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Nuvem Distribuída: Turbinando a Transformação Digital – Parte 2

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Segunda parte da nossa série sobre nuvem distribuída: vamos examinar estas importantes abordagens de computação em nuvem.

Para as empresas que progridem na transformação digital, a nuvem distribuída é uma abordagem que garante consistência e flexibilidade.

Nuvem distribuída e outros modelos

Em meu post anterior, eu descrevi as diferenças entre as seguintes abordagens de ambientes cloud:

Nuvem única;

Nuvem híbrida;

– Multi nuvem ou multicloud;

– Nuvem distribuída.

Em geral, observamos estes padrões como trampolins à medida em que as empresas progridem em suas jornadas de transformação em nuvem. Aproveitar a flexibilidade e a consistência da nuvem distribuída, acaba se tornando uma progressão natural da utilização das abordagens híbridas ou multicloud. Ao construir em cima de nuvens distribuídas, os clientes ganham eficiências adicionais por utilizar a borda (edge).

Computação de Borda (Edge Computing) aprimorada com Nuvem Distribuída

A computação de borda se encaixa tanto no modelo híbrido quanto no multicloud, e é aprimorada com a nuvem distribuída. Basicamente, a computação de borda se refere à ideia de executar o processamento próximo de onde os dados são criados, ou estão armazenados. Para melhor entender o conceito de computação de borda, considere a origem da criação do dado. Se em algum momento o dado a ser processado se encontra na nuvem, onde as aplicações estão sendo executadas juntamente com ferramentas de operação, analíticos, e outros, sua origem se dá em algum ponto remoto, fruto da interação de usuários ou agentes e dispositivos, por exemplo. 

Como dispositivos e servidores de borda (edge) funcionam em conjunto

Dispositivos de borda são o motor da computação de borda. Eles já são amplamente utilizados e continuam se multiplicando. Para ilustrar, imagine uma visita a um armazém de logística. Os dispositivos lá instalados, como câmeras inteligentes, sensores e celulares, são exemplos de dispositivos de borda. Eles coletam dados que são acessíveis digitalmente. Esses dispositivos são diferentes de servidores de borda, que são equipamentos desenhados para computação de borda. No exemplo do armazém, os servidores de borda podem estar instalados exatamente lá, coletando e processando os dados de tais dispositivos. O uso de servidores de borda, ao invés de transmitir os dados para o processamento em nuvem e receber resultados para reenviar aos dispositivos de borda, traz vantagens, tais como:

– Processamento e computação de dados onde eles são gerados;

– Redução da latência geral;

– Separação de responsabilidades.

Muitas empresas de telecomunicações estão de olho na computação de borda por essas razões, pois permitem desenvolver novos serviços com maior valor agregado, processando e computando dados diretamente nas torres de telefonia celular, por exemplo. No exemplo do armazém, você poderia configurar um cluster de Kubernetes na borda, colocando a aplicação para rodar dentro do armazém.

O papel da computação distribuída na computação de borda

Vamos imaginar que a empresa de logística (dona do armazém do exemplo anterior) está crescendo rapidamente. Ela conta agora com múltiplos armazéns e centenas de milhares de dispositivos de borda. Cada um destes armazéns tem seu próprio servidor de borda. Como você manteria estes servidores e demais dispositivos individualmente?

À medida em que o negócio escala, um administrador de sistemas não conseguiria fazer isso facilmente, especialmente se os clusters de Kubernetes do ambiente são baseado em abordagens do tipo “traga o seu próprio” ou “gerencie você mesmo”. Com uma abordagem de cloud distribuída, através de um único painel de controle você ganha consistência por meio de plataformas baseadas em contâiners, como o Kubernetes ou o Red Hat OpenShift. Você poderia registrar os recursos computacionais que você tem na borda, as VMs, e então utilizar um ambiente centralizado para fazer a implementação dos clusters de Kubernetes sob demanda. 

A nuvem distribuída é ideal não somente para a computação de borda, mas também para nuvens híbridas, multicloud ou ambos. 

Para casos de uso de computação de borda, isso cai como uma luva. Você pode gerenciar os ambientes que continuam crescendo por meio de um painel único de controle, mesmo que a infraestrutura esteja “distribuída” através de múltiplas “bordas”. Servidores que ficam naqueles armazéns do exemplo tem a mesma consistência operacional do seu cluster de Kubernetes na nuvem pública. Essa consistência é o maior motivador para incorporar a nuvem distribuída na computação de borda. Você pode certamente trabalhar com computação de borda sem uma nuvem distribuída, mas você pagará o preço com um overhead significativo. 

Confira mais detalhes sobre o tema com o artigo “Distributed Cloud vs. Hybrid Cloud vs. Multicloud vs. Edge Computing (Part 2)“.

Saiba mais

Para aprender mais sobre a oferta de nuvem distribuída da IBM, o IBM Cloud Satellite, confira a página da solução e veja como algumas empresas têm alavancado o modelo em suas jornadas de transformação digital.

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