 | Nível: Intermediário developerWorks Brasil, , IBM
19/Ago/2009
As pressões do mercado por cresente agilidade e redução de custos nas áreas de TI coexistem há algum tempo com as demandas por controle e auditabilidade impostas pelas regulamentações externas. Por sua natureza imperativa, tais controles ganharam mais força num primeiro momento, e foram os propulsores das iniciativas de governança patrocinadas pelas organizações.
Enquanto a curva de custos operacionais de TI apresenta um padrão constante e ascendente nos últimos anos, traz como efeito colateral a redução, também constante, dos investimentos em desenvolvimento de novas aplicações, comprometendo a capacidade de inovação e posicionamento de mercado das organizações, que cada vez mais têm em TI o alicerce de seu Negócio.
As iniciativas de governança garantiram às organizações a aderência aos padrões e políticas organizacionais, bem como a regulamentações de mercado. Contudo, na maioria dos casos, os processos implementados não foram efetivos o suficiente para proporcionar uma percepção positiva das áreas de negócio quanto à produtividade de TI, embora o valor agregado da área tenha ganhado reconhecimento num cenário em que as organizações dependem, progressiva e inequivocamente, da execução de softwares para viabilizar o dia-a-dia de seus negócios.
Pesquisas mostram que CIOs ainda enfretam o desafio de ver os esforços e investimentos em Desenvolvimento de Software reconhecidos em testemunhos positivos das áreas de negócio, sobretudo no que tange prazos e qualidade:
Fontes: (1) Forrester Research, Inc., 2005 (2) BusinessWeek January 12,2004,Shifting Work Offshore? Outsourcer Beware, based on Gartner survey of 219 clients who outsourced projects offshore & domestically
A análise deste cenário leva à conclusão de que os processos estabalecidos foram concebidos, em muitos casos, sob a persperctiva das auditorias e regulamentações. Processos por vezes não integrados ou não plenamente automatizados, em que equipes interdependentes seguem seus procedimentos, todos eles corretos, porém com pouco apoio ferramental e baixo nível de integração, levam a grandes esforços na consolidação de informações, ocorrência de algum retrabalho nas atividades diárias dos times e, por vezes, impacto em cascata dos prazos estabelecidos em plano de projeto.
Esta realidade se traduziu, em algumas organizações, na criação de “ilhas” de trabalho na área de Desenvolvimento. Ilhas “seguras”, dos projetos que por, sua natureza de negócio, estão sujeitos a controles rígidos, e ilhas mais “tolerantes”, cujos projetos não são auditados e podem suportar processos mais leves, mais ágeis. A convivência destas duas realidades numa mesma organização traz desafios significativos na gestão da área: aos fatores inerentes à admistração de um ambiente físico heterogêneo (diferentes servidores, softwares de apoio, equipes de administração, licenciamento, múltiplos fornecedores, suportabilidade), somam-se os fatores de gestão de recursos, como balancamento de skills em diferentes plataformas e ferramentas de apoio, treinamento, formação de profissionais e manutenção de um baixo turn-over de equipe.
Balancear num ambiente único os níveis adequados de controle, com a fexibilidade necessária à produtividade das equipes passa a ser fator-chave de sucesso para não se inibir inadvertidamente a capacidade de inovação das organizações de TI, enquanto se reduz os custos operacionais. A este sutil balanceamento denominou-se “right-sizing governance”, ou “governança na medida certa”.
Uma solução que viabilize a “governança na medida certa”, deve necessariamente viabilizar que processos distintos coexistam e garantir a execução dos mesmos pelas respectivas áreas envolvidas. Deve viabilizar a visão única executiva do trabalho de times que adotem estes diferentes processos. Deve alavancar a níveis de controle adequados o trabalho de equipes que tenham iniciado projetos de baixo impacto em ambientes não controlados, ou com controles mínimos, paralelos aos corporativos. Em grandes organizações num mercado altamente competitivo, somam-se ainda os desafios de viabilizar a colaboração e compartilhamento de responsabilidades entre equipes geograficamente dispersas, fator primordial para manter a motivação dos times e facilitar e estruturar a comunicação, contribuindo para a Inovação e time-to-market.
Softwares são contruídos por pessoas. Todas as facilidades e/ou restrições inerentes a processos e ferramentas de apoio, melhores práticas, análises de mercado e regulamentações são satélites que orientam, direcionam, facilitam ou em alguns casos dificultam as atividades do time, de pessoas. Pessoas que se comunicam e interagem constantemente durante todo o ciclo de vida da aplicação, seja em reuniões, emails, através de documentos formais ou ao telefone/chats. Pessoas que colaboram.
Num contexto em que os processos formais resolveram apenas parte dos desafios e a adaptabilidade a mudanças tornou-se questão de sobrevivência, os holofotes se voltam aos processos denominados “ágeis”, que valorizam pessoas e colaboração em contraposição a alguns pilares de processos tradicionais:
Primeira oferta da IBM Rational na plataforma Jazz, a nova plataforma colaborativa de desenvolvimento de software, o IBM Rational Team Concert constitui a pedra fundamental de uma infra-estrutura de Desenvolvimento que proporciona governança e flexibilidade, controle e agilidade, liberdade e inclusão, auditabilidade e colaboração.
A solução estrutura a comunicação, alavancando a colaboração e produtividade dos times, enquanto garante os níveis adequados de controle e a execução de processos estabelecidos. Aderente a implementação tanto de processos ágeis quanto de processos formais, o Rational Team Concert vem atender à demanda de controles mínimos necessária aos projetos ágeis e, uma vez que se integra aos produtos tradicionalmente ofertados pela IBM Rational, garante a escalabilidade da solução a níveis coporativos, em que conformidade a regulamentações, auditabilidade e desenvolvimento geograficamente distribuído ganham força estratégica.
O “right-sizing governance” é proporcionado na solução completa por sua característica de permitir a definição e adaptação de processos (papéis responsáveis, atividades previstas, aprovações), dos minimamente intrusivos aos mais rígidos, e forçar a execução dos mesmos. Já os benefícios à agilidade e inovação se devem não apenas a adaptabilidade aos processos “leves”, mas também pela força da colaboração intra e entre times proporcionhada pela solução. Comunicação estruturada, chats contextualizados e registro automático do conhecimento compartilhado são pilares da nova plataforma colaborativa. O sucesso em atender à demandas de ambientes corporativos, como o desenvolvimento geograficamente distribuído é garantido pela porção tradicional e conhecida da solução.
Integrando a nova plataforma colaborativa à linha tradicional, a IBM Rational une sua reconhecida força em atender aos controles impostos pelo mundo corporativo, à sua visão inovadora de alavancar processos ágeis absorvendo soluções pontuais, proporcionando a colaboração e inclusão de times num ambiente centralizado, onde processos adaptáveis coexistem, proporcionando controle e visão executiva unificados numa solução absolutamente escalável.
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