma plataforma de comércio eletrônico, sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) e sistemas de gerenciamento de pedidos .

Chatbots híbridos

Esses modelos combinam a precisão dos botões baseados em regras com a flexibilidade da compreensão orientada por IA. Eles geralmente lidam com consultas básicas de suporte automaticamente, mas transferem questões complexas, emocionais ou técnicas para agentes humanos da central de ajuda ou uma equipe de suporte especializada.

Casos de uso para chatbots de comércio eletrônico

Os chatbots de comércio eletrônico são utilizados em toda a jornada do cliente, desde a descoberta até o suporte pós-compra. Embora os recursos variem, alguns dos usos mais comuns são:

Lidar com o suporte ao cliente e perguntas frequentes

Os chatbots são frequentemente implementados como primeira linha de suporte ao cliente, lidando com perguntas rotineiras e de alto volume sobre problemas como prazos de entrega, políticas de devolução, preços e status dos pedidos.

Por exemplo, um cliente que está navegando em uma loja de roupas online às 22h pode perguntar: “Quanto tempo o frete padrão leva para a Califórnia?”. O chatbot responde instantaneamente com estimativas de entrega atuais baseadas na localização do cliente, eliminando a necessidade de entrar em contato com um agente humano. A resposta é personalizada com base em dados conhecidos sobre o cliente. Ao evitar perguntas repetitivas, os chatbots permitem que as equipes de suporte humano se concentrem em casos complexos ou de alto valor.

Combater o abandono do carrinho e assistência na finalização de compra

Durante o processo de finalização da compra, os chatbots podem resolver proativamente qualquer confusão, responder a perguntas de última hora e reconectar clientes que abandonaram o carrinho. Por exemplo, chatbots podem enviar mensagens (por meio de pop-ups na web, SMS ou WhatsApp) para lembrar os usuários de itens deixados para trás, às vezes oferecendo um código de desconto para recuperar a venda. Quando um cliente chega à etapa de finalização da compra, os chatbots podem alertá-lo sobre promoções ou descontos disponíveis que ele pode usar.

Descoberta e recomendação de produtos

Os chatbots ajudam os clientes a navegar em grandes catálogos, fazendo perguntas esclarecedoras e oferecendo sugestões personalizadas de produtos, moldadas pelos comportamentos de navegação, preferências e segmentação básica. Por exemplo, se um comprador digitar “Preciso de um notebook para edição de vídeo por menos de USD 1.500”, o chatbot pode recomendar modelos adequados e destacar as principais diferenças para ajudar o cliente a decidir.

Se um cliente perguntar sobre tênis, o bot pode sugerir opções adicionais, como meias ou outros equipamentos esportivos relacionados. E se um comprador adicionar um par de meias ao carrinho, o chatbot poderá alertá-lo de que ele está qualificado para uma promoção de 10% de desconto se comprar três pares. Essa abordagem de conversação pode replicar aspectos de uma experiência de vendas na loja e reduzir o atrito na descoberta de produtos.

Suporte à produção de leads e insights de mercado

No comércio B2B ou de alta consideração, chatbots às vezes são usados para qualificar leads, direcionar conversas para equipes de vendas ou suporte e capturar dados estruturados de clientes para sistemas de CRM. Por exemplo, um chatbot recebe um visitante em um site de comércio eletrônico SaaS e pergunta sobre o tamanho da empresa, a faixa orçamentária e o caso de uso pretendido. Com base nas respostas, o chatbot agenda uma demonstração com o representante de vendas apropriado.

Em escala, as mesmas interações também podem fornecer insights mais amplos de pesquisa de mercado. As conversas agregadas do chatbot podem revelar padrões nas necessidades dos clientes ou objeções comuns. Esses insights podem informar o desenvolvimento de produtos e a estratégia de marketing, além de auxiliar na qualificação de leads.

Acompanhamento de pedidos e gestão do relacionamento pós-venda

Após a finalização da compra, os chatbots podem auxiliar os clientes com rastreamento de pedidos em tempo real, notificações de entrega, perguntas frequentes pós-compra, devoluções ou trocas. Por exemplo, em vez de pesquisar e-mails, um cliente pode consultar um chatbot (“Onde está meu pedido?”) e receber uma resposta direta sobre seu status.

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Benefícios dos chatbots de comércio eletrônico

Quando implementados de forma eficaz, os chatbots podem oferecer benefícios operacionais e de experiência do cliente significativos.

  • Suporte em tempo integral: os chatbots oferecem disponibilidade sempre ativa, tornando-os valiosos para empresas globais de comércio eletrônico que atendem clientes em diferentes fusos horários.
  • Consistência: os chatbots fornecem respostas confiáveis com base em regras e respostas predefinidas, garantindo que os usuários recebam informações precisas.
  • Eficiência de custos: ao automatizar consultas de rotina, os chatbots reduzem os custos gerais de suporte. Até 2029, a automação lidará com 80% dos problemas de atendimento ao cliente. A Gartner prevê que ela reduzirá os custos operacionais em 30%.2
  • Experiência do cliente: respostas instantâneas a perguntas comuns sobre assuntos como preços, prazos de entrega ou qualificação para devoluções ajudam a eliminar atritos no processo de compra e podem melhorar as taxas de conversão. Os clientes podem preferir chatbots para tarefas simples e transacionais, nas quais a velocidade é mais importante do que a interação humana. Além disso, pesquisas sugerem que as pessoas preferem chatbots quando compram algo que pode ser constrangedor ou de natureza privada.3
  • Escalabilidade: durante períodos de pico de demanda, os chatbots conseguem lidar com milhares de conversas simultâneas sem perda de qualidade.

Desafios e limitações dos chatbots de comércio eletrônico

Os chatbots oferecem muitos benefícios, mas ainda estão evoluindo. Algumas limitações são:

  • Qualidade de dados: os chatbots são tão eficazes quanto as informações em que se baseiam. Dados de produtos desatualizados, políticas incorretas ou APIs incompletas podem fazer com que o chatbot forneça respostas erradas ou enganosas.
  • Inteligência emocional: a detecção de sentimentos está melhorando, mas os chatbots ainda têm dificuldades com situações complicadas, como reclamações, contestações ou reembolsos.
  • Complexidade de implementação: os chatbots avançados exigem integração com catálogos de produtos, ferramentas de CRM e outras logísticas. Se feito incorretamente, isso pode levar a uma experiência prejudicada ou respostas imprecisas.
  • Confiança e transparência: alguns clientes continuam desconfiados em relação às respostas orientadas por IA: 82% dos entrevistados em uma pesquisa disseram que prefeririam a ajuda de um agente humano em vez de suporte automatizado.4 E à medida que as capacidades dos chatbots se expandem, as organizações precisam gerenciar os riscos relacionados a alucinações, viés e conformidade.

Como integrar chatbots em operações de comércio eletrônico

Embora as ferramentas e processos variem, as implementações bem-sucedidas de chatbot geralmente seguem a mesma sequência estratégica:

  1. Defina o principal objetivo do negócio: comece por identificar qual problema o chatbot deve resolver. Objetivos comuns incluem reduzir o volume de chamados de suporte, melhorar as taxas de conversão, recuperar carrinhos abandonados ou leads qualificados. Objetivos claros evitam o aumento descontrolado do escopo e expectativas irreais.
  2. Selecione uma plataforma adequada à escala e à complexidade em questão: equipes menores geralmente começam com soluções de chatbot prontas para uso, que se integram diretamente à plataforma de comércio eletrônico. Organizações maiores podem exigir ferramentas de nível empresarial que aceitem integrações avançadas, análise de dados, segurança e governança. A plataforma “certa” depende menos das funcionalidades e mais da adequação operacional.
  3. Crie fluxos de conversa intencionalmente: mesmo ao usar chatbots orientados por IA, mapear a jornada do cliente é importante. As equipes geralmente começam identificando as perguntas mais comuns dos clientes e definindo como o chatbot deve responder. Também determinam quando ele deve pedir para esclarecer dúvidas e quando o caso deve ser encaminhado para um agente humano.
  4. Crie e mantenha uma base de conhecimento confiável: os chatbots dependem de dados precisos e estruturados: catálogos de produtos, preços, políticas de envio, regras de devolução e perguntas frequentes. Se essas informações estiverem incompletas ou desatualizadas, a experiência com o chatbot se deteriorará rapidamente. A manutenção contínua do conteúdo é um requisito operacional fundamental.
  5. Teste e refine: os testes devem abranger não apenas a precisão, mas também casos extremos, tratamento de erros e experiência do usuário em todos os dispositivos e canais. Muitas falhas ocorrem não porque o chatbot é “ruim”, mas porque ele se comporta de forma imprevisível em cenários reais.
  6. Monitore, mensure e otimize: após o lançamento, as equipes devem acompanhar métricas, como tempo de resposta, taxa de resolução, impacto na conversão e satisfação do cliente. Esses insights orientam as melhorias necessárias e ajudam a determinar quando recursos de IA mais avançados seriam úteis.

Muitas organizações começam com chatbots relativamente simples e baseados em regras, e gradualmente vão incorporando funcionalidades orientadas por IA, à medida que a confiança, a qualidade de dados e a maturidade da governança melhoram. A implementação pode variar de acordo com o modelo de comércio eletrônico.

Autores

Amanda McGrath

Staff Writer

IBM Think

Amanda Downie

Staff Editor

IBM Think

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