Learn Linux, 101: Criar e Alterar Links Físicos e Simbólicos

Usar vários nomes para o mesmo arquivo

Saiba como criar e gerenciar links físicos e simbólicos para arquivos no seu sistema Linux®. É possível usar o material deste artigo para estudar para o exame LPI 101 para a certificação de administrador de sistema Linux ou apenas para explorar as diferenças entre links físicos e simbólicos (soft links) e as melhores formas de criar links para arquivos, em comparação com a cópia de arquivos.

Ian Shields, Senior Programmer, IBM

Ian ShieldsIan Shields trabalha em vários dos projetos Linux para a zona Linux do developerWorks. Ele é um programador senior da IBM em Research Triangle Park, NC. Ele iniciou na IBM em Canberra, Austrália, como um Engenheiro de Sistemas em 1973 e, desde então, trabalhou em sistemas de comunicações e computação disseminada em Montreal, no Canadá, e em RTP na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ele possui diversas patentes. Sua graduação é em matemática pura e filosofia na Australian National University. Ele possui mestrado em ciências e é doutor em ciências da computação na Universidade do Estado da Carolina do Norte.


nível de autor Contribuidor do
        developerWorks

26/Jul/2010

Sobre esta série

Esta série de artigos destina-se a elucidar as tarefas de administração de sistema Linux. Também é possível usar os materiais nestes artigos como preparação para os exames Linux Professional Institute Certification nível 1 (LPIC-1).

Consulte o nosso roteiro do developerWorks para o LPIC-1 para obter a descrição e o link para cada um dos artigos nesta série. O roteiro está em andamento e reflete os últimos objetivos (abril de 2009) dos exames LPIC-1: na medida em que formos concluindo estes artigos, eles serão adicionados ao roteiro. Enquanto isso, é possível encontrar versões anteriores do mesmo material, que dão suporte aos objetivos do LPIC-1 anteriores a abril de 2009, em nossos tutoriais de preparação para o exame de certificação LPI.

Visão geral

Neste artigo, saiba como criar e gerenciar links físicos e simbólicos. Aprenda a:

  • Criar links físicos ou simbólicos (soft links)
  • Identificar links e conhecer seu tipo
  • Entender a diferença entre copiar arquivos e criar links para eles
  • Usar links para tarefas de administração de sistema

Este artigo ajuda você a se preparar para o Objetivo 104.6 no Tópico 104 do exame Linux Professional Institutes Junior Level Administration (LPIC-1) 101. O objetivo é um peso igual a 2.

Pré-requisitos

Para tirar o máximo dos artigos desta série, é necessário ter conhecimento básico de Linux e possuir um sistema Linux funcional em que seja possível praticar os comandos aqui abordados. Algumas vezes, é possível que versões diferentes de determinado programa formatem a saída de modo distinto, assim, pode ser que seus resultados não sejam exatamente iguais às listas e figuras exibidas neste documento. Em particular, grande parte da saída mostrada é altamente dependente dos pacotes que já estão instalados em nossos sistemas. Sua própria saída pode ser bem diferente, mas você deve estar preparado para reconhecer as similaridades importantes.


Introduzindo links

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Em um dispositivo de armazenamento, um arquivo ou diretório é contido em uma coleção de blocos. Informações sobre um arquivo estão contidas em um inode que registra informações como o proprietário, quando o arquivo foi acessado pela última vez, seu tamanho, se tem um diretório ou não e quem pode lê-lo ou gravar nele. O número do inode também é conhecido como número de série do arquivo e é exclusivo em um sistema de arquivos particular. Uma entrada de diretório contém um nome de arquivo ou diretório e um ponteiro para o inode em que as informações sobre o arquivo ou o diretório estão armazenadas.

Um link é simplesmente uma entrada de diretório adicional para um arquivo ou diretório, permitindo dois ou mais nomes para a mesma coisa. O link físico é uma entrada de diretório que aponta para um inode, ao passo que um soft link ou link simbólico é uma entrada de diretório que aponta para um inode que fornece o nome de outra entrada de diretório. O mecanismo exato para armazenar o segundo nome pode depender do sistema de arquivos e do tamanho do nome. Os links simbólicos são também chamados de symlinks.

É possível criar links físicos apenas para arquivos e não para diretórios. A exceção fica por conta das entradas de diretório especiais em um diretório para o próprio diretório e seu pai (. e ..), que tem links físicos que mantêm a contagem do número de subdiretórios. Como os links físicos apontam para um inode, e os inodes são exclusivos apenas em um determinado sistema de arquivos, esses links não podem cruzar os sistemas de arquivos. Se um arquivo tiver vários links físicos, o arquivo será excluído apenas quando o último link que aponta para o inode for excluído, e a contagem de links, zerada.

Os soft links, ou symlinks, simplesmente apontam para outro arquivo ou diretório por nome em vez de por inode. Os soft links podem cruzar os limites do sistema de arquivos. A exclusão de um soft link não exclui o diretório ou o arquivo de destino, e a exclusão do arquivo de destino ou do diretório não remove automaticamente nenhum soft link.


Criando links

Primeiro, vamos ver como criar links físicos e soft links. Mais adiante neste artigo, veremos formas de identificar e usar os links que criamos aqui.

Links físicos

É possível usar o comando ln para criar links rígidos adicionais em um arquivo existente (mas não em um diretório, apesar de o sistema definir . e .. como links físicos).

A Listagem 1 mostra como criar um diretório contendo dois arquivos e um subdiretório com dois links físicos para file1, um no mesmo diretório e um no subdiretório. Adicionamos uma palavra a file1 e outra a file3 e exibimos o conteúdo do link no subdiretório para mostrar que tudo de fato aponta para os mesmos dados.

Listagem 1. Criando links físicos
ian@attic4:~$ mkdir -p lpi104-6/subdir
ian@attic4:~$ touch lpi104-6/file1
ian@attic4:~$ touch lpi104-6/file2
ian@attic4:~$ ln lpi104-6/file1 lpi104-6/file3
ian@attic4:~$ ln lpi104-6/file1 lpi104-6/subdir/file3sub
ian@attic4:~$ echo "something" > lpi104-6/file1
ian@attic4:~$ echo "else" >> lpi104-6/file3
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/subdir/file3sub
something
else

Ocorrerá um erro se houver tentativa de criar links físicos que cruzem arquivos de sistema ou destinados a diretórios. A Listagem 2 mostra que os diretórios my home e research estão em sistema de arquivos diferentes e que uma tentativa de criar um link físico entre eles falha, assim como uma tentativa de criar um link físico para o diretório lpi104-6.

Listagem 2. Falhas na criação de link físico
ian@attic4:~$ df . research
Filesystem           1K-blocks      Used Available Use% Mounted on
/dev/sda7             71205436   9355052  58233352  14% /
/dev/sdb3            137856204  27688208 103165264  22% /home/ian/ian-research
ian@attic4:~$ ln lpi104-6/file1 research/lpi104-6/file3
ln: creating hard link `research/lpi104-6/file3' => `lpi104-6/file1': No such file or dir
ectory
ian@attic4:~$ ln lpi104-6 lpidir104-6
ln: `lpi104-6': hard link not allowed for directory

Soft links

Use o comando ln com a opção -s para criar soft links. Os soft links usam nomes de arquivo ou diretório, que podem ser relativos ou absolutos. Se estiver usando nomes relativos, o diretório de trabalho atual deverá ser o diretório em que o link está sendo criado; caso contrário, o link criado será relativo a outro ponto no sistema de arquivos. A Listagem 3 mostra duas formas de criar um soft link para o file1 que acabamos de criar e também como criar soft links em vez dos dois links físicos que falharam na Listagem 2.

Listagem 3. Criando soft links
ian@attic4:~$ # Create symlink using absolute paths
ian@attic4:~$ ln -s ~/lpi104-6/file1 ~/lpi104-6/file4
ian@attic4:~$ # Create symlink using relative paths
ian@attic4:~$ cd lpi104-6/
ian@attic4:~/lpi104-6$ ln -s file1 file5
ian@attic4:~/lpi104-6$ cd ..
ian@attic4:~$ # Create symlink across file systems
ian@attic4:~$ mkdir ~ian/research/lpi104-6
ian@attic4:~$ ln -s ~/lpi104-6/file1 ~ian/research/lpi104-6/file4
ian@attic4:~$ # Create symlink for directory
ian@attic4:~$ ln -s lpi104-6 lpidir104-6

Como antes, é possível usar qualquer um dos links ou o nome de arquivo de destino para fazer referência ao arquivo ou ao diretório. A Listagem 4 mostra alguns exemplos.

Listagem 4. Usando soft links
ian@attic4:~$ echo "another line" >> ~ian/research/lpi104-6/file
ian@attic4:~$ # cat a symlink
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/file5
something
else
another line
ian@attic4:~$ # cat a hard link
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/file1
something
else
another line
ian@attic4:~$ # display directory contents using symlink
ian@attic4:~$ ls lpidir104-6
file1  file2  file3  file4  file5  subdir

Embora estejamos criando links, vamos criar um link usando caminhos relativos quando nosso diretório de trabalho não for o diretório onde o link deve estar. Veremos o que isso faz na próxima seção.

Listagem 5. Criando um soft link inválido
ian@attic4:~$ ln -s lpi104-6/file1 lpi104-6/file6

Identificando links

Na seção anterior, vimos como criar links, mas não como distinguir os links criados. Vamos ver isso agora.

Localizando informações

Em muitos sistemas hoje, o comando ls tem o alias definido para ls --color=auto, que imprime tipos diferentes de objetos de sistema de arquivos em cores diferentes. As cores são configuráveis. Se essa opção for usada, os links físicos poderão ser exibidos com um fundo azul-escuro, e os symlinks, com texto ciano, conforme ilustrado na Figura 1.

Figura 1. Usando a opção --colors de ls para identificar links
Usando a opção --colors de ls para identificar links

Embora as cores possam ser convenientes para pessoas com boa visão que conseguem distingui-las, elas não são de muita utilidade para outros e certamente também não são de muita utilidade para shell scripts ou programas. Sem a presença de cores, mais informações serão necessárias, como as fornecidas por uma listagem longa que usa ls -l. Na Listagem 6, desativamos a saída de cores, mas você poderá também chamar o comando /bin/ls.

Listagem 6. Identificando links
ian@attic4:~$ ls --color=none -lR lpi104-6
lpi104-6:
total 12
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file1
-rw-r--r-- 1 ian ian    0 2010-05-26 14:11 file2
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file3
lrwxrwxrwx 1 ian ian   24 2010-05-27 17:15 file4 -> /home/ian/lpi104-6/file1
lrwxrwxrwx 1 ian ian    5 2010-05-27 17:15 file5 -> file1
lrwxrwxrwx 1 ian ian   14 2010-05-27 17:37 file6 -> lpi104-6/file1
drwxr-xr-x 2 ian ian 4096 2010-05-26 14:11 subdir

lpi104-6/subdir:
total 4
-rw-r--r-- 3 ian ian 28 2010-05-27 17:17 file3sub
ian@attic4:~$ /bin/ls -l ~ian/research/lpi104-6/file4
lrwxrwxrwx 1 ian ian 24 2010-05-25 11:51 /home/ian/research/lpi104-6/file4 -> /home/ian/
lpi104-6/file1
ian@attic4:~$ /bin/ls -l lpidir104-6
lrwxrwxrwx 1 ian ian 8 2010-05-27 17:16 lpidir104-6 -> lpi104-6

A segunda coluna da saída é uma contagem de links que mostra o número de links físicos para esse arquivo, portanto, sabemos que file1, file3 e file3sub têm vários links físicos apontando para o objeto que representam, embora ainda não tenhamos informações suficientes para saber que todos eles representam o mesmo objeto. Se você excluir um arquivo que tenha uma contagem de link maior que 1, a contagem no inode será reduzida em 1, mas o arquivo não será excluído até a contagem chegar a 0. Todos os outros links físicos para o mesmo arquivo mostrarão uma contagem de link agora reduzida em 1.

Na primeira coluna da saída, é possível ver que o primeiro caractere é um 'l' (L minúsculo) para links simbólicos. É possível também ver o destino do link exibido após os caracteres ->. Por exemplo, file4 -> /home/ian/lpi104-6/file1. Outra dica é que o tamanho é o número de caracteres no nome de destino do link. Observe que as contagens de link na listagem de diretório não são atualizadas para links simbólicos. Excluir o link não afeta o arquivo alvo. Symlinks não impedem que um arquivo seja excluído; se o arquivo alvo for movido ou excluído, o symlink estará quebrado. Por este motivo, muitos sistemas usam cores nas listagens de diretório, geralmente azul claro para um link bom e vermelho para um link quebrado.

É possível usar a opção -i do comando ls para exibir números de inode para entradas de arquivo e diretório. A Listagem 7 mostra as saídas curta e longa do nosso diretório lpi104-6.

Listagem 7. Exibindo informações de inode
ian@attic4:~$ ls -i lpi104-6
1680103 file1  1680103 file3  1680107 file5  1680101 subdir
1680104 file2  1680108 file4  1680110 file6
ian@attic4:~$ ls -il lpi104-6
total 12
1680103 -rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file1
1680104 -rw-r--r-- 1 ian ian    0 2010-05-26 14:11 file2
1680103 -rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file3
1680108 lrwxrwxrwx 1 ian ian   24 2010-05-27 17:15 file4 -> /home/ian/lpi104-6/file1
1680107 lrwxrwxrwx 1 ian ian    5 2010-05-27 17:15 file5 -> file1
1680110 lrwxrwxrwx 1 ian ian   14 2010-05-27 17:37 file6 -> lpi104-6/file1
1680101 drwxr-xr-x 2 ian ian 4096 2010-05-26 14:11 subdir

É possível usar o comando find para procurar links simbólicos usando a expressão -type l, find, como mostrado na Listagem 8.

Listagem 8. Usando find para localizar symlinks
ian@attic4:~$ find lpi104-6 research/lpi104-6 -type l
lpi104-6/file6
lpi104-6/file5
lpi104-6/file4
research/lpi104-6/file4

Symlinks quebrados

Na Listagem 5, criamos um soft link inválido. Esse é um exemplo de symlink quebrado. Como os links físicos sempre apontam para um inode que representa um arquivo, eles são sempre válidos. Contudo, os symlinks podem ser quebrados por muitos motivos, incluindo:

  • O arquivo original ou o destino do link não existiam quando o link foi criado (como na Listagem 5).
  • O destino de um link é excluído ou renomeado.
  • Algum elemento no caminho para o destino é removido ou renomeado.

Nenhuma dessas condições gera um erro, portanto, é preciso pensar cuidadosamente sobre o que poderá acontecer nos seus symlinks à medida que eles são criados. Em particular, sua opção por caminhos absolutos ou relativos provavelmente será influenciada pelo que você espera acontecer para os objetos sendo vinculados durante a vida útil do link.

Se estiver usando saída em cores, symlinks quebrados provavelmente serão exibidos como um texto vermelho em um fundo preto, como é o caso de file6 na Figura 1. Caso contrário, será preciso usar as opções -H ou -L de ls para remover a referência do link e apresentar informações sobre o destino. A opção -H remove a referência a links na linha de comando, e a opção -L remove a referência aos links extras que fazem parte da exibição. A Listagem 9 mostra a diferença na saída dessas duas opções.

Listagem 9. Removendo referências a links com ls -H e ls -L
ian@attic4:~$ /bin/ls -lH lpidir104-6
total 12
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file1
-rw-r--r-- 1 ian ian    0 2010-05-26 14:11 file2
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file3
lrwxrwxrwx 1 ian ian   24 2010-05-27 17:15 file4 -> /home/ian/lpi104-6/file1
lrwxrwxrwx 1 ian ian    5 2010-05-27 17:15 file5 -> file1
lrwxrwxrwx 1 ian ian   14 2010-05-27 17:37 file6 -> lpi104-6/file1
drwxr-xr-x 2 ian ian 4096 2010-05-26 14:11 subdir
ian@attic4:~$ /bin/ls -lL lpidir104-6
/bin/ls: cannot access lpidir104-6/file6: No such file or directory
total 20
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file1
-rw-r--r-- 1 ian ian    0 2010-05-26 14:11 file2
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file3
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file4
-rw-r--r-- 3 ian ian   28 2010-05-27 17:17 file5
l????????? ? ?   ?      ?                ? file6
drwxr-xr-x 2 ian ian 4096 2010-05-26 14:11 subdir

Observe a mensagem de erro indicando que file6 não existe e também a saída para ele com todos os caracteres '?', novamente indicando que o arquivo não foi encontrado.

Um ponto final sobre nosso link simbólico quebrado. Tentativas de ler o arquivo falharão, pois ele não existe. Entretanto, as tentativas de gravar nele funcionarão se você tiver a permissão apropriada no arquivo de destino, como mostrado na Listagem 10. Observamos que precisamos criar lpi104-6/lpi104-6 antes de gravar o arquivo.

Listagem 10. Lendo de um symlink quebrado e gravando nele
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/file6
cat: lpi104-6/file6: No such file or directory
ian@attic4:~$ echo "Testing file6" > lpi104-6/file6
bash: lpi104-6/file6: No such file or directory
ian@attic4:~$ mkdir lpi104-6/lpi104-6
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/file6
cat: lpi104-6/file6: No such file or directory
ian@attic4:~$ echo "Testing file6" > lpi104-6/file6
ian@attic4:~$ cat lpi104-6/file6
Testing file6
ian@attic4:~$ ls lpi104-6/lpi104-6
file1

Quem cria links para mim?

Para ver quais arquivos são links físicos para um inode particular, é possível usar o comando find e a opção -samefile com um nome de arquivo ou a opção -inum com um número de inode, como mostrado na Listagem 11.

Listagem 11. Localizando links físicos para o mesmo arquivo
ian@attic4:~$ find lpi104-6 -samefile lpi104-6/file1
lpi104-6/subdir/file3sub
lpi104-6/file3
lpi104-6/file1
ian@attic4:~$ ls -i lpi104-6/file1
1680103 lpi104-6/file1
ian@attic4:~$ find lpi104-6 -inum 1680103
lpi104-6/subdir/file3sub
lpi104-6/file3
lpi104-6/file1

Para verificar quais arquivos são vinculados simbolicamente a um determinado arquivo, você poderá usar o comando find e a opção -lname com um nome de arquivo, como ilustrado na Listagem 12. Os links podem usar um caminho relativo ou absoluto, portanto, é preciso usar um asterisco à esquerda no nome para localizar todas as correspondências.

Listagem 12. Localizando arquivos simbólicos para um arquivo ou diretório
ian@attic4:~$ find lpi104-6 research/lpi104-6 -lname "*file1"
lpi104-6/file6
lpi104-6/file5
lpi104-6/file4
research/lpi104-6/file4

Cópia versus criação de link

Dependendo do que deseja fazer, às vezes, é preciso usar links e, outras vezes, é melhor fazer uma cópia de um arquivo. A principal diferença é que os links fornecem vários nomes para um único arquivo, ao passo que uma cópia cria dois conjuntos de dados idênticos em dois nomes diferentes. Você certamente usará cópias para backup e também para fins de teste, pois a finalidade é testar um novo programa sem colocar os dados operacionais em risco. Use links quando precisar de um alias para um arquivo (ou diretório), possivelmente para apresentar um caminho mais curto ou conveniente. Na próxima seção, veremos alguns outros usos dos links.

Conforme já vimos, quando se atualiza um arquivo, tudo que estiver ligado a ele vê a atualização, o que não ocorre caso você copie um arquivo. Vimos também que os links simbólicos podem ser quebrados, mas que as operações de gravação subsequentes podem criar um novo arquivo. Use links com cuidado.


Administração de links e sistema

Os links, especialmente os simbólicos, são frequentemente usados na administração de sistema Linux. Os comandos geralmente têm o alias definido, portanto, o usuário não precisa saber um número de versão referente ao comando atual, mas pode acessar outras versões por nomes maiores, se necessário. Como mostrado na Listagem 13, o comando gcc é um symlink e há três nomes diferentes para ele no meu sistema.

Listagem 13. Comandos de alias para uma versão particular
ian@attic4:~$ which gcc
/usr/bin/gcc
ian@attic4:~$ ls -l /usr/bin/gcc
lrwxrwxrwx 1 root root 7 2009-12-28 23:17 /usr/bin/gcc -> gcc-4.4
ian@attic4:~$ find /usr/bin -lname "*gcc-4.4"
/usr/bin/x86_64-linux-gnu-gcc-4.4
/usr/bin/gcc
/usr/bin/x86_64-linux-gnu-gcc

Outros usos são necessários quando vários nomes de comando usam o mesmo código subjacente, como os inúmeros comandos para parar e reiniciar um sistema. Às vezes, um novo nome de comando, como genisofs, substituirá um nome de comando mais antigo, mas o nome antigo (mkisofs) é mantido como um link para o novo comando. E o recurso de alternativas usa links extensivamente, portanto, é possível escolher qual das inúmeras alternativas usar para um comando como java. A Listagem 14 mostra alguns exemplos.

Listagem 14. Exemplos de alias de comando
ian@attic4:~$ find /sbin -lname "initctl"
/sbin/restart
/sbin/start
/sbin/stop
/sbin/status
/sbin/reload
ian@attic4:~$ ls -l $(which mkisofs)
lrwxrwxrwx 1 root root 11 2009-12-28 23:17 /usr/bin/mkisofs -> genisoimage
ian@attic4:~$ ls -l $(which java)
lrwxrwxrwx 1 root root 22 2010-01-17 15:16 /usr/bin/java -> /etc/alternatives/java

Os nomes de biblioteca são também gerenciados de maneira abrangente com o uso de symlinks, para permitir que os programas criem links para um nome geral enquanto obtêm a versão atual ou gerenciem sistemas, como sistemas de 64 bits, capazes de executar programas de 32 bits. Alguns exemplos são mostrados na Listagem 15. Observe que alguns usam caminhos absolutos, ao passo que outros usam caminhos relativos.

Listagem 15. Links de biblioteca
ian@attic4:~$ ls -l /usr/lib/libm.so
lrwxrwxrwx 1 root root 14 2010-05-27 11:23 /usr/lib/libm.so -> /lib/libm.so.6
ian@attic4:~$ find  /usr/lib/ -lname "*libstdc++*"
/usr/lib/gcc/x86_64-linux-gnu/4.4/libstdc++.so
/usr/lib/libstdc++.so.6
ian@attic4:~$ ls -l /usr/lib/gcc/x86_64-linux-gnu/4.4/libstdc++.so
lrwxrwxrwx 1 root root 23 2010-01-19 08:49 /usr/lib/gcc/x86_64-linux-gnu/4.4/libstdc++.s
o -> ../../../libstdc++.so.6

Para obter mais informações sobre links, consulte as man pages de ln e os outros comandos apresentados neste artigo.

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