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IBM CEO Study: comando e controlo substituídos pela cultura da colaboração

Lisboa, 22 de maio de 2012

Um novo estudo da IBM, que inquiriu presencialmente mais de 1.700 CEOs de 64 países (17 de Portugal e 71 de Espanha) e 18 setores de mercado, revela que a atuação dos líderes das empresas está a mudar no sentido de um modelo mais flexível, adicionando grande abertura, transparência e poder aos colaboradores, contrariando o tradicional “comando e controlo” que tem caracterizado o mundo empresarial no último século.

As vantagens desta nova tendência são claras. Segundo o estudo CEO da IBM, as empresas que superam a concorrência revelam 30% mais abertura – muitas vezes caracterizada por uma maior utilização das plataformas sociais como um fator-chave de colaboração e inovação – e tomam-na como uma influência fundamental na corporação. Os líderes deste grupo de empresas estão a adotar novos modelos de trabalho em que se foca a inteligência coletiva e as redes sociais para conceber novas ideias e soluções para o aumento da rentabilidade e crescimento.

De modo a criar ligações mais estreitas com os clientes, parceiros e com a nova geração de colaboradores, os CEOs estão a mudar a forma como comunicam com eles, deixando o e-mail e o telefone como veículos de comunicação primária, para dar um uso maior às plataformas sociais – que potenciam um contato mais direto. Hoje, apenas 16% dos CEOs inquiridos usam as plataformas sociais de negócio para interagir com as pessoas, mas este número atingirá rapidamente os 57% nos próximos três a cinco anos.

Depois de décadas em que dominava uma hierarquia rígida, a mudança tem implicações substanciais - e não apenas para os CEOs em si mesmos - mas para as suas empresas, gestores e colaboradores, bem como para as universidades e escolas de negócios e fornecedores de tecnologia de informação. O estudo da IBM conclui também que a tecnologia é vista como uma ferramenta poderosa para reformular estruturas organizacionais. Mais de metade dos CEOs (53%) estão a planear usar a tecnologia para facilitar as parcerias e a colaboração com organizações externas, enquanto 52% optam pela promoção de uma melhor colaboração interna.

"Uma das descobertas mais interessantes é perceber que os CEOs estão sintonizados nas implicações e impactos das plataformas sociais”, refere Bridget van Kralingen, vice presidente da IBM Global Business Services. “Em vez de se queixarem que as redes sociais tornam as relações humanas menos pessoais, defendem fortemente que se aprofunde a sua utilização para aproveitar a inteligência coletiva e desenvolver novos modelos de colaboração.”

Mas uma maior abertura não existe sem alguns riscos. Uma abertura maior também pode aumentar a vulnerabilidade. A internet – especialmente através de redes sociais – pode ter um impacto positivo ou negativo na interação entre colaboradores, mesmo entre grupos internacionais. Para as empresas a operar de forma eficaz neste ambiente, os colaboradores devem incorporar a missão e os valores da organização.

Os números

Os CEOs consideram as capacidades interpessoais de colaboração (75%), de comunicação (67%), de criatividade (61%) e flexibilidade (61%) como fatores essenciais de sucesso utilizados para trabalhar num ambiente mais complexo e interconectado.

A tendência para uma maior colaboração estende-se para lá da empresa em direção às relações externas com os parceiros. Em 2008, pouco mais de metade dos CEOs entrevistados planeavam ativamente o alargamento de parcerias. Agora, mais de dois terços tem intenção de o fazer.

Outras conclusões

O estudo da IBM revelou ainda que a maioria (71%) dos CEOs em todo o mundo considera a tecnologia como o fator número um de evolução das empresa nos próximos três anos – considerado-a mais relevante do que as mudanças na conjuntura económica e de mercado.

Em todos os aspetos da empresa – desde a parte financeira às operações - os CEOs estão mais focados em ganhar uma visão mais profunda sobre os seus clientes. Sete em cada dez CEOs estão a fazer investimentos significativos para capacitar as suas organizações no sentido de conhecer profundamente, a partir de dados disponíveis, os seus principais clientes.

Dada a explosão de dados que a maioria das empresas está a enfrentar, os CEOs reconhecem a necessidade de adquirir soluções de Business Analytics mais sofisticadas para monitorizar a informação que está a ser publicada online, em telemóveis ou sites de social media sobre as suas empresas.


Sobre o IBM Global CEO Study de 2012

É a quinta edição do IBM Global CEO Study, um trabalho que a IBM desenvolve de dois em dois anos. Para entender melhor os desafios e as metas dos CEOs de hoje, os consultores da IBM encontraram-se presencialmente com a maior amostra de executivos de sempre. Entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, 1.709 CEOs, diretores gerais e altos responsáveis do setor público foram entrevistados em todo o mundo para melhor entender os seus planos para o futuro e os desafios de uma economia cada vez mais conectada.

Mais informações e o estudo completo em http://www.ibm.com/ceostudy

Para informações adicionais contacte por favor:

Artur Rodrigues
Comunicações Externas e Relações Institucionais
IBM Portugal
Tel.: (+351) 218 927 798

Catarina Cristão
Media Relations
SYS Projects
Tel.: (+351) 218 927 513


Nota: Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

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