O cloud computing pode ser considerado como o próximo passo lógico na evolução da Internet como fonte de serviços.
E é importante compreender que os serviços – e não a tecnologia subjacente - constituem a principal atração no modelo de nuvem. Este enfoque se compreende com bastante clareza. A maioria das pessoas se acostumou a realizar compras ou pagamentos on-line. Portanto, faz sentido que possam acessar às tecnologias de negócios da mesma maneira.
Mas, à medida que as pequenas e médias empresas consideram os benefícios potenciais do cloud computing, seria benéfico compreender qual a motivação do novo modelo de IT. As pessoas acessam a nuvem em busca de aplicações e outras oferta de informática utilizando os buscadores, que estão em conexão com redes de computadores interconectados. Esses computadores, por sua vez, proporcionam o cumprimento com as crescentes demanda dos usuários.
O cloud computing, também usa a virtualização, onde o software simula ser um hardware para alcancer maior capacidade informática – para constituir as bases dos quatro serviços de computação principais que constituem o cloud computing da atualidade. Cada um destes serviços abrange a totalidade do pacote de soluções, como os tecnologistas denominam freqüentemente os componentes de informática fundamentais para o gerenciamento de um negócio.
- Cloud Storage (Armazenamento de nuvem)—ou o armazenamento como serviço: Proporciona armazenamento de dados a distância, em lugar de uma sala de computação ou em uma jaula de servidor dentro de um centro de dados. "O armazenamento como serviço constitui uma virtualização dos discos: aqueles discos que durante anos colocamos dentro do nosso PC", explica Howe. "Este é somente outro modo de armazenar dados em Internet para extraí-los a partir de qualquer lugar".
- Cloud Infrastructure (Infra-estrutura de nuvem)—ou a infra-estrutura como serviço: permite às empresas acessar seu próprio software e sistemas operacionais, deixando em mãos de outros a manutenção do servidor. "Isto constitui simplesmente a virtualização do servidor", afirma Howe. "a idéia é que nós lhe proporcionemos um servidor virtual e você proporciona o software".
- Cloud Platforms (Plataformas de nuvem)—ou a plataforma como serviço: vamos além da infra-estrutura de nuvem permitindo que as companhias implementem suas próprias aplicações em plataformas virtuais de software. Mas a implementação é desenvolvida a distância, de maneira similar ao modo como o Web hosting é utilizado, como uma plataforma para os sites de E-commerce.
- Cloud Software (Software de nuvem)—ou o software como serviço: este é, possivelmente, o modelo que se compreende melhor dentro do Novo modelo de serviços de informática. Aqui, as aplicações de negócios e de back-Office contam com um alojamento a distância e se entregam diretamente nos escritórios dos usuários finais.
"Imagino as pequenas e médias empresas desfrutando destes quatro serviços", sustenta Howe. "Mas a quantidade de nuvem a ser utilizada por IT depende das necessidades específicas de cada companhia", acrescenta. "A plataforma escolhida dependerá da quantidade de controle e de trabalho artesanal e design que cada uma queira realizar trabalhando com esta solução", explica Howe.
Mas se o sucesso do modelo de software como serviço pode nos servir de algum tipo de guia, a maioria das empresas descobrirão que a vantagem de controlar a IT se vê superada pelos modelos de entrega terceirizados, que são mais econômicos.
"A verdadeira beleza do cloud computing é que você não deve enfrentar custos antecipados", diz Howe. "Na verdade, este é um modo de alugar, em vez de comprar seus serviços de IT, da mesma maneira que você aluga um equipamento qualquer, ao invés de comprá-lo".
A maior parte dos fornecedores de cloud computing oferece seus serviços em um modelo público de assinatura ou de pagamento pelo uso feito. Além disso, o cloud computing resultará cada vez mais econômico à medida que mais empresas compartilhem seus custos de infra-estrutura.
Ao reduzir os custos de IT, o cloud computing poderá proporcionar às pequenas e médias empresas amplas capacidades informáticas que, de outro modo, estariam fora do alcance de muitos. E graças à possibilidade de não possuir e manter hardware e software—e de não necessitar ampla capacitação para estes sistemas —as pequenas e médias empresas descobrirão a disponibilidade de mais dinheiro para destinar a outros custos operativos.
Entretanto, a maioria das PMEs ainda não aceitaram o cloud computing com o mesmo entusiasmo que as grandes empresas, diz Howe. Muitos negócios, explica, estão preocupados com os níveis de segurança e serviço que o novo modelo informático dará, ou pelo que poderia acontecer se houvesse um corte. Isto exige uma análise mais atenta das capacidades e fortalezas dos fornecedores, acrescenta. "Daqui a cinco anos o serviço continuará vigente? pergunta ele retoricamente, para logo sugerir que os fornecedores com uma história de sucesso e comprovada trajetória em matéria de IT serão a melhor aposta.
Mais ainda, as PMEs têm a possibilidade de investigar o potencial do cloud computing com pouco risco, ao provar estes serviços antes de comprá-los. "Acredito que testar estes serviços é um grande modo de começar a utilizá-los", diz Howe acerca do crescente número de serviços de cloud computing. "Não é uma loucura prová-lo em um departamento para verificar o funcionamento do sistema. Isto não é um custo antecipado. Você adquire alguns serviços, oferece-os a alguns de seus usuários mais avançados, e observa o grau de satisfação que produzem".
E se você não gostar do serviço, explica Howe, provavelmente não ficará preso em um offering determinado como aconteceria com a IT tradicional.
Com esta flexibilidade, as PMEs poderão se preparar para um desenvolvimento que, com certeza, mudará o modo de acessar a tecnologia e de provê-la. Além disso, as empresas que aproveitarem o novo modelo de acesso a IT, descobrirão que com menores custos em tecnologia, terão maior agilidade e capacidade para concorrer em negócios desafiantes. É possível que o cloud computing ainda não tenha alcançado sua maturidade, mas se a história dos avanços tecnológicos se repete, as empresas preparadas para a mudança em IT estarão mais bem posicionadas para aproveitar ao máximo as novas oportunidades.
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