Voltar ao início

Gestão de água mais inteligente

Umas vezes em excesso, outras vezes em escassez, o mundo precisa de encontrar uma forma mais inteligente de pensar na água

Gestão de água

Os actuais sistemas de gestão de água afectam negativamente uma em cada cinco pessoas no planeta

Muitos acreditam que a água é barata e abundante. Porém, devido aos actuais sistemas de gestão de água, uma em cada cinco pessoas no planeta não dispõe de acesso adequado a água potável, limpa e segura.

Embora o volume total de água no planeta nunca tenha sido alterado, a natureza dessa água está a mudar. Desde os lugares onde a chuva cai até à composição química dos oceanos, tudo está em fase de mudança. E essas mudanças estão a obrigar-nos a colocar algumas questões bastante difíceis sobre como e onde vivemos e trabalhamos.

Entregue aos seus próprios recursos, a terra possui um sistema de água auto-regulador quase perfeito. Todos nos lembramos das lições que aprendemos na escola primária: a água dos oceanos evapora e forma as nuvens. Essas nuvens deslocam-se sobre a terra e produzem a chuva. A água da chuva corre para os lagos, rios ou aquíferos. Depois, a água dos lagos, rios e aquíferos evapora e volta para a atmosfera ou, eventualmente, flui para os oceanos, completando o ciclo.

Porém, a humanidade sabotou esses planos.

Sempre que interagimos com a água, transformamo-la, mudamos a direcção da mesma ou alteramos o seu estado Embora seja um recurso mundial, a água é tratada como uma questão regional. Não existe um mercado global e a comercialização internacional da água é muito reduzida. "A água diz respeito a quantidade, qualidade, espaço e tempo", afirma Ian Cluckie, professor de Hidrologia e Gestão de Água na Universidade de Bristol, no relatório Global Innovation Outlook da IBM sobre gestão de água (US). "Se um indivíduo tem ou não um grande problema, isso depende inteiramente do local onde vive."

Porém, com a inovação vem a inspiração. Através de avanços tecnológicos - redes de sensores sofisticados, contadores inteligentes, análise de dados e computação avançadas - podemos ser mais inteligentes em relação à forma como gerimos a água do nosso planeta. Podemos monitorizar, medir e analisar ecossistemas de água completos, de rios e reservatórios às bombas e canos nas nossas casas. Podemos dar a todas as pessoas, organizações, empresas, comunidades e nações que dependam de um abastecimento continuado de água doce - ou seja, todos nós - uma perspectiva única, fiável, actualizada e passível de acção da utilização que fazem da água. Mas esta é apenas a primeira gota.

São precisos... 10 litros de água para produzir uma folha de papel; 40 litros de água para produzir uma fatia de pão; 70 litros de água para produzir uma maçã; 70 litros de água por dólar de produto Industrial; 91 litros de água para produzir uma libra de plástico; 120 litros de água para produzir um copo de vinho; 140 litros de água para produzir uma chávena de café; 1.300 litros de água para produzir um quilograma de trigo; 4.800 litros de água para produzir um quilograma de carne de porco; 10.855 litros de água para produzir umas calças de ganga; 15.500 litros de água para produzir um quilograma de carne de vaca; 16.600 litros de água para produzir um quilograma de couro;

 

6,5 mil milhões de gotas no oceano O ciclo hidrológico movimentou a água pelo mundo ao longo de milhares de anos. Porém, a crescente interacção do Homem com esse ciclo acrescentou vários níveis de complexidade e consequência. TRANSPORTE DO VAPOR DE ÁGUA. TROCA DE RADIAÇÃO. USO DOMÉSTICO. As necessidades urbanas em	 reservatórios e rios redireccionam o fluxo natural de água doce. EVAPORAÇÃO. PRECIPITAÇÃO. EMISSÕES DE CARBONO. O dióxido de carbono existente na atmosfera é absorvido pelos oceanos, aumentando os níveis de acidez da água. TRANSPORTE MARÍTIMO. As embarcações libertam água de lastro a milhares de milhas do local onde foi recolhida, introduzindo espécies potencialmente perigosas em novos ecossistemas. ENERGIA. As barragens hidroeléctricas perturbam os ecossistemas fluviais. AGRICULTURA. A irrigação intensa, os fertilizantes e os pesticidas que são escoados das quintas poluem os rios e a águas subterrâneas. EXTRACÇÃO. A remoção de água subterrânea em zonas costeiras reduz a pressão da água subterrânea, permitindo a introdução e a mistura de água salgada com as reservas de água doce. ESGOTOS. O fluxo de água não tratada pode infectar o aprovisionamento de água, mas o tratamento de águas residuais é exigente em termos energéticos e aumenta as emissões de carbono. PESCA. A sobrepesca pode esgotar os recursos alimentares essenciais e alterar para sempre os ecossistemas aquáticos. TRANSPORTE MARÍTIMO. As embarcações libertam água de lastro a milhares de milhas do local onde foi recolhida, introduzindo espécies potencialmente perigosas em novos ecossistemas. FLUXO DE ÁGUA SUBETRRÂNEA.

 

Só nos Estados Unidos, existem cerca de 53.000 empresas de água. No entanto, não existe qualquer coordenação destas empresas, apesar do facto de todas elas gerirem um recurso partilhado. Não existe partilha de dados para conseguir formar uma perspectiva holística de todas as bacias hidrográficas ou ecossistemas de água.

Através de uma tecnologia de recolha de informações e ferramentas analíticas, o sistema de água global pode ser transformado e até recriado. Os esforços da IBM nessa área têm como objectivo a preservação e protecção da água para consumo, banho, produção de energia eléctrica, alimentos, fabrico industrial e irrigação de culturas.

Novas formas de tornar a água mais inteligente

Uma gota para beber: uma revolucionária pesquisa da IBM sobre purificação e dessalinização pode garantir água limpa para mais pessoas no mundo. Ver o vídeo.

Vá à pesca: sensores avançados e análise de dados em tempo real estão a tornar a baía de Galway, na Irlanda, mais inteligente. Ver o vídeo.

Gestão de água mais inteligente: São necessários 35 galões de água para produzir uma chávena de café. É necessário tornar a gestão de água mais inteligente. Ver o vídeo.

Uma gota para beber. Ver o vídeo. Vá à pesca. Ver o vídeo. Gestão de água mais inteligente. Ver o vídeo.

A drop to drink. Watch the video. Go fish. Watch the video. Smarter water management. Watch the video.


 

Para gerir, temos de medir. Rede de Observação de Rios e Estuários. Visualizar o rio nunca antes visto. mais.

Os municípios perdem geralmente 50 por cento do seu abastecimento de água devido à falta de estanqueidade das infra-estruturas.

Outros esforços da IBM estão, da mesma forma, voltados para a preservação e protecção dos recursos de água limpa para consumo, banho, produção de energia eléctrica, fabrico industrial, alimentos e irrigação de culturas. Por exemplo, em Nova Iorque, o Instituto Beacon para Rios e Estuários (US) está a trabalhar com a IBM para a implementação do REON (Rede de Observação de Rios e Estuários), que pretende instalar sensores flutuantes ao longo do Rio Hudson como parte de um estudo de monitorização e preservação. O objectivo é conseguir compreender, em tempo real, de que forma o rio responde a tudo: de tempestades a secas e até a interacção humana.


 

Se pudermos prever, poderemos proteger melhor. América do Sul.  Principal Bacia: Amazónica. Área: 7212185 km2. Ferramentas de visualização e previsão facilitam a gestão mais sustentável dos maiores rios do mundo, incluindo o sistema fluvial Paraguai- Paraná do Brasil.

Todos os anos a agricultura global desperdiça aproximadamente 60 por cento dos 2500	 biliões de litros que utiliza.

A IBM e o Nature Conservancy estão a criar ferramentas avançadas baseadas na Web para a gestão de bacias fluviais. Em conjunto com investigadores da IBM, estão a executar simulações por computador num ambiente 3D geoespacial para ajudar os utilizadores a visualizar os possíveis efeitos de diferentes cenários políticos de utilização da terra e da água nos serviços e na biodiversidade dos ecossistemas.


 

A experiência flui em todas as direcções. SmartBay Galway Na Baía de Galway, na Irlanda, os dados são recolhidos a partir de diversas fontes e utilizados para informar um grande número de indústrias. Mais.

A IBM abriu dois novos Centros de Excelência em Gestão de Água. As instalações em Montpellier (US), na França, incluirão projectos como, por exemplo, gestão de diques, redução da poluição e desenvolvimento económico sustentado. Na Irlanda (US), o Centro desenvolveu um projecto denominado SmartBay Galway. Este irá recolher um fluxo contínuo de dados em tempo real sobre qualidade da água, aquicultura, composição química, energia das ondas e movimento das marés, que ajudará os pescadores locais a gerir as colheitas de marisco e os nadadores salvadores a detectarem correntes fortes e cardumes de alforrecas.

O Amsterdam Center vai desempenhar um papel-chave na realização do inovador Programa de Controlo de Inundações - 2015 (US) do governo holandês. No âmbito do programa, participantes de empresas holandesas, bem como agências governamentais e da área da educação, vão trabalhar em colaboração com o objectivo de prevenir inundações nas áreas baixas dos deltas.

A IBM, por si só, está a economizar mais de 3 milhões de dólares por ano numa fábrica de semicondutores norte-americana, através de uma solução abrangente de gestão de água.