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Linhas de comentário por Christina Lau: IBM BPM BlueWorks, um experimento de nuvem WebSphere

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Nível: Introdutório

Christina Lau, Distinguished Engineer, IBM

06/Ago/2009

Journal icon Conheça os novos experimentos de nuvem do IBM ®Websphere® para criar tempos de execução WebSphere multi-inquilinos, ferramentas e modelos de programação e de negócios. Uma realização desta arquitetura é o IBM BPM BlueWorks, prestes a ser lançado. Este artigo fornece uma introdução ao BPM BlueWorks, revela as tecnologias por trás desta nova oferta, e oferece insights sobre onde isso tudo pode chegar.

De IBM WebSphere Developer Technical Journal.

Fazendo uma nuvem azul

O IBM BPM BlueWorks é um conjunto de ferramentas e conteúdos de gerenciamento de processos de negócios (BPM) baseado em nuvem que está prestes a ser lançado para ajudar o usuário a começar de forma rápida e fácil com o BPM -- e sem custo. Com o BPM BlueWorks, as partes interessadas dos negócios podem colaborar para captar a intenção do negócio, compreender as capacidades, e definir seu processo de negócios. Eles podem impulsionar conteúdo BPM pré-construído e contribuições de especialistas e usuários de BPM em todo o mundo para passar rapidamente do mapeamento da estratégia para a execução do processo. O BPM BlueWorks fornece um acesso fácil ao IBM BPM Suite, permitindo a autoria de processos em Business Process Modeling Notation (BPMN) e, em última instância, distribui como processos de trabalho em seus negócios.



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Arquitetura em nuvem

A computação em nuvem é um conceito que permite trabalhar de forma mais inteligente fazendo mais com menos. É uma construção lógica para compartilhamento de hardware e software, e pode crescer e encolher on demand. Um dos aspectos mais importantes da computação em nuvem é que não há nada a instalar -- tudo funciona em autoatendimento, é acessível através da Web e se paga o quanto é utilizado. Estes atributos tornam a computação em nuvem atraente para empresas de todos os tamanhos:

  • As grandes empresas estão procurando aproveitar as nuvens privadas com virtualização, automação e gerenciamento avançadas para reduzir as despesas operacionais.
  • Pequenas e médias empresas estão procurando aproveitar serviços de nuvens públicas, que exigem mínima despesa direta inclusive qualificação e custos de configuração.

Como tecnologia emergente, as abordagens de modelo de programação e desenvolvimento relacionadas à computação em nuvem também estão emergindo. Como tal, o BPM BlueWorks está fornecendo à equipe IBM WebSphere® uma excelente oportunidade para experimentar o que é necessário para formar uma plataforma de nuvem que seja feita de três camadas:

  • Aplicativo como Serviço: O BPM BlueWorks é um bom exemplo de um moderno aplicativo da Web que é construído a partir de tecnologias Web 2.0, tais como Dojo e REST. Ele fornece uma rica experiência de Internet aos usuários e é projetado desde o início com um modo de entrega "como serviço".
  • Plataforma como Serviço:O BPM BlueWorks funciona em uma plataforma middleware que inclui servidores de aplicativo, de base de dados, de colaboração e de segurança. O aplicativo BPM BlueWorks está compartilhando conjuntamente a plataforma middleware com outros aplicativos.
  • Infraestrutura como Serviço: Os aplicativos e o middleware são disponibilizados em um datacenter em que a infraestrutura (rede, armazenamento, máquinas e outros) seja gerenciada e também seja compartilhada.

Embora muitos aspectos da arquitetura em nuvem não sejam diferentes da tradicional Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), ela introduz alguns conceitos novos interessantes como multi-inquilinato, mais etapas adicionais no ciclo de vida de desenvolvimento de produto, tais como:

  • Integração com o datacenter.
  • Teste de questões adicionais de segurança e vulnerabilidade; por exemplo, ataques maliciosos em um aplicativo disponibilizado que possam prejudicar indiretamente outros aplicativos no centro de dados.


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A nuvem multi-inquilinato

Multi-inquilinato diz respeito a um princípio em arquitetura de software em que uma única instância do software opera nos servidores do fornecedor de software, que servem múltiplas organizações de cliente (inquilinos).

Nas abordagens tradicionais ao multi-inquilinato, o isolamento entre os inquilinos pode ser obtido por cada inquilino tendo sua própria infraestrutura e sua própria versão dos aplicativos. Embora haja um estrito isolamento entre esses inquilinos, o compartilhamento não é eficaz nestas configurações.

A evolução deste conceito é para um modelo colaborativo multi-inquilino (Figura 1) em que os agrupamentos de servidores são compartilhados entre inquilinos, porém o acesso é controlado em um nível granular. O compartilhamento e isolamento de artefatos entre inquilinos são ambos possíveis.


Figura 1. Multi-inquilino colaborativo

O BPM BlueWorks dá suporte ao modelo colaborativo multi-inquilino. Ativos públicos tais como as boas práticas, white papers, demos, mapas de estratégia, modelos de processo, e assim por diante, podem ser vistos por todos. Uma empresa pode publicar ativos para compartilhar com outras empresas, ou publicar seus ativos de forma particular, de modo que apenas os usuários dessa empresa possam ver.

Por trás das cenas, o BPM BlueWorks é alimentado por diversos produtos e componentes de tecnologia que são integrados em conjunto para formar uma plataforma inicial de nuvem com suporte multi-inquilinato. As tecnologias subjacentes incluem:

  • O IBM WebSphere sMash fornece um tempo de execução leve e robusto para aplicativos de estilo Web 2.0.
  • O IBM DB2® é o principal servidor de dados da IBM, conhecido por seu desempenho, escala e confiabilidade.
  • O IBM Tivoli® Access Manager WebSEAL atua como um proxy da Web reverso, fornece capacidades de conexão única, e protege os recursos de servidor no backend.
  • Um Business Support System (BSS) fornece gerenciamento de inquilino e oferta. O BSS é um componente comum usado tanto para o IBM LotusLive™ quanto para o IBM Smart Business Development and Test Cloud.
  • Uma Estrutura de Espaço de Negócios que suporta multi-inquilinato e usa iWidget para a composição em vidro do conteúdo pré-montado.
  • O IBM Rational® Asset Manager é o repositório de ativos que suporta o compartilhamento de ativos e isolamento entre inquilinos.


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Usando o BPM BlueWorks

Qualquer um será capaz de visitar o Web site do BPM Blueworks e pesquisar os vários materiais de aprendizado. Entretanto, se deseja criar seus próprios mapas de estratégia, mapas de capacidade ou processos, é necessário obter uma conta dirigindo-se até a página Ready to Sign up e preenchendo as informações.

Será necessário fornecer o nome de seu inquilino. Um inquilino pode ser uma empresa, uma organização ou uma equipe. Se o nome não tiver sido registrado antes, o inquilino será criado. Você se tornará o primeiro usuário para o inquilino e o administrador de conta padrão. Será provisionado a um inquilino seu próprio Espaço de Negócios e comunidade de Rational Asset Manager, e os ativos que criar (por exemplo, mapas, processos, etc.) serão isolados de outros inquilinos.

Se o inquilino já estiver registrado e a conta, criada, o usuário será convidado a participar da conta. Para isso, basta clicar no botão Join. O administrador da conta do inquilino terá de aprovar a solicitação usando o widget da Empresa em seu Espaço de Negócios. Quando a solicitação for aceita, o usuário receberá um e-mail com um link de registro para fazer o login com a senha fornecida.



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Colaborando para criar ativos de BPM

O BPM BlueWorks disponibiliza uma instância do Rational Asset Manager na nuvem com uma taxonomia predefinida. Há uma comunidade pública chamada BPM BlueWorks. Qualquer inquilino pode publicar ativos nesta comunidade pública, assim como visualizar ou importar ativos desta comunidade. Quando um novo inquilino se cadastra no BPM BlueWorks, uma comunidade Rational Asset Manager particular é automaticamente criada para o inquilino. Esta comunidade particular Rational Asset Manager só é acessível aos usuários desse inquilino.

Para se ter uma ideia de como isso pode funcionar na prática, há um cenário típico de uso para um inquilino descobrindo e reutilizando ativos:



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Acessando os IBM BPM Suites

As empresas que querem permitir que muitas partes interessadas dos negócios colaborem nas iniciativas de melhoria de processo sem estarem limitados pelo custo de software de modelagem local para cada analista de negócios, podem começar usando o BPM BlueWorks para projetar seus processos e repetir nos projetos. Uma vez finalizado o processo, um analista de negócios pode exportar o processo em software de modelagem local como, por exemplo, o IBM WebSphere Business Modeler. O processo pode, então, ser implementado usando um dos produtos IBM BPM Suite, incluindo o IBM WebSphere Dynamic Process Edition e o IBM FielNet® Active Content Edition.



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Conclusão

O BPM BlueWorks é o primeiro experimento WebSphere direcionado a uma plataforma de computação em nuvem. Porém não planejamos parar em apenas colaborar e fazer autoria de artefatos BPM. Juntamente com nossa equipe de pesquisa, estivemos incubando a próxima fase de nosso projeto para avaliar como podemos também executar e monitorar aplicativos situacionais diretamente na nuvem. Nós os chamamos aplicativos compostos da Web Business Mashups; que coordenam processos e dados para automatizar muitas das atividades de negócios comuns diárias sem a necessidade de codificação. Algumas dessas ideias já foram apresentadas em diversas conferências.

Além disso, Project Virtuoso é o codinome usado para descrever as incubações que estamos fazendo em torno da plataforma de nuvem WebSphere. O Project Virtuoso fornece integração empresarial segura que aproveita nosso middleware (por exemplo, WebSphere CloudBurst, WebSphere Virtual Enterprise, e WebSphere Extreme Scale) para trazer a experiência de "como serviço" a nossos clientes. Espere para ver mais desses novos recursos surgindo durante todo o ano.



Recursos



Sobre o autor

Christina Lau is a Distinguished Engineer and leads the BPM Architecture and Advanced Technology Team in WebSphere, focusing on emerging technologies. You can visit her blog on the BPM Experience .




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