IBM Portugal apresenta conclusões do Estudo Global CEO 2008
O Estudo Global CEO 2008 da IBM (NYSE: IBM), o maior inquérito feito até agora a executivos de topo, revela um aumento significativo no número de organizações que prevêem "alterações substanciais" nas suas empresas para o futuro. 83% dos administradores inquiridos afirmou acreditar que estas mudanças se processariam ao longo dos próximos três anos. Esta percentagem representa um aumento de 28% em relação a 2006, altura em que foi revelada a anterior edição deste estudo.
Os mesmos executivos reconhecem, no entanto, que a sua capacidade de gerir com sucesso estas alterações se manteve praticamente constante, registando-se apenas quatro pontos de melhoria relativamente ao inquérito de 2006.
A relação entre os dois factores – as mudanças esperadas no futuro em oposição à capacidade demonstrada no passado de os gerir com sucesso -, é referido no estudo como "fosso de mudança." Este índice é três vezes superior ao registado em 2006, indicando que a capacidade para gerir a mudança tem crescido menos do que a expectativa de futuras alterações.
Por outro lado, os directores executivos referem-se ao novo perfil dos clientes (mais exigentes, mais informados e mais interessados), à globalização e à tecnologia, como as principais tendências que os levarão a fazer alterações no futuro. De acordo com os gestores, estas tendências terão um impacto positivo nas suas empresas e representam uma oportunidade para criar diferenciação competitiva, o que aumentará os seus investimentos.
Sobre o inquérito
O Estudo Global CEO 2008 foi feito com base em 1.130 entrevistas pessoais a líderes de empresas e de entidades governamentais de 40 países e de 32 sectores de negócio, incluindo 8 executivos portugueses. Este estudo, cuja terceira edição é intitulada "A empresa do futuro", foi realizado pela IBM Global Business Services, divisão de consultoria da IBM, em colaboração com a Economist Intelligence Unit.
"A empresa do futuro é aquela que aceita a mudança como um estado permanente numa organização. Os executivos que demonstram a capacidade de gerir grandes alterações, sabem que podem obter vantagem competitiva, chegando a novas classes de clientes, e ousando novas concepções de negócio em torno dos princípios da integração global", afirmou Rui Rosado Gonçalves, Consultor de Gestão da IBM Global Business Services. “O executivo dos novos tempos tem de compreender que a chave do sucesso reside, em grande parte, no entendimento do novo perfil do consumidor, mais interessado e interessante, enquanto uma oportunidade de diferenciação.”, acrescentou.
O CEO Study 2008 aponta ainda as seguintes conclusões:
As empresas líderes são mais hábeis a gerir a mudança
O relatório expõe as diferenças entre as empresas líderes de mercado - aquelas na amostra que tiveram um maior crescimento das suas receitas e das margens de lucro nos últimos 3 anos - e as restantes. A principal conclusão é que a nível global, 66% das principais empresas tiveram êxito a gerir a mudança, enquanto que essa percentagem cai para 54% nas restantes organizações.
Um novo consumidor, mais exigente e informado, representa uma oportunidade e não uma ameaça
O estudo conclui que os executivos consideram o novo perfil do consumidor do século XXI - mais exigente, participativo e informado – como uma possibilidade de se diferenciarem dos seus concorrentes, e não como uma ameaça: 76% dos inquiridos considerou que a existência deste novo tipo de consumidor terá um impacto positivo nos seus negócios. Para se adaptarem e até mesmo se anteciparem às exigências dos consumidores, os dirigentes prevêem aumentar os seus investimentos em 22% durante os próximos três anos.
As empresas portuguesas acompanham esta tendência.
As empresas estão a adaptar-se de forma a tirarem melhor partido da globalização
As empresas participantes no estudo vêem a globalização como um fenómeno imparável. 60% das organizações inquiridas está a empreender uma estratégia global, e a maioria das suas prioridades são orientadas para criar as competências necessárias a uma concorrência globalizada.
Além disso, o relatório classifica as empresas participantes como “muito globalizadas”, “globalizadas”, “intermédias” ou “locais”, em função do grau de globalização e da sua orientação estratégica. As empresas líderes no inquérito são as que apostam mais decisivamente na globalização, sendo que 71% das empresas líderes classificaram-se como “muito globalizadas” ou “globalizadas”.
Perante a dificuldade de diferenciação por produtos e serviços, as organizações prevêem imovar nos seus modelos de negócio
O estudo revela que 98% dos CEO’s planeiam alterar os seus modelos de negócio, sendo que para dois terços essas mudanças serão "significativas". Destes, 39% actuarão sobre o seu modelo organizacional, modificando a configuração da empresa e estabelecendo que actividades serão realizadas internamente e quais se realizarão em colaboração com terceiros.
Cresce a importância da Responsabilidade Social Corporativa
Os directores executivos e líderes empresariais entrevistados acreditam que é cada vez mais importante para os consumidores que as empresas tenham políticas de Responsabilidade Social. O inquérito revela que a tendência se repercute de forma positiva nas organizações, que vêem em tais práticas uma oportunidade de adquirir vantagem competitiva. Nesse sentido, os executivos inquiridos planeiam incrementar os seus investimentos em 25% para se adaptarem a esta tendência.
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