Explorando contêineres em z/OS

By | 3 minute read | 16/07/2019

Você sabia que rodar contêineres no seu ambiente z/OS pode ser muito mais simples do que você imagina? E você sabe também a importância de entender sobre contêineres e como utilizar essa tecnologia como parte da sua estratégia de TI? Vamos entender!

Contêineres reemergiram como uma tecnologia crucial para a estratégia de TI de empresas de todos os tamanhos. Por meio de microsserviços, contêineres ajudam a resolver alguns dos problemas de ineficiência inerentes à virtualização tradicional. Desperdício de recursos e portabilidade são alguns desses problemas.

Por meio da virtualização tradicional atingimos novos limites de utilização e densidade de workloads, nos possibilitando executar muito mais cargas de trabalho em menos servidores. Mas mesmo toda essa eficiência tem um custo, e ele pode ser bastante significativo.

Por exemplo, cada máquina virtual requer uma instalação de sistema operacional separada. Cada sistema operacional requer acesso a recursos de memória, armazenamento e processamento. À medida que você escala seu ambiente e cria novas máquinas virtuais, você acaba dedicando uma grande quantidade de recursos para nada mais do que os sistemas operacionais.

Em paralelo, temos a questão de portabilidade, pois sabemos que a movimentação de cargas de trabalho além dos limites do hypervisor não é bem suportada. Mover uma máquina virtual e sua carga de trabalho correspondente de um lugar para outro requer tempo e planejamento, já que você também está movendo o sistema operacional. Além disso, a menos que você esteja usando alguma ferramenta especializada, você precisa ter o mesmo tipo de hypervisor em ambos os lados do processo de migração.

Contêineres, por meio de seu engine, proporcionam uma camada de abstração que permite que bibliotecas e pacotes de aplicativos operem de maneira independente, sem a necessidade de um sistema operacional completo e assim endereçando ambas as questões.

Esse engine permite executar várias cargas de trabalho isoladas no mesmo hardware sem a sobrecarga de vários sistemas operacionais. Com contêineres, a portabilidade da carga de trabalho assume um novo significado, pois a mudança de cargas de trabalho entre hosts (locais ou na nuvem) se torna trivial.

Os benefícios da tecnologia são inúmeros, assim como suas possibilidades e aplicações. Com um ecossistema em pleno crescimento, contêineres incorporam a velocidade e o dinamismo requerido pelos dias atuais. A boa notícia é, você pode executar contêineres em qualquer ambiente, inclusive em mainframe. Mas como adotar contêineres em alta plataforma?

O z/CX (z/OS Container Extensions) pode ser sua resposta!

z/OS Container Extensions (zCX) fornece um appliance virtual de Linux como parte do sistema operacional. Isso permite que o z/OS execute códigos Linux para criar e gerenciar aplicações nativas da cloud que tenham afinidade com dados que residem no ambiente z/OS.

z/CX, por meio de funcionalidades baseadas em Docker, expande e moderniza o ecossistema de software z/OS sem exigir uma partição Linux e utilizando z/OS Management Facility ou z/OSMF para provisionar e remover o appliance virtual.

Uma vez provisionado, esse servidor z/CX requer pouco ou nenhum gerenciamento após sua configuração inicial. Ele inicia, reinicia e possivelmente atualiza o software sem intervenção dos administradores de sistema. Desde ponto em diante, um desenvolvedor passa a utilizar a interface de linha de comando do docker e ferramentas padrões de Linux para criar suas soluções, exigindo pouca ou nenhuma habilidade com z/OS.

O z/CX e a integração com Linux expande o valor e as possibilidades de aplicativos no z/OS de maneira exponencial, abrindo assim diversas portas para a adoção de novas culturas e tecnologias, como DevOps e microsserviços que podem, dessa maneira, fazer parte do seu roadmap de inovação e transformação digital.

Estamos ansiosos para ouvir sua opinião. O que você acha dessa nova funcionalidade? De que maneira você vê essa nova tecnologia sendo aplicada na alta plataforma? Você tem dúvidas ou preocupações? Deixe seu comentário abaixo e vamos continuar essa conversa.