Um sistema de cuidados de saúde mais inteligente: chegou a hora
O Director da IBM Sam Palmisano dirigiu-se a um auditório na Cleveland Clinic para debater os problemas do serviço de saúde na América na perspectiva dos sistemas e a forma como as pessoas num planeta mais inteligente podem tirar partido de um sistema de cuidados de saúde mais inteligente.
Patient Centered Medical Home
O interesse no modelo Medical Home (o vínculo reside fora de ibm.com) de cuidados de saúde primários está a crescer nos Estados Unidos e a desenvolver-se globalmente.
Notavelmente, médicos, líderes da área de cuidados de saúde, seguradoras, legisladores, empresas de grandes dimensões e outras partes interessadas concentram-se no facto de o modelo de cuidados Medical Home melhorar a qualidade e a satisfação do paciente e contribuir para custos globais mais baixos nos cuidados de saúde.
A IBM emitiu um ponto de vista sobre o tema: Patient Centered Medical Home: What, Why and How? (US) Descarregue o documento e veja o vídeo, no qual especialistas debatem a forma com as ferramentas de TI suportam resultados melhores e mais inteligentes neste modelo de cuidados primários.
Cuidados de saúde centrados no paciente
Em 2010, 30% dos dados armazenados nos computadores de todo o mundo corresponderão a imagens médicas. O problema é que todas estas informações estão encurraladas e desligadas. Vamos torná-las inteligentes.
Os serviços de urgências são locais extremamente desgastantes e imprevisíveis. O Toronto East General Hospital (o vínculo reside fora de ibm.com) apresentou recentemente um dispositivo de comunicação sem fios denominado comunicador Vocera, implementado em conjunto com a IBM (CA). Este dispositivo permite aos funcionários comunicar com a segurança, tocando simplesmente duas vezes no dispositivo. Os utilizadores podem controlar o dispositivo com comandos de voz naturais. O Vocera reduziu o tempo de resposta a alarmes de pessoa desaparecida, para incidentes de segurança, de dois minutos e meio para 59 segundos. A solução reduz também a percentagem de chamadas telefónicas desencontradas , utilização excessiva do pager e a necessidade de procurar fisicamente uma pessoa, tornando mais fácil aos colaboradores comunicarem de forma mais rápida, segura e eficiente em todo o hospital.
No caso do Kingston General Hospital (CA), no Ontario, que conta com 800 camas, o Vocera é a ferramenta de comunicação obrigatória que, na opinião dos enfermeiros, ajudou a reduzir em 25% o tempo despendido em chamadas telefónicas, paging e procura de pessoas, aumentando simultaneamente o tempo despendido nos cuidados directos ao paciente.
No University of North Carolina Health System (US) (UNC), a prestação de melhores aos pacientes e a melhoria da qualidade dos cuidados são a principal prioridade. Para alcançar este objectivo de forma mais eficiente, a UNC precisava de acesso a dados de vários repositórios para apoiar um plano de investigação que inclui selecção de grupos, melhoria da qualidade e gestão de doenças.
O centro médico utiliza agora uma solução de armazém de dados que reúne várias fontes e que torna possível o acesso rápido e fácil a dados, transformando-os em informações passíveis de acção. A divisão dos silos permite novas linhas de investigação a partir de amostras de dados de pacientes mais vastas, o que leva a um diagnóstico e decisões de tratamento mais rápidos e baseados em factos.
O que mais podemos esperar de soluções de cuidados de saúde mais inteligentes?
As informações não estão retidas em ilhas Os cuidados de saúde mais inteligentes estão interligados, como no Servicio Extremeño de Salud (SES) (US) de Espanha, onde cada localização tinha o seu próprio sistema de registo de pacientes. A organização tomou medidas para criar uma plataforma global, ligando quase 13.000 profissionais com um sistema de marcação que gere nove milhões de visitas a pacientes externos por ano.
A analítica aumenta a precisão A prevenção de rupturas fatais dos vasos sanguíneos no cérebro é o objectivo de um projecto da Mayo Clinic (US) para ajudar os radiologistas a detectar aneurismas com uma velocidade e precisão bastante superiores à actual. O novo método integra análises e conhecimentos médicos em poderosos algoritmos que identificam potenciais áreas problemáticas em imagens médicas e sinalizam-nas com base na probabilidade de anomalia. Os algoritmos desenvolvidos pela colaboração entre a Mayo Clinic e a IBM, o Medical Imaging Informatics Innovation Center, demonstraram uma taxa de precisão de 95 por cento na detecção de aneurismas, em comparação com a taxa de 70 por cento da interpretação manual.
