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Educação Mais Inteligente

Computação em nuvem, virtualização e outros avanços em tecnologia podem tornar nosso sistema educacional mais inteligente.

Em 2006, entre 30 países, os Estados Unidos alcançatam apenas o 25° lugar em matemática e o 24° lugar em ciências. O aprendizado precisa ser construido sobre dois componentes-chave: o professor e o aluno.

Se o nosso planeta fosse uma grande sala de aula de matemática, os Estados Unidos seriam um aluno medíocre sentado no fundo da sala.


Dentre 30 países, os EUA obtiveram a 25ª colocação em matemática e a 24ª em ciências*.

Nunca houve época mais propícia para tornar os nossos sistemas educacionais mais inteligentes. Escolas e sistemas avançados de ensino estão sofrendo com os cortes orçamentários. A demanda por trabalhadores competentes com conhecimentos especializados está crescendo a 11% ao ano. Muitos postos de trabalho vão exigir treinamento pela vida inteira e uma permanente atualização. E o setor de educação se tornou cada vez mais complexo e difícil de quantificar, à medida em que os estudantes buscam uma variedade de caminhos alternativos de aprendizagem (US).

Um dos desafios é que nossos sistemas educacionais precisam ser mais sistêmicos, por assim dizer. Nos EUA há mais de 15.000 distritos escolares independentes e mais de 4.000 instituições de ensino superior, a maioria com objetivos e processos administrativos próprios. Na China há aproximadamente 500.000 escolas de nível primário e médio, muitas delas responsáveis pela administração da sua própria infraestrutura. Essas redundâncias criaram enorme ineficiência, inflando custos e criando silos de recursos.

A boa notícia é que houve avanços nas tecnologias de educação – computação em nuvem, sistemas de fonte aberta, virtualização, análise de dados – que podem ajudar os nossos sistemas educacionais a renovar infraestruturas obsoletas, dando-lhes uma nova funcionalidade. Eles podem se tornar mais interconectados, mais instrumentados e mais inteligentes. Em resumo, mais inteligentes. E isso já está acontecendo.

*Fonte: Organization for Economic Co-operation and Development, The Program for International Student Assessment, Ratings, 2006


 

O custo da educação aumentou 42% em uma década (1995-2004) nos países da OECD.
Com melhor gerenciamento, melhor medição e melhores processos, estima-se que a eficácia dos sistemas escolares poderá ser aumentada em 22% dentro do mesmo nível atual de despesas.

 

Interconectado = compartilhando recursos
Por meio de tecnologia baseada em computação em nuvem, todo estudante das escolas faculdades e universidades do estado da Carolina do Norte (US), nos Estados Unidos, pode acessar o que há de mais avançado em matéria de conteúdo educacional, aplicações de software e recursos de computação e armazenamento. Um aluno de primeiro grau em um vilarejo rural pode estudar geografia com os mesmos recursos interativos de animação em 3-D e de histórias contadas que os seus contrapartes em uma escola distrital de alta performance. A Carolina do Norte espera liderar o caminho da democratização da educação dentro do seu próprio estado e em todo o mundo.

Em maio deste ano, o Conselho de Educação da cidade de Nova York anunciou o Parent Link (a página reside fora da ibm.com), um web site construído com a IBM, que permite aos pais acompanhar as notas, os resultados, a frequência e os dados comparativos de seus filhos. Disponíveis em nove idiomas, essa poderosa ferramenta detecta deficiências no aprendizado e supre os pais com as informações de que necessitam para trabalhar junto com professores.

Na China, o Blue Sky, do Ministério da Educação, é um portal de aprendizado de ensino fundamental, baseado em pura tecnologia de fonte aberta. O portal oferece oportunidades de estudo à distância a estudantes mais pobres do interior da China, num esforço para diminuir as distâncias econômicas que separam essas áreas rurais das cidades mais afluentes. Ele conta hoje com mais de 45.000 usuários por dia.

No estado de Brandenburg, na Alemanha, 18.000 professores estão trabalhando para educar 220.000 estudantes em 900 escolas espalhadas em uma área enorme e dispersa. Desde a reunificação do país, a população dessa região, anteriormente chamada de Alemanha Oriental, vem caindo rapidamente. Muitas escolas foram fechadas e os fundos para escolas públicas foram corroídos. Através do programa Reinventando a Educação (US) a IBM está fornecendo uma solução que vai permitir que professores e especialistas em educação se interconectem de forma sistêmica, pela primeira vez em todo o estado, compartilhando conteúdo de alta qualidade e trabalhando de forma colaborativa em tópicos críticos.

Instrumentado = juntando dados-chave
Se um sistema educacional se torna instrumentado — capaz de capturar e transformar dados críticos, tais como frequência, notas e matrículas em atividades extracurriculares – ele pode adquirir uma perspectiva em tempo real de como um estudante ou uma escola está atuando, onde há necessidade de intervir, e o que está e não está funcionando dentro das instituições, ao longo de sua existência.

Inteligência = tomada de decisões que fazem o aprendizado avançar
Um sistema escolar inteligente pode dar aos seus líderes ferramentas e insights de que eles precisam para tomar decisões mais eficientes. Os sistemas educacionais dos estados de Illinois, Pennsylvania e Ohio, entre outros, estão trabalhando com a IBM para desenvolver uma rede de dados que coleta, integra, analisa e apresenta informações sobre fatores-chave de performance, tais como frequência, etapas de alfabetização e transferências. Diretores e professores podem ter uma visão completa da performance dos seus estudantes e tomar decisões, em relação a sistemas, que podem melhorar o aprendizado, prever tendências problemáticas e tomar medidas preventivas.

Uma universidade formando para o mundo de amanhã
A IBM está colaborando com mais de 250 universidades em 50 países que oferecem formação em Ciência, Gerenciamento e Engenharia de Serviços (SSME, na sigla em inglês) (US). Essa nova disciplina acadêmica combina capacidades tecnológicas e de negócios, e dirigindo o foco para sistemas complexos de serviços, tais como serviços médicos e redes de transporte.