Objectivo é incentivar a transparência e a qualidade dos standards tecnológicos, e promover a igualdade participativa de mercados emergentes na economia globalmente integrada
Lisboa, 23 de Setembro de 2008 – A IBM anunciou hoje que está a implementar uma nova política empresarial que formaliza o seu posicionamento para a criação de novos open standards técnicos. Estes permitem que dispositivos electrónicos e programas de software possam ser interoperacionais.
Numa economia globalmente integrada, os open standards são determinantes para possibilitar a disponibilização de diversos serviços, desde a assistência e cuidados de saúde, às soluções empresariais e ao entretenimento de consumidores. Permitem também que os governos criem plataformas de desenvolvimento económico e prestem serviços aos seus cidadãos.
Os princípios da nova política da IBM são os seguintes:
- Iniciar ou terminar a participação em organismos de standards, de acordo com a qualidade e abertura dos seus processos, regras de filiação e políticas de propriedade intelectual.
- Incentivar economias desenvolvidas e emergentes a adoptarem open standards globais e a participarem na sua criação.
- Promover regulamentações administrativas dentro dos organismos de standards que assegurem que as decisões, as votações e a resolução de litígios são tomadas de forma justa, de acordo com participantes independentes e protegidas de qualquer influência indevida.
- Colaborar com organismos e desenvolver comunidades que assegurem que a interoperacionalidade de standards de software aberto está disponível para a livre implementação.
- Contribuir para a criação de políticas de propriedade intelectual claras, simples e consistentes para as organizações de standards, permitindo assim que os implementadores tomem decisões esclarecidas a nível técnico e empresarial.
IBM encorajou os membros de comunidades de standards a adoptarem princípios semelhantes, mais rigorosos do que os exigido pelas leis ou políticas existentes. As novas políticas da IBM promovem práticas de propriedade intelectual mais simples e coerentes, e enfatizam que todas as partes interessadas, incluindo a comunidade de open source e os mercados emergentes, devem ter igualdade de condições na participação no processo de standards.
A IBM descreve os passos para pôr em acção estes princípios. A título de exemplo, a empresa irá:
- Analisar e tomar as acções necessárias à sua filiação em organizações de standards;
- Em regiões e países onde faz negócios, incentivar a participação local na criação e utilização de standards que resolvam os problemas e satisfaçam as necessidades de todos os stakeholders envolvidos. A IBM defende políticas administrativas em organismos de standards que encorajem a participação diversificada;
- Contribuir para a reforma de processos em organizações de standards para que procurações ou delegados não possam ser utilizados para a sua criação e aprovação;
- Colaborar com organizações de standards e stakeholders para racionalizar e consolidar licenças e políticas de propriedade intelectual, com foco na habilitação de aplicações de software que promovam a interoperacionalidade através da utilização de open standards;
Os princípios da nova política IBM foram inspirados nos resultados de um fórum de discussão on-line promovida pela Companhia durante este Verão. Nele participaram 70 especialistas independentes de todo o mundo – do meio académico, criadores de standards, advogados, e elementos de vários governos – no debate de questões relacionadas com a forma como os organismos de normalização de standards têm sabido, ou não, acompanhar os ritmos e as realidades comerciais, sociais, legais e políticas de hoje. Ao longo das seis semanas de discussão foram propostas sugestões para modernizar o processo, com o intuito de aumentar a transparência, a equidade e a qualidade dos standards (research.ibm.com//files/standards_wikis.shtml (US)).
Está prevista uma cimeira em Novembro, com o apoio da Universidade de Yale, que dará corpo às recomendações nascidas neste debate e contribuir para uma melhor definição de standards.
"Os standards tecnológicos comuns, abertos e consensuais, criados por organismos de renome, garantirão que cada um de nós possa facilmente adquirir e utilizar tecnologia de computação de múltiplos fornecedores", explica Bob Sutor, Vice-Presidente de Open Source e Standards da IBM.
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