2020

Após um 2020 imprevisível, isto é o que se pode esperar da nuvem híbrida em 2021

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Por Mukesh Khare, Vice-Presidente da IBM Systems Research 

Há um ano, poucas empresas poderiam ter antecipado as mudanças dramáticas que 2020 lhes preparava. A medida em que as organizações realizam suas transformações digitais, elas vão se dando conta do valor dos ambientes de nuvem híbrida e como obter o melhor de cada solução de nuvem. 

Apesar das empresas ainda lidarem com elevados níveis de imprevisibilidade em 2021, várias tendências que surgiram este ano permitem-nos fazer algumas previsões sobre o que esperar no próximo ano: 

 Em 2021, tecnologias de segurança como Confidential Computing, criptografia Quantum-safe e criptografia totalmente homomórfica farão até mesmo as indústrias mais reguladas migrarem para a nuvem híbrida. 

 Já é visível que as empresas continuarão a descentralizar as operações de TI para ambientes de nuvem híbrida ao longo do próximo ano – e até mesmo as empresas das indústrias mais altamente reguladas estarão entre elas. Para fazer isso com sucesso, as organizações precisam tomar medidas de segurança que melhorem o isolamento, garantam a integridade dos sistemas e dos dados e precisam implementar estratégias de “confiança zero” (ou zero trust) enquanto permanecem em conformidade com as regulamentações mais estritas de privacidade de dados em todo mundo – tudo isso paralelamente à evolução de ameaças complexas de segurança. Os sistemas de hardware que oferecem essas capacidades de segurança serão amplamente adotados para proteger as cargas de trabalho on premise e de nuvem pública. Esses sistemas de hardware, como LinuxONE e IBM Z, oferecem um nível superior de segurança para cargas de trabalho tradicionais e de código aberto. 

 Nuvens específicas para cada indústria, como a IBM Cloud for Financial Services e a IBM Cloud for Telecommunications, são desenhadas para enfrentar os desafios únicos e requisitos de segurança de indústrias altamente reguladas. Em geral, veremos os provedores continuarem a investir em inovação de segurança, à medida que as empresas busquem a adoção destas tecnologias, incluindo Confidential Computing, em seus ambientes de nuvem híbrida como uma forma de proteger os dados durante o processamento e quando estão ociosos. A Confidential Computing, combinada com a criptografia de dados ociosos e em trânsito, com controle exclusivo de chaves, protege os conjuntos de dados sensíveis e altamente regulados e também as cargas de trabalho das aplicações. 

 Adicionalmente, as empresas de tecnologia, incluindo a IBM, são as pioneiras dos computadores quânticos, que estão preparados para solucionar alguns dos problemas mais desafiadores que mesmo os supercomputadores mais poderosos do mundo não podem resolver. Eles também apresentam riscos potenciais, como a capacidade de quebrar rapidamente algoritmos de criptografia e acessar dados confidenciais. Esperamos que as empresas comecem a adotar a criptografia Quantum-safe e se preparem para quando os computadores quânticos de larga escala se tornem parte do nosso léxico diário, não só para garantir a disponibilidade dos dados hoje, mas também para ajudar a protegê-los contra ameaças futuras. 

 Da mesma forma, mais empresas começarão a experimentar a Criptografia Totalmente Homomórfica (Fully Homomorphic Encryption ou FHE) para proteger seus dados. A FHE permite que os dados permaneçam criptografados mesmo durante o processamento. Por exemplo, as companhias de seguros podem executar análises sobre dados de saúde dos pacientes sem que qualquer informação pessoal identificável seja visível para a seguradora. 

 IA irá automatizar a migração para a nuvem híbrida ensinando as máquinas a “raciocinar”. 

 As tecnologias de IA, como técnicas baseadas em gráfico, o processamento de linguagem natural (NLP) e IA explicável já estão sendo aplicadas à linguagem humana: pense em reconhecimento de voz e aplicativos de tradução de idiomas. E agora, a aplicação da mesma IA nos códigos das máquinas irá acelerar significativamente a migração de aplicações em para a nuvem e suas capacidades de gerenciamento. Essas técnicas de IA permitem a racionalização do comportamento das aplicações e de sua estrutura para recomendar e automatizar a geração de candidatos a microsserviços identificados. 

 Essa abordagem vai além do processo “tradicional” de conteinerização. A automação é necessária para migrar cargas de trabalho de missão crítica para ambientes em nuvem. Muitas vezes, as empresas precisam primeiro determinar exatamente onde suas aplicações de missão crítica estão sendo processadas. Uma vez feito isso, há muito em jogo ao mover essas aplicações e dados que vêm operando on premise há anos para ambientes de nuvem híbrida, partes as quais essas empresas podem não controlar diretamente. 

 A IA também vai melhorar a experiência dos desenvolvedores de nuvem e engenheiros de confiabilidade; vai automatizar a modernização e o desenvolvimento de aplicações em novos ambientes para auxiliar na gestão diária das aplicações. De fato, o papel dos engenheiros de confiabilidade está destinado a crescer, à medida que as empresas acelerem o uso de técnicas e estratégias baseadas em IA, como ChatOps, para gerenciar suas aplicações e ambientes. Os engenheiros de confiabilidade vão antecipar e abordar os riscos de forma proativa, assim como extrair insights a partir de dados não estruturados mais complexos, uma função crítica conforme as aplicações vão migrando para operar em ecossistemas de nuvem híbrida. 

 As ferramentas de código aberto ajudarão a unificar as nuvens, simplificando as habilidades que os desenvolvedores necessitam para programar e usar uma nuvem híbrida 

 Hoje, se você deseja processar um grande conjunto de dados em um laptop, que exija o uso de 100.000 contêineres, é preciso saber como recodificar as aplicações para a nuvem híbrida. Os desenvolvedores precisam de acesso não apenas a uma plataforma de nuvem híbrida, mas também de ferramentas e frameworks que lhes permitam resolver problemas e serem produtivos. Os desenvolvedores e cientistas de dados sem muitos anos de experiência encontram muita dificuldade em programar em ambientes de nuvem híbrida. 

 No próximo ano, ferramentas de código aberto ajudarão a integrar muitas nuvens e sistemas on premise em uma plataforma híbrida única e transparente, encurtando a curva de aprendizado dos programadores e não programadores. As empresas adotarão um modelo de implementação de aplicações que seja mais fácil de programar e utilizar, mesmo para quem não tem muita experiência com a nuvem híbrida. Este avanço irá liberar programadores com experiência para trabalhar em projetos de maior valor. Precisamos que os especialistas no assunto possam se concentrar no problema real que estão tentando resolver, ao invés de se preocupar em como vão executar seus softwares de forma eficiente em múltiplas nuvens. Programas como o IBM Cloud Satellite, que utiliza o Red Hat OpenShift, permitem que os usuários construam, implementem e gerenciem os serviços de nuvem em qualquer ambiente, a partir de um único painel de controle. 

 Veremos algumas das inovações de hardware de nuvem híbrida mais avançadas e poderosas estenderem-se a dispositivos de computação de borda, graças aos avanços na eficiência dos hardwares de computação 

 Os hardwares para treinamento de modelos de IA são notoriamente famintos por recursos e consomem dinheiro, tempo e energia. Por exemplo, o maior modelo de escala industrial em atividade atualmente, o GPT-3 da OpenAI, tem 175B de parâmetros – mais de 100 vezes maior do que modelos de apenas alguns anos atrás. Ele custa vários milhões de dólares para ser treinado e gera uma pegada de carbono durante o treinamento que é maior do que as emissões de 20 carros em todo seu período de atividade. 

 Em 2021, veremos grandes avanços em hardwares de IA usados para construir e implementar os modelos de IA. A eficiência dos sistemas de treinamento de inteligência artificial aumentará em uma ordem de grandeza que se compara aos melhores sistemas comercialmente disponíveis hoje. Aliada aos avanços do 5G, a computação de IA sustentável em borda poderia apagar a fronteira entre a nuvem e o edge, oferecendo uma atualização tecnológica fundamental para as infraestruturas de nuvem híbrida e um avanço importante para a privacidade e segurança dos modelos de IA, ao manter mais dados na borda. Se espera que a arquitetura celular 5G seja um catalisador para impulsionar a adoção generalizada de edge computing. 

 Os aceleradores de hardware de IA em infraestruturas de nuvem híbrida poderiam suportar grandes processamentos de treinamento de IA nos data centers. E a mesma tecnologia também poderia ser implementada em uma escala menor ou incorporada em outros processadores na borda. A expansão dos aceleradores de hardware compatíveis com o OpenShift suportará ainda mais a implementação flexível dos nossos avanços tecnológicos de hardwares de IA até a borda. 
 
Como você pode ver, 2021 será focado em melhorar tanto o poder como a eficiência da IA, para que ela possa ajudar as empresas a endereçar uma série de desafios para implementar, simplificar e gerenciar os ambientes de nuvem híbrida de forma segura para um número maior de usuários. Está claro que as tecnologias de nuvem híbrida continuarão a derrubar as barreiras para as empresas e que serão uma estratégia de visão de futuro. 

 
*Blog completo: https://www.ibm.com/blogs/research/2020/12/2021-hybrid-cloud-predictions/ 

Comunicação IBM 
Camila Perrud 
E-mail: cperrud@br.ibm.com 
 
Assessoria de Imprensa IBM 
Telefone: 11 3027-0289/0292 
E-mail: ibmbrasil@webershandwick.com 

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