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Meu nome está na Darkweb?

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Em um dia qualquer você resolve se candidatar a uma vaga de emprego pela internet. Preenche os campos em branco do formulário e disponibiliza todos os seus dados pessoais no portal do recrutador. Aí, você repara num anúncio no canto direito da tela, daquela loja de roupas online super descolada, e resolve fazer uma compra. Coloca seus dados de cartão de crédito e código de segurança. Rotineiro, né? Mas é aí que mora o perigo: ao inputar esses dados, muitas vezes, em ambientes inseguros, você pode acabar nas mãos de hackers mal intencionados.

É complicado vermos perigo em algo que já se tornou um hábito. De acordo com um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 89% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online entre 2016 e 2017. E eu confesso, eu sou uma pessoa que adora essas comodidades, mas é preciso ter cautela. Em uma pesquisa rápida na web, qualquer pessoa pode achar qualquer coisa sobre você no Google. É só escrever seu nome completo e ir buscando página após página para comprovar que sua vida privada é, na verdade, pública. Bem pública!

Neste ano, seis de fevereiro é comemorado o Dia da Internet Segura, então, resolvi falar sobre a #DarkWeb, já que uma coisa é o avesso da outra, rs. E, na minha percepção, quando falamos do submundo da DarkWeb parece que todo mundo quer entender um pouco mais. Não é por menos! Sempre temos interesse em saber mais daquilo que conhecemos pouco e o universo da DarkWeb é mesmo bem obscuro.

Não existe amor em terra de hacker

Minha tia, por exemplo, viúva e na terceira idade, encontra na internet um canal simples para conhecer pessoas. Esses dias ela aceitou uma amizade de um homem, que denominou de “galã das arábias”, um possível modelo do Oriente Médio interessado em mulheres brasileiras. Parece um caso de fraude relatado no Fantástico, né? Mas é mais corriqueiro do que se pensa. Repetidas vezes eu expliquei para ela que esse tipo de estratégia, de perfis fake, são utilizados para crimes sexuais, tráfico de mulheres, crianças e/ou de órgãos ou ataques de vírus de todo o tipo, como roubo de dados pessoais e estelionato, por exemplo. E isso é muito sério!

E isso nada mais é do que um respingo aqui no nosso mundinho do que acontece no universo da Darkweb, podendo atingir todo mundo, desde grandes companhias até nós, reles indivíduos comuns. Crianças, adolescentes ou idosos, todos estão conectados e, portanto, qualquer pessoa está vulnerável a partir de uma simples conexão.

Mas, afinal, quem são essas pessoas?

Em uma rápida pesquisa sobre o Dia da Internet Segura, achei um caça-palavras (já preenchido) com os nomes dos principais bad guys, veja abaixo.

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Pequenos deslizes acontecem todos os dias e os hackers se aproveitam disso. Aqui é extremamente importante dizer que nenhum sistema ou informação está a salvo na internet. O que acontece é que muitas vezes há falhas nos sistemas de segurança de empresas que detém seus dados (como as lojas online e os bancos de dados), e em um simples deslize todas as informações da sua vida estão vulneráveis. Um estudo da IBM, do ano passado, revelou que as empresas perderam mais de 4 milhões de reais com violações de dados. São os meus e os seus dados!

Precisamos falar sobre esse assunto não só no Dia da Internet Segura, mas em todos os outros 364 dias do ano para estarmos sempre protegidos contra qualquer ameaça. Listei algumas dicas simples que podem ajudar você a despistar os hackers:

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Se até o tio Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, colou uma fitinha na câmera, não vai ser você que irá questionar esse método de segurança, ein?!

1# – Proteja-se

Tenha um aplicativo de segurança em seu celular e computador e não insira informações de dados bancários em sites desconhecidos ou que não tenham certificados de segurança. E, pode parecer besteira, mas tampe a câmera do seu notebook. Esse visorzinho ótico que você usa para falar com amigos e parentes pode ser ativado e você nem ficar sabendo. Fotos pessoais podem ser feitas e utilizadas como suborno (ransomware).

2# – Cuide dos pequenos – e dos idosos  

A inserção das crianças nas redes tem de ser vigiada. (Lembram-se do fenômeno “Baleia Azul”? Eu me lembro de quando comecei a usar o ICQ – é, sou velha –, e na infância/adolescência a gente não sabe muito as consequências do que dizemos ou fazemos. Assim como os idosos (como a minha tia) que estão aprendendo e entendendo a tecnologia devem ser policiados e instruídos.

3# – Não clique em qualquer coisa!

Whatsapp e seus vírus, quem não leu sobre isso no último ano? Não caia em falsas promessas. Até parece que as empresas estão podendo dar coisas de graça. Ingenuidade não combina com internet, viu gente? Não clique ou compartilhe qualquer coisa que te enviam. Não contamine você e seus coleguinhas ?

Aprender a utilizar a internet com segurança é o primeiro passo para a prevenção. Se você já sabe se cuidar, continue. Se ainda está pensando nisso, leia este post algumas vezes. No caso de dúvidas, não esqueça de buscar sempre informações em sites confiáveis.

O Dia da Internet Segura tem de ser feito por mim, por você e por todos nós. Vamos nos ajudar. ?

*Por Maria Fernanda Espinosa

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