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Afinal o que é esse tal de FinOps ?

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Um novo termo surgiu no mercado à medida em que as organizações começaram a migrar suas cargas de trabalho para nuvem e a modernizar suas aplicações: FinOps.

Afinal, o que é esse tal de FinOps?

Assim como o DevOps revolucionou o desenvolvimento, aumentando a agilidade e aproximando os times de Desenvolvimento e Operações, FinOps também é uma cultura que aproxima os times de tecnologia, Cloud e Finanças das organizações. Seu principal objetivo é trazer transparência ao consumo de nuvem e permitir melhorar o processo de tomada de decisões no uso dos recursos, consequentemente reduzindo gastos desnecessários. Importante frisar que a redução de gastos passa a ser uma consequência da prática e não o seu propósito final, ou seja, FinOps não é meramente uma disciplina financeira de gestão de custos.

Eu gosto bastante dessa frase descrita no FinOps.org: “Se parece que FinOps é sobre economizar dinheiro, pense novamente. FinOps é sobre ganhar dinheiro.” 

Isso significa que quanto mais otimizado forem os gastos, mais você poderá investir em inovação e modernização de novos produtos, gerando assim mais receita para sua empresa.

FinOps não é algo que uma pessoa ou empresa criou, e sim um movimento que evoluiu espontaneamente em todo o mundo. As áreas financeiras começaram a se mobilizar em função da necessidade de ter maior previsibilidade nos gastos e consumo dos recursos de nuvem dos times de TI. A proposta é deixar de ser reativo (final do mês receber a conta da fatura de gastos da nuvem) para ser proativo.

Segundo o último Flexera State of Cloud Report, os entrevistados estimaram um desperdício de quase 32% no consumo de serviços em nuvem, pois o fácil acesso aos serviços permite inovação, mas geralmente resultam em super provisionamento e altos custos.

Entendendo melhor a jornada

A jornada de FinOps consiste em três fases iterativas: Informar, Otimizar e Operar. Vou explicar aqui brevemente cada uma destas fases:

Informar

Essa primeira fase é a premissa para a fase seguinte. Informação e transparência são as palavras-chave dessa fase. Aqui, dá-se a visibilidade aos times sobre os gastos com ambientes em nuvem. Seguindo uma abordagem de maturidade Crawl-Walk-Run (você não consegue correr sem antes engatinhar e andar), na fase informar estaríamos na maturidade de Finops, equivalente ao Crawl. Ainda de uma forma reativa, é necessário entender quais os pontos de dor e definir mecanismos de coleta e visibilidade das informações. Um recurso bastante utilizado é o uso de tags para que você consiga gerar relatórios que identificam o que, quem, como e onde os recursos estão sendo utilizados. Com isso, em um primeiro momento, já é possível entender quais são as áreas que mais gastam com o uso de nuvem e se de fato estão gerando valor para o negócio da organização. Os principais provedores de nuvem do mercado possuem diversas ferramentas para prover esses relatórios que podem ou não ser suficientes em alguns casos.

Otimizar

Essa é a fase mais importante, pois uma vez que as equipes estejam com a informação disponível, é necessário ter os insights de onde otimizar com as respostas de quais recursos estão alocados incorretamente, não utilizados, superestimados ou subestimados, neste último gerando riscos de indisponibilidade no ambiente. Como já mencionei, os provedores de nuvem oferecem alguns recursos que auxiliam nessa na visualização e informação, mas no pilar da Otimização, a automação tem um papel fundamental. Realizar essas análises de forma manual requer muito esforço, pois o que você consome hoje não necessariamente é o que consumirá no próximo mês e assim por diante. As mudanças no uso de recursos são muito dinâmicas e muitas vezes as features de geração de escalabilidade dos serviços não são suficientes.

Operar

O último pilar é basicamente a institucionalização das práticas anteriores em todas as principais áreas impactadas da organização. Aqui é a fase em que atingimos o “voo cruzeiro”. Criar um Centro de Excelência pode ser uma boa opção para ajudar na construção dessa nova cultura. Vou listar aqui exemplos de algumas das principais responsabilidades de um CoE:

  • Definir e comunicar aos times de Operação os objetivos de negócio;
  • Alinhar com a estratégia de TI para que todos fiquem cientes que qualquer serviço consumido na nuvem tem um vínculo financeiro;
  • Definir políticas e uma governança para identificar quem usa a nuvem e para o que é usada. Com isso é possível cruzar essas informações e ter indicadores do retorno para o negócio.

Personas

Como todo processo de mudança cultural e evolução, as pessoas são a parte principal. As empresas têm criado equipes dedicadas que podem começar com 3 e chegar até 9 pessoas; todavia esse número tende a crescer, segundo o relatório do DataFinOps de 2022, podendo chegar de 6 a 14 pessoas dependendo do nível de maturidade da disciplina. O relatório também aponta que FinOps continua a se tornar uma disciplina mista de tecnólogos e funções das áreas financeiras. Dentre os principais papeis relacionados destacam-se:

O Praticante de FinOps é o “porta-bandeira” da mudança cultural. Ele é responsável em direcionar as melhores práticas por meio da educação e padronização.

Product Owner são membros do time de negócio que definem as principais features de produto que serão implementadas utilizando os recursos de nuvem.

Os Engenheiros de TI e/ou DevOps se concentram na definição da arquitetura e criação dos serviços que implementam as features de negócio e TI.

Os membros da equipe de Finanças, incluindo Gerentes de Planejamento e Negócios Financeiros que irão usar os relatórios fornecidos pela equipe de FinOps para orçamentar, prever e relatar os custos de nuvem. O time de Compras também é envolvido pois usando esses relatórios, vão negociar com os fornecedores o melhor contrato com seus níveis de desconto.

E por último temos o Time Executivo que tem a responsabilidade de definir a estratégia e dar o exemplo de uma cultura de transparência. Dentre eles podemos ter o CEO, CTO, CIO, Diretores Financeiros e Lideres do Centro de Excelência.

Onde a IBM pode te ajudar?

Informação

Como já entendemos neste artigo, o gerenciamento financeiro começa com a visibilidade da informação para depois conseguirmos determinar o que e como otimizar.  O mais importante aqui é criarmos um “ponto único de verdade”, ou seja, independente quantas soluções de nuvem você consumir, a proposta é ter um único local onde seja possível a visualização de todos os custos e informações organizados nas dimensões de negócio que os usuários entendem (exemplo: unidade de negócio, aplicações, produto, etc.).

Flexera One como “ponto único de verdade” de todos os gastos de TI e os provedores de nuvem.
Para mais informações acesse:
https://www.ibm.com/products/flexera-one

Visibilidade de TI: https://youtu.be/tkRuYioZl60 e custos de Cloud: https://youtu.be/C8a9W2N8iRc

Otimização

Depois de termos a transparência na informação, precisamos tomar decisões de uma forma dinâmica de acordo com as mudanças e novas necessidades do meu negócio. Aqui a IBM pode te ajudar com uma Plataforma automatizada e orientada por inteligência artificial (AI) que além de trazer um mapa completo da sua aplicação, desde o serviço de negócio até o componente da infraestrutura, ficará o tempo todo monitorando seu ambiente e fornecendo recomendações de melhorias nos gargalos e desperdícios de recursos independentemente de onde está acontecendo, por exemplo, um container, pod, vm, host, nós  ou no cluster.

Os modelos de aprendizado de máquina ajudam a identificar padrões e buscar respostas para perguntas como:  Minha aplicação tem os recursos que ela precisa? Existe algum recurso computacional ocioso no meu ambiente? Qual a quantidade ideal de máquinas virtuais para rodar no meu host? Como eu faço melhor uso dos worker nodes no meu cluster? Entre outras. E a melhor parte é que depois de identificadas as recomendações, é possível automatizar a execução de ações para ajustes e correções no ambiente. Com o tempo e aprendizado, ações mais comuns podem ser scheduladas para serem executadas em um melhor horário ou também serem executadas a qualquer momento. Diferentes tipos de ações podem ser executados de forma proativa antes mesmo de um problema acontecer. Aqui também vai uma lista de alguns exemplos de ações automatizadas: Provisionamento de mais capacidade para o host de máquinas virtuais; Start automático de uma entidade para adicionar capacidade ao ambiente; Redução de vCPUs ou memoria; Compra ou aumento de cobertura de Instâncias reservadas; Alteração de uma VM para um outro host; Suspenção de um recurso; dentre outras.

Turbonomic arvore de dependência de componentes end-to-end e suas recomendações de otimização.

Para mais informações acesse: https://www.ibm.com/br-pt/cloud/turbonomic

Turbonomic, an IBM Company https://www.youtube.com/channel/UCaNTkTeMT_QBY3a7RL0OjYA

Meu objetivo nesse artigo foi compartilhar um breve resumo sobre esse tema cada vez mais relevante nas agendas dos C-Levels. Segundo o último Flexera State of Cloud Report, os entrevistados estimaram um desperdício de quase 32% no consumo de serviços em nuvem, pois o fácil acesso aos serviços permite inovação mas geralmente resultam em superprovisionamento e altos custos. As ferramentas entregues pelos provedores de Cloud muitas vezes não são suficientes para atender a todas as fases propostas pelo modelo FinOps, por isso a recomendação é complementar com ferramentas que apoiam na automação para otimização e centralização para visualização, principalmente em ambientes multicloud. Por fim, importante tratarmos esse tema como uma mudança cultural que requer investimento em capacitação de pessoas e engajamento da liderança.

REFERÊNCIAS

O estado de FinOps de 2022
https://data.finops.org/

Flexera State-of-the-Cloud
https://info.flexera.com/CM-REPORT-State-of-the-Cloud

Account Technical Leader

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