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O que o futuro reserva para cloud computing?

Por José Luis Spagnuolo
Diretor de Cloud Computing e Big Data – Analytics da IBM Brasil

Conheça as cinco principais previsões de cloud computing que devem movimentar 2014.

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A computação em nuvem amadureceu mais rápido em 2013 do que em qualquer ano anterior, com as organizações passando a usá-la para acelerar a adoção de tecnologias móveis, sociais e de análise de Big Data. Contudo, 2013 foi apenas uma gota no oceano se comparado ao que 2014 reserva para a comunidade da nuvem.

Claro que seria um eufemismo dizer que 2014 será um ano de transformação para cloud. A demanda por nuvens interoperáveis, construída em padrões abertos, a evolução dos modelos de entrega e a convergência dos ecossistemas em cloud são apenas alguns exemplos das tendências que irão moldar a computação em nuvem neste ano.

Resolvi listar cinco principais previsões que, a meu ver, devem movimentar bastante este ano que acaba de começar. Acredito que desde o papel essencial do CIO – e as profundas mudanças pelas quais sua atuação deve passar – até a segmentação das tecnologias desenvolvidas – para atender indústrias específicas considerando suas principais necessidades – sejam algumas das transformações nas quais as empresas devem direcionar sua atenção em 2014.

1- A adoção contínua de nuvem através de diferentes linhas de negócios irá conduzir a uma mudança fundamental no papel do CIO das empresas.

O papel do CIO está se transformando de um gerente de sistemas de TI tradicionais para um corretor de infraestrutura de nuvem, aplicações e serviços de informação. Conforme a cloud vai se tornando mais difundida entre diversas linhas de negócio, o CIO vai começar a assumir a responsabilidade de integrar, gerenciar níveis de serviço e a governança em torno desses serviços.

Além disso, suas relações com os parceiros de TI se tornarão cada vez mais importantes para ajudá-los na criação de valor para o negócio, a reduzir riscos e a acelerar a implementação de serviços em nuvem.

2 - O conceito de Cloud Foundry (nuvem desenvolvida em padrões abertos) vai emergir como padrão para PaaS.

Lançada em setembro, a fundação OpenStack vem trabalhando nesse sentido. Tendo surgido como padrão da indústria para infraestrutura como serviço, até o final de 2013 contou com mais de 12 mil pessoas envolvidas no projeto. O futuro é esse: colaboração, inclusive e principalmente na nuvem.

Já PaaS oferece maturidade ao negócio. Assim, a criação de plataformas semelhantes e onipresentes, construídas em padrões abertos, vai fazer com que as organizações evitem o aprisionamento por fornecedores com o objetivo de atender à demanda por clouds para aplicações móveis, sociais e de análise de dados.

3- A existência de nuvens específicas para os diversos segmentos da indústria será regra, o que impulsionará a adoção da tecnologia em verticais como finanças, saúde, telecomunicações, varejo, utilities e energia.

Até recentemente, a maioria das nuvens caíam na categoria “one-size-fits-all”, com características básicas e benefícios-padrão aplicados a todas as organizações, independentemente da indústria. Contudo, as organizações não são básicas e possuem necessidades e desafios específicos, cada uma em seu campo de atuação.

Para facilitar e acelerar a mudança desses segmentos para a nuvem, tecnologias segmentadas vêm sendo desenvolvidas para ajudar as organizações a alinhar resultados de serviços compartilhados com as necessidades de níveis de cloud exigidos pelo negócio, de forma mais ágil e eficiente.

4- Aplicações empresariais desenvolvidas para a nuvem e integradas com ferramentas analíticas criarão novas possibilidades de análise de dados em tempo real, em qualquer lugar e em qualquer dispositivo móvel.

Aos poucos, a inteligência vai se afastando dos dispositivos individuais seguindo o caminho da nuvem, enquanto um conjunto cada vez mais diversificado de dispositivos está sendo usado para completar funções de trabalho essenciais.

Nuvem, mobilidade e Big Data continuam a convergir, criando novas oportunidades para a análise de dados, algo que antes não era possível. Por isso, em 2014, a tendência é que novos serviços surjam e direcionem o mercado para o desenvolvimento de uma nova geração de aplicações com inteligência integrada.

5- Ecossistemas em nuvem vão se expandir e convergir para entregar soluções construídas em padrão aberto.

Outra tendência que vem ganhando força é a de padrões abertos e uniformes. Os ecossistemas em nuvem – redes nas quais os parceiros e terceiros convergem para construir e entregar uma gama melhorada de serviços baseados em plataformas em nuvem – irão se expandir e começar a trabalhar em conjunto para desenvolver soluções para empresas de todos os tamanhos, que podem ser aproveitadas em qualquer plataforma de nuvem aberta. Isso beneficiará os que já usam a tecnologia, enquanto aqueles que ainda insistem em modelos proprietários vão ver suas implementações de TI tornarem-se cada vez mais isoladas.

Estes são os principais pontos que devem tornar o ano de 2014 um dos mais movimentados na área de tecnologia para cloud. E que venham as transformações, para que as corporações consigam alinhar cada vez mais a tecnologia com o crescimento de seus negócios, gerando diferenciais competitivos para aquecer a economia brasileira e colaborar com o crescimento do País.