Preparando o caminho para sua jornada rumo à multicloud híbrida; um vocabulário básico

By | 4 minute read | 25/10/2019

Está ocorrendo uma rápida transição no mercado rumo a um estilo de computação baseado em multicloud híbrida.

Isso está acontecendo em todos os setores e em todas as linhas de negócios e está sendo impulsionada por todos, desde gerentes de TI, passando pelo C-suite, até os acionistas.

Embora a transição afete todas as áreas da infraestrutura de TI, nessa série de 6 partes iremos analisar o impacto da infraestrutura de multicloud híbrida na área de armazenamento e explorar os benefícios de uma estratégia de multicloud híbrida.

Na Parte 1, vou preparar o caminho e deixar todos alinhados à terminologia.

Prontos?

Vamos!

Nuvem privada, nuvem pública, nuvem híbrida, multicloud híbrida, qual a diferença?

Todos nós já ouvimos esses termos e provavelmente temos um conhecimento superficial dos detalhes, mas apenas para estabelecer uma base comum, vamos começar com algumas definições.

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O primeiro termo é nuvem privada.

Basicamente, uma nuvem privada é uma infraestrutura de TI na qual o acesso é limitado apenas a você e, talvez, aos seus parceiros mais próximos.

É o seu círculo de amigos.

Geralmente, as pessoas equiparam a nuvem privada com infraestrutura local, e existem muitas nuvens privadas localmente, mas também é possível que elas sejam executadas na infraestrutura de um provedor em nuvem pública.

O segundo termo é nuvem pública.

Como o nome sugere, esse é o local onde você compartilha a infraestrutura com o público geral, com cada um alugando a sua própria parte.

O terceiro termo, nuvem híbrida, é aquela que combina alguns recursos privados com recursos de nuvem pública, talvez executando partes de um aplicação ou o ciclo de vida da aplicação em cada local.

Talvez você tenha os principais bancos de dados localmente em uma nuvem privada e a interação do cliente de front-end ou a parte móvel do aplicativo esteja na nuvem pública.

Ou talvez o DevOps seja feito na nuvem pública e a implementação de produção seja feita localmente em uma nuvem privada.

O último termo é multicloud.

Esse é o local onde vários recursos públicos ou privados estão reunidos.

Por exemplo, pode ser que você esteja satisfeito com a sua execução sendo feita em um ambiente de nuvem híbrida com o Microsoft Azure como seu componente de nuvem pública, mas seus desenvolvedores decidiram que a execução de algumas análises e a chamada de alguns serviços de IA na nuvem pública IBM ajudariam nos resultados dos negócios.

Agora seus dados estão se movendo por várias nuvens públicas e por sua nuvem privada.

Não é apenas uma nuvem híbrida e sim, uma multicloud híbrida.

Virtualização é o próximo termo e é a base dos data centers mais tradicionais.

As máquinas virtuais foram projetadas para fazer uso eficiente do hardware físico.

O IDC diz[1] que, atualmente, 88 por cento das cargas de trabalho são executadas em recursos de computação virtualizados–mas eu acho que é válido dizer “que simplesmente tudo” é virtualizado.

Contêineres são diferentes.

Os contêineres foram projetados para facilitar a movimentação de aplicações de um local para outro.

Pense nisso: no exemplo da multicloud híbrida que discutimos acima, é necessário estar apto a mover um aplicativo entre sua nuvem privada local, a nuvem pública Microsoft Azure e a nuvem pública IBM, fazendo com que ele continue funcionando do mesmo jeito, independentemente de onde ele esteja.

Os contêineres empacotam tudo o que um aplicativo precisa para seu tempo de execução e movem tudo junto no contêiner.

Um fato interessante que abordaremos mais adiante: embora haja muitos data centers tradicionais com Windows, 80 por cento dos contêineres são executados no Linux1.

Por fim, existe o Kubernetes.

Com contêineres, é necessário que um sistema orquestre a implementação e o gerenciamento na escala de uma multicloud híbrida.

Esse sistema é o Kubernetes.

Ele foi projetado originalmente pela Google e agora é mantido pela Cloud Native Computing Foundation.

Certo, concluímos as definições.

Na Parte 2, nós iremos explorar o que está por trás dessa rápida transição no mercado para a infraestrutura multicloud híbrida.

O que você acha?

Você aprendeu algo novo com o vocabulário de infraestrutura de multicloud híbrida que o ajudará a participar de mais conversas na sua empresa?

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[1] White Paper do IDC, patrocinado pela Red Hat, A função da virtualização na era dos contêineres e da nuvem, dezembro de 2018  http://www.redhat.com-/cms/managed-files/vi¬-virtualization-role-era¬-containers-cloud-idc¬-analyst-paper-f15570bf¬-201812-en.pdf

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