Aprenda os novos recursos agora disponíveis na nova solução IBM Rational® Business Developer Versão 8.0.1. Com um grande número de recursos novos e melhorados, este artigo fornece uma visão geral das mudanças, com detalhes sobre como esses recursos podem ajudar a melhorar seu fluxo de trabalho e produtividade.
Repare que este artigo é sobre o Rational Business Developer Versão 8.0.1; para simplificar, vamos nos referir a ele apenas como Business Developer Versão 8.
O que é o Rational Business Developer?
Antes de explorarmos os destaques desse novo release, vamos rever o Rational Business Developer. Para uma introdução mais detalhado do Business Developer, consulte a carta de anúncio de produto do Business Developer 8.0.
O propósito da solução Rational Business Developer é atender aos desafios exclusivos do desenvolvimento de aplicativos de negócios modernos. Esses aplicativos muitas vezes abrangem uma combinação complexa de plataformas, protocolos e arquiteturas. Em alguns casos, uma empresa também precisa responder à maior complexidade de uma fusão ou aquisição.
Essa complexidade dos softwares modernos obriga os desenvolvedores a se especializarem, e as diferenças de formação e qualificações podem ser enormes — especialmente em uma empresa após uma fusão. Em resultado disso, os desenvolvedores que precisam desenvolver aplicativos de negócios acabam tendo formação e qualificações muito diferentes.
Acrescente a isso toda a rápida mudança do segmento de mercado para Rich Internet Applications da Web 2.0, onde os aplicativos baseados em navegador têm agora o potencial de ter tanta capacidade quanto os aplicativos tradicionais, instalados localmente. Contudo, desenvolver aplicativos de negócios para a Web 2.0 exige equipe e qualificações que talvez não estejam facilmente disponíveis.
A ferramenta Business Developer atende a esses desafios com vários pontos exclusivos de design. Ela fornece ao desenvolvedor diversas formações e qualificações um ambiente de trabalho baseado em Eclipse para uma linguagem de programação moderna chamada Enterprise Generation Language (EGL). Resultado de décadas de experiência em linguagens de programação de alto nível, a EGL incorpora os melhores recursos de linguagens comprovadas, como Java e COBOL, para simplificar o desenvolvimento e fornece uma linguagem única para desenvolvimento de ponta a ponta de um aplicativo de negócios. Em vez de tentar acompanhar a tecnologia, os desenvolvedores de negócios podem codificar sua função de negócios em EGL, que é então convertida na tecnologia de tempo de execução adequada. Na verdade, os desenvolvedores ficam protegidos contra as complexidades de middleware e tempo de execução.
A Figura 1 dá uma ideia da aparência do ambiente do Business Developer, ilustrando sua interface baseada em Eclipse e o uso do Editor Visual do Rational Business Developer para criar um Rich Internet Application.
Figura 1. Construa visualmente aplicativos de negócios modernos com a solução Business Developer
Visualização maior da Figura 1.
De fato, usando o Business Developer como ambiente de desenvolvimento para EGL, os desenvolvedores podem criar uma grande variedade de aplicativos e infraestruturas, incluindo:
- É possível criar ou acessar serviços de negócios em EGL, permitindo que os aplicativos aproveitem arquiteturas orientadas a serviços sem ficarem perdidos nos detalhes técnicos.
- Os aplicativos em estilo Web 2.0 escritos em EGL permitem entregar essas soluções modernas sem precisar aprender as tecnologias subjacentes (JavaScript, Ajax e HTML). Todo o aplicativo de ponta a ponta pode ser escrito em EGL, muitas vezes implementando o backend como serviços EGL e o front-end com o Editor Visual da ferramenta Business Developer para compor graficamente uma Rich UI.
- Os aplicativos estilo Web 1.0 tradicionais são possíveis usando o suporte subjacente da EGL à estrutura comprovada do Java Server Faces (JSF). Sua lógica de aplicativo é escrita em EGL, permitindo beneficiar-se de JSF sem ter de aprender seus meandros.
- É possível usar portlets pela implementação de componentes da Web desenvolvidos em EGL para a solução WebSphere Portal.
- É possível gerar relatórios usando a integração de EGL às ferramentas Business Intelligence and Reporting Tools (BIRT), um mecanismo de relatório de software livre baseado em Eclipse.
- É possível escrever sistemas de lote em EGL, que tem suporte de linguagem à escrita de programas de lote.
- É possível escrever UIs de texto para aplicativos tradicionais, baseados em caracteres (ou seja, "tela verde", 5250 e 3270), usando EGL ou eles podem ser migrados de sistemas existentes para aproveitar o ambiente de desenvolvimento moderno fornecido pelo ambiente do Business Developer.
Enquanto a solução Business Developer confere poderes aos desenvolvedores individuais, os gerentes de projeto apreciarão sua habilidade de ser usada em conjunto com o IBM Rational Team Concert para coreografar as equipes de desenvolvedores criam aplicativos de negócios.
A ferramenta Rational Business Developer foi criada na plataforma de software livre Eclipse, que fornece uma experiência de desenvolvedor comum para muitos tipos de desenvolvimento. Por causa dos fortes laços da ferramenta Business Developer com o Eclipse, em junho de 2010, a IBM e um grupo de fornecedores anunciaram seus planos de tornar a tecnologia EGL de software livre no Eclipse, no projeto EGL Development Tools (EDT). Esse projeto permitirá que um ecossistema mais amplo de desenvolvedores, fornecedores e parceiros aprimore e amplie a tecnologia EGL. A contribuição da IBM representa um investimento significativo e incluirá o compilador EGL, as tecnologias de geração de Java e JavaScript, e um conjunto base de ferramentas. Com essa contribuição, outros poderão estender a tecnologia EGL e suportar novas implementações e plataformas de tempo de execução. O projeto também permitirá a criação de novas ferramentas, que melhorarão a experiência e produtividade dos desenvolvedores de EGL.
Para obter mais informações, visite a página do projeto EDT.
O que há de novo no Rational Business Developer Versão 8
Incluídas no novo release estão melhorias significativas que visam melhorar a produtividade e usabilidade, produzindo aplicativos melhores. Esses novos recursos incluem:
- Criação de interfaces com o usuário melhores, com layout e estilo aprimorado, usando uma seleção mais ampla de widgets orientados aos negócios a partir do Dojo Toolkit, de software livre.
- Melhor usabilidade e produtividade para o desenvolvimento de Interfaces com o Usuário (UI) da Web 2.0 com o Editor Visual de Rich UI. No geral, a ferramenta do Editor Visual agora é mais responsiva e usa a memória de forma mais eficiente, e há um novo assistente que cria formulários de entrada de dados na UI e grades de dados a partir de registros existentes.
- Integração simplificada de serviços da Web RESTful, usando novas ferramentas que criam registros EGL a partir de esquemas XML ou JSON existentes e suportam a chamada de serviço da Web em XML com serialização automática de registros EGL para XML.
- Melhor geração de códigos e implementação. Um projeto EGL agora pode conter partes q estão sendo geradas para diferentes destinos de tempo de execução (p. ex., Java e JavaScript), e a geração de códigos pode agora ocorrer automaticamente, à medida que as partes são salvas. Além disso, o painel para configuração do descritor de construção do projeto, pacote ou parte foi melhorado para facilitar a visualização do descritor de construção que será aplicado a diferentes destinos.
- Desenvolvimento de serviços aprimorados para Rich UI agora que os serviços EGL podem ser testados em aplicativos de Rich UI sem primeiro implementar esses serviços em um servidor de aplicativos.
Mais significativa, porém, é a habilidade de usar serviços EGL para implementar lógica do lado do servidor para seus aplicativos de Rich UI usando o conceito de "serviços dedicados". Esses são iguais aos outros serviços EGL, exceto que um serviço dedicado é implementado e configurado automaticamente como aplicativo de Rich UI. - Melhor depuração e teste com suporte a expressões de inspeção, pontos de interrupção globais e condicionais, e suspensão de programa em vários pontos de entrada. Também, as UIs de Texto podem ser suspensas em instruções CONVERSE de EGL, facilitando a depuração de programas de UI de Texto. Além disso, são solicitadas automaticamente as credenciais do banco de dados e do sistema remoto conforme a necessidade durante a depuração do programa, dando-lhe a chance de evitar contas bloqueadas.
- Outros aprimoramentos, incluindo suporte à geração de relatórios de texto acrescentado a aplicativos Cobol gerados em EGL.
Criação de interfaces com o usuário melhores com Rich UI
Todos usam interfaces com o usuário modernas diariamente, em plataformas que vão de smartphones, sistemas operacionais de desktop, Web e até nossa televisão. Embora essas sejam plataformas diversas, a tendência comum entre interfaces com o usuário é a ênfase no design e estética visual da interface.
Os aplicativos de negócios agora fazem parte da mesma tendência de UIs com aparência melhor, e é por isso que a solução Business Developer oferece ótimos pontos de design para o desenvolvimento de interface com o usuário: o Editor Visual para composição gráfica da interface usando arrastar e soltar e o Editor de Origem de EGL para implementar sua lógica de interface com o usuário.
A nova versão se baseia nesses dois pontos de design com melhorias destinadas a produzir melhores interfaces com o usuário, incluindo um novo layout mais robusto, suporte a um novo tema de Dojo Toolkit e grandes melhorias nos widgets disponíveis.
Forma e função com GridLayout
Assim como imóveis têm tudo a ver com localização, interfaces com o usuário têm tudo a ver com layouts — e grades são um mecanismo de layout comprovado para apresentações mais complexas, como formulários. A solução Business Developer apresenta o GridLayout como modo de controlar de forma precisa o posicionamento e layout relativo de widgets em termos de colunas e linhas.
Figura 2. Novo GridLayout suporta layouts mais robustos
Usando o Editor Visual da ferramenta Business Developer, basta arrastar um GridLayout da paleta de widgets e soltá-lo na interface com o usuário que está criando. Pode-se então arrastar outros widgets da paleta e soltá-los no GridLayout; ao fazer isso, o Editor Visual exibe as bordas das células do GridLayout para permitir que o widget seja colocado de forma precisa conforme desejado na grade.
A versatilidade do GridLayout é evidente depois de colocados os seus widgets nele. Nesse ponto, pode-se ajustar os widgets para que se distribuam por diversas linhas e colunas, distribuindo o espaço dentro da sua UI conforme adequado para o seu design.
Mais widgets de negócios e o Dojo Toolkit
O Dojo Toolkit de software livre é conhecido pela criação de Rich Internet Applications modernos em estilo Web 2.0. Essa biblioteca de JavaScript fornece uma estrutura robusta de widgets que forma a base de um novo conjunto de widgets baseados em Dojo do Business Developer para uso na criação de Rich UIs.
Em resultado disso, o Business Developer Versão 8 acrescenta vários novos widgets para apresentação, bem como para layout, incluindo selecionadores de data/hora, gráficos, moeda e outros widgets de entrada (com validação integrada), contêineres de guia e acordeão, visualizações em árvore, e muito mais. Esses widgets, bem como o Dojo Toolkit no qual são construídos, fazem parte do conjunto de ferramentas do Business Developer Versão 8. Podem ser encontrados na paleta de widgets do Editor Visual.
Figura 3. Usando os widgets Dojo fornecidos, as Rich UIs podem incluir agora widgets de calendário, pastas de guias, e muito mais
Tabelas melhores com DataGrid aprimorado
Pode-se dizer muita coisa sobre uma interface com o usuário com base no modo como ela apresenta informações tabulares, e agora suas tabelas poderão se beneficiar de muitos dos recursos encontrados no novo widget DataGrid. Esses novos recursos suportam a classificação, formatação, edição, e muito mais.
Figura 4. Novo DataGrid para tabelas, com suporte a classificação, formatação e edição
Visualização maior da Figura 4.
Na tabela de exemplo acima, pode-se ver alguns dos recursos mais óbvios disponíveis agora para suas tabelas. A coluna opcional de caixa de opção à esquerda fornece um modelo de seleção ao estilo Web 1.0 para suas linhas; pode-se escolher se essa coluna aparecerá ou não. Também é possível escolher se a tabela permite a seleção de uma única linha, de diversas linhas ou nenhuma linha.
Repare também as linhas são classificadas. Pode-se especificar programaticamente que coluna classificar, e seus usuários também podem fazer o mesmo clicando no cabeçalho da coluna. Também é possível fornecer seu próprio algoritmo de classificação.
Um ponto-chave de design para usar tabelas de forma eficaz é equilibrar o tamanho delas em comparação com a quantidade de dados que deverão mostrar. Em geral, isso significa uma combinação de paginação no lado do cliente e/ou do servidor, ambos agora disponíveis. Pode-se escolher usar a rolagem tradicional ou controles de paginação, como mostrado na Figura 4. Com a paginação, também é possível usar como opção o carregamento de dados dinâmicos para paginação do lado do servidor dos seus dados.
Também são suportados formatadores de colunas, como se vê nos valores em vermelho no exemplo da Figura 4. Pode-se implementar formatadores de coluna escrevendo uma função de EGL que, quando renderizada, afete o estilo ou conteúdo da célula.
Os editores de célula também são possíveis especificando uma função que é chamada pelo DataGrid e que dá uma chance de substituir o texto da célula por um widget.
Estilo com tema Claro
Criado por uma equipe de designers visuais e tendo contribuído para o Dojo Toolkit, o Claro fornece um tema claro e suavizado para suas interfaces com o usuário. A beleza do Claro não se limita à aparência: suas folhas de estilo são estruturadas para facilitar mudanças no estilo, bem como a aplicação de temas a widgets customizados.
Figura 5. Novo tema Claro com aparência melhor e mais fácil de alterar
Visualização maior da Figura 5.
Devido ao seu design, o Claro agora é o tema padrão para aplicativos Rich UI (substituindo o Tundra). Pode-se escolher o tema do se aplicativo, e há algumas maneiras de fazer isso. Supondo-se que as folhas de estilo associadas ao seu tema tenham sido importadas, pode-se especificá-lo no bloco de configurações do seu RUIHandler ou usar uma nova API (RUILib.setTheme).
Melhor usabilidade e produtividade para o desenvolvimento de UIs da Web 2.0
Um objetivo que impulsionou a ferramenta na versão 8 foi melhorar a experiência geral do usuário na solução Business Developer para o desenvolvimento de Rich UIs. O desempenho e a responsividade foram melhorados em diversas áreas-chave, mas a mudança mais significativa tem que ver diretamente com sua produtividade. Um novo assistente cria formulários de entrada de dados e tabelas a partir de definições de registro de EGL existentes, eliminando os erros potenciais e a natureza demorada que caracterizam a execução manual dessa tarefa em tarefas comuns de desenvolvimento de UI.
Transforme registros de EGL em formulários e tabelas
Uma das atividades mais entediantes — e sujeitas a erro — no desenvolvimento de UI é o processo de transformar estruturas de dados em suas visualizações correspondentes. A nova solução Business Developer atende a esse cenário fornecendo um novo assistente simples que deriva UIs de formulário ou tabelas a partir de registros de EGL.
Esse assistente é acessível a partir de uma nova visualização, EGL Data, dentro do Editor Visual. Essa visualização EGL Data exibe referências de variável para registros de EGL, itens de dados e primitivas. A criação de um formulário ou tabela começa arrastando uma variável da sua visualização EGL Data e soltando-a na visualização Design da sua UI onde deseja que o conteúdo apareça. A ferramenta Business Developer exibe então o assistente, como mostrado na Figura 6.
Figura 6. Criar formulários ou tabelas a partir de registros de EGL com um assistente simples
Se o assistente cria um formulário ou uma tabela depende do tipo de dados soltos na tela; arrays resultarão em tabelas. Como se vê na Figura 6, esse assistente é simples e conciso, permitindo abertura considerável para os resultados. No nível mais alto, pode-se escolher se a UI resultante é de somente leitura, editável ou uma combinação dos dois. Para cada campo, é possível escolher se ele deve ser mostrado na UI e, em caso afirmativo, pode-se ajustar a etiqueta, nome de variável e até substituir o tipo de widget usado para apresentação dos dados daquele campo.
Em resultado desse novo assistente, a criação de formulários e tabelas a partir de registros de EGL ocorre quase sem esforço, em especial porque se baseia na ideia de que a maior parte da UI do aplicativo é apoiada por registros de EGL retornados pelos serviços.
Mudanças de usabilidade no desenvolvimento de Rich UI
Talvez a mudança mais óbvia no Editor Visual para o desenvolvimento de Rich UI seja a paleta reorganizada, que agora divide os widgets em categorias por função.
Figura 7. Localize widgets mais rápido na paleta de widgets reorganizada
Essa paleta reorganizou complementa outra característica atualizada que permite que o Editor Visual forneça feedback melhor enquanto são arrastados os widgets da paleta para a sua tela. Agora é mais evidente exatamente onde o widget que está sendo arrastado será colocado no layout, e na hierarquia de widgets.
Por fim, ao trabalhar com o Editor Visual na versão 8, nota-se que ele responde de forma mais inteligente a suas mudanças com atualizações mais inteligentes e eficientes.
Acesso mais rápido às propriedades do widget
Editores visuais, como o da solução Business Developer, devem facilitar muito a modificação de widgets, e a versão 8 melhora esse ponto importante de usabilidade com duas alterações pequenas, mas significativas. A visualização de propriedades de widget agora está disponível logo abaixo do Editor Visual, e as propriedades são agrupadas em guias separadas. Ao fazer uso melhor de posições horizontais, a visualização de propriedades revisada torna muito mais fácil ver e acessar mais propriedades de um widget do que antes. Também, visto que a visualização de propriedades fica em qualquer guia em que se esteja, agora é mais simples e eficiente editar propriedades similares em diversos widgets.
Figura 8. As propriedades do widget estão mais fáceis e simples de mudar
Visualização maior da Figura 8.
Renderização mais rápida nos modos Design e Preview
A solução Business Developer usa um navegador da Web integrado para lidar com a renderização enquanto trabalha no Editor Visual para compor graficamente sua interface com o usuário. Na versão 8, o ambiente do Business Developer usa um navegador baseado em Mozilla para essa renderização de modo que os modos Design e Preview agora têm desempenho significativamente melhor e apresentam melhor gerenciamento de memória.
Figura 9. O Editor Visual agora renderiza de forma mais eficiente com Mozilla XULRunner.
Conforme mostrado na Figura 9, pode-se escolher o mecanismo de navegador usado para design e visualização clicando em "Configure Preferences" na barra de ferramentas do Editor Visual (note que, no modo Preview, ainda é possível abrir sua interface com o usuário em um navegador externo).
Integração simplificada de serviços da Web RESTful
O coração de qualquer aplicativo são os dados que ele gerencia e, no caso de aplicativos EGL, esses dados costumam assumir a forma de registros de EGL. Esses registros abstraem a representação de dados na infraestrutura subjacente, para que todas as facetas do aplicativo possam trabalhar com a mesma representação dos dados. Isso é especialmente importante para aplicativos EGL que têm UIs, porque os registros de EGL permitem que o front-end e o backend trabalhem com a mesma representação dos dados.
A versão 8 agora tem suporte à derivação de definições de registro de EGL a partir de esquemas JSON e XML existentes, simplificando a tarefa de criar wrapper para um serviço existente. Também, o Business Developer versão 8 adiciona suporte para a serialização automática de registros de EGL de XML e para ele, a fim de serem usados na chamada de serviços implementados em ambientes Java.
Criar registros de EGL a partir de esquemas JSON ou XML
O assistente da ferramenta Business Developer para a criação de registro de EGL foi aprimorado para permitir o preenchimento automático da definição do registro com base na estrutura de um XML ou JSON de amostra ou baseado em um esquema XML. Em cada um desses casos, pode-se derivar as definições de registro de uma URL, arquivo ou cadeia de caractere.
Figura 10. Criar registros de EGL a partir de esquemas JSON ou XML
Nesse exemplo, trabalharemos com um esquema XML publicamente disponível, de modo que escolhemos "Create from a URL" e especificamos o endereço da Web do esquema XML.
Figura 11. Criando registros de EGL a partir de esquema XML público
Ao clicar em "Next" no assistente "Records from XML Schemas", a página Summary mostra uma visualização do(s) registro(s) de EGL que foi(ram) derivado(s) do esquema. Nesse caso, o esquema de exemplo bem complexo resultou em várias definições de registro de EGL.
Figura 12. Visualização de registros de EGL derivados de esquema XML
Visualização maior da Figura 12.
Esse assistente para derivação de definições de registro de EGL complementa outro recurso novo abordado anteriormente neste artigo: a capacidade de criar tabelas e formulários a partir de registros de EGL. Combinados, esses dois recursos ajudam a aprimorar a produtividade, em especial se houver um serviço existente que forneça os dados necessários para a sua interface com o usuário.
Suporte a XML em Java gerado
O conjunto de ferramentas do Business Developer versão 8 acrescenta dois recursos para oferecer um suporte melhor a XML com ambientes Java tendo EGL por destino. Agora, é possível chamar serviços da Web baseados em XML em Java a partir do EGL usando XML (bem como JSON). Além disso, a serialização XML agora está disponível para serviços EGL implementados em ambientes Java usando XMLLib.
Geração e implementação melhoradas
Como uma linguagem de programação de alto nível moderna, EGL simplifica o desenvolvimento ao proteger os desenvolvedores contra as complexidades das linguagens de baixo nível, ao mesmo tempo em que aproveita essas linguagens na construção do aplicativo.
É possível escrever todo o seu aplicativo em EGL — tanto o front-end como o backend, e quando seu aplicativo é construído em EGL, ele gera o código equivalente em qualquer linguagem apropriada, como COBOL, Java ou JavaScript (é possível que, no futuro, haja suporte a outras linguagens ao usar o projeto de software livre EGL no Eclipse, como mencionado antes neste artigo).
Esse processo de geração tem vários novos aprimoramentos neste release, todos os quais visam aumentar a produtividade do desenvolvedor.
De EGL a diversas linguagens de tempo de execução
Antes, determinado projeto EGL só podia ter como destino uma única linguagem de tempo de execução – tudo no projeto precisava ser gerado em JavaScript, Java ou COBOL. Agora, o projeto pode conter partes geradas em diferentes linguagens, conforme apropriado à função daquela parte no aplicativo. Por exemplo, partes associadas a uma Rich UI seriam geradas em JavaScript, enquanto partes associadas com um serviço backend podem ser geradas em Java ou COBOL.
Com essa mudança, a linguagem de destino pode ser configurada (ou substituída) para cada parte de EGL. De fato, é possível especificar diversas linguagens de destino para determinada parte.
Desenvolvimento melhorado de serviços da Web
Os serviços se tornaram a espinha dorsal do desenvolvimento de aplicativos modernos, suportando uma variedade de infraestruturas, protocolos e tecnologias. Assim, eles são uma parte importante do desenvolvimento de aplicativo em EGL. A versão 8 aprimora o suporte da ferramenta Business Developer à construção e integração de serviços facilitando o teste de certos tipos de serviços que fornecem dados para Rich UIs.
Rich UIs e serviços dedicados
Na nova versão da solução Business Developer, há um novo conceito de serviço chamado de "serviço dedicado". Esse serviço é essencialmente uma extensão da sua Rich UI, e é implementado e configurado automaticamente com seu aplicativo. Pode-se imaginar um serviço dedicado como algo que implementa lógica do lado do servidor para sua Rich UI. Para criar uma desses, basta criar um serviço EGL como de costume e usar a anotação "@DedicatedService" ao declarar as variáveis desse serviço.
Esses serviços dedicados podem ser testados no painel Preview em conjunto com sua Rich UI. Se a fonte do serviço é sua área de trabalho, pode-se executar o serviço a partir do painel Preview sem ele ter sido implementado. Também, se o RUIHandler associado à Rich UI for depurado, o serviço dedicado será interpretado e serão honrados os pontos de interrupção no serviço.
Muitas vezes, ao tentar depurar um programa, temos certa ideia de onde e em que circunstâncias determinado problema se manifesta. É por isso que pontos de interrupção condicionais são úteis: basta criar o ponto de interrupção e especificar as condições em que ele deve parar a execução do programa no depurador. Assim que o ponto de interrupção condicional suspende a execução, é possível inspecionar as variáveis e seus valores, bem como percorrer a execução do programa a partir desse ponto para diagnosticar de forma precisa o problema.
Na nova versão da ferramenta Business Developer, pode-se configurar os pontos de interrupção condicionais no nível de linha e no global. Também, agora é possível suspender programas EGL em vários pontos de entrada. Ao desenvolver UIs de Texto, também é possível suspender instruções CONVERSE de EGL para entender o fluxo do programa, bem como examinar todas as variáveis usadas pelo programa.
Estão disponíveis mais melhorias de fluxo de trabalho para a depuração e os testes. Pode-se criar expressões de inspeção, que permitem escolher variáveis específicas para acompanhar e inspecionar — em vez de ter de localizar a variável dentro da árvore de visualização de variáveis. Além disso, é possível criar expressões de inspeção para visualizar o resultado de um cálculo sem ter de mudar o código para isso.
A solução Business Developer versão 8 também pede automaticamente o login no banco de dados e no sistema remoto se as credenciais não forem fornecidas ou se forem inválidas, ajudando a evitar contas bloqueadas durante o desenvolvimento.
Pontos de interrupção condicionais com EGL
Os pontos de interrupção condicionais agora são suportados para EGL, e podem ser especificados em uma linha dentro de sua fonte de EGL ou como pontos de interrupção globais que interrompem o programa sempre que a condição é verdadeira. As condições para esses pontos de interrupção são especificadas como expressão lógica escrita em EGL e podem fazer referência a variáveis que estão no escopo daquele ponto na execução do seu programa.
Os pontos de interrupção condicionais em EGL são muito fáceis de usar, e são conhecidos pelos usuários do Eclipse. Basta editar as propriedades de um ponto de interrupção em uma linha para alternar se esse é um ponto de interrupção condicional e especificar a expressão condicional.
Os pontos de interrupção globais são muito similares, exceto que, em vez de configurá-los em uma linha específica no editor ou depurador de fonte, usa-se a barra de ferramentas do depurador para criar um novo ponto de interrupção global e especificar sua expressão condicional.
Figura 13. Pontos de interrupção condicionais podem ser configurados em uma linha ou globalmente
Repare que a guia Breakpoints do depurador alista todos os pontos de interrupção, e também pode ser usada para alternar que pontos de interrupção estão ativos.
Figura 14. Pontos de interrupção condicionais são identificados assim no depurador
Suspendendo programas na entrada
Outra técnica importante de depuração que foi atualizada nos aplicativos EGL é a capacidade de suspender um programa em vários pontos de entrada.
Figura 15. Os programas EGL agora podem ser suspensos em diversos pontos de entrada
Pedido de login automático durante o desenvolvimento
O conjunto de ferramentas do Business Developer Versão 8 também trata de um cenário problemático no qual os aplicativos que acessam os bancos de dados ou sistemas remotos muitas vezes resultam sem querer em credenciais bloqueadas, devido a falhas repetidas de login.
Durante o desenvolvimento, essas credenciais muitas vezes são bloqueadas devido a repetidas falhas de login, de modo que o ambiente do Business Developer pedirá automaticamente o login se as credenciais não forem fornecidas ou forem inválidas, e pedirá isso até três vezes. Isso fornece ao desenvolvedor a chance de corrigir as credenciais antes de a conta correspondente ser bloqueada.
Além dos recursos e habilidades mencionados acima, os mais notáveis entre os novos aprimoramentos do conjunto de ferramentas do Business Developer são mencionados abaixo.
Geração de relatórios de texto em aplicativos COBOL gerados por EGL
A geração de relatórios de texto é um simples mecanismo de relatório de arquivo de texto que permite ao desenvolvedor criar lógica de EGL para ser usada e acionada por certos eventos (p.ex. fim da página, mudança de coluna, etc.) no ciclo de vida da construção do relatório. Antes, esse recurso existia apenas em aplicativos Java gerados por EGL. Na solução Business Developer versão 8, esse recurso foi estendido para incluir o suporte a aplicativos COBOL gerados por EGL.
Suporte a VSAM remoto para z/OS usando TCP/IP do depurador EGL
Muitos clientes que implementam aplicativos como COBOL no IBM z/OS® precisam de acesso aos dados do arquivo VSAM. Ao depurar esses aplicativos no ambiente do Business Developer, o desenvolvedor também precisa acessar esses arquivos para fazer seu teste de unidade. Antes, esse suporte só estava disponível usando protocolos SNA (LU62 ou TCP62). Na versão 8, a solução Business Developer suporta o acesso a esses arquivos por meio de TCP/IP. Além disso, os arquivos podem ser acessados por meio de CICS como arquivos VSAM controlados por CICS ou diretamente como arquivos VSAM nativos.
Para obter informações sobre os pré-requisitos e ambientes operacionais, consulte a página Rational Business Developer: Requisitos do Sistema.
A extensa lista de aprimoramentos encontrados na solução IBM Rational® Business Developer versão 8.0.1 foram criadas para beneficiar desenvolvedores de negócios, gerentes de projeto e arquitetos corporativos. Novos recursos poderosos ajudam a criar melhores interfaces com o usuário na Web 2.0 para aplicativos de negócios, com usabilidade aprimorada devido a layouts melhores e novos widgets baseados no conjunto de ferramentas Dojo, de software livre. Agora, pode-se criar formulários e tabelas de UI automaticamente a partir de registros EGL, e esses registros podem ser derivados de esquemas XML, JSON e JSON. Por fim, são possíveis melhorias na qualidade do aplicativo usando geração e depuração melhor de EGL, com suporte a pontos de interrupção condicionais.
Aprender
- Saiba mais sobre o Rational Business Developer
- Navegue no EGL Café para obter links para artigos técnicos e muitos recursos relacionados.
- Rational Business Developer: Explore seu centro de informações.
- Visite a área do software Rational no developerWorkspara ver recursos técnicos e boas práticas para produtos da Rational Software Delivery Platform.
- Fique por dentro doseventos técnicos e webcasts do developerWorks focados em uma série de produtos IBM e tópicos do segmento de mercado de TI.
- Participe de briefing ao vivo e gratuito developerWorks para se atualizar rapidamente sobre produtos e ferramentas IBM, bem como tendências do segmento de mercado de TI.
- Siga DeveloperWorks no Twitter.
- Assista as demos on demand no developerWorks, variando de demos de instalação e configuração de produtos para iniciantes a funcionalidades avançadas para desenvolvedores experientes.
- Assista, sem custo e com a orientação de instrutor, um de nossos cursos de Ensino à Distância sobre EGL.
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Discutir
- Participe do fórum do Rational Business Developer para fazer perguntas e participar de discussões.
- Participe da comunidade My developerWorks. Conecte-se com outros usuários do developerWorks enquanto explora blogs direcionados ao desenvolvedor, grupos, como o Rational Café, e wikis.
- Participe em discussões no EGL Café onde os tópicos incluem RBD, Rich UI e EGL

Scott Greer trabalha no IBM Rational como designer / desenvolvedor de designer em Modernização Corporativa, onde se concentra em arquiteturas de UI para os aplicativos do Rational Business Developer e Rich UI. Greer recentemente passou a fazer parte do Rational vindo do Tivoli, onde ele se especializou em gerenciamento de experiência do usuário e de sistemas.

