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Virtualização: a TI virtual

Por Aníbal Strianese

Gerente de Servidores Power da IBM Brasil

Talvez nenhuma outra tecnologia seja tão popular quanto a virtualização. Em uma definição simplificada, ela consiste em um processo que permite, por meio do compartilhamento de hardware, a criação de inúmeras outras máquinas a partir de um único equipamento.

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Nesse ambiente, cada máquina virtual representa uma infraestrutura operacional completa, segura e totalmente independente. Muitos são os fatores que trouxeram ao tema tanta popularidade.

Entre eles, estão a diminuição de custos com o ambiente de TI em até de 60% (pela redução na aquisição de novas máquinas, gerenciamento, licenças de software e consumo de energia, por exemplo), aumento da taxa de utilização dos servidores, maior eficiência operacional e facilidade de gerenciamento.

Segundo a consultoria IDC, ainda há um alto potencial de crescimento para este mercado - estima-se que 42% das médias e grandes empresas no Brasil já adotaram algum grau de virtualização e que esse mercado irá movimentar algo em torno de US$ 11,7 bilhões até 2011.

Hoje, a tecnologia de virtualização disponível no mercado está muito avançada e já é possível, por meio de funcionalidades de virtualização expandida, que uma única máquina de maior porte faça o trabalho de até mil servidores menores, com equilíbrio entre as cargas de trabalho. Atualmente, além da difundida tecnologia de consolidação de servidores, percebemos um movimento grande relacionado a outros dois tipos de virtualização: de storage e desktop.

A virtualização de storage permite, por meio de uma estrutura interconectada, que os equipamentos passem a ter inteligência e sejam capazes de alocar dados de acordo com a intensidade da utilização e com a demanda por desempenho.

Esta abordagem de armazenamento é um dos fatores-chave para garantir o sucesso das outras formas de virtualização. Isso porque um servidor virtualizado requer, por exemplo, de informações armazenadas no storage para rodar a maioria de suas aplicações.

No caso da virtualização de desktops, o que leva as empresas à sua adoção é a simplificação no gerenciamento e consequente redução de custos, maior segurança no acesso a informações corporativas e possibilidade de acesso remoto.

Voltando à virtualização de servidores, podemos afirmar que ela é capaz de resolver muitos dos atuais problemas enfrentados pela maioria dos CIOs (Chief Information Officer). Descrevo, aqui, cinco deles e como a virtualização responder a cada um.

1. Infraestrutura de servidores com baixa utilização

Problema: As empresas possuem um grande parque de servidores com baixa utilização dos recursos. Em média, um ambiente composto por servidores distribuídos tem taxa de aproveitamento entre 10% e 20%. Esta ineficiência custa milhões de dólares anualmente a empresas de todo o mundo.

Solução: A consolidação de servidores por meio da virtualização permite maximizar os recursos do hardware e otimizar a utilização das máquinas em taxas que ficam acima dos 80%.

2. Custos com licenças de software

Problema: Os custos com licenças de software têm grande peso nos orçamentos de TI. Imagine que, para cada servidor distribuído, existe a necessidade de adquirir e renovar uma série de licenças de software.

Solução: Atualmente, a maioria dos licenciamentos de software é por núcleo. A consolidação em menor quantidade de máquinas reduz o número de núcleos, diminuindo, com isso, os custos totais com as licenças.

3. Altas despesas com energia

Problema: Quanto mais servidores uma empresa possui, maiores as despesas com energia e resfriamento. Solução: A redução no número total de servidores resultará em redução no número de dispositivos para resfriamento e consequente diminuição no consumo de energia.

4. Ambientes pouco flexíveis

Problema: Quando uma empresa identifica a necessidade de ampliar seu ambiente de TI, encara a necessidade de abrir uma ordem de compras para adquirir novas máquinas. Desde a solicitação até o recebimento do novo servidor, o processo para implementação desse novo sistema pode passar de um mês.

Solução: A virtualização reduz drasticamente o tempo de introdução de novas cargas de trabalho, com implementação de máquinas virtuais em apenas poucos minutos, contra as várias semanas necessárias para a instalação de máquinas físicas.

5. Sistemas distribuídos e falta de padronização

Problema: Um parque heterogêneo de servidores é de difícil gerenciamento, requer espaço para hospedagem de um número cada vez maior de máquinas e dificulta a integração entre os aplicativos de negócios.

Solução: A consolidação de servidores elimina a necessidade por servidores adicionais, licenciamentos em excesso, custos e complexidade com manutenção.

Para ser bem-sucedida, a virtualização deve ser precedida de uma avaliação criteriosa do ambiente de TI. A sua prática, em muitos casos, requer uma reformulação da arquitetura existente. Listo, aqui, algumas recomendações para que os riscos e falhas possam ser evitados ao máximo: