Lisboa, 22 de Janeiro de 2009
Os cientistas da IBM Research (NYSE: IBM), em colaboração com o Center for Probing the Nanoscale da Universidade de Stanford acabam de demonstrar técnicas de visualização de Ressonância Magnética com uma resolução 100 milhões de vezes superior ao sistema convencional.
O resultado, já publicado em “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), assinala um passo importante nas ferramentas da biologia molecular e nanotecnologia ao permitir a capacidade de estudar estruturas 3D complexas a uma nanoescala.
Ao alargar a Ressonância Magnética a uma resolução tão fina, os cientistas criaram um microscópio que, com mais desenvolvimento, poderá tornar-se suficientemente poderoso para revelar a estrutura e as interacções das proteínas, trilhando o caminho para novos avanços na saúde personalizada e na medicina. Esta conquista terá um impacto significativo no estudo dos materiais – das proteínas aos circuitos integrados – para o qual uma compreensão da estrutura atómica é essencial.
“Esta tecnologia revolucionará a forma como vemos os vírus, as bactérias, as proteínas, e outros elementos biológicos”, disse Mark Dean, IBM Fellow e Vice-Presidente de Strategy and Operations do IBM Research.
Este progresso foi possível através de uma técnica denominada “Magnetic Resonance Force Microscopy” (MRFM), que assenta na detecção de forças magnéticas ultra pequenas. Além da sua elevada resolução, esta técnica de imagem, ao possuir uma especificidade química, consegue ver por debaixo das superfícies, não destruindo os materiais biológicos sensíveis.
Durante mais de uma década, cientistas da IBM têm feito progressos significativos na técnica MRFM. Com esta descoberta, a equipa da IBM combina a sensibilidade da técnica MRFM com uma técnica de reconstrução de imagem 3D. Isto permite a demonstração, pela primeira vez, de uma ressonância magnética a uma nano escala de objectos biológicos. A técnica foi aplicada a um vírus do tabaco e conseguiu-se uma visualização com uma resolução na ordem dos quatro nanómetros (sendo que um nanómetro equivale a um milionésimo de milímetro).
“A Ressonância Magnética é muito conhecida enquanto ferramenta poderosa para a imagiologia médica, mas a sua capacidade microscópica foi sempre muito limitada”, afirmou Dan Rugar, Director dos Estudos sobre Nano Escala, da IBM Research. “Esperamos que a ressonância magnética de nano escala nos permita visualizar a estrutura interna de moléculas individuais de proteínas e complexos moleculares, enquanto chaves para a compreensão da função biológica”, concluiu.
A IBM Research conta já com uma distinta história no desenvolvimento de microscópios para imagiologia e ciência em nano escala. Em 1986, os investigadores da IBM Gerd Binning e Heinrich Rohrer receberam o Prémio Nobel da Física pela sua invenção do “scanning tunneling microscope”, que possibilitou a visualização de átomos individuais em superfícies electricamente condutoras.
Sobre a IBM Research
A IBM Research é a maior organização de investigação do mundo com cerca de 3000 cientistas e engenheiros em oito laboratórios a operar em seis países. A IBM produziu mais decobertas na investigação do que qualquer outra empresa da indústria de Tecnologias de Informação e liderou o número de patentes nos Estados Unidos durante 16 anos.
O vídeo com uma demonstração desta descoberta está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=AAA4FGKCBik
Para mais informação, por favor visite www.research.ibm.com
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