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Entendendo o blockchain

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Blockchain, em uma tradução direta, “cadeia de blocos”, é um nome bem adequado para um conceito de tecnologia que está em alta; é o uso de um sistema de registros compartilhado que possui uma lista de transações ordenadas de forma cronológica e que é validada pela lógica dos computadores envolvidos nessa rede.

Nesse artigo, vamos entender melhor como funciona este conceito a partir de três elementos: ledger distribuído, hash e contratos inteligentes.

blockchain_buildings
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O blockchain é formado a partir do agrupamento de registros - isto é, os blocos -, que são compartilhados de forma descentralizada. Todas as informações dos blocos são escritas em um ledger distribuído, um sistema de registros compartilhado e sincronizado por intermédio de uma rede que pode estar espalhada em múltiplas localidades, pessoas e geografia

O ledger distribuído também pode ser descrito como um livro-razão, em que as transações e contratos são mantidos. E por causa da sua descentralização, pode vir a eliminar a necessidade de um intermediário ou uma autoridade central.

Enquanto os ledgers centralizados são mais propensos ao ataque cibernético, os ledgers distribuídos são mais difíceis de serem atacados porque todas as cópias distribuídas precisam ser atacadas simultaneamente para que um ataque seja bem-sucedido. Além disso, esses registros são resistentes a alterações maliciosas de uma única parte.

Um elemento fundamental do blockchain é a função hash, em que uma impressão digital é criada a partir de uma função matemática que pega uma mensagem ou arquivo para gerar um código com letras e números. Esse código representará unicamente aquele dado inserido.

Cada bloco do blockchain, além de possuir um hash de seu próprio conteúdo, carrega uma cópia da impressão digital do bloco anterior, ou seja, os blocos são literalmente ligados uns aos outros.

Se alguém tentar alterar alguma informação de um dos blocos, automaticamente, o hash do bloco será alterado. Isso significa que o hash modificado não será compatível com a cópia do original que estará no próximo bloco; logo, fica fácil identificar tentativas de alterações.

UAgora que já vimos como cada bloco é interligado ao outro – por meio da função hash - e que esses dados são gravados em um ledger distribuído - ou seja, descentralizado - vamos entender um pouco sobre como funcionam as regras que possibilitam transações e contratos no blockchain, isto é, os contratos inteligentes.

Propostos por Nick Szabo em 1994, contratos inteligentes são protocolos de transações digitais que executam, automaticamente, os termos de um acordo escrito diretamente em linhas de código.

A partir dessa lógica, contratos inteligentes permitem que transações sejam realizadas entre partes distintas e anônimas sem a necessidade de uma autoridade central, um sistema legal ou um mecanismo de execução externa. Eles processam transações rastreáveis, transparentes e seguras.

Como próximo passo, agora que já vimos os principais elementos do conceito de blockchain, trabalharemos o passo a passo de “Como criar a nossa primeira rede blockchain” e, na sequência, “Como escrever o nosso primeiro contrato de blockchain”.

Aguarde os próximos artigos!


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ArticleTitle=Entendendo o blockchain
publish-date=07022018