Aprenda Linux, 101: Controle de montagem e desmontagem de sistemas de arquivos

Como obter seus dados

Aprenda a montar seus® sistemas de arquivos do Linux; configurar e usar USB, IEE 1394 ou outros dispositivos removíveis e acessar adequadamente discos flexíveis, CDs e DVDs. Use o material deste artigo para estudar para o exame Linux Professional Institute (LPI) 101 para a certificação de administrador de sistema Linux, ou apenas para aprender sobre como acessar sistemas de arquivos do Linux.

Ian Shields, Senior Programmer, IBM

Ian ShieldsIan Shields trabalha em vários projetos de Linux para a zona Linux do developerWorks. É programador senior da IBM no Research Triangle Park, NC. Passou a fazer parte da IBM em Canberra, na Austrália em 1973 como engenheiro de sistemas e, desde então, vem trabalhando em sistemas de comunicações e computação disseminada em Montreal, Canadá, e em RTP, NC. Possui várias patentes e publicou vários trabalhos. Possui diploma universitário em matemática pura e filosofia pela Universidade Nacional Australiana. É mestre e Ph. D. em ciência da computação pela Universidade Estadual da Carolina do Norte. Saiba mais no perfil do Ian no My developerWorks.


nível de autor Contribuidor do
        developerWorks

13/Dez/2010

Sobre esta série

Esta série de artigos ajuda você a aprender as tarefas de administração de sistema Linux. Também é possível usar o material desses artigos para se preparar para os exames da Linux Professional Institute Certification nível 1 (LPIC-1).

Consulte o roteiro do developerWorks para LPIC-1 para ver uma descrição de cada artigo da série e um link para cada um desses artigos. O roteiro está em andamento e reflete os objetivos atuais (abril de 2009) em relação aos exames do LPIC-1. À medida que concluímos os artigos, nós os acrescentamos ao roteiro. Nesse meio tempo, em nossos tutoriais anteriores de preparação para o exame de certificação LPI,, encontre versões anteriores de materiais semelhantes que apoiam os objetivos do LPIC-1 anteriores a abril de 2009.

Visão geral

Neste artigo, aprenda a:

  • Montar e desmontar sistemas de arquivos manualmente
  • Configurar a montagem do sistema de arquivos na inicialização
  • Configurar sistemas de arquivos removíveis e montáveis pelo usuário, como unidades de fita, drives externos USB, disquetes e CDs ou DVDs

Este artigo ajuda você a se preparar para o Objetivo 104.3 no Tópico 104 do exame Junior Level Administration (LPIC-1) 101 do Linux Professional Institute.O objetivo tem peso 3.

Pré-requisitos

Para aproveitar ao máximo os artigos nesta série, é necessário ter um conhecimento básico de Linux e um sistema Linux funcional no qual você possa praticar os comandos descritos neste artigo. A menos que de outro modo mencionado, os exemplos neste artigo usam Fedora 13, com um kernel 2.6.34. Os resultados em outros sistemas podem variar. Às vezes, versões diferentes de um programa formatam a saída de forma diferente; portanto, os seus resultados podem não ser exatamente iguais às listagens e figuras mostradas aqui.

Também é necessário estar familiarizado com o material do artigo "Learn Linux 101: Create partitions and filesystems."


Montagem de sistemas de arquivos

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Ian é um dos nossos autores mais populares e prolíficos. Navegue em todos os artigos do Ian no developerWorks. Confira o perfil do Ian e comunique-se com ele, outros autores e leitores no My developerWorks.

O sistema de arquivos do Linux é uma grande árvore enraizada /, e mesmo assim temos sistema de arquivos em diferentes dispositivos e partições. Como solucionamos essa aparente incompatibilidade? O sistema de arquivos enraizados (/) é montado como parte do processo de inicialização. Cada um dos outros sistemas de arquivos que você criar não será utilizável pelo sistema Linux até que esteja montado em um ponto de montagem.

No conjunto atual de sistemas de arquivos montados, um ponto de montagem é simplesmente um diretório no qual o sistema de arquivos em um dispositivo é inserido na árvore. Montagem é o processo de tornar o sistema de arquivos no dispositivo accessível. Por exemplo, é possível montar sistemas de arquivos em partições de unidade de disco rígido como /boot, /tmp ou /home, é possível montar o sistema de arquivos em uma unidade de disquete como /mnt/floppy, ou em um CD-ROM como /media/cdrom1. Como você pode ver, os pontos de montagem podem estar no diretório-raiz ou em um subdiretório bem abaixo da árvore.

Além de sistemas de arquivos em partições, discos flexíveis e CDs, há outros tipos de sistemas de arquivos. O sistema de arquivos tmpfs é um sistema de arquivos de memória virtual. Também é possível montar sistemas de arquivos de um sistema em outro, usando um sistema de arquivos com rede como NFS ou AFS. É possível até mesmo criar um arquivo em um sistema de arquivos existente e formatá-lo como um tipo, possivelmente diferente, de sistema de arquivos e montá-lo também. Isso normalmente é feito com imagens de mídia ótica, nas quais é possível fazer o download de uma imagem de CD ISO ou DVD, depois montar esse arquivo em vez de gravá-lo em uma mídia real. Espaço de troca em um arquivo em vez de uma partição de troca dedicada é um outro exemplo.

Apesar de ser o processo de montagem quem realmente monta o sistema de arquivos em algum dispositivo (ou outro recurso), é comum dizer simplesmente "montar o dispositivo", o que é entendido como "montar o sistema de arquivos no dispositivo".

A montagem e a desmontagem de arquivos de sistemas geralmente exigem propriedade de administrador. Se estiver registrado como usuário comum, você poderá usar su - para mudar para raiz ou sudo. Em nosso exemplo, quando o prompt de comandos termina com #, como na listagem 1 abaixo, é necessário propriedade de administrador.

A forma básica do comando mount possui dois parâmetros: o dispositivo (ou outro recurso) contendo o sistema de arquivos a ser montado e o ponto de montagem. Por exemplo, montamos nosso /dev/sda9 da partição FAT32 no ponto de montagem /dos, como mostrado na listagem 1.

Listagem 1. Montagem de /dos
[root@echidna ~]# mount /dev/sda9 /dos

O ponto de montagem deve existir antes que qualquer coisa seja montada sobre ele. Se isso não acontecer, haverá um erro e será preciso criar o ponto de montagem ou usar um ponto de montagem diferente, como ilustrado na listagem 2.

Listagem 2. Erro de montagem
[root@echidna ~]# mount /dev/sda9 /dos
mount: mount point /dos does not exist
[root@echidna ~]# mkdir /dos
[root@echidna ~]# mount /dev/sda9 /dos

Quando você monta um sistema de arquivos em um diretório existente, os arquivos no sistema de arquivos que você está montando se tornam os arquivos e subdiretórios do ponto de montagem. Se o diretório do ponto de montagem já continha arquivos ou subdiretórios, eles não serão perdidos, mas não serão mais visíveis até que o sistema de arquivos montado seja desmontado, quando se tornarão visíveis novamente. É uma boa ideia evitar esse problema usando somente diretórios vazios como pontos de montagem.

Depois de montar um sistema de arquivos, qualquer arquivo ou diretório criado ou copiado para o ponto de montagem ou qualquer diretório abaixo dele será criado no sistema de arquivos montado. Assim, um arquivo como /dos/sampdir/file.txt será criado no sistema de arquivos FAT32 que montamos em /dos em nosso exemplo.

Normalmente, o comando mount detectará automaticamente o tipo de sistema de arquivos que está sendo montado. Ocasionalmente, pode ser preciso especificar o tipo de sistema de arquivos usando a opção -t , como mostrado na listagem 3.

Listagem 3. Montagem com tipo explícito de sistema de arquivos
[root@echidna ~]# mount -t vfat /dev/sda9 /dos

Para ver quais sistemas de arquivos estão montados, use o comando mount sem parâmetros. A listagem 4 mostra nosso sistema de exemplo. Observe que você não precisa de propriedade de administrador para simplesmente listar sistemas de arquivos montados.

Listagem 4. Exibição de sistemas de arquivos montados
[ian@echidna ~]$ mount
/dev/sda6 on / type ext4 (rw)
proc on /proc type proc (rw)
sysfs on /sys type sysfs (rw)
devpts on /dev/pts type devpts (rw,gid=5,mode=620)
tmpfs on /dev/shm type tmpfs (rw,rootcontext="system_u:object_r:tmpfs_t:s0")
/dev/sda2 on /grubfile type ext3 (rw)
none on /proc/sys/fs/binfmt_misc type binfmt_misc (rw)
sunrpc on /var/lib/nfs/rpc_pipefs type rpc_pipefs (rw)
gvfs-fuse-daemon on /home/ian/.gvfs type fuse.gvfs-fuse-daemon (rw,nosuid,nodev,user=ian)
dw.raleigh.ibm.com:/vol/vol1/dwcontent on /mnt/dwcontent type nfs (rw,addr=9.42.155.6)
/dev/sdb9 on /mnt/sdb9 type ext3 (rw)
/dev/sda9 on /dos type vfat (rw)
/dev/sr0 on /media/KNOPPIX type iso9660 (ro,nosuid,nodev,uhelper=udisks,uid=1000,gid=1000
,iocharset=utf8,mode=0400,dmode=0500)

Também é possível visualizar informações semelhantes exibindo /proc/mounts ou /etc/mtab, sendo que ambos contêm informações sobre sistemas de arquivos montados.


Opções de montagem

O comando mount possui várias opções que substituem o comportamento padrão. Por exemplo, é possível montar um sistema de arquivos somente leitura especificando -o ro. Se o sistema de arquivos já estiver montado, adicione remount como mostrado na listagem 5.

Listagem 5. Remontagem somente leitura
[root@echidna ~]# mount -o remount,ro /dos

Observações:

  • Separar múltiplas opções, como remount e ro, com vírgulas.
  • Ao remontar um sistema de arquivos já montado, é suficiente especificar só o ponto de montagem ou só o nome do dispositivo. Não é necessário especificar os dois.
  • Não é possível montar um sistema de arquivos somente leitura como leitura/gravação. A mídia que não pode ser modificada, como discos de CD-ROM, será montada automaticamente como somente leitura.
  • Para remontar um dispositivo regravável de leitura/gravação, especifique -o remount,rw

Os comandos de remontagem não serão concluídos com sucesso caso qualquer processo tenha aberto arquivos ou diretórios no sistema de arquivos que está sendo remontado. Consulte Desmontagem de arquivos de sistemas abaixo para obter mais informações.


Rótulos, UUIDs e links

Em sistemas UNIX e sistemas Linux mais antigos, o diretório /dev normalmente continha entradas para todos os dispositivos que pudessem ser conectados a um sistema. Qualquer dispositivo usado estava sempre localizado no mesmo local na árvore /dev, de modo que usar nomes como /dev/sda6 era natural. Com o advento de dispositivos de conexão hot swap como USB ou Firewire (IEEE 1394), um dado dispositivo pode aparecer em uma porta USB hoje, e este mesmo dispositivo pode ser conectado a uma porta USB diferente amanhã. Nesse ambiente, você pode querer sempre montar seu USB em /media/myusbstick, independentemente de a qual porta USB você se conectou. No artigo para o tópico 102, "Aprenda Linux, 101: Gerenciadores de boot", você aprendeu sobre o uso de rótulos e UUIDs (Universally Unique IDs) em vez dos nomes dos dispositivos para identificar partições. Se o sistema de arquivos na partição suportar qualquer um, é possível usá-los com o comando mount também. Use o comando blkid para encontrar a UUID e o rótulo (se presentes) associados a um dispositivo. A listagem 6 mostra como usar blkid para localizar o rótulo e o UUID para nossa partição raiz e depois como criar dois pontos de montagem adicionais e montar a partição raiz nesses dois pontos adicionais. Esse exemplo é somente para ilustração. Normalmente não se faz isso em um ambiente de produção.

Listagem 6. Montagem usando rótulos ou UUIDs
[root@echidna ~]# blkid /dev/sda6
/dev/sda6: LABEL="Fedora-13-x86_64" UUID="082fb0d5-a5db-41d1-ae04-6e9af3ba15f7"
 TYPE="ext4" 
[root@echidna ~]# mkdir /mnt/sda6label
[root@echidna ~]# mkdir /mnt/sda6uuid
[root@echidna ~]# mount LABEL="Fedora-13-x86_64" /mnt/sda6label
[root@echidna ~]# mount UUID="082fb0d5-a5db-41d1-ae04-6e9af3ba15f7" /mnt/sda6uui

Com o advento do udev, você normalmente encontrará links adicionais simbólicos no diretório /dev para dispositivos como unidades de disco rígido. A listagem 7 mostra os links para /dev/sda6 no meu sistema Fedora 13.

Listagem 7. Links simbólicos para /dev/sda6
[ian@echidna ~]$ find /dev -lname "*sda6"
/dev/disk/by-label/Fedora-13-x86_64
/dev/disk/by-uuid/082fb0d5-a5db-41d1-ae04-6e9af3ba15f7
/dev/disk/by-path/pci-0000:00:1f.2-scsi-0:0:0:0-part6
/dev/disk/by-id/wwn-0x50014ee001a8d027-part6
/dev/disk/by-id/scsi-SATA_WDC_WD1001FALS-_WD-WMATV3772868-part6
/dev/disk/by-id/ata-WDC_WD1001FALS-00J7B1_WD-WMATV3772868-part6
/dev/block/8:6

Também é possível usar um link simbólico como forma de especificar o nome do dispositivo ao montar um dispositivo.


Tempo de inicialização e fstab

No artigo para o tópico 102, "Aprenda Linux, 101: Gerenciadores de boot", você aprendeu como usar o parâmetro root= em GRUB e LILO para dizer ao loader de inicialização qual sistema de arquivos deve ser montado como raiz. Assim que esse sistema de arquivos estiver montado, o processo de inicialização executa mount com a opção -a para montar automaticamente um conjunto de sistemas de arquivos. O conjunto é especificado no arquivo /etc/fstab. A listagem 8 mostra /etc/fstab para um sistema Fedora 13 de amostra. Nesse exemplo, todas as partições da unidade de disco rígido são identificadas por UUID. A listagem 9 mostra um exemplo diferente de um sistema Ubuntu 9.10.

Listagem 8. Exemplo de fstab do Fedora 13
#
# /etc/fstab
# Created by anaconda on Fri May 28 12:37:05 2010
#
# Accessible filesystems, by reference, are maintained under '/dev/disk'
# See man pages fstab(5), findfs(8), mount(8) and/or blkid(8) for more info
#
UUID=082fb0d5-a5db-41d1-ae04-6e9af3ba15f7 /                  ext4    defaults        1 1
UUID=488edd62-6614-4127-812d-cbf58eca85e9 /grubfile          ext3    defaults        1 2
UUID=2d4f10a6-be57-4e1d-92ef-424355bd4b39 swap               swap    defaults        0 0
UUID=ba38c08d-a9e7-46b2-8890-0acda004c510 swap               swap    defaults        0 0
tmpfs                   /dev/shm                tmpfs   defaults        0 0
devpts                  /dev/pts                devpts  gid=5,mode=620  0 0
sysfs                   /sys                    sysfs   defaults        0 0
proc                    /proc                   proc    defaults        0 0
Listagem 9. Exemplo de fstab do Ubuntu 9.10
# /etc/fstab: static file system information.
#
# Use 'blkid -o value -s UUID' to print the universally unique identifier
# for a device; this may be used with UUID= as a more robust way to name
# devices that works even if disks are added and removed. See fstab(5).
#
# <file system> <mount point>   <type>  <options>       <dump>  <pass>
proc            /proc           proc    defaults        0       0
# / was on /dev/sda7 during installation
UUID=8954fa66-e11f-42dc-91f0-b4aa480fa103 /               ext3    errors=remount-ro 0  1
# /grubfile was on /dev/sda2 during installation
UUID=3a965842-b6dd-4d52-8830-2d0fdb4284a2 /grubfile       ext3    defaults        0  2
/dev/sda5       none            swap    sw              0       0
/dev/scd0       /media/cdrom0   udf,iso9660 user,noauto,exec,utf8 0       0
/dev/fd0        /media/floppy0  auto    rw,user,noauto,exec,utf8 0       0

As linhas que começam com o caractere # são comentários. As linhas restantes contêm seis campos. Como os campos são posicionais, todos devem ser especificados.

file system
Deve ser um nome de dispositivo como /dev/sda1, ou um rótulo (LABEL=) ou UUID (UUID=). Para o sistema de arquivos raiz do nosso exemplo do Fedora 13, ele poderia ser /dev/sda6, LABEL="Fedora-13-x86_64", ou UUID="082fb0d5-a5db-41d1-ae04-6e9af3ba15f7". Usar um rótulo ou UUID torna seu sistema mais robusto quando dispositivos são adicionados ou removidos.
mount point
Esse é o ponto de montagem que discutimos em Montagem de sistemas de arquivos acima. Para espaço de troca, esse deveria ser o valor "none" ou "swap". Em sistemas mais antigos, você normalmente encontrará o valor "none".
type
Especifica o tipo de sistema de arquivos. Unidades de CD/DVD normalmente suportarão os sistemas de arquivos ISO9660 ou UDF, de modo que você deve especificar múltiplas possibilidades em uma lista separada por vírgula, como visto na listagem 9. Se quiser usar mount para determinar o tipo automaticamente, especifique auto como foi feito na última linha da listagem 9 para a unidade de disquete.
option (opção)
Especifica as opções de montagem. Especifique defaults se deseja as opções de montagem padrão. Algumas opções você gostará de conhecer:
  • rw e ro especificam se o sistema de arquivos deve ser montado como leitura/gravação ou somente leitura.
  • noauto especifica que esse sistema de arquivos não deve ser montado automaticamente no tempo de inicialização ou sempre que mount -a for emitido. Em nosso exemplo, isso é feito para os drives removíveis.
  • user especifica que um usuário não raiz tem permissão para montar e desmontar o sistema de arquivos. Isso é especialmente útil para mídia removível. Em sistemas mais antigos, essa opção é especificada em /etc/fstab, em vez de em mount . Em sistemas mais novos, ela deve ser especificada nas regras udev que estão localizadas nos arquivos de regras em /lib/udev/rules.d ou /etc/udev/rules.d. As opções de unidade de DVD no meu sistema Fedora 13 vêm de regras udev, e é por isso que não há entrada em /etc/fstab para uma unidade ótica.
  • exec e noexec especifica se se deve permitir ou não a execução de arquivos do sistema de arquivos montado. Sistemas de arquivos montados pelo usuário têm noexec como padrão, a menos que exec seja especificado depois deuser.
  • noatime desativará a gravação de tempos de acesso. Não usar tempos de acesso pode melhorar o desempenho.
dump
Especifica se o comando dump deve considerar esse sistema de arquivos ext2 ou ext3 para backups. Um valor igual a 0 diz ao dump para ignorar esse sistema de arquivos.
pass
Valores de pass diferentes de zero especificam a ordem de verificação dos sistemas de arquivos no tempo de inicialização, como discutido em nosso artigo "Aprenda Linux, 101: Mantenha a integridade de arquivos de sistemas."

Quando você monta um sistema de arquivos que está listado em /etc/fstab, é possível fornecer tanto o nome do dispositivo quanto o ponto de montagem ao montar o sistema de arquivos. Não é preciso fornecer ambos.

Em alguns sistemas, como o SUSE 11.2, você pode descobrir que o fstab gerado no momento da instalação usa links simbólicos para o dispositivo. De modo que você deve consultar /dev/disk/by-id/ata-WDC_WD1001FALS-00J7B1_WD-WMATV3772868-part6, em vez de /dev/sda6, para obter o valor do sistema de arquivo.

Consulte as man pages de fstab, mounteudev para obter informações adicionais, incluindo opções não discutidas aqui.


Desmontagem de arquivos de sistemas

Todos os sistemas de arquivos montados normalmente são desmontados automaticamente pelo sistema quando ele é reinicializado ou encerrado. Quando um sistema de arquivos é desmontado, qualquer dado em cache do sistema de arquivos na memória é esvaziado para o disco.

Também é possível desmontar sistemas de arquivos manualmente. Na verdade, você deveria fazer isso ao remover mídia regravável como disquetes ou unidades USB ou memory keys.

Use o comando umount para desmontar o sistema de arquivos, especificando o nome do dispositivo ou o ponto de montagem como argumento. A listagem 10 mostra como desmontar /dos, depois remontá-lo e desmontá-lo novamente usando o nome do dispositivo.

Listagem 10. Desmontagem de arquivos de sistemas
[root@echidna ~]# umount /dos
[root@echidna ~]# mount /dev/sda9 /dos
[root@echidna ~]# umount /dev/sda9

Depois que um sistema de arquivos é desmontado, qualquer arquivo no diretório usado para o ponto de montagem fica visível novamente.

Se você tentar desmontar um sistema de arquivos enquanto um processo está com arquivos abertos nesse sistema de arquivos, você verá uma mensagem de erro. Antes de desmontar um sistema de arquivos, você deve verificar se não há processos sendo executados que possuam arquivos abertos no sistema de arquivos. Use o comando lsof ou fuserpara determinar quais arquivos estão abertos ou qual processo possui arquivos abertos. Você pode precisar da opção -w em lsof para evitar mensagens de aviso relacionadas ao Gnome Virtual File system (gvfs). Verifique as man pages para aprender sobre opções adicionais de montagem e lsof. Se estiver verificando todo um dispositivo, é possível especificar o dispositivo ou o ponto de montagem. Você também pode verificar se um arquivo em particular está ou não em uso.

Para ilustrar esses comandos, criei uma cópia de /etc/fstab em /dos e um pequeno script para ler as linhas de stdin e imprimi-las para stdout com uma pausa de 10 segundos entre uma linha e outra. A listagem 11 mostra a mensagem de erro de umount quando arquivos estão em uso e o uso de lsof efuser para verificar arquivos abertos em /dos ou dispositivo adjacente /dev/sda9.

Listagem 11. Verificação de arquivos abertos
[root@echidna ~]# umount /dos
umount: /dos: device is busy.
        (In some cases useful info about processes that use
         the device is found by lsof(8) or fuser(1))
[root@echidna ~]# lsof -w /dos
COMMAND    PID USER   FD   TYPE DEVICE SIZE/OFF NODE NAME
slowread. 2560  ian    0r   REG    8,9      899  123 /dos/fstab
sleep     2580  ian    0r   REG    8,9      899  123 /dos/fstab
[root@echidna ~]# lsof -w /dev/sda9
COMMAND    PID USER   FD   TYPE DEVICE SIZE/OFF NODE NAME
slowread. 2560  ian    0r   REG    8,9      899  123 /dos/fstab
sleep     2580  ian    0r   REG    8,9      899  123 /dos/fstab
[root@echidna ~]# fuser -m /dos
/dos:                 2560  2586
[root@echidna ~]# fuser -m /dev/sda9
/dev/sda9:            2560  2588

Nesse ponto, é possível esperar até que o sistema de arquivos não esteja mais ocupado, ou fazer uma desmontagem lenta, especificando a opção -l . Uma desmontagem lenta separa o sistema de arquivos da árvore de sistema de arquivos imediatamente e limpa as referências ao sistema de arquivos quando ele não estiver mais ocupado.


Sistemas de arquivos removíveis

Mencionamos alguns problemas com dispositivos removíveis como dispositivos de conexão USB ou Firewire (IEEE 1394). Não é conveniente alternar para acesso do root toda vez que precisar montar ou desmontar um dispositivo como esses. O mesmo serve para CD, DVD e unidades de disquete, em que é preciso desmontar o dispositivo para mudar a mídia. Na discussão sobre fstab acima, mencionamos a opção user , que permite que usuários ordinários montem e desmontem dispositivos. A listagem 9 mostra uma forma de codificar as entradas de fstab para uma unidade de disquete ou para uma unidade de CD ou DVD.

Observe que os tipos de sistema de arquivos para a unidade ótica são especificados como udf,iso9660, enquanto o tipo de sistema de arquivos para o disquete é especificado como auto. Para a unidade ótica, o processo de montagem verificará primeiro se há um sistema de arquivos udf (comum em DVD) e depois um sistema de arquivos iso9660 (comum em CD). Para a unidade de disquete, o processo de montagem analisará um tipo de sistema de arquivos. É possível criar ou editar /etc/filesystems para mudar a ordem na qual os sistemas de arquivos serão analisados.

Nota: Você deve sempre desmontar unidades ou mídia removíveis antes de desconectar a unidade ou tentar remover a mídia. A falha em fazer isso pode resultar na perda de dados que ainda não foram gravados no dispositivo.

Se você executar um desktop gráfico como o Nautilus, você normalmente encontrará opções que permitem que dispositivos e mídia removíveis sejam montados automaticamente. Por exemplo, se eu inserir um DVD Knoppix DVD na unidade de DVD do meu sistema, verei uma entrada de montagem como a mostrada na listagem 12. A presença de "uid=1000" mostra que o usuário com id 1000 pode desmontar esse disco. O comando id mostra que a uid do usuário Ian é 1000, então o Ian pode desmontar esse disco.

Listagem 12. Montagem de DVD em desktop
[ian@echidna ~]$ mount | grep sr0
/dev/sr0 on /media/KNOPPIX type iso9660 (ro,nosuid,nodev,uhelper=udisks,
uid=1000,gid=1000,iocharset=utf8,mode=0400,dmode=0500)
[ian@echidna ~]$ id ian
uid=1000(ian) gid=1000(ian) groups=1000(ian)

Também é possível usar o comando eject para ejetar mídia removível quando a unidade suportar a operação, como a maioria das unidades de CD e DVD. Se você não desmontou o dispositivo primeiro, eject irá desmontar e ejetar o disco.


Espaço de troca

Você deve ter observado na discussão de fstab acima que o espaço de troca não possui um ponto de montagem. O processo de boot normalmente ativa o espaço de troca em /etc/fstab, a menos que a opção noauto seja especificada. Para controlar o espaço de troca manualmente em um sistema em execução—por exemplo, se você adicionou uma nova partição de troca—use os comandos swapon e swapoff . Consulte as man pages para obter detalhes.

É possível visualizar os dispositivos de troca ativados no momento com cat /proc/swaps ou com swapon -s como mostrado na listagem 13.

Listagem 13. Exibição do espaço de troca
[ian@echidna ~]$ swapon -s
Filename				Type		Size	Used	Priority
/dev/sdb1                               partition	514044	0	-1
/dev/sdb5                               partition	4192928	0	-2
[ian@echidna ~]$ cat /proc/swaps
Filename				Type		Size	Used	Priority
/dev/sdb1                               partition	514044	0	-1
/dev/sdb5                               partition	4192928	0	-2

Isso conclui sua introdução à montagem de dispositivo em Linux.

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