Introdução aos Modelos de Código do Eclipse

Ir além de trechos de código para aumentar sua produtividade

Este tutorial cobre o uso básico dos modelos de código do Eclipse. É necessária uma abordagem ampla para expor os conceitos e qualificações chave que se aplicam a modelos, independentemente do plug-in específico com o qual estão associados. Você aprenderá sobre os benefícios dos modelos, como criar e editar os mesmos e como usá-los no IDE do Eclipse para aumentar sua produtividade.

Jeremy Wischusen, Flash, Flex, PHP Web Developer, Visual Flow Designs

Jeremy Wischusen tem projetado Web sites desde 1997 e programado desde 2003. Tem trabalhado com Parceiros com Certificação Microsoft Gold para fornecer treinamento de software para empresas como a Wyeth Pharmaceuticals e The Vanguard Group. Também trabalhou em sites de grande escala, como myYearbook.com e para clientes como Dockers, Quicksilver, Major League Baseball, Sports Authority, CBS e Liz Claiborne através da GSI Commerce. Trabalha com sistemas de frontend e de backend, projetando muitos projetos do início ao fim, usando tecnologias como Ajax, jQuery, CSS, XHTML, PHP, Flash e Flex.



07/Out/2008

Antes de Iniciar

Sobre este Tutorial

Este tutorial cobre os benefícios dos modelos do Eclipse, incluindo integração direta com conclusão automática, a capacidade de usar variáveis predefinidas e customizadas, sensibilidade de contexto e a previsibilidade aprimorada e validade do código. Também mostra como criar, editar e excluir modelos, como criar um novo arquivo usando um modelo e como usar modelos no editor. Por fim, o tutorial fornece algumas dicas e truques para obter o máximo de seus modelos.

A funcionalidade do modelo varia por plug-in. Seria impossível cobrir todas as especificidades de cada plug-in que suporta modelos em um único tutorial, portanto, para manter as coisas o mais geral possível, examinamos modelos no contexto do plug-in do editor de HTML da Web. Escolhi isso, pois HTML é uma linguagem simples e os modelos fornecidos com esse plug-in são simples e fáceis de usar. Mesmo se você não tiver o plug-in instalado, os conceitos que aprender ainda serão aplicáveis ao uso de modelos em geral. Você pode, então, pegar esses conceitos e aplicá-los aos modelos para seu plug-in específico.

Objetivos

Após concluir este tutorial, você poderá:

  • Localizar modelos na área de janela Preferências.
  • Explicar o que é um contexto de modelo.
  • Usar um modelo para criar um novo arquivo.
  • Usar modelos na janela Editor.
  • Criar seus próprios modelos.
  • Usar variáveis em modelos.

Pré-requisitos

Este tutorial supõe familiaridade básica com o IDE do Eclipse e que você saiba como executar tarefas como configurar um espaço de trabalho, criar projetos e arquivos e alternar perspectivas e visualizações.

Requisitos do Sistema

Os exemplos foram criados no Eclipse V3.4 (Ganymede), mas as instruções se aplicam à V3.2 (Europa) e são, mas provavelmente, aplicáveis a versões mais antigas do que essa. Além do IDE do Eclipse, este tutorial requer o plug-in Web Tools Platform (WTP) (consulte Recursos para localizar o Eclipse e WTP).


Visão Geral dos Modelos

Os modelos do Eclipse vão além da simples funcionalidade do trecho de código encontrada em muitos editores. Os modelos do Eclipse permitem geração rápida de código comumente usado, assim como fácil customização. Esta seção descreve alguns dos recursos mais benéficos de modelos no Eclipse.

Benefícios dos Modelos

Os modelos do Eclipse têm muitos benefícios, incluindo integração, variáveis e previsibilidade e consistência.

Integração

Os modelos do Eclipse são integrados diretamente ao fluxo de trabalho do Eclipse. Os modelos estão disponíveis ao executar tais tarefas como criar um novo documento ou trabalhar no painel do editor. De certa forma, eles combinam a funcionalidade de novos modelos de documentos e a funcionalidade do trecho de código encontrada em muitos editores. No entanto, como vê neste tutorial, eles vão muito além da funcionalidade fornecida pelos modelos e trechos de código na maioria dos editores.

Por exemplo, diferentemente de muitos editores, nos quais é necessário abrir um painel de trechos de código, localizar o trecho de código e inserir no Eclipse, tudo que você precisa fazer é ativar a conclusão automática, começar a digitar o nome do modelo e pressionar Enter. Isso é muito mais eficiente.

Variáveis

Possivelmente, o recurso mais impressionante e útil do Eclipse é a capacidade de usar variáveis em modelos. É esse recurso que permite a customização na automação. Cada plug-in que inclui funcionalidade do modelo é fornecido com seu próprio conjunto de variáveis predefinidas. Essas variáveis podem inserir coisas como a data e hora atuais até o nome do método ou classe que armazena o modelo. Os tipos e quantas variáveis predefinidas existem variam de plug-in para plug-in, mas, possivelmente, o recurso mais útil de variáveis nos modelos é a capacidade de criar variáveis customizadas. Essas variáveis customizadas agem como marcadores em seu modelo para o qual você fornece os valores ao inserir o modelo.

Para ilustrar a importância das variáveis customizadas, vamos retornar à comparação dos trechos de código. Com trechos de código, você pode precisar inserir um marcador no modelo, como [userName], em seguida, substituir manualmente todas as ocorrências no trecho de código ou usar uma operação localizar e substituir. Apesar de essa ser uma etapa acima de digitar manualmente tudo, deixa algo a desejar. Com modelos do Eclipse, é possível definir uma variável em diversos locais e, ao atualizar a primeira ocorrência em seu modelo, todos os marcadores de variável com o mesmo nome são atualizados. Portanto, independentemente de se você tem uma ocorrência da variável ou 1.000, é necessário digitá-la somente uma vez. Supera localizar e substituir, hein?

Previsibilidade e Consistência

Por fim, além dessas principais conveniências, há alguns outros benefícios de modelos que valem a pena destacar: consistência e validade. Se você estiver usando um modelo, você sabe que está escrevendo o mesmo código da mesma maneira toda vez que é usado. Essa consistência fornece previsibilidade aprimorada do código. Além do mais, se você escrever o modelo e testá-lo e o modelo for válido da primeira vez, você tem uma boa chance de, cada vez que você usar o modelo, seu código ser válido (barrando quaisquer erros ao customizar).

Localizando Modelos

Modelos são definidos na área de janela Preferências sob o plug-in específico com o qual estão associados — por exemplo, Eclipse > Preferências > Plug-inName > EditorName > Modelos. Para acessar os modelos HTML:

  1. No menu Janela (Microsoft® Windows®) ou no menu Eclipse (Apple Mac OS X V10), escolha Preferências.
  2. Na área de janela à esquerda, expanda Web, expanda Arquivos HTML, em seguida, expanda Editor.
  3. Clique em Modelos.

Uma grade semelhante à Figura 1 aparece na área de janela de detalhes.

Figura 1. A Pasta Templates
A Pasta Templates

Essa grade possui diversas colunas, mas preste atenção especial a Nome, Contexto e Descrição. Descrição é exatamente o que parece ser: descreve o propósito do modelo e está lá principalmente para que você tenha uma referência rápida do propósito do modelo. No entanto, os dois outros títulos têm algumas implicações em relação a como modelos são usados.

Nomes de Modelos

A coluna Nome contém o nome do modelo (nenhuma surpresa aí). No entanto, há algumas coisas sobre o nome do modelo das quais deve estar ciente. O nome é como você faz referência ao modelo: é o nome exibido na janela de conclusão do código. Portanto, quando a janela de conclusão do código é exibida, esse é o nome que você deve digitar para acessar esse modelo.

Contextos de Modelo

O contexto de um modelo determina onde um modelo está disponível. Por exemplo, Novo HTML significa que o modelo estará disponível ao criar-se um novo arquivo HTML. Você também pode ver exemplos de outros contextos, como Tag de HTML e Todo HTML. (Você aprende mais sobre eles ao criar seus próprios modelos.) Os contextos disponíveis variam de acordo com o plug-in. O ponto a lembrar é que os modelos são sensíveis ao contexto, o que significa que você obtém somente os modelos relevantes para seu local atual.

Portanto, agora, que você tem uma ideia de alguns dos benefícios dos modelos e de onde eles residem, vamos dar uma olhada mais de perto em um exemplo específico.

Anatomia do Modelo

Um modelo pode ser tão simples quanto uma string, mas, mais frequentemente, são um pouco mais complexos. O primeiro modelo da lista deve ser denominado comment. (Pode ser necessário expandir a coluna Nome para ver os nomes completos). Clique em comment na grade de dados. Você deve ver uma visualização do modelo comment na parte inferior da janela semelhante a <!-- ${cursor} -->.

Esse é um belo modelo simples, mas demonstra alguns dos conceitos chave que este tutorial tem a intenção de transmitir. Basicamente, esse modelo é simplesmente uma string (<!-- -->) com uma única variável na mesma (${cursor}). Os modelos podem conter diversas combinações de elementos de string e variáveis, mas esses são os componentes básicos que formam os modelos.

Neste exemplo, você vê a sintaxe básica para variáveis de modelo. Elas começam com o símbolo do dólar ($) e o nome da variável está contido entre chaves ({}). As variáveis têm duas variedades básicas: aquelas definidas pelo plug-in do modelo (ou seja, predefinidascursor é uma delas) e aquelas que você mesmo cria. As seções a seguir examinam ambos os tipos em mais detalhes. Mas, por hora, apenas esteja ciente que ao ver algo em um modelo que tenha $ e {}, você está olhando para uma variável.


Trabalhando com Modelos Existentes

Criar seu Arquivo

Para usar um modelo, você deve criar um documento do tipo com o qual seus modelos estão associados. Portanto, como este tutorial lida com modelos de código HTML, crie um arquivo HTML. Feche a área de janela Preferências clicando em OK. Se não tiver feito isso, crie um projeto para que você possa criar um arquivo com o qual trabalhar. O nome do projeto não importa realmente, mas você pode chamá-lo de templates, se quiser.

Você criará um arquivo com o qual trabalhar, mas para fazer isso de maneira específica para que você possa ver o contexto do modelo:

  1. Clique em Arquivo > Outro. A janela Novo aparece.
    Figura 2. A Janela Novo
    A Janela Novo
  2. na árvore Assistentes, expanda Web.
  3. Clique em HTML e clique em Avançar. A janela Nova Página de HTML aparece.
    Figura 3. A Janela Nova Página de HTML
    A Janela Nova Página de HTML
  4. Digite um nome para o arquivo. Você pode usar qualquer nome que quiser, já que estará trabalhando somente com um arquivo.
  5. Clique em Avançar.

Agora, você deve estar olhando a grade de dados com diversos modelos.

Figura 4. Selecionar um Modelo HTML
Selecionar um Modelo HTML

Esse é um exemplo da sensibilidade de contexto dos modelos. Aqui, o Eclipse sabe que você está criando um novo documento do tipo HTML. Como o plug-in HTML possui um contexto chamado Novo HTML, o IDE apresenta os modelos relevantes para criar um novo documento. Isso seria o mesmo para qualquer outro plug-in que defina modelos para um novo documento. Para usar um desses modelos, simplesmente clique-o na grade de dados e clique em Concluir. (Outros plug-ins podem ter etapas adicionais, mas, em relação à seleção do modelo, geralmente é o mesmo processo.)

Agora, você deve estar olhando um documento que contém o código no modelo selecionado, o que significa que você está pronto para ver como modelos funcionam no editor.

Usar o Editor

Para trabalhar com sua nova página no modelo:

  1. Clique no editor para que o cursor esteja entre as tags <body> de HTML.
  2. Pressione Ctrl+Barra de Espaço (ou Cmd+Barra de Espaços no Mac) para acionar a caixa de conclusão automática.
  3. Comece a digitar a palavra comment. Quando chegar no primeiro m, a palavra comment deve estar realçada na caixa de conclusão automática.
    Figura 5. O Texto na Caixa de Conclusão Automática
    O Texto na Caixa de Conclusão Automática
  4. Pressione Enter para inserir o texto.

Agora, você deve ter um comentário HTML em sua página e o cursor deve estar piscando entre as tags de início e fim <comment> . Então, o que acaba de acontecer? Como você agora está na janela do editor e em uma tag HTML, você está no contexto da Tag HTML. Assim, o IDE apresenta os modelos relacionados a esse contexto. Lembre-se de que o modelo comment tinha a seguinte aparência: <!-- ${cursor} --> e que ${cursor} é uma variável predefinida. Essa variável faz com que o cursor fique localizado entre as tags comment quando o modelo é inserido.

Em relação ao uso de modelos, isso á basicamente tudo. Baseado no contexto de onde você está e o que você está fazendo, o IDE apresenta os modelos apropriados. Tudo que você precisa fazer é selecionar o modelo desejado.


Criando Modelos Customizados

Modelos Customizados

Os modelos predefinidos podem economizar muito tempo, mas, provavelmente, você possui seus próprios códigos que usa regularmente e nenhum dos modelos predefinidos se ajustam bem. Felizmente, os desenvolvedores de modelos do Eclipse pensaram nisso e forneceram a capacidade de criar seus próprios modelos.

Abra a área de janela Preferências e navegue até os modelos HTML. Ao chegar na grade de dados com a lista de modelos, clique em Novo. Agora, você deve estar olhando uma janela que possui campos de texto de entrada para o nome do modelo, descrição, o próprio modelo (padrão) e um menu suspenso para o contexto.

Figura 6. A Janela Novo Modelo
A Janela Novo Modelo

Antes de criar o próprio modelo, você precisa de um pouco de informações.

Configurar o Contexto para seu Modelo

Primeiro, observe a lista suspensa Contexto , que contém os contextos disponíveis para seu modelo. Nos exemplos a seguir, a palavra cursor na fonte em itálico indica onde o cursor deve estar para que o modelo esteja disponível.

Todo HTML
Estão disponíveis em qualquer parte de um documento HTML.
Novo HTML
São os modelos que estão disponíveis na criação de um novo documento.
Tag HTML
Para aparecerem, o cursor deve estar ente a tag HTML de abertura e a de fechamento, como <div>cursor</div>.
Atributo HTML
Para que sejam acionados, o cursor deve estar em uma tag HTML de abertura, como <div cursor>.
Valor de Atributo HTML
São acionados quando você está fornecendo um valor para um atributo, como <div align="cursor">.

Os contextos fornecem muito controle sobre onde seus modelos aparecem e fornecem um mecanismo de pré-filtragem, de forma que você não precise procurar em todos os modelos, mas somente naqueles mais relevantes ao que você está fazendo atualmente. Os contextos disponíveis variam com base no plug-in e você ficará familiarizado com os contextos dos plug-ins que você usa à medida que os testa. Em geral, o contexto padrão é um com o escopo mais amplo (aquele disponível na maioria dos locais). O ponto a lembrar é que é onde você configura o contexto para um modelo. Se você criar um modelo e ele não aparecer quando você espera ou aparecer onde não deve, certifique-se de que você tenha selecionado o contexto apropriado.

Usar as Variáveis Predefinidas

Em seguida, você deve estar ciente das variáveis predefinidas. Clique na caixa de padrão e digite $ (ou clique em Inserir Variável) e uma caixa de conclusão automática aparece.

Figura 7. Variáveis Predefinidas
Variáveis Predefinidas

Essa caixa contém as variáveis predefinidas para o plug-in. Cada uma tem uma descrição ao lado da mesma, portanto, não vou me preocupar em explicar o que cada uma é. Apenas esteja ciente de que nomes que você vê são as variáveis predefinidas.

Criar um Modelo Customizado

Este tutorial está mais preocupado em demonstrar os recursos de modelos customizados do que em criar código HTML válido (ou até mesmo útil), de forma que esse exemplo possa parecer um pouco inventado e, possivelmente, tolo. Mas seja paciente. Para criar um modelo customizado:

  1. Na caixa Nome na janela Novo Modelo , digite ego_trip.
  2. Selecione Tag HTML na lista Contexto .
  3. Na caixa Descrição , digite All about me in 3rd person.
  4. Na caixa Padrão , digite:
    <div>As of today ${date} I ${myName} am learning about Eclipse
        code templates. ${myName} feels this is an important subject and will make
        ${myName} a much more efficient programmer as well as relieving a great
        deal of stress for ${myName}. This last variable ${demoVar} is simply here
        to demonstrate something.</div>
  5. Clique em OK, em seguida, clique em OK na área de janela Preferências.
  6. Volte ao documento criado anteriormente e posicione o cursor entre as tags HTML <body> .
  7. Pressione Ctrl+Shift (Cmd+Shift no Mac) para ativar a caixa de conclusão automática.
  8. Comece a digitar a palavra ego_trip.
  9. Quando o item estiver realçado na caixa de conclusão automática, pressione Enter. Agora, você deve ver algo como a Figura 8.
    Figura 8. Saída do Modelo
    Saída do Modelo

Apesar de você ter acabado de inserir o modelo, diversas coisas podem ter acontecido. A variável ${date} foi substituída pela data atual. Todas as suas variáveis estão em caixas, mas observe que todas as instâncias de $myName estão realçadas, enquanto que ${demoVar} não está. Observe também o local do cursor: está piscando com a caixa em torno da primeira variável para a qual você deve fornecer um valor. Não é depois do modelo, como seria se você tivesse inserido algo como um trecho de código ou simplesmente copiado e colado algum código.

Trabalhar em seu Modelo Customizado

Comece digitando seu nome. Observe que todas as ocorrências de myName estão sendo atualizadas. Esse é um dos — se não o melhor — recursos nos modelos Eclipse. Agora, se você estiver usando um trecho de código, você provavelmente estaria fazendo uma substituição de string em algum marcador construído no modelo. Isso pode consumir tempo mesmo se o marcador ocorrer somente poucas vezes no trecho de código, já que as operações localizar e substituir geralmente envolvem algum tipo de janela e você precisa abordar cada ocorrência. Você poderia ser corajoso e substituir tudo, mas, muitas vezes, essa operação acaba substituindo coisas que você não pretendia substituir. Com as variáveis do Eclipse, só leva o tempo de digitar o valor, que você teria de fazer de qualquer forma para uma operação localizar e substituir, e todo o modelo é atualizado somente nos locais que contém a variável.

Agora, pressione a tecla Tab . Observe que ${demoVar} está realçada. A tecla Tab permite se deslocar entre variáveis em um modelo. Se você estivesse usando um trecho de código e tivesse dois padrões para substituir, você precisaria executar a rotina localizar e substituir para cada valor que desejasse substituir. Você não apenas não precisa fazer isso com modelos do Eclipse, mas as variáveis que já foram criadas serão ignoradas e você será levado para a próxima variável do modelo para a qual um modelo deve ser fornecido. Neste exemplo, todas as ocorrências da variável ${myName} que já haviam sido atualizadas foram ignoradas e você foi levado diretamente para a variável ${demoVar} .

Digite qualquer valor desejado para a variável ${demoVar} e pressione Enter. Observe o local do cursor: saltou para o fim do modelo. Pressionar a tecla Enter sinaliza que você não está editando um modelo e, dessa forma, o Eclipse supõe que você deseja voltar para a edição de seu documento, com o local mais provável de continuar a edição sendo após o modelo que você acaba de inserir. Essa é uma conveniência e uma fonte de erros, pois se você acidentalmente pressionar Enter enquanto estiver no meio da edição do modelo, o Eclipse mantém os nomes padrão de todas as variáveis fornecidas ou o que você tiver digitado antes de pressionar Enter. Se fizer isso, precisará voltar e editá-las manualmente ou começar tudo de novo reinserindo o modelo.

Você deve realmente estar começando a entender o poder dos modelos Eclipse e o quanto foram pensados ao serem criados. Agora que você pode usar os modelos integrados, assim como criar e usar seus próprios modelos, você está pronto para aprender como manipular (editar, renomear e excluir) modelos existentes.


Manipulando Modelos

Editar Modelos

Provavelmente, você irá criar alguns modelos que não são exatamente o que você pretendia. Felizmente, editar os modelos é um processo simples e você pode editar modelos criados, assim como modelos predefinidos.

Navegue até os modelos HTML na área de janela Preferências . Ao chegar na grade de dados, clique no modelo ego_trip e clique em Editar. Você deveria estar observando a mesma janela que viu ao criar seu modelo.

Editar o modelo é simplesmente uma questão de alterar os valores de qualquer um dos campos desejados e clicar em OK. Como você já criou um modelo, não vou perder mais tempo explicando como editá-lo, já que o processo é basicamente o mesmo. No entanto, há um truque que vale a pena conhecer.

Renomeando Modelos

No campo Nome , altere o nome do modelo de ego_trip para ego_trip_2, em seguida, clique em OK. Você deve ver uma janela semelhante à Figura 9.

Figura 9. Confirmando o Comando rename
Confirmando o Comando rename

Se sua intenção for renomear o modelo existente, simplesmente clique em Não e está pronto. Se você clicar em Sim, uma cópia do modelo existente é salva com o novo nome. Você pode usar isso para criar rapidamente novos modelos a partir dos existentes. Portanto, se você tiver um modelo que seja, digamos, 90 porcento do que você precisa, pode abri-lo, editá-lo e salvá-lo com um novo nome, o que é muito mais rápido do que criar um novo toda vez. Lembre-se de que toda a ideia por trás de modelos é que você não deveria executar tarefas repetitivas. Você deveria estar criando um novo modelo desde o início somente se não existir nenhum modelo que possa ser customizado.

Até o momento, você aprendeu como criar, usar e editar modelos. Isso deixa somente uma tarefa possível que você pode executar neles: excluí-los.

Excluir Modelos

Excluir um modelo é tão simples quanto selecioná-lo na grade de dados de modelos na área de janela Preferências e clicar em Remover.


Dicas, Truques e Pegadinhas

Modelos São Específicos da Área de Trabalho

Os modelos customizados são específicos da área de trabalho. Isso significa que os modelos criados em uma área de trabalho não estarão disponíveis se você alternar as áreas de trabalho. Isso tem benefícios e desvantagens. A maior desvantagem é óbvia: é necessário recriar modelos para cada área de trabalho. No entanto, muitas coisas são assim no Eclipse. Por exemplo, preferências também são específicas da área de trabalho. O benefício disso é que você pode criar modelos que são muito específicos dos projetos dessa área de trabalho.

Falhar nas Entradas de Conclusão Automática

Se um modelo não aparecer na caixa de conclusão automática quando você pressiona Ctrl+Shift (Cmd+Shift no Mac), pressione Backspace, em seguida, digite as primeiras letras do nome do modelo, em seguida, pressione Ctrl+Shift.

Customizar Local do Cursor

Lembra-se da variável ${cursor} ? Ela pode fornecer controle preciso de onde o cursor está localizado quando você estiver usando modelos. Essencialmente, a variável ${cursor} marca o ponto para o qual o cursor irá quando você pressionar Enter, indicando que você terminou a edição do modelo. Acho essa variável especialmente útil ao criar modelos para coisas como funções, onde desejo que o cursor termine no corpo da função após ter customizado os parâmetros.

Mostre-me o Dinheiro

Se estiver trabalhando em uma linguagem de programação em que o símbolo do dólar ($) tem significado especial (como em PHP), você deve escapar esse caractere em seus modelos. Para obter um $ literal, use dois em seguida —$$. Se quiser que uma variável de modelo siga um símbolo de dólar, deve usar três deles —$$${variable}.


Resumo

Deve estar claro que os modelos Eclipse são muito mais versáteis do que a funcionalidade simples de trecho de código. Diferentemente de trechos de código, os modelos do Eclipse são integrados diretamente no fluxo de trabalho no Eclipse — desde a criação de um novo documento até trabalhar no editor. A capacidade de usar variáveis em modelos torna a customização uma brisa, enquanto que com trechos de código, você basicamente obtém um shell que pode inserir e editar manualmente.

Este tutorial foi propositadamente amplo e você terá de passar algum tempo aprendendo os modelos para cada plug-in que for usar. No entanto, a maioria das diferenças que encontrará entre os plug-ins que suportam modelos está relacionada ao número de modelos predefinidos, contextos disponíveis e o número de variáveis predefinidas. Você já está familiarizado com todos esses conceitos deste tutorial. Usei uma grande variedade de plug-ins do Eclipse (HTML, PHP, a linguagem Java™ , Python e mais) que suportam modelos e as qualificações que você aprendeu aqui aplicam-se a todos eles.

Quando ficar acostumado a usar modelos, questionará como você já viveu sem eles. Nas raras ocasiões em que me encontro trabalhando em um editor diferente do Eclipse, me pego tentando acionar os modelos. Quando percebo que não estão lá, dou um suspiro de frustração.

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