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Distribuição de alimentos mais inteligentes

A tecnologia está redefinindo como eles devem ser cultivados, que gosto terão e como chegarão ao seu prato.

Um apetite saudável por inovação

Food Technology

Os alimentos são de fundamental importância para o mundo. E nossa relação com eles vem mudando a cada ano. Dez anos atrás, a grande preocupação da maior parte dos consumidores era comer uma dieta de baixa caloria. A biotecnologia tinha uma aplicação muito limitada e era até considerada um tanto perigosa. Poucas eram as pessoas que sabiam o significado da palavra “orgânicos” ou porque isso era importante.

Hoje, o quadro é outro e envolve desafios maiores. O preço dos alimentos sobe sem parar. A escassez provoca agitações pelo mundo afora. E, a cada ano, 10 milhões de pessoas morrem de fome ou de doenças relacionadas à fome. Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais ávidos por informações a respeito daquilo que comem, estão mais bem informados sobre nutrição e mais conscientes dos impactos ambientais e sociais de tudo o que compram. Na verdade, de acordo com uma pesquisa do IBM Institute for Business Value, dois em cada cinco consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido informam que sua preocupação quanto à segurança é o que determina que alimentos eles vão – ou não vão – comprar.

Mas o que a IBM tem a ver com alimentos? Tecnologia dos alimentos.
Quando o ciclone Nargis atacou, em maio de 2008, a população de Myanmar (antiga Birmânia) perdeu cerca de um terço de todo o seu suprimento de arroz. Investigadores nos Estados Unidos se horrorizaram com um misterioso surto de salmonela que infectou mais de 1300 pessoas. O incidente custou mais de 100 milhões de dólares aos plantadores de tomate. Esses eventos ilustram a vulnerabilidade da cadeia de suprimento de alimentos, bem como a fragilidade do suprimento de alimentos em geral.

Utilizando tecnologias digitais e poderosas soluções inovadoras, a IBM está fazendo com que os alimentos possam ser rastreados adequadamente, ao passar através de uma cadeia global de suprimentos cada vez mais complexa. E, por meio da pesquisa biológica, a IBM está também ajudando a fazer com que os alimentos sejam cada vez mais saudáveis.

O futuro dos alimentos começa hoje.

 


 

Mas o que está em logo? Menos desperdício. De acordo com as Nações Unidas, em um mundo en que 820 milhões de pessoas são subalimentadas, mercearias e consumidores jogam fora a cada ano alimentos no valor de 48 billhões de dólares. Cadelas de suprimentos mais inteligentes. Para chegar ao estado de lowa, nos Estados Unidos, uma batata comum viaja 1.900 quilômetros desde idaho, e um corte de carne para churrasco, 1.000 quilômetros desde o Colorado. Alimentos mais seguros. Os Centros de Controle de Doenças estimam que a cada ano 76 milhões de casos de doencas derivadas de alimentos resultam em 325.000 hospitalizações e 5.000 obitos.

 

Melhores grãos

O arroz é o alimento principal de mais da metade da população mundial. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), 20% do total de energia consumida pela população via alimentos provém do arroz. Que tal, então, se a tecnologia de alimentação pudesse fazer um arroz ainda mais nutritivo?

Primeiro, teríamos que estudar as estruturas das proteínas que constituem o arroz. O Computational Biology Research Group da Universidade de Washington desenvolveu um software ultramoderno que faz exatamente isso. Mas com 30 a 60 mil diferentes estruturas de proteínas, nem mesmo uma dúzia de computadores poderia dar conta de tamanha tarefa. Foi por isso que os pesquisadores se conectaram à World Community Grid da IBM (Rede Mundial de Computação).

Com um poder de computação de 167 teraflops, a Rede Mundial de Computação pode alavancar o poder disponível – que de outra forma não estaria sendo utilizado – de cerca de 1 milhão de computadores individuais. Usando a rede, o projeto vai poder ser concluído em menos de dois anos – contra os 200 anos que seriam necessários usando sistemas de computação mais convencionais.

Os cientistas estimam que existem 140 mil variedades de arroz, mas ninguém sabe o número exato. A Tailândia é o maior exportador mundial de arroz, e os Estados Unidos são o décimo segundo. Em vez de dizer

 

O que faz um alimento gostoso são os genes

Poucas coisas são tão apreciadas quanto uma barra de chocolate. Mas há toda uma ciência por trás dessa coisa tão simples e gostosa.

Nos últimos anos, o setor de cacau foi atingido por uma série de doenças fúngicas, altamente destrutivas, que deram aos plantadores em todo o mundo um prejuízo estimado em 700 milhões de dólares por ano. O IBM Research, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e a Mars Incorporated estão se unindo e indo direto à fonte. Através dessa colaboração, eles esperam sequenciar o genoma do cacau, o ingrediente-chave do chocolate.

Os pesquisadores pretendem utilizar a tecnologia e a experiência em biologia computacional da IBM para desenvolver um detalhado mapa genético do cacau, identificando as características genéticas específicas que produzem as árvores de maior rendimento e melhor resistem à seca e às pestes.

Mas, como acontece com qualquer outro prazer, os resultados dessa pesquisa serão melhores quando forem compartilhados. A Mars vai tornar a informação sobre o genoma disponível gratuitamente, através do Public Intellectual Property Resource for Agriculture (PIPRA), que promove a inovação na agricultura, seja para com objetivos humanitários ou para ajudar empreendimentos comerciais de pequeno porte.

70% de todo o cacau no mundo provém da África. Para cada dólar de cacau importado, entre um e dois dólares de productos agrícolas domésticos são necessários para fabricar productos de chocolate. O genoma do cacau consiste em cerca de 400 milhões de pares-base. O genoma humano tem 3 bilhões de pares-base.

 

Você sabe por onde isso andou?

 

Ração animal. Alface. Manteiga de amendoim. Papinha de bebê. Leite. Esses são apenas alguns dos recalls importantes que vimos no ano passado. Os consumidores em todo o mundo estão preocupados – e com razão. Eles se perguntam, esse produto é seguro? E de onde ele veio?

Tecnologias de acompanhamento e rastreamento, incluindo códigos de barra em 2D e 3D, bem como identificação por radiofrequência (RFID), oferecem transparência “do campo ao prato” e procuram atender às preocupações dos consumidores quanto à segurança. Mas não é só o item segurança que está promovendo a inovação nesse espaço. Regulamentações governamentais e as exigências do setor quanto à qualidade e rastreabilidade estão fazendo com que os produtores de alimentos em todo o mundo forneçam maiores detalhes sobre seus produtos. Com uma cadeia de suprimentos cada vez mais globalizada, esses detalhes precisam ser abrangentes e confiáveis. E, junto com esses detalhes, as empresas podem também agregar mais valor, tal como uma cadeia de distribuição mais eficiente e menores taxas de perda por deterioração. Na verdade, os setores de produtos de consumo e de varejo perdem por ano cerca de 40 bilhões de dólares, ou 3,5% do total de suas vendas, devido a ineficiências em suas cadeias de suprimentos.

Do campo ao prato
Qualquer refeição comum passou por uma complexa cadeia de suprimentos antes de chegar à mesa de jantar. Dezenas de empresas estão envolvidas na produção de até mesmo um simples bife. Na província canadense de Manitoba (US), a IBM ajudou a desenvolver uma solução completa de rastreabilidade, fornecendo serviços de consultoria de negócios e de gerenciamento de projetos. O trabalho envolveu uma parceria com mais de 16 cadeias de suprimento, incluindo produtores de carne bovina e suína, produtores de ingredientes para ração animal, fabricantes de ração, fazendeiros, unidades de processamento, caminhoneiros e uma rede de supermercados.

Utilizando o software Global Traceability Network (GTNet) da Trace Tracker, uma parceira de negócios da IBM, o projeto de Manitoba mostra que é possível levantar e analisar com segurança e precisão dados sobre uma peça de carne vinda de uma variedade de diferentes origens, e em seguida compartilhar essas informações, em qualquer etapa do processo.

O freezer inteligente
Os açougueiros da METRO Future Store (US) na Alemanha, fazem mais do que preparar peças para churrasco. Usando uma solução projetada pela IBM, eles também aplicam etiquetas inteligentes de RFID. Cada embalagem é identificada e registrada ao ser colocada na vitrine refrigerada, que é totalmente equipada com leitoras e antenas que escaneiam a etiqueta de cada produto quando entra na vitrine, enquanto lá permanece e quando sai com um consumidor. A informação ajuda a loja a manter os produtos frescos, a controlar o ambiente em que são estocados e a gerenciar níveis de estoque e dados de venda em tempo real.