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Telecomunicações mais inteligentes

A demanda por meios de comunicação mais inteligentes está disparando. Temos condições de acompanhar?

Tudo começou com um telefone instalado em seu carro ou em sua maleta: comunicações “itinerantes” que libertavam você da necessidade de sair procurando por uma cabine telefônica para, da rua, falar com alguém.

Agora, as telecomunicações se transformaram em vídeos em seu telefone, bancos ao seu alcance a qualquer hora, um escritório onde quer que você esteja. Comunicação não quer dizer apenas pessoas falando com pessoas. São as coisas falando entre si.

Em um planeta mais inteligente, quase tudo pode se tornar digitalmente consciente, instrumentado e interconectado. Já dispomos de conexões, processadores, análise de dados e competências suficientemente poderosas para fazer com que trilhões de dispositivos conversem uns com os outros, melhorando assim a maneira como o mundo trabalha. Casas inteligentes podem ser programadas a distância. Automóveis inteligentes falam com a base em casa. Telefones inteligentes podem praticamente substituir a sua carteira. Rodovias inteligentes podem regular os fluxos de veículos.

Previsão do tráfego global de consumidores via Internet (2006-2012)

Um sinal de ocupado não é uma opção
Mas esse dilúvio de dados partindo de trilhões de objetos inteligentes está criando uma demanda insaciável por banda larga. A infraestrutura tem que crescer para não ficar atrás, o que muitas vezes exige um grande esforço, se você considerar que:

  • Metade do mundo ainda carece de sólidos serviços de comunicação.
  • Menos de 20% de todos os usuários conectados têm acesso a serviços de comunicação de terceira geração (3G), móveis e de alta velocidade, com conectividade constante, generalizada e segura.

O crescimento da banda larga representa um maior potencial para o roubo on line de identidade e de propriedade intelectual, e ainda para ataques mal-intencionados como spams, por exemplo, que respondem por cerca de 80% de todos os e-mails transmitidos, segundo algumas fontes.

Utilizar todo o potencial que existe para telecomunicações mais inteligentes vai exigir a inserção de novas tecnologias e novos modelos em nossos sistemas, para facilitar a transmissão e interpretação de dados por diferentes dispositivos, garantir conexões mais seguras e proteger identidades.

O dilúvio de dados partindo de trilhões de objetos inteligentes está criando uma demanda insaciável por banda larga.


 

A Bell Company, antecessora da AT&T, propôs em 1915 um serviço de la telefonia wireless, mas arquivou a ideia em favor de seu serviço por filo. 1998 foi um ano excepcional para o comércio via telefonia móvel: a primeira compra feita por um celular foi para máquina de venda de Coca-Cola, e um tom de chamada foi a primeira venda de conteúdo via download. Em 2008 havia quase 4 bilhões de assinantes de telefones celulares, representando 21% do total da populacão adulta e infantil do mundo.

Mais do que apenas uma conversa

Um pescador na Índia pode usar um telefone celular, ao se aproximar de seu entreposto, para checar as cotações em diferentes mercados e conseguir um melhor preço melhor para o seu peixe, aumentando assim em cerca de 50% a sua renda.

Um hospital infantil na Austrália reduz o stress e a confusão na sala de emergência substituindo o sistema de busca via alto-falante por uma rede wireless interna, com viva-voz.

E dois universitários, em diferentes cidades, podem usar os seus celulares para entrar no Facebook e organizar uma reunião com um grupo de amigos no próximo feriado.

A criação de sistemas de comunicação mais inteligentes, para atender a aplicações cada vez mais exigentes, exige tecnologia de comunicações de ponta, competência empresarial e setorial avançada e pesquisa e desenvolvimento inovadores. A IBM juntou forças com inúmeros clientes de telecomunicações para tornar o setor mais inteligente:

A Bharti Airtel pediu ajuda à IBM para criar uma infraestrutura altamente flexível, o que resultou na conquista a cada mês do impressionante número de 1,5 milhão de novos clientes.

A empresa norueguesa Telenor (US) juntou-se à IBM para desenvolver uma nova linha de receita, oferecendo recursos de RFID (Identificação por Alta Frequência) para pequenas e médias empresas.

A T-com Croácia (US) redesenhou os seus processos de negócio e incorporou melhores práticas para poder conquistar uma parcela maior do vibrante mercado do Leste Europeu.

Entre em contato e emocione alguém—on line
As pessoas antigamente entravam em contato por telefone. Agora, estão se utilizando de redes de relacionamento – tipo Facebook e Twitter – causando uma redução dramática nos serviços prestados pelas empresas de telecomunicação. Mas existem novas oportunidades. Leia o recente relatório The Changing Face of Communications [A Nova Face das Comunicações] (US).