A IBM traz para esse espaço uma solução que foi ajustada finamente para proporcionar compras contínuas e com marcas em todos os canais, incluindo pontos de toque digitais e físicos em cada canal. O WebSphere Commerce V7 gera melhor lealdade do cliente e carrinhos maiores ao entregar conteúdo complexo, personalizado e contextualmente relevante em cada estágio das compras. A infraestrutura de software é baseada em service-oriented architecture (SOA) com WebSphere Application Server (daqui em diante, chamado de Application Server) e DB2® como componentes subjacentes da solução.
A base arquitetural do Application Server e DB2 proporcionam desempenho otimizado e escalabilidade em sistemas POWER7 da IBM. A solução se baseia em arquiteturas de software e hardware que proporcionam velocidade no acesso a dados para um uso interativo e quase em tempo real das informações. O acesso dos clientes à plataforma de comércio é aprimorado, pois a nova solução de hardware reduziu os tempos de consulta em até aproximadamente 50% com base em desempenho alto e sem paralelos dos servidores Power. O POWER7 traz para essa solução virtualização exclusiva, gerenciamento avançado de memória, revolucionário suporte a carga de trabalho e disponibilidade de classe mundial. Essas características são explicadas abaixo.
Entendendo a arquitetura POWER7
Esta seção usa como exemplos os sistemas P750 e P780 ao discutir a arquitetura e os recursos do chip POWER7.
Chip POWER7 e diferenciação de cache
A arquitetura do chip POWER7 continua a diferenciação da IBM ao ser desenvolvido com base na liderança em desempenho do POWER6®. O POWER7 oferece maior densidade de núcleo de processador por chip ou soquete, melhor suporte para multiencadeamento e melhor largura de banda de memória do núcleo (discutido abaixo). Este design do chip resulta em melhor desempenho em relação ao POWER6.
A disponibilidade de encadeamentos dinâmicos e de vários núcleos permite que o POWER7 suporte um grande número de Java Virtual Machines (JVMs) executando no aplicativo WebSphere Commerce Server. O chip POWER7 traz até 8 núcleos de processamento com um SMT de 4 vias em cada núcleo. Isso equivale a 32 processadores lógicos em um único chip ou soquete. O Power 750 Express é um servidor que contém de um a quatro soquetes, com até 32 núcleos que podem entregar até 128 encadeamentos de cálculo simultâneos.
Devido à diferença de latência entre a memória principal e o cache no chip, o POWER7 foi projetado com três níveis de cache no chip (veja a Figura 1). O chip inclui 32 MB de memória cache L3 no chip, implementada em Dynamic Random Access Memory (DRAM), em vez do cache L3 fora do chip, que era usado em todos os chips Power dual-core anteriores. O chip POWER7 tem dois controladores de memória DDR3 de canal duplo implementados, que proporcionam 100 GB/s de largura de banda sustentada por chip. Isso oferece vantagem significativa para uso pesado do cache.
Figura 1. Arquitetura do chip POWER7
Suporte do POWER7 para virtualização e encadeamento simultâneo
A PowerVM é desenvolvida no hardware e oferece maior desempenho, mais escalabilidade e maior utilização dos recursos do que as plataformas de virtualização da líder ®. A PowerVM oferece a capacidade de ajustar dinamicamente os recursos do sistema com base nas demandas da carga de trabalho, de modo que cada partição receba os recursos de que precisa. Logical partitions (LPARs) permitem executar várias instâncias de sistema operacional no mesmo sistema sem interferência. O microparticionamento permite que uma LPAR compartilhe processadores com outras partições diferentes. O microparticionamento fornecido por PowerVM oferece flexibilidade significativa para planejar implementações de Web site. A PowerVM pode ajustar o uso de CPU e de memória entre diferentes aplicativos sem interrupção, permitindo que o varejista tenha flexibilidade para escalar de acordo com a variação dos requisitos de negócios.
O POWER7 oferece uma inovação tecnológica e pode executar uma grande carga de trabalho de aplicativo em uma máquina de mesmo tamanho (com o mesmo número de soquetes ou núcleos). Isso gera melhor valor pelo investimento do varejista em hardware, permitindo maior uso da Central Processing Unit (CPU), com base no suporte a Simultaneous Multi-Thread (SMT). SMT é uma tecnologia de processador para permitir que diversos encadeamentos emitam instruções a cada ciclo. O SMT permite que todas as instâncias de encadeamento concorram e compartilhem recursos de processador. O SMT4, recém suportado em POWER7, oferece mais instâncias simultâneas do aplicativo com mais encadeamentos suportados pelo hardware do que outras soluções. O SMT4 fornece mais encadeamentos, e o AIX aproveita os encadeamentos a mais com base em seu entendimento do aplicativo. O Application Server V7 também tem otimização para aproveitar o recurso SMT4, de modo que aplicativos desenvolvidos em Application Server V7 possam receber a vantagem de SMT4 sem modificação (por exemplo, WebSphere Commerce V7).
Os avanços de memória trazem valor para essa solução POWER7 ao fornecer mais dados na memória para o software. A Expansão da Memória Ativa é uma nova tecnologia POWER7 que permite que a capacidade máxima de memória efetiva seja maior que a memória física real. A compactação e descompactação inovadoras do conteúdo da memória permitem expansão da memória em até 100%. Isso permite que uma partição de aplicativo faça significativamente mais trabalho, ou permite que um servidor execute mais partições na mesma quantidade física de memória. O uso da Expansão de Memória Ativa pode melhorar o uso do sistema e aumentar seu rendimento.
A arquitetura de memória de POWER7 usa altas Confiabilidade, Disponibilidade e Capacidade de Manutenção (RAS), alto desempenho e memória com baixo consumo de energia. Os P750 e P780 usam tecnologia de taxa de barramento Dynamic Random Access Memory (DRAM) 1066. A interface DRAM de porte duplo oferece o dobro de largura de banda do que POWER6. DRAM sobressalente e espelhamento seletivo fornecem maior RAS da memória.
Quando uma configuração de eficiência semelhante é desenvolvida em plataformas Intel, o cenário cria mais imagens para serem gerenciadas pelos clientes. As soluções Power têm a vantagem de gerenciamento simplificado do sistema.
Disponibilidade e capacidade de manutenção da plataforma
O tempo de inatividade pode afetar seriamente a continuidade dos negócios e, para Negócios Mais Inteligentes, uma plataforma de comércio indisponível afeta rapidamente a receita do varejista. As vendas caem se o Web site estiver indisponível. O POWER7 traz para a solução uma plataforma altamente confiável. A chave da solução é a opção de configurações de alta disponibilidade com base na virtualização Power, que permitem que aplicativos sejam automaticamente transferidos de uma máquina com falha para um backup.
O varejista obtém custo operacional reduzido em relação à manutenção, alocação de espaço e consumo de energia. Com sistemas POWER7 de médio e grande porte, o suporte à manutenção simultânea permite disponibilidade contínua do aplicativo. O suporte a manutenção simultânea permitem que as correções sejam aplicadas sem que os sistemas sejam desligados. O AIX suporta hot patches do kernel. Esse recurso ajuda o varejista a manter o sistema ativo o tempo todo.
É importante saber que os novos recursos do processador POWER7 são utilizados pelo Application Server V7.x, portanto, passar para esse ambiente de aplicativo oferece vantagens em relação à preservação de versões binárias de aplicativos anteriores. Esse é o ambiente preferencial para o WebSphere Commerce.
No entanto, POWER7 suporta modos de compatibilidade, que permitem que os aplicativos criados para serem executados em processadores POWER5® ou POWER6 sejam executados sem modificação no POWER7. Isso significa que o código desses aplicativos não precisa ser alterado ou recompilado para executar em modo de compatibilidade. Isso oferece um caminho de transição suave de sistemas mais antigos para a plataforma mais recente e minimiza os custos da migração para um novo sistema. Esse modo de compatibilidade é significativo por permitir que aplicativos legados sejam preservados quando necessário, o que pode ser o caso quando milhares de aplicativos são suportados pela implementação.
Além disso, embora partições lógicas que usem os modos de compatibilidade com processadores anteriores possam ser executadas em servidores POWER7, um processador POWER7 não emula todos os recursos de um POWER6 ou POWER5. Por exemplo, alguns tipos de monitoramento de desempenho podem não estar disponíveis para uma partição lógica se o modo de compatibilidade atual da partição estiver configurado para POWER5.
Tendências do segmento de mercado
Apesar do momento desafiador da economia, o varejo na Web tem passado por um crescimento significativo. Muitos clientes do WebSphere Commerce com alto volume estão estimando crescimento composto significativo (até 20%) no volume de pedidos em dois anos (2011 e 2012). O varejo na Web também está se tornando mais sofisticado e direcionado, usando extensivamente promoções e campanhas de marketing para incentivar os compradores on-line. Para isso, os varejistas estão usando um conjunto complexo de recursos disponíveis no WebSphere Commerce. Eles também estão integrando suas implementações do WebSphere Commerce com diversos sistemas externos, geralmente aqueles que fornecem informações atualizadas sobre preços e inventário.
Os números a seguir indicam a direção geral do varejo na Web (números obtidos em implementações de clientes reais):
- Para um varejista com presença intensa na Web, a maior taxa de pedidos obtida por um site WebSphere Commerce foi de cerca de 850 pedidos por minuto em 2009. Em 2012, estima-se que seja 1.100 pedidos por minuto.
- Em 2009, a maior taxa de pedidos foi obtida quando cerca de 9.000 compradores estavam fazendo compras simultaneamente em um site.
- Em 2009, a maior implementação do WebSphere Commerce incluiu cerca de 100 JVMs. Em 2010, esse número subiu para 150. Em 2011, prevê-se que seja de 196 JVMs.
- Em 2009, o maior catálogo do WebSphere Commerce usado em campo foi cerca de 7 milhões de SKUs. Em 2010, foi de mais de 10 milhões de SKUs. Em 2011, estima-se que esse número cresça para mais de 30 milhões de SKUs.
- Em 2010, o maior banco de dados do WebSphere Commerce observado em campo foi de cerca de 1 TB.
Esse crescimento não está apenas gerando o desenvolvimento da área ocupada geral da implementação do WebSphere Commerce, como expresso pelo número de núcleos necessários e o número de JVMs do WebSphere Commerce necessárias, mas também representa novos tipos de desafios de desempenho:
- Aumento dos custos operacionais devido ao aumento do número de JVMs.
- Picos na carga de trabalho gerados por promoções e eventos de vendas.
- Mudanças rápidas em CPU, rede e E/S de disco geradas por sistemas externos.
Discutiremos abaixo a carga de trabalho do WebSphere Commerce e como os recursos do POWER7 podem ajudar a resolver muitos desses desafios.
Entendendo a carga de trabalho do WebSphere Commerce
O WebSphere Commerce é um aplicativo J2EE que é implementado e executado em um Application Server. O WebSphere Commerce usa a arquitetura padrão de aplicativo com três camadas lógicas:
- A camada HTTP é implementada geralmente usando o IBM HTTP Server (IHS). O IHS hospeda o plugin HTTP do Application Server. O plugin HTTP realiza o segundo nível de balanceamento de carga para Application Server e o cluster de servidores do WebSphere Commerce. Também realiza uma importante função de armazenamento em cache - armazenamento de conteúdo estático, como imagens - mais próximo da extremidade da rede.
- A camada do aplicativo é o Application Server e cluster de servidores WebSphere Commerce. Em sites do WebSphere Commerce, é aqui que acontece a maioria dos cálculos com uso intenso de CPU.
- A camada do banco de dados também tem participação importante na equação geral de desempenho do WebSphere Commerce. Para sites do WebSphere Commerce, o cálculo na camada do banco de dados não usa intensivamente a CPU, mas envolve altas taxas de E/S de disco.
Outro aspecto a ser considerado é que a visão convencional de uma carga de trabalho foca nas características de estado estável do sistema. Cargas de trabalho reais do WebSphere Commerce tendem a ser dinâmicas. Considere o caso de um grande varejista da Internet se preparando para um importante evento de vendas. Para se preparar para o evento de vendas, o varejista limpa o conteúdo do cache, recicla as JVMs do WebSphere Commerce, carrega um catálogo de vendas que contém itens oferecidos apenas durante o evento e ativa promoções que oferecem descontos e brindes.
As promoções incluem aquelas chamadas comumente de “promoções relâmpago”, que oferecem descontos especiais aos primeiros compradores on-line que entrem no site após o início do evento. Um grande número de compradores tenta entrar no site do varejista para aproveitar as promoções relâmpago. Como resultado, no começo do evento, os sistemas dos varejistas registram um enorme pico no volume, pressionando tremendamente o sistema relativamente frio.
Iremos examinar as cargas de trabalho do WebSphere Commerce e o tipo de características subjacentes à infraestrutura de hardware para proporcionar desempenho superior para o site. nas camadas de aplicativo e do banco de dados. A camada HTTP, mais simples, está fora do escopo deste artigo.
A Figura 2 contém uma visão lógica de um cluster típico do WebSphere Commerce. Um cluster de JVMs do WebSphere Commerce recupera dados e grava dados em uma única instância de banco de dados. Embora o WebSphere Commerce seja um aplicativo de Online Transaction Processing (OLTP), em geral, mais de 90% das operações de acesso são leituras realizadas à medida que os compradores navegam pelo catálogo no Web site. O armazenamento em cache na camada de aplicativo tem uma função essencial nas implementações do WebSphere Commerce. Ele reduz os acessos ao banco de dados e alivia gargalos de entrada/saída (E/S) do banco de dados. O uso extensivo de armazenamento em cache influencia muito as demandas que o WebSphere Commerce faz na infraestrutura de hardware na camada de aplicativo.
Figura 2. Visão lógica de uma implementação típica do WebSphere Commerce
Ao examinar o conteúdo de cada heap de JVM do WebSphere Commerce, descobrimos que entre 60% e 80% do heap é ocupado por objetos de vida longa, enquanto de 20% a 40% do heap é ocupado por objetivos de vida relativamente curta, tipicamente criados no berçário do JVM. Os objetos de vida mais longa são primariamente objetos armazenáveis em cache armazenados no dynacache do Application Server - JSPs, fragmentos de página JSP, comandos que estendem as classes WebSphere Command Framework e mapas distribuídos.
Para um cliente típico do WebSphere Commerce, o tamanho do cache é de cerca de 6 GB. Para alguns clientes, o tamanho do cache pode chegar a 20 GB. Hoje, a maioria das implementações do WebSphere Commerce usa a versão de 32 bits da JVM. Essa JVM tem desempenho um pouco melhor que a versão de 64 bits, mas limita o tamanho máximo do heap. Esse limite (o parâmetro -Xmx) varia um pouco dependendo da plataforma, mas é geralmente de 2 GB. Isso significa que a maioria do cache precisa ser armazenado fora da JVM.
Para ajudar com esse problema, o dynacache oferece um recurso chamado "transferência de disco". Quando o cache fica grande demais para caber no heap da JVM, a transferência de disco do dynacache grava o conteúdo do cache em um arquivo no disco. Em um site bem ajustado, esse arquivo de transferência de disco cabe inteiramente no cache do sistema de arquivos e é servida a partir da RAM. Nos casos em que o arquivo de transferência de disco não cabe na RAM, o WebSphere Commerce precisa realizar um grande número de operações de E/S de disco. As cargas de trabalho do WebSphere Commerce na camada do aplicativo geralmente contam com acesso rápido à RAM e ao disco.
Outro importante aspecto comum a todas as cargas de trabalho do WebSphere Commerce é um alto grau de paralelismo. Durante um importante evento de vendas, sites do WebSphere Commerce com alto volume podem ter até 10 mil compradores simultâneos navegando e fazendo pedidos. O contêiner da Web do Application Server usa um conjunto de encadeamentos para atender ao grande número de solicitações simultâneas. Geralmente, em condições de alto volume, cada JVM do WebSphere Commerce executa entre 30 e 50 encadeamentos do contêiner da Web simultaneamente.
Além dos encadeamentos do contêiner da Web, o WebSphere Commerce tem um recurso de planejador e alguns utilitários (como dataload e stagingprop), que são executados em paralelo. Esses recursos geralmente usam até 30 encadeamentos adicionais por JVM. O WebSphere Commerce possui uma vantagem significativa ao usar plataformas de hardware que suportam um grande número de encadeamentos sendo executados simultaneamente.
Na camada do banco de dados, as demandas que as cargas de trabalho do WebSphere Commerce colocam no hardware são um pouco diferentes que as demandas colocadas da camada do aplicativo. O WebSphere Commerce suporta bancos de dados DB2 e Oracle®. Em sites adequadamente dimensionados e ajustados, o uso de CPU pelo banco de dados não excede 40%. No entanto, a taxa de operações de E/S no disco é bem grande.
Figura 3. Saída de NMON mostrando as características de E/S de um site típico do WebSphere Commerce
A Figura 3 mostra uma saída NMON de amostra, tirada durante um teste de desempenho. Nesse caso, uma LPAR estava executando uma instância do DB2. Nesse teste, 25% do cache do WebSphere Commerce (na camada do aplicativo) era invalidado a cada 20 minutos. Isso simula uma situação real na qual uma alimentação de inventário vinda de um Enterprise Information System (EIS) externo atualiza os níveis de inventário em um banco de dados do WebSphere Commerce.
Podemos ver que a taxa de E/S (linha amarela na Figura 3) permanece consistentemente alta ao longo do teste. Outro aspecto importante a ser notado é que, embora o WebSphere Commerce seja um aplicativo OLTP, a atividade de E/S é dominada por operações de leitura (mostradas em azul na Figura 3). Bancos de dados DB2 e Oracle oferecem buffers que permitem que dados de tabela sejam armazenados em cache e servidos a partir da RAM.
Desempenho do WebSphere Commerce em POWER7
Esta seção examina alguns dos resultados de desempenho obtidos em hardware POWER7 no laboratório de desempenho do WebSphere Commerce. Nós examinamos o desempenho de cargas de trabalho altamente dinâmicas em POWER7 e discutimos as características de escalação da JVM do WebSphere Commerce nessa plataforma.
Lidando com cargas de trabalho altamente dinâmicas
A referência "Black Friday Cold Start" é baseada em um cenário real, no qual um varejista precisa reiniciar o site imediatamente antes de um importante evento de vendas, para realizar manutenção e carregar o catálogo e as promoções específicas do evento. Usamos três p750s como host das camadas da Web e do aplicativo e um p780 como host da camada do banco de dados. A carga foi ampliada de 0 para 9.000 compradores simultâneos em 1 segundo e foi sustentada sem erros funcionais por uma hora.
O resultado de nossos testes é resumido na Figura 4. Apesar de caches frios e da subida extremamente rápida, obtivemos um rendimento máximo de 1.026 pedidos por minuto com 9.000 compradores simultâneos. Os tempos de resposta foram bons e o uso da CPU atingiu rapidamente o estado estável, estabelecendo-se em 65% ou menos.
Figura 4. Realizando a referência Black Friday Cold Start - rendimento máximo vs. número total de compradores virtuais simultâneos
A Figura 5 mostra os resultados de um teste de confiabilidade que simula um evento de vendas completo da Black Friday. Nesse caso, executamos a referência Black Friday Cold Start descrita acima e mantivemos uma taxa de 1.000 pedidos por minuto por uma hora, simulando o pico do horário de abertura da Black Friday. Em seguida, reduzimos a taxa para cerca de 500 pedidos por minuto e mantivemos a carga por mais 5 horas, simulando um dia completo de atividades de compra na Black Friday.
Figura 5. Saída de NMON mostrando o uso de CPU em uma das LPARs da camada do aplicativo do WebSphere Commerce no p750 durante o teste de confiabilidade durante o dia todo da Black Friday
Apesar do crescimento extremo da carga de trabalho no começo e da alta taxa sustentada por mais de 6 horas de teste, podemos ver que o uso de CPU na camada do aplicativo atinge o estado estável rapidamente e permanece estável na faixa razoável de 30-35% por toda a duração do teste. Isso atesta como a plataforma POWER7 é solidamente adequada a cargas de trabalho WebSphere Commerce e como essa combinação de produtos oferece sólidas características de rendimento e confiabilidade.
A Figura 6 mostra os resultados de uma investigação sobre a escalabilidade do WebSphere Commerce. Nesse caso, uma LPAR foi criada em POWER7 e uma única JVM do WebSphere Commerce foi implementada nela. Nós usamos um número variável de núcleos disponíveis para a LPAR. Para cada número de núcleos disponíveis, foi realizado um teste de ampliação para estabelecer o rendimento máximo possível. Atribuímos à LPAR valores de núcleo inteiro e valores de meio núcleo microparticionado. Plotamos pontos de dados de núcleo inteiro e microparticionados em diferentes cores, para analisar o gasto adicional possível associado com o microparticionamento.
Figura 6. Características de escala de uma única JVM do WebSphere Commerce em uma plataforma POWER7
Os resultados mostram características de escalabilidade quase perfeita com até 4,5 núcleos por JVM. Também mostram que o gasto adicional de microparticionamento são pequenos quando 2,5 núcleos ou mais são atribuídos a uma única JVM. O microparticionamento oferece flexibilidade significativa ao planejar implementações do WebSphere Commerce.
É possível consolidar todos os ambientes adicionais necessários para uma implementação do WebSphere Commerce - estágio, desempenho, integração e garantia de qualidade geral - como LPARs em um único servidor POWER7 ou em vários servidores. Esses ambientes adicionais nem sempre exigem que sejam atribuídos núcleos inteiros a eles. O microparticionamento é um recurso eficiente que permite usar os recursos do processador com competência máxima.
A Figura 7 demonstra outro importante aspecto do desempenho do WebSphere Commerce em POWER7. O número de núcleos por soquete (nome comumente usado para um chip) em modelos do POWER7 pode ser 4, 6 ou 8. O modelo de p750 que usamos em nosso teste tinha um soquete de 6 núcleos. Como podemos ver, com até 6 núcleos por JVM, o rendimento máximo aumenta em uma tendência quase linear. No entanto, à medida que o número de núcleos por JVM aumenta de 6 para 7, observamos uma queda no rendimento. Isso ocorre porque a execução de processos precisa agora ser coordenada ao longo do barramento, que opera na metade da frequência de clock do chip.
Figura 7. Efeito do cruzamento do limite de soquete de chip
As recomendações a seguir ajudarão você a obter a melhor experiência na implementação do WebSphere Commerce baseada em POWER7:
- Execute a versão mais recente do AIX. No mínimo, V6.1.5.1 é necessária para modo P7 completo. Em versões anteriores do AIX, está disponível apenas desempenho do modo de compatibilidade P6, que representa uma perda de desempenho de 30%. Recomendamos usar a versão mais recente do sistema operacional AIX (versão 7.1 no momento em que escrevemos).
- Dimensione as LPARs, de modo a evitar ultrapassar barreiras de soquete de chip. Ao planejar uma implementação, determine primeiramente o tamanho do soquete. Consulte a documentação técnica do modelo para isso. Será de 4, 6 ou 8 núcleos. Quando você souber o tamanho do soquete, planeje dimensionar as LPARs, de modo que não ultrapassam os limites do soquete. Se estiver usando LPARs, tenha cuidado redobrado para garantir que elas não cresçam além dos limites do soquete.
- Use uma taxa ideal de núcleo/JVM. Um bom ponto de partida é usar 4 núcleos por JVM. Ao usar microparticionamento, é uma boa ideia usar ao menos 2,5 núcleos por JVM.
- Use encadeamentos de contêineres da Web e planejadores suficientes para aproveitar completamente o SMT4. Se não forem usados encadeamentos suficientes para carregar completamente os núcleos POWER7, o WebSphere Commerce não usará todo o poder de cálculo disponível. A carga de trabalho do WebSphere Commerce é beneficiada pelo processamento paralelo. Para um desempenho ideal, provavelmente é preciso usar mais encadeamentos do que em um sistema SMT2.
- Certifique-se de que VIOS tenha CPU, memória e largura de banda suficientes. Recursos insuficientes no servidor VIO podem criar gargalos para todo o sistema. Tenha cuidado ao microparticionar o VIOS.
O POWER7 oferece a melhor plataforma de hardware para implementações de alto volume do WebSphere Commerce. Entender essas recomendações ajuda a obter o maior valor do POWER7.
Cargas de trabalho do WebSphere Commerce são beneficiadas por arquiteturas de processo que oferecem um alto grau de simultaneidade e acesso rápido a uma grande quantidade de RAM. Recursos importantes do POWER7, como SMT4, cache L3 de 32 MB no chip e controladores de memória DDR3 dual-channel que fornecem rendimento de 100 GB/s, são uma combinação perfeita. Para comparação, chips Intel baseados na arquitetura Nehalem oferecem suporte de hardware para metade do número de encadeamentos simultâneos existentes (equivalente a SMT2), geralmente um cache L3 no chip menor (dependendo do modelo do processador) e rendimento de RAM significativamente menor. Em termos de desempenho absoluto, o POWER7 é a melhor escolha para clientes do WebSphere Commerce de alto volume.
Embora seja possível lançar um Web site de do WebSphere Commerce de alto desempenho usando hardware baseado em Intel, os recursos do POWER7 oferecem uma vantagem importante no desempenho. Além disso, a capacidade do PowerVM do POWER7 de alocar recursos dinamicamente para LPARs permite colocalizar a produção, desempenho e outros ambientes de QA em um único servidor POWER7. A PowerVM pode passar rapidamente recursos de ambientes de QA para produção para ajudar a conter picos imprevistos.
- Recursos IBM
- IBM IBV Study: Meeting the
Demands of the Smarter Consumer
Leia sobre esse estudo do IBM Institute of Business Value. - Hardware IBM Power Systems
Visão geral da linha de produtos com a mais recente tecnologia de hardware IBM Power, incluindo POWER7. - Software IBM Power Systems
Visão geral da linha de produtos com a mais recente tecnologia de software IBM Power. - IBM AIX Versão 7.1
Saiba sobre o AIX V7.1. - Recurso dynacache do WebSphere Application Server
Saiba sobre o recurso de cache dinâmico. - Dados de referência de desempenho padrão do segmento para POWER7
Esta folha de dados revisa os modelos p750 no servidor IBM Power 750 Express. - Compare servidores UNIX
Leia sobre o desempenho de servidores UNIX de diferentes fornecedores. - Performance Guide for HPC Applications
Saiba mais sobre os aspectos detalhados de desempenho de cargas de trabalho tipo HPC em um microprocessador POWER7.
- IBM IBV Study: Meeting the
Demands of the Smarter Consumer
- Recursos do WebSphere Commerce
- Zona do WebSphere Commerce no developerWorks
Oferece as mais recentes informações técnicas para usar os produtos WebSphere Commerce. - Família de produtos WebSphere Commerce
Visão geral da linha de produtos das três edições do WebSphere Commerce: Enterprise, Professional e Express. - Centro de Informações do WebSphere Commerce V7
Um portal da Web único para toda a documentação, com informações conceituais, de tarefa e de referência sobre instalação, configuração e uso do WebSphere Commerce V7. - Fórum de discussão do WebSphere Commerce
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Mikhail Genkin é Performance Architect do WebSphere Commerce. Ele tem 15 anos de experiência no desenvolvimento de software e contribuiu com muitos produtos IBM, incluindo WebSphere Commerce, WebSphere Process Server, WebSphere Integration Developer, Rational Application Developer e Visual Age para Java-Enterprise Edition.

Boyd Dimmock é Distinguished Engineer e Chief Technology Officer do Systems and Technology Group (STG) para o Segmento de Mercado de Distribuição. Ela trabalha por todo o mundo e nas marcas STG para diferenciar o valor de sistemas em soluções de negócios, incluindo ambientes de loja distribuídos e analítica corporativa e de comércio da Web. Possui 37 anos de experiência no desenvolvimento e comercialização de sistemas de varejo e software de aplicativo.