O impacto cognitivo na tecnologia: O ponto de vista do investidor

By | 5 minute read | 07/07/2017

Dificilmente uma indústria hoje pode escapar da disrupção. Novas tecnologias e modelos de negócios compelem os CTO’s e líderes de TI a buscar novas maneiras de estar a frente na curva de transformação digital. Porém, eles tem encarado um desafio para entender qual o papel e o impacto de tecnologias cognitivas como a inteligência artificial (AI) e Machine Learning, e quando integrá-los dentro da infraestrutura prévia.

Um número crescente dessas infraestruturas inclui sistemas de mainframe e estão buscando alavancar o poder computacional e assegurar a proteção de dados das ofertas de mainframes para executar aplicações cognitivas. Tecnologias cognitivas aplicadas a dados transacionais são fundamentais na captura de ideias interessantes, construindo clientes relevantes, implementando modelos de negócios com melhor custo-benefício e muito mais.

Como é essa visão inteligente AI e Machine Learning nesses ambientes? Partindo desse ponto, nós conversamos com Brian Colwell, um influenciador conhecido, que pesquisa investimentos alternativos e tecnológicos. Colwell escreve sobre disrupções e inovações no mundo de tecnologias emergentes e falou com a gente sobre a maneira avançada na qual aproximações cognitivas estão sendo integradas com o mainframe e outros ambientes.

P: Como um investidor, você vê a IA trabalhando em mercados financeiros atualmente?

R: Com certeza. Por exemplo, fundos de cobertura estão usando algoritmos de Machine Learning para mensurar o sentimento social e avaliar o valor de uma ação antes que os relatórios de ganhos apareçam. Dessa maneira, eles podem estar na frente no mercado. Outros usam os algoritimos de Machine Learning para classificar vários índices e sites de negociação – simultaneamente e por minuto – para facilitar a alta frequencia de negócios. Por exemplo, uma firma de serviços financeiros pode procurar por uma companhia que negocia a uma taxa para uma troca e em outra taxa para outra troca. Esse processo possibilita a firma a engajar em arbitragem – comprando ou vendendo ao mesmo tempo para atender oportunidades sem risco, fazendo dinheiro baseado nas diferenças globais de preço.

Q: Muitas transações na economia global atual são dirigidas por sistemas de mainframes. As tecnologias cognitivas possuem um lugar nesses ambientes?

R: Sim, os mainframes atuais são uma ferramenta poderosa, aberta e conectada que pode dirigir grandes volumes de transações que são dificilmente arquivadas. Quase toda aplicação de mainframe pode se beneficiar de IA. Eu acredito que veremos mais companhias aplicando o Machine Learning para o dado central que vive dentro do sistema de mainframe dele. Comumente, o dado é de valor operacional. Quando você aplica o Machine Learning a esse dado local, a inteligencia pode derivar mais informações precisas que podem aumentar a decisões de negócio e podem ser compartilhadas com clientes e parceiros. Aplicando o Machine Learning nessa maneira de construir inteligência dentro que quase toda parte que o negócio faz, no qual pode até mesmo incluir sistemas de comunicações dirigidas por AI que engajam os clientes e aumentam a experiencia do consumidor. E quando o dado permanece no lugar, a redução em risco de segurança e latência ajuda a minimizar o custo.

Q: Onde você vê o cognitivo tendo um impacto significativo e o que isso significa vindo de uma perspectiva de investidor?

R: Eu penso que cuidados com a saúde é uma área onde aplicações baseadas em IA terão um profundo efeito – tanto para beneficiar o paciente quanto uma disrupção na indústria com a habilidade de ajudar a gerar receita. IA já está sendo usada para digerir grandes quantidades de informações médicas e aí combinar esse conhecimento com dados em tempo real de dispositivos médicos para vir com os responses apropriados.

IA é também muito interessante na área de cyber segurança cognitiva. Nós apenas não conseguimos competir contra os hackers. Eles são muito espertos, muito avançados e possuem muitas inovações ao seu dispor. Tecnologia cognitiva permite ativar o gerenciamento que todo mundo está procurando em cyber segurança e a habilidade de responder imediatamente a ameaças. De várias maneiras a aproximação emula um sistema imune. Quando ele encontra um vírus, ele aprende, fica mais forte e pode resistir melhor a essa ameaça no futuro.

O cognitivo também empodera as organizações para pegar aproximações não convencionais e aparecer com estratégias realmente criativas e maneiras de entregar tecnologias. Por exemplo, a IBM é um investimento inteligente pelo o que está sendo feito em avanço, análises em tempo real. A IBM pensa fora da caixa sobre IA e ao invés de ir diretamente no consumidor com isso, sua aproximação é indo aos negócios. Sendo assim, esses negócios levados ao consumidor de várias maneiras é que multiplicam o valor dessas aproximações de analise cognitiva. Essas tecnologias são muito abertas para ir em frente com criatividade.

Q: Quais são os outros desenvolvimentos tecnológicos que vocês estão monitorando?

R: Eu acho que blockchain é uma área fascinante. Organizações, incluindo a IBM, estão começando a usar blockchain de uma maneira muito interessante e inovadora. Facilita comunicações transacionais seguras e confiáveis – não apenas no setor financeiro. Por exemplo, existe um blockchain para a indústria musical, registros médicos na indústria de planos de saúde, registros legais, hipotecas e mais. Um conglomerado mundial de entregas está empregando o Blockchain da IBM para monitorar contêineres, que no caso é um grande negócio se você está falando de entregas e trocas globais, colocando tudo isso em blockchain. Eu considero a tecnologia blockchain como algo parecido com a internet 2.0, onde nós essencialmente não temos que entender o blockchain. Será uma infraestrutura padrão da internet que estaremos inseridos.

Quando você pensa em infraestrutura para essas tecnologias disruptivas, aplicações cognitivas no mainframe, não apenas aceleram a captura de uma ideia e informação precisa, mas também permite alavancar o investimento existente em uma infraestrutura e aplicação, apressando uma entrega segura de serviços. As possibilidades para inovação cognitiva em transações de negócios são quase infinitas. Companhias podem em breve ser aplicadas em tecnologias cognitivas de maneiras que nunca imaginamos.

Veja o que a IA e o Machine Learning em mainframes podem fazer pelo seu negócio.