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A Indústria 4.0 hoje

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O que vem à sua cabeça quando escuta o termo Indústria 4.0? Escrevi um artigo em 2019 sobre esse tema e, ainda hoje, ele continua muito atual.

De uma forma bem simplificada, a Indústria 4.0 nos traz os benefícios da Robótica, da Internet das Coisas (IoT) e dos Sensores, o que possibilita que máquinas “conversem” ao longo das operações industriais. Isso permite a geração de informações nas diversas etapas da cadeia de valor, do desenvolvimento de novos produtos, projetos, produção e pós-venda.

O que vem à sua cabeça quando escuta o termo Industria 4.0? Revisito um artigo de 2019 sobre esse tema que, ainda hoje, continua muito atual.

Como isso surgiu?

O termo Indústria 4.0 se originou de um projeto de estratégias do governo alemão voltado à tecnologia. Esse termo foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover, em 2011. Em outubro de 2012, o grupo responsável pelo projeto, ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH) e Kagermann (Acatech), apresentou um relatório de recomendações para o Governo Federal Alemão, a fim de planejar sua implantação.

Em abril de 2013 foi publicado na mesma feira um trabalho final sobre o desenvolvimento da Indústria 4.0. Seu fundamento básico implica que, conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor, capazes de controlar módulos da produção de forma autônoma. Temos então fábricas inteligentes, com capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas em processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

Para organizar toda essa revolução, foram criados pilares para a Indústria 4.0, como Internet das Coisas (IoT), Big Data e Analytics e Segurança. Mas de 2011 para cá muita coisa avançou, e a cada dia surgem novas ferramentas analíticas a serem integradas com os dados de produção (Nuvem ou Local), que podem ser acessadas por smartphones e até mesmo smart watch; isto é o que chamamos de revolução tecnológica: ter todos esses dados a um clique.

Em suma, podemos dizer que é a continuação do aperfeiçoamento das máquinas, um processo que começou na primeira Revolução Industrial e nunca mais parou.

A indústria sempre foi acostumada com a produção em massa, o que podemos chamar de linhas de produção: tudo é feito igual, seguindo padrões. Com a Indústria 4.0, criamos a  flexibilidade e customização da produção a partir de uma transformação profunda nas plantas fabris.

Imagine uma “tradicional” linha de produção criando produtos personalizados. O exemplo que sempre vem à minha cabeça é a das capsulas de café, onde podemos criar packs com os nossos blends favoritos. No passado, isso era completamente impensável, ou melhor, pensávamos que era. Já existia uma startup entrando na cadeia de distribuição de alguma indústria customizando exatamente o produto final como o cliente pediu.

Saindo da linha de produção, a tecnologia também altera a forma como o consumidor e as empresas interagem. Isso acontece desde como se dá o engajamento do consumidor, por canais virtuais, atendimento cognitivo, reconhecimento visual, sensores, que passam a ser monitorados, alimentando os devidos departamentos das empresas.

Segundo a consultoria McKinkey, esse é um mercado onde se estima a criação de valor para fabricantes e fornecedores de US $ 3,7 trilhões até 2025.

Me aventuro a dizer que, mais do que nunca, quem demorar para mergulhar nesse modelo de trabalho vai ter grandes dificuldades para acelerar nessa transformação no futuro, e pior: perderá espaço de uma forma nunca antes vista.

Os desafios do Brasil para chegar à Indústria 4.0

Aqui o cenário é bastante desigual: algumas empresas bem avançadas e outras ainda estagnadas. Para os que já começaram a jornada, três desafios aparecem em meio ao caminho:

Tecnologia

Necessidade de adoção de infraestrutura, segurança da informação e a interoperabilidade dos equipamentos;

Financeiro

Estabelecimento do orçamento, convencimento dos acionistas sobre a necessidade de investir nesse modelo;

Recursos Humanos

Os funcionários precisam ter as competências certas para esses projetos. E não apenas aos funcionários, também aos líderes que precisam aprender a trabalhar as informações que recebem para a tomada de decisões.

Ainda falando do estudo da McKinsey, em 2020, a digitalização industrial enfrentou seu principal teste. Desde que iniciou a pandemia, as empresas foram confrontadas com a maior crise sanitária e econômica da história, e tiveram que responder a isso com muita automatização de processos.

Como posso começar?

Sabemos que os benefícios são inúmeros: o aumento da eficiência operacional a partir da conexão dos equipamentos faz com que os dados passem a alimentar os decisores em tempo real. E para mim, o mais valioso é a fidelização do cliente, onde é criado um produto feito exclusivamente para ele, com o mesmo cuidado de uma produção massiva.

Entretanto, não existe um modelo de gaveta para as empresas. Faz parte do processo inicial cada um analisar e descobrir como é possível gerar impacto positivo ao cliente e sua cadeia de valor com a Indústria 4,0. Uma sugestão, é pensar na integração de processos para entregar uma nova experiência ao consumidor, também ter o máximo de agilidade e flexibilidade de infraestrutura, e criar uma cadeia de suprimentos adaptável para responder aos novos modelos econômicos.

Isso pode passar desde os investimentos em equipamentos que incorporem essas tecnologias, à adaptação de layouts, de processos e das formas de relacionamento entre empresas ao longo da cadeia produtiva.

Pensando nisso, o Senai lançou recentemente o site Senai 4,0, no qual aponta os caminhos para a indústria conseguir tornar seus processos produtivos mais enxutos: requalificar trabalhadores e gestores, adotar tecnologias já disponíveis e investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Com o momento que estamos passando, muitas empresas estão focadas em se manter vivas, adiando os planos de investimento e melhorias. Com a retomada gradual da economia, o assunto Indústria 4.0 deverá estar nas pautas de reunião e será fundamental para o crescimento do cenário industrial. Um estudo do Portal da Indústria diz que o uso das tecnologias digitais já permitiu aumentar em 22% (em média) a capacidade produtiva de micro, pequenas e médias empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, metal, moveleiro, vestuário e calçados.

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