A convergência de negócios e TI está em alta, assim como a necessidade de criar resultados de negócios que interessam, e de inovação e criação de agilidade de negócios sustentável apesar da complexidade. Um método centrado em negócios, o Business Process Optimization (BPO) (consulte a Parte 1 para obter mais informações sobre o conceito de BPO) combina recursos de forma holística para entregar melhores resultados de negócios por meio de novos níveis de agilidade. Para alcançar e manter o desempenho dos negócios, as empresas modernas devem ser capazes de alterar o modelo operacional de negócios a uma taxa, custo, qualidade e previsibilidade consistentes com imperativos estratégicos. Isso requer destreza operacional e a capacidade de mudar o próprio modelo de negócio para lidar com as diferenças de agilidade e complexidade ditadas pelas forças do mercado, pela competição e pelos líderes de negócios.
Ao otimizar o processo de mudança em uma parceria entre o negócio e a TI, o negócio pode ser libertado da rigidez e fragilidade dos aplicativos de TI existentes que fixam os processos e a utilização de informações no código, mas também de rígidos procedimentos de negócios e práticas que não atendem às necessidades atuais de serem ágeis e proativas. Com o BPO, os negócios não são mais restritos pela TI, ao contrário, a TI se torna um ativo para a maior competitividade das empresas.
O método BPO consiste em duas fases, conforme ilustrado na Figura 1.
Figura 1. O método BPO
A fase Envolvimento e Avaliação engloba o entendimento da atual arquitetura de negócio, as metas de negócio, os resultados desejados de negócios, a área de foco e o nível de agilidade necessário. As metas de negócio descrevem coisas específicas que são importantes de serem alcançadas pelos negócios. Os KPIs são associados a cada meta para identificar como será o sucesso.
A fase de Arquitetura e Planejamento cria um projeto de arquitetura acionável de agilidade de negócios que pode orientar e governar a implementação de negócios ágeis e soluções de TI por meio da identificação de pontos de variação (mudança previsível) e requisitos de agilidade (mudanças imprevisíveis). O projeto de arquitetura enfoca o design holístico e a transformação dos negócios e fornece a base para o planejamento de transição estruturada.
O método BPO como um todo pode definir a arte do que é possível alcançar com a tecnologia para uma área de processo e ajudará a navegar pelas diversas opções de agilidade disponíveis, incluindo a decisão sobre o nível de agilidade dos negócios que é realmente necessário para o resultado do negócio desejado. Enquanto valioso em si e por si, o método BPO também possui links integrados para métodos de solução de "recebimento de dados" ou abordagens necessárias para realizar o plano de transição de agilidade de negócios, que é um dos produtos de trabalho produzido pelo método BPO. As fases do método BPO são descritas detalhadamente em Entendendo o método BPO.
A linguagem do design de negócios
No centro do BPO está um design ágil de negócios. O design de negócios de uma empresa é o entendimento compartilhado da estrutura e da função dos seus negócios e deve considerar não apenas os componentes internos da organização, mas toda a sua rede de valor. Melhorias significativas em uma empresa são consideravelmente mais prováveis quando seu design de negócio é compreendido e definido para a consideração de colaboração. Melhor ainda quando o design de negócios é capaz de lidar de forma estruturada com um mercado previsível, bem como imprevisível, e com mudanças de negócios. Claramente, um bom design de negócio deve ser documentado de forma acionável. No entanto, as empresas muitas vezes não disponibilizam tempo ou esforço para documentar formalmente seu design de negócios, seja porque não sabem como fazer isso ou porque não percebem a importância dessa atividade para a agilidade geral e a eficácia da organização.
A linguagem é um sistema de comunicação que permite que os seres humanos sejam cooperativos. Criar um design ágil de negócio é uma atividade colaborativa e precisamos de uma linguagem formalizada para executar essa atividade de maneira eficaz. O papel da linguagem não é apenas permitir a expressão eficiente de ideias, mas compelir a expressão de determinados tipos de ideias. A criação de uma linguagem que obrigue a expressão das ideias de agilidade conduzirá naturalmente aos designs de negócios que são fundamentalmente mais robustos e eficazes. Sem essa linguagem de design de negócios, como seria possível até mesmo discutir o estado futuro desejado dos negócios, quanto mais os requisitos de desempenho e agilidade relacionados a ele?
Linguagens diferentes abordam domínios diferentes. A linguagem de design de negócio é a linguagem específica do domínio para um design ágil de negócio e deve abordar todos os oito ativadores da agilidade que sustentam o BPO, conforme mostrado na Figura 2.
Figura 2. Ativadores de negócios
(Veja uma versão maior da Figura 2.)
O conceito de uma linguagem de design de negócio é descrita em detalhes no White Paper da IBM The Language of Business Design (PDF).
Apesar de uma linguagem de design de negócio ser valiosa por si só, seu valor integral não é percebido, a menos que o design de negócio resultante seja acionável para a empresa. Consequentemente, devemos capturar não só a intenção de negócios e os resultados desejados, mas também os blocos de construção (negócios, assim como TI) que devem ser colocados em prática para que a intenção e os resultados se tornem realidade.
No contexto do método BPO, a linguagem do design de negócio é usada para compelir questões e diálogo referentes aos resultados de negócios desejados, mas também é a base formal para o projeto de arquitetura de agilidade de negócios. Como um modelo funcional formal, o projeto de arquitetura de agilidade de negócios codifica, de forma acionável, os blocos de construção de um futuro modelo de operação de estado de negócios que permitirá atingir os resultados definidos na fase 1 do método BPO.
Chegar a um plano de transição estruturado e acionável requer um bom entendimento dos resultados de negócio desejados, bem como do projeto arquitetônico para um modelo de operação que permite esses resultados. O método BPO é estruturado em duas fases distintas, conforme mostrado na Figura 3: Envolvimento e Avaliação, que aborda os resultados do negócio; e Arquitetura e Planejamento, que aborda o planejamento arquitetônico de transição.
Figura 3. Detalhes das fases do método BPO
Observe que, embora haja valor em cada uma isoladamente, elas são muito mais eficientes juntas.
Esta é a primeira fase do método BPO. Ela envolve a aquisição de um entendimento da atual arquitetura de negócios e documentação dos objetivos de negócio, resultados e áreas de agilidade de negócios desejados. Com base nisso, é desenvolvido um roteiro organizacional, levando a uma ou mais áreas operacionais. Esta fase levará aproximadamente duas a três semanas para ser executada.
Os distribuíveis da primeira fase do método de BPO são:
- Avaliação de Agilidade de Negócios: A avaliação da agilidade de negócios estabelece uma linha de base da atual agilidade de negócios. Ela deriva de vários pontos de vista e identifica as principais questões, diferenças, resultados desejados de negócios e avalia prioridades.
- Mapa do Resultado de Negócios: O mapa do resultado de negócios assegura que cada recomendação da avaliação de agilidade esteja vinculada a uma meta mensurável (resultados de negócios esperados) e que um conjunto de principais indicadores de desempenho (KPIs) esteja associado a cada meta.
- Roteiro da Agilidade de Negócios: O roteiro da agilidade de negócios fornece um conjunto acionável, prescritivo, dirigido e moldado de agilidade de negócios de iniciativas organizacionais que proporcionarão o caminho e os meios para alcançar os resultados desejados em tempo hábil.
Fase de Arquitetura e Planejamento
Na segunda fase do método BPO, o foco é o desenvolvimento do projeto arquitetônico que ativa os resultados de negócios definidos na fase Envolvimento e Avaliação e mapeia esses resultados sob os principais aspectos operacionais do futuro estado operacional do negócio. Posteriormente, este projeto de arquitetura de agilidade de negócios é a base para o planejamento de transição. O plano de transição identifica os projetos de recebimento de dados necessários para perceber o futuro estado operacional, incluindo a identificação dos ativadores de agilidade que, naturalmente, seriam aplicados, determinando, assim, o "tipo" de cada projeto no plano de transição (por exemplo, BPM ou analítica de negócios). Esta fase levará aproximadamente 4 a 5 semanas para ser executada.
Os resultados da segunda fase do método de BPO são:
- Mapa de Utilização de Agilidade: O mapa de utilização de agilidade mapeia o conjunto de componentes (o Modelo de Negócios de Componente) no qual a falta de agilidade está prejudicando mais os negócios. O mapa de utilização de agilidade determina o escopo desejado para a melhoria da agilidade.
- Projeto de Agilidade: O projeto de arquitetura de agilidade de negócios é um modelo baseado em componente (planejamento corporativo), que codifica o estado futuro da operação de negócios. O projeto identifica e prioriza os componentes operacionais, com especial ênfase nas entidades de negócios, processos e decisões, e com base em indicadores de agilidade da fase 1; designa tanto características de variabilidade (como mudança previsível e estado atual de otimização) quanto requisitos de agilidade (como mudança imprevisível e estado atual de direcionamento) para cada componente.
- Plano de Transição de Agilidade: O plano de transição estabelece etapas incrementais manejáveis para o futuro estado definido, necessário para criar impacto nos negócios e cumprir os resultados de negócios.
Link para as atividades e métodos de recebimento de dados
O modelo de envolvimento do BPO é ligado a e fornece um contexto abrangente para várias abordagens de solução necessárias para realizar os imperativos estratégicos e o modelo operacional de negócios a partir do projeto de arquitetura de agilidade de negócios e do plano de transação de agilidade. É importante perceber que não há sobreposição entre o método BPO e, por exemplo, uma metodologia BPM; o método BPO enfoca em resultados de negócios e planejamento corporativo, enquanto uma típica metodologia BPM enfoca em melhoria operacional a partir de uma perspectiva de solução. Na verdade, muitos BPMs, gerenciamentos de decisão e projetos de analítica de negócios, são desafiados pela falta de contexto estratégico e de compreensão das características de agilidade necessárias. Ao complementar esses métodos com os métodos BPO, essas fraquezas são mitigadas ou totalmente eliminadas.
Empresas modernas não podem confiar o futuro ao acaso, mas devem se planejar e enfrentar a mudança do futuro de maneira efetiva; na verdade, devem aceitar essa mudança como um diferencial competitivo. Para esse fim, a agilidade de negócios é um ativador importante, algo que faz com que as empresas se tornem mais do que apenas alguma coisa que elas façam. O método BPO foi criado para assegurar que o alcance dos níveis apropriados de agilidade de negócios possam ser abordados como engenharia, em vez de como "magia negra". A segunda fase do método fornece, respectivamente, os resultados de negócios desejados, o projeto operacional e o plano de transição que irão levá-lo até lá. De forma similar, o método BPO é um suplemento valioso para a solução existente - e para métodos com ênfase no projeto - e um ingrediente natural no ciclo de planejamento corporativo que tem sido, tradicionalmente, impulsionado pela arquitetura empresarial ou de negócios.
Os autores gostariam de oferecer seus sinceros agradecimentos aos seguintes colaboradores deste artigo: Abdul Allam, Asit Dan, Geoffrey Hambrick, Ian Turton, Jean Pommier, Jerome Boyer, John G Vergo, Jorge L Sanz, Kevin Daley, Kishore Channabasavaiah, Rob High, Robert P Hablutzel, Samuel Antoun, Sella Ganapathy, Tapas Som e Shuvanker Ghosh.
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Leveraging SOA, BPM and EA for Strategic Business and IT Alignment: developerWorks, C. Jensen et al, dezembro de 2008.
- Combining Business Process Management and Enterprise Architecture for Better Business Outcomes: IBM Redbook, C. Jensen et al, março de 2011.
- The Language of Business Design: IBM whitepaper, outubro de 2010. (PDF)
- The Data4BPM series: P. Nandi, et al, abril de 2010
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The Component Business Model: A component-based approach to strategic change.
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Cutting Through Complexity with Business Agility: An IBM study.
- Actionable Business Architecture: An IBM whitepaper.
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Capitalizing on complexity: A Global IBM CEO Study, 2010.
Claus Torp Jensen é Senior Technical Staff Member na equipe de Otimização do Processo de Negócios (BPO) e Chief Architect da estratégia técnica SOA-BPM-EA, orientando seu alinhamento e sua integração tanto de forma conceitual quanto prática. A equipe de BPO Foundation é responsável pela arquitetura de todos os produtos de software IBM, a fim de assegurar que suportem os principais princípios da SOA, o Gerenciamento de Processos de Negócios (BPM) e a Agilidade de Negócios de uma perspectiva do cliente. Antes de fazer parte da IBM, em março de 2008, Claus foi Group Chief Architect, VP of Architecture and Business Development, no Danske Bank, um banco regional europeu. Foi responsável por orientar a iniciativa de SOA do Danske Bank e o Centro de Excelência em SOA desde sua concepção, em 1999, e é conhecido como especialista em e divulgador da SOA. Claus tem título de PhD em Ciências da Computação pela Aarhus University, Dinamarca.

Dr. Ali Arsanjani é CTO (Chief Technology Officer) de SOA, BPM & Emerging Technologies na IBM Global Services. Ele lidera uma equipe responsável pelo desenvolvimento da competência mundial em SOA e BPM e pelo aumento da excelência na entrega de soluções SOA usando ferramentas IBM e não IBM e ofertas SOA, na maioria das quais ele foi codesenvolvedor. É responsável pela visão da IBM, estratégia e execução dessa estratégia no espaço da SOA e BPM de tecnologias emergentes e ofertas de SOA e BPM. É arquiteto ativo e bastante requisitado no mundo todo nas maiores contas da IBM. Para isso, Dr. Arsanjani trabalha com o IBM Software Group e o IBM Research, bem como com outras partes da IBM Global Business Services, na entrega de soluções SOA aos clientes usando as ferramentas IBM, tecnologias e ofertas SOA mais recentes.
Em sua função como CTO da SOA, do Centro de Excelência de Serviços da Web e do CoE de Otimização do Processo de Negócios na IBM Global Services, Dr. Arsanjani e sua equipe são especializados em coletar e desenvolver melhores práticas para a modelagem, análise, design e implementação da SOA e dos serviços da web. Dr. Arsanjani lidera a SOA interna mundial da IBM e a Comunidade de Prática de Serviços da Web (mais de 6000 membros) e é o principal autor do método SOMA (Service-Oriented Modeling and Architecture) para SOA, além de outros ativos, ofertas e ferramentas relacionados à SOA e ao método IBM BPO para otimização do processo de negócios.
Dr. Arsanjani não só trabalha na execução de uma estratégia global para a GBS, como também trabalha para avaliar, integrar e desenvolver ferramentas que suportem as ofertas integradas da IBM. Ele representa a IBM em órgãos regulamentares, como o The Open Group, e é responsável por copresidir os padrões da Arquitetura de Referência da SOA, o Modelo de Maturidade da SOA e a Arquitetura de Referência da Computação em Nuvem desse órgão.

Kerrie Holley, IBM Fellow, é CTO Mundial de Application Innovation Services na GBS. Suas responsabilidades incluem liderança técnica, supervisão e desenvolvimento estratégico, além de consultoria e arquitetura de software para um portfólio de projetos no mundo todo. Também é CTO de SOA, de Processo de Negócios e do Centro de Excelência de Otimização de Serviço da IBM.
Em 2006, o CEO da IBM nomeou Kerrie como Fellow, a posição de liderança técnica mais alta na IBM. É o título mais alto que um cientista, engenheiro ou programador da IBM (e talvez do segmento de mercado) pode atingir. O conhecimento de Kerrie se concentra em engenharia de software, arquitetura de software, desenvolvimento de aplicativo, arquitetura de negócio, arquitetura orientada a serviços e soluções distribuídas em rede de ponta.
Sr. Holley é autor, IBM Master Inventor e possui diversas patentes. É bacharel em Matemática e doutor em Direito pela DePaul University.

Julian Petriuc é amplamente reconhecido no segmento de mercado de Varejo e na comunidade técnica da IBM por suas contribuições técnicas substanciais em entrega e criação de ativos. Em sua função como Chief Architect for Retail na IBM Global Business Services, Application Innovation Services (AIS), Julian fornece liderança ideológica na aplicação de BPM, EAI, SOA e outras arquiteturas e tecnologias inovadoras para vantagem competitiva dos clientes. Como Chief Architect, Julian é arquiteto ativo e engenheiro de software que tem liderado a arquitetura, design e desenvolvimento de diversos projetos grandes de varejo nos EUA. É bastante requisitado por sua experiência em todo o mundo.

Prabir Nandi é Research Staff Member do Departamento de Informática de Negócios no T.J. Watson Research Center da IBM. Ele é inventor dos conceitos de Entidade de Negócios e liderou sua pesquisa e desenvolvimento contínuos nos últimos anos, incluindo o recurso Business Entity Lifecycle Analysis (BELA), agora comercialmente disponível, como parte do método e das ferramentas do IBM Global Business Services.