Avançar para a área de conteúdo

Ao clicar em Enviar, você concorda com os termos e condições do developerWorks.

Na primeira vez que você efetua sign in no developerWorks, um perfil é criado para você. Informações selecionadas do seu perfil developerWorks são exibidas ao público, mas você pode editá-las a qualquer momento. Seu primeiro nome, sobrenome (a menos que escolha ocultá-los), e seu nome de exibição acompanharão o conteúdo que postar.

Todas as informações enviadas são seguras.

  • Fechar [x]

Ao se conectar ao developerWorks pela primeira vez, é criado um perfil para você e é necessário selecionar um nome de exibição. O nome de exibição acompanhará o conteúdo que você postar no developerWorks.

Escolha um nome de exibição de 3 - 31 caracteres. Seu nome de exibição deve ser exclusivo na comunidade do developerWorks e não deve ser o seu endereço de email por motivo de privacidade.

Ao clicar em Enviar, você concorda com os termos e condições do developerWorks.

Todas as informações enviadas são seguras.

  • Fechar [x]

Migrando para o Eclipse: Um guia do desenvolvedor para avaliação do Eclipse em relação ao IntelliJ IDEA

Por que você deve considerar o Eclipse e como ele difere do IntelliJ IDEA

David Gallardo, Software consultant
David Gallardo, um autor do Studio B, é um consultor de software independente e autor especializado em internacionalização de software, aplicativos da web Java e desenvolvimento de banco de dados. Trabalha como engenheiro de software profissional por mais de 15 anos e tem experiência com diversos sistemas operacionais, linguagens de programação e protocolos de rede. Sua experiência recente inclui liderar a implementação de banco de dados e internacionalização em uma empresa de e-commerce business-to-business, a TradeAccess, Inc. Anteriormente, foi engenheiro senior do grupo International Product Development na Lotus Development Corporation, onde contribuiu para o desenvolvimento de uma biblioteca multiplataformas fornecendo suporte à linguagem internacional e Unicode para produtos Lotus, incluindo Domino.David é coautor de Eclipse In Action: A Guide for Java Developers (Independent Pub Group, 2003). É possível entrar em contato com o David em david@gallardo.org.

Resumo:  Os novos recursos no último release do Eclipse ― o ambiente de desenvolvimento integrado Java™ gratuito e cada vez mais popular ― o tornaram competitivo não somente com outros IDEs grátis, mas também frente a ofertas comerciais proprietárias como o IntelliJ IDEA. Este artigo compara brevemente os recursos, a facilidade de uso e estabilidade do Eclipse e do IDEA, e fornece um guia para programadores que estão considerando aderir ao Eclipse ou que simplesmente querem ver o que está fazendo tanto estardalhaço.

Data:  06/Fev/2012
Nível:  Introdutório Também disponível em :   Inglês
Atividade:  304 visualizações
Comentários:  


Para programadores Netbeans e JBuilder

Se estiver pensando em aderir ao Eclipse, leia os outros artigos de instruções de migração de David Gallardo no developerWorks:

Também visite a Estação de migração do developerWorks para diversos outros caminhos de migração para desenvolvimento baseado em padrões abertos.

Comparando o Eclipse e o IDEA

O Eclipse é um projeto muito ambicioso. Não é especificamente um Java IDE, mas sim uma plataforma de desenvolvimento extensível que se destina a suportar qualquer linguagem de programação. No entanto, a implementação de referência ― o Java Development Toolkit (JDT) ― é um Java IDE, e é a esse ambiente que a maioria das pessoas (especialmente programadores Java) se referem quando falam sobre o Eclipse. Mas mesmo que tudo o que importe seja o desenvolvimento Java e o JDT, a natureza aberta e extensível do Eclipse é a força impulsora por trás do crescimento do Eclipse e da comunidade do Eclipse.

O Eclipse 3.0 e o IntelliJ IDEA 4 têm um número de diferenças importantes, mas a mais óbvia é o preço: é necessário pagar uma licença para usar o IDEA, ao passo que o Eclipse é gratuito. Quão importante isso é depende do seu orçamento (ou da sua empresa), mas muitos desenvolvedores profissionais acham que o IDEA tem todos os recursos necessários a um preço relativamente atraente. Todavia, ao passo que o Eclipse não tem todos os recursos que o IDEA tem, a comunidade robusta que se desenvolveu ao redor do Eclipse tem sido bastante eficiente em fornecer as partes ausentes na forma de plug-ins de terceiros.

Mais importante que o preço e o número absoluto de recursos é com que eficiência um IDE permite que você trabalhe. Diversas coisas contribuem para analisar quão útil um IDE é para você, além dos recursos, incluindo design geral, estabilidade e desempenho. Este artigo pesquisa os recursos básicos que acompanham o Eclipse 3.0 JDT e estabelece um contraste com os disponíveis no IDEA.

Recursos

O IDEA e o Eclipse são totalmente equivalentes nos recursos básicos necessários para edição, execução e depuração de código Java, embora façam as coisas de modo um pouco diferente. Em adição aos recursos de programação básicos, o Eclipse e o IDEA também compartilham suporte para ferramentas de desenvolvimento Java mais avançadas como Ant, CVS, JUnit e refatoração. (Para obter um artigo descrevendo os recursos de refatoração do Eclipse, consulte a seção Recursos posteriormente neste artigo.) Frequentemente, a coisa mais difícil sobre migrar para o Eclipse é aprender a como fazer as coisas antigas no novo ambiente (com suas miríades de recursos); pode ser difícil, às vezes, descobrir um recurso específico. Felizmente, o Eclipse tem um sistema de ajuda muito completo e fácil de usar com documentação on-line.

Até recentemente, uma das vantagens principais do IDEA em relação ao Eclipse era ter um construtor de GUI integrado. Isso está mudando agora que o Eclipse apresentou seu Visual Editor. O construtor de GUI do Eclipse é um componente separado, mas ele tem uma vantagem importante em relação ao construtor do IDEA já que propicia reciprocidade entre as visualizações do código e do gráfico (uma alteração em uma visualização é refletida quase que imediatamente na outra) e não requer metadados adicionais ou outros arquivos.

O Eclipse Visual Editor (VE) release 0.5, que suporta AWT/Swing, está disponível para o Eclipse 2.1.x. agora e uma versão para Eclipse 3.0, release 1.0, estará disponível em breve. A VE 1.0 estará disponível como um download separado no website do Eclipse e não suportará apenas AWT/Swing, mas também SWT. Para obter mais informações e uma visualização do VE, consulte o artigo Visual Editor listado na seção Recursos.

Outra vantagem que o IDEA tem é o suporte de desenvolvimento integrado para web. Mesmo que precise disso, a falta de tal suporte não é necessariamente um empecilho para usar o Eclipse, no entanto. Vários plug-ins de terceiros incluem essa funcionalidade no Eclipse, por exemplo, o plug-in Lomboz e o Sysdeo Tomcat. Consulte Recursos para obter artigos que mostrarão como obter, instalar e usar esses e outros plug-ins de terceiros.

Design geral e facilidade de uso

Uma crítica comum entre novos usuários do Eclipse é sua dificuldade de uso. Isso se dá porque o Eclipse tem uma abordagem única para organizar a sua interface com o usuário. Em especial, ele introduz o conceito de perspectiva para fornecer um ambiente projetado para executar tarefas específicas, como codificação, depuração, uso de um sistema de controle de origem, e assim por diante. Depois de um pouco de orientação e prática, o que este artigo oferece, muitos usuários acham esse conceito claro e sofisticado.

Outra marca da interface com o usuário do Eclipse é que ele faz uso extensivo de assistentes: sequências de caixas de diálogos o guiam pelas etapas necessárias para executar uma tarefa específica, como criar novos projetos ou classes, e conectar a um repositório CVS. Evidentemente, o IDEA também tem assistentes, mas o Eclipse é diferente já que os assistentes são mais completos e fornecem mais opções do que você pode estar acostumado.

Estabilidade e desempenho

Falando em termos teóricos, o Eclipse deve ter vantagem no desempenho porque utiliza SWT, que usa widgets nativos, os elementos da UI do sistema operacional, ao passo que o IDEA usa Swing/AWT. Em termos práticos, no entanto, o IntelliJ tem feito um trabalho excelente na implementação da interface com o usuário do IDEA e, em uma máquina razoavelmente eficiente, as diferenças de desempenho são insignificantes. Os usuários geralmente acham que ambos são suficientemente ágeis. Do mesmo modo, tanto o Eclipse quanto o IDEA são aplicativos muito estáveis, e não é provável que os usuários tenham dificuldades com qualquer um deles.

A prova se faz na prática

Por fim, se estiver avaliando a adequabilidade do Eclipse aos seus propósitos de desenvolvimento, terá de fazer um test drive para sentir como ele é. Esse é realmente o único modo de julgar a facilidade de uso e ver se ele é compatível com o seu estilo de trabalho. A próxima seção fornece um breve tour pelo Eclipse. Se tiver transferido o Eclipse por download e instalado, talvez queira acompanhar os procedimentos. Caso ainda não tenha instalado o Eclipse, consulte o artigo "Introdução à Plataforma Eclipse" listado em Recursos.


Getting started with Eclipse

Antes de iniciar, é útil apresentar alguns termos para descrever a interface com o usuário do Eclipse. No nível mais elevado está a janela de aplicativo do Eclipse. Na terminologia do Eclipse, é denominada ambiente de trabalho e contém um menu principal, uma linha de botões de ferramenta e um número de áreas de janela diferentes. Cada uma dessas áreas de janela, como as do IDEA, está dedicada a um propósito específico como exibir recursos (pacotes, código de origem, scripts de desenvolvimento, e seus semelhantes), listar itens de pendências e mostrar a saída do console ao executar um programa. Essas áreas de janela são chamadas visualizações.

Em adição às visualizações, cada perspectiva normalmente tem uma área de janela de editor . Como o editor fornece o meio principal para criar e modificar recursos como arquivos de origem, de texto e de imagem, essa é a área de janela principal no ambiente de trabalho do Eclipse, e o conteúdo em outras visualizações serão alteradas para refletir o arquivo que está selecionado aqui. Se estiver editando um arquivo java, por exemplo, a visualização Outline mostrará a estrutura da classe no arquivo Java que você selecionou.

À medida que você executa tarefas diferentes, como codificação, depuração ou mesclagem das alterações do código com as tarefas em um repositório de código centralizado, é possível usar um arranjo de visualizações escolhido especificamente para essa tarefa. Esses arranjos de janelas específicos de tarefa são chamados perspectivas.

A primeira vez que iniciar o Eclipse, receberá uma tela de boas vindas. Essa tela tem links para uma visão geral do Eclipse, um tutorial e outras coisas interessantes. Por ora, dispense essa tela clicando no "X" na guia Welcome abaixo do menu principal. (É possível retornar à tela Welcome posteriormente selecionando-o no menu Help.) O Eclipse estará na perspectiva Resource padrão, como mostrado na Figura 1:


Figura 1. A perspectiva Resource

A coisa boa sobre perspectivas é que elas mantêm a tela livre de poluição visual. Se não estiver depurando um programa, por exemplo, não precisa ver seleções de menu e botões da ferramenta para depuração. Isso facilita a localização de botões de ferramentas e seleções de menu relevantes à tarefa em questão.


Abrindo um módulo do IDEA no Eclipse

Se estiver migrando do IDEA para o Eclipse, provavelmente terá um módulo do IDEA que desejará abrir. Para fazer isso, você precisará criar um projeto Eclipse para ele e especificar o diretório do módulo ― observe que a palavra project no Eclipse corresponde à ideia de módulo do IDEA.

Suponhamos que você tenha um projeto criado com o IDEA denominado Zoo, que está localizado em um diretório denominado C:\Documents and Settings\user\IdeaProjects\Zoo. E que os arquivos de origem estejam nos subdiretórios denominados src e os arquivos de classe estão em um diretório denominado classes. Em seguida, inicie o Eclipse seguindo estas instruções:

  1. Abra o assistente New Project selecionando File > New > Project no menu principal.
  2. Assegure que o projeto Java esteja selecionado (consulte a Figura 2 abaixo) e pressione Next.

    Figura 2. O assistente New Project


  3. Insira um nome, como Zoo, para o nome do projeto.
  4. Em Location, clique em Create project at external location.
  5. Busque ou insira o diretório do seu projeto do IDEA. Consulte a Figura 3.

    Figura 3. Busca de uma pasta


  6. Clique em OK. Você observará que assim que tenha selecionado a localização externa, a opção para selecionar um layout do projeto ficará esmaecida. Isso é porque o Eclipse avaliará o projeto e determinará o layout automaticamente ― nesse caso, identificando src como o diretório de origem (ou pasta, nos termos do Eclipse) e classes como a pasta do arquivo de classe.
  7. Ao fechar a caixa Browse Folder, você descobrirá que a caixa Create a Java Project permitirá agora clicar em Next ou Finish para continuar a criar o projeto. Clicar em Next permitirá que você configure opções adicionais, por exemplo, incluir outros projetos ou bibliotecas para o caminho de classe. Presumindo que Zoo seja um projeto independente, não é necessário fazer isso. Ao contrário, simplesmente:
    • Clique em Finish.
    • O Eclipse o notificará que esse tipo de projeto está associado à perspectiva Java e perguntará se você deseja alternar para essa perspectiva. Clique na caixa de seleção Remember my decision (assim não será consultado a próxima vez que criar um projeto Java) e clique em OK.

Agora, você descobrirá que está na perspectiva Java e o projeto Zoo está listado na visualização Package Explorer. Para explorá-lo, clique no sinal de mais, para expandir o projeto, e na pasta src, para localizar os arquivos de origem.

É esclarecedor introduzir um erro na fonte, de modo que seja possível comparar como o IDEA e o Eclipse sinalizam erros. Abra Snake.java, por exemplo, e comente a linha do método speak(). (Da mesma forma que o IDEA, é possível fazer isso destacando o código do método e pressionando Ctrl-/.) Isso resulta em um erro, que o Eclipse sinaliza na margem esquerda colocando um "X" em uma caixa vermelha (indicando um erro) ao lado de uma lâmpada (indicando que o Eclipse tem uma sugestão para corrigir o erro).

Se você posicionar o cursor sobre a lâmpada, uma mensagem o alertará que a classe Snake não implementa o método abstrato speak() declarado na superclasse Animal. A Figura 4 mostra essa fonte nos editores do IDEA e do Eclipse. Como é evidente, elas são muito similares.


Figura 4. Editor do IDEA versus editor do Eclipse


Editando o código de origem com o Eclipse

O Eclipse oferece muitos dos mesmos recursos que o IDEA para edição de código, incluindo vários tipos de conclusão de código automatizada. Se começar a digitar uma palavra-chave, nome de classe ou nome de método do Java, por exemplo, e pressionar Ctrl-Space, o Eclipse apresentará a você uma lista de candidatos à seleção e inserirá a sua escolha no código.

O Eclipse também tem um recurso denominado QuickFix, que corresponde ao Intention Actions do IDEA. Como você viu acima, o Eclipse exibirá uma lâmpada na margem esquerda se tiver uma sugestão para corrigir o código. É possível clicar nessa lâmpada e selecionar o elemento que contém o erro (sublinhado por um rabisco vermelho, como Snake acima) e pressionar Ctrl-1 para chamar uma QuickFix. No caso do método ausente acima, o Eclipse apresentará três opções: Add unimplemented methods, Make type 'Snake' abstract ou Rename in file. Aqui, evidentemente, você deseja incluir o método não implementado. (Ignore o código marcado como comentário por ora.)

A última opção que a QuickFix apresentou, Rename in file, pode parecer errada; isso de dá porque, na verdade, é uma sugestão não relacionada à correção do problema do método ausente. Em vez disso, é um recurso interessante do Eclipse que permite alterar de uma só vez todas as instâncias de um identificador em um arquivo. Para tentar isso, abra o arquivo Animal.java, clique na variável lion, pressione Ctrl-1 e selecione Rename in file. Você observará que ambas as instâncias do nome variável estão encerradas em um retângulo; quando começar a digitar um novo nome, leona , por exemplo, ambas as instâncias mudarão.

Ao digitar código no Eclipse, observará que, ocasionalmente, uma barra verde aparecerá em algum lugar à frente do cursor. Por exemplo, retorne ao novo método speak(), na classe Snake, e digite System.out.println(. O Eclipse incluirá o parêntesis de fechamento automaticamente (como o IDEA) e uma barra verde aparecerá depois de tal sinal gráfico. (Veja a Figura 5.) Isso é chamado ponto de inserção.


Figura 5. Pressionar tab moverá o cursor para o ponto de inserção ― a barra verde

Em seguida, abra aspas dentro do parêntesis. Novamente, o Eclipse o ajudará inserindo o sinal de aspas de fechamento seguido por uma barra verde. (A primeira barra verdade desaparecerá ao mesmo tempo.) Digite um som que uma cobra pode emitir, como "Sssss", e pressione Tab. Você verá que o cursor se move para fora das aspas, até o ponto de inserção. Também observará o reaparecimento do ponto de inserção original fora dos parêntesis. Pressione Tab novamente para se mover para o fim da linha e digite o ponto-e-vírgula de fechamento.

Como é evidente, este exemplo não economiza muita digitação, porque, em vez de pressionar Tab, poderia ter pressionado a seta direita para chegar ao mesmo resultado, mas uma vez que se acostumar com isso, provavelmente o considerará muito conveniente. Em alguns casos, especialmente ao usar modelos de código, os pontos de inserção podem ser muito úteis. Se você chamar um modelo para um loop for, por exemplo, Tab e Shift-Tab moverá para frente e para trás entre as diferentes partes do loop ― o iterator, a expressão de teste, a expressão de incremento e o corpo do loop.

Dividir a tela do editor

Um recurso do Eclipse que não é imediatamente óbvio é a capacidade de dividir a tela de edição. Isso é feito clicando em uma das guias de arquivo no alto do editor e arrastando-a para uma das bordas da área de janela do editor. Suponha, por exemplo, que os arquivos Animal e Snake estejam abertos.

  • Clique na guia Snake.java e arraste-a para a borda inferior da área de janela.
  • Uma seta preta aparece indicando que você selecionou uma posição de acoplamento válida. Veja a Figura 6 abaixo.
  • Liberar o botão do mouse dividirá o editor horizontalmente com Snake na metade inferior da área de janela.
  • Para retornar a uma visualização de arquivo único, clique e arraste a guia Snake de volta para sua posição ao lado da guia Animal.

Figura 6. Dividindo a área de janela do editor arrastando a guia Snake para a borda inferior

Executando e depurando um programa

O Eclipse usa um compilador incremental, assim não é necessário compilar explicitamente os arquivos Java; os arquivos de classe compilados são salvos automaticamente quando os arquivos Java são salvos. Para executar um programa, o modo mais fácil é selecionar o arquivo que contém um método main() no Package Explorer e selecionar Run > Run As > Java Application no menu principal do Eclipse. (Observe que isso é diferente da opção de menu Run > Run..., que veremos mais tarde.) Se você selecionar e executar Animal.java produzirá saída na visualização Console abaixo do Editor, como mostrado na Figura 7:


Figura 7. Saída Java na visualização do console

Executar um programa simples no depurador é similar. Primeiro, defina um ponto de interrupção no método main() clicando duas vezes na margem esquerda ao lado da chamada para lion.speak(), por exemplo. Se esse código for um pouco menos trivial, também será possível definir um ponto de interrupção condicional, que pare quando uma expressão específica (por exemplo, i==2) é verdadeira, ou que pare depois de um número especificado de ocorrências ― clicando com o botão direito do mouse no ponto de interrupção e selecionando Breakpoint properties no menu de contexto.

Para iniciar a depuração, selecione Run > Debug As > Java Application no menu principal. Como o Eclipse tem uma perspectiva Debug que é mais adequada para depurar do que a perspectiva Java, você será consultado se deseja alterar para tal perspectiva. Marque a caixa Remember my decision e clique em Yes. Veja a Figura 8.


Figura 8. Depurando usando a perspectiva Debug

A maioria das visualizações na perspectiva Debug deve ser mais ou menos familiar para você devido às janelas no IDEA, embora possa ter nome diferentes e estar arranjada de modo um pouco diferente. Observe, por exemplo, que a visualização Debug (não confundir com a perspectiva Debug) mostra a pilha de chamadas; isso combina as estruturas e encadeamentos com os quais você está familiarizado no IDEA. A visualização Variables mostra o estado atual das variáveis do programa, e a visualização Console mostra o programa.

Você observará também que os botões de ferramentas (Step over, Step into, e assim por diante) que controlam a execução estão localizados na barra de ferramentas da visualização Debug. Esses controles estão localizados aqui, junto com a pilha de chamadas, de modo que seja possível selecionar o programa ou encadeamento a ser controlado na pilha de chamada, clicando nele, caso esteja depurando mais de um programa (ou instância de um programa) ou um programa com vários encadeamentos. Se desejar, poderá brincar com isso ativando esse programa de exemplo novamente, sem terminar a primeira instância.

Algumas vezes, você não deseja (ou não pode) executar um programa usando a seleção de menus simples Run > Run As > Java Application. Se for necessário informar argumentos para o programa ou a VM na qual ele executa, você precisará usar a opção de menu Run > Run.... Isso abrirá um diálogo que você pode usar para configurar essas e outras opções como mostrado na Figura 9:


Figura 9. Ativando um programa Java com opções


Customização de Eclipse

Um dos recursos notáveis que o IDEA e o Eclipse compartilham é a disponibilidade de atalhos de teclado para executar comandos comuns. Os atalhos de alguns comandos dos dois aplicativos, como recortar e colar, são iguais; mas os da maioria dos comandos não são. Embora seja possível optar por começar do zero e aprender os atalhos do Eclipse, se tiver acostumado com os atalhos do IDEA, poderá preferir customizar os atalhos de teclado do Eclipse (ou ligações de teclas) de modo a corresponder. Fazer isso para todos os atalhos será entediante (e, por fim, impraticável, como você descobrirá), mas um bom compromisso pode ser identificar e incluir os atalhos que você usa com maior frequência e aprender o restante aos poucos.

Por exemplo, se você for como muitos programadores que ficaram mimados por usarem um IDE prestativo, provavelmente gostará de inserir código rapidamente sem se preocupar com estilo, parando apenas de vez em quando para acertar as coisas usando o comando de formatação. No IDEA, para fazer isso, pressione Ctrl-Alt-L, mas no Eclipse o atalho é Ctrl-Shift-F. Se formatar código desse modo tiver se tornado uma função quase autônoma, talvez seja mais fácil e menos frustrante alterar a ligação de teclas no Eclipse do que tentar aprender atalhos novos. É possível tornar Ctrl-Alt-L um atalho por formatar o Eclipse, como segue:

  1. Selecione Window > Preferences no menu principal.
  2. Expanda a seleção Workbench (se necessário) e clique em Keys.
  3. Na seção Command, sob Category, selecione Source; em Name, selecione Format.
  4. Na seção Key Sequence, clique dentro da caixa Name e pressione a combinação de teclas desejada, Ctrl-Alt-L.
  5. Na caixa denominada "When", selecione Editing Java Source.
  6. Clique em Add (consulte Figura 10) e pressione OK.

Figura 10. Incluindo um atalho de teclado para formatação de código de origem

Como mencionado acima, não é possível alterar completamente o Eclipse para trabalhar como o IDEA, porque o Eclipse e o IDEA não têm o mesmo conjunto de comandos. Isso equivale a dizer que, embora tenham muitos recursos idênticos, frequentemente eles são implementados de modo diferente. Especialmente, um comando de um pode corresponder a dois ou mais comandos do outro. O Eclipse, por exemplo, usa um único comando para localizar e substituir texto, ao passo que o IDEA tem comandos separados para cada uma dessas funções.


Resumo

Tanto o Eclipse 3.0 quanto o IntelliJ IDEA 4 são IDEs Java com muitos recursos que fornecem verificação de sintaxe, assistência de código e geração de código para codificação. Além disso, fornecem suporte para refatoração, Ant, teste de unidade e CVS. E em pouco tempo, estará disponível o Eclipse Visual Editor 1.0 para desenvolvimento de GUIs usando AWT/Swing ou SWT. Mas existem algumas diferenças importantes entre os dois.

Uma diferença importante reside no modo como a interface com o usuário do Eclipse é projetada usando o conceito de uma perspectiva, uma coleção de visualizações, editores e outros elementos UI que são mais adequados para executar uma tarefa específica. Isso torna mais fácil realizar o trabalho porque as ferramentas apropriadas (e somente as ferramentas apropriadas) estão à mão.

Outra diferença importante é que o Eclipse é um projeto de software livre. Essa natureza de software livre tem atraído uma grande comunidade de desenvolvedores desenvolvendo plug-ins, gratuitos e comerciais, para o Eclipse. Se precisar de um recurso, qualquer coisa, do suporte de desenvolvimento orientado a aspecto ou um MP3 player integrado, é provável que encontre um plug-in gratuito disponível que estenda o Eclipse.


Recursos

Sobre o autor

David Gallardo, um autor do Studio B, é um consultor de software independente e autor especializado em internacionalização de software, aplicativos da web Java e desenvolvimento de banco de dados. Trabalha como engenheiro de software profissional por mais de 15 anos e tem experiência com diversos sistemas operacionais, linguagens de programação e protocolos de rede. Sua experiência recente inclui liderar a implementação de banco de dados e internacionalização em uma empresa de e-commerce business-to-business, a TradeAccess, Inc. Anteriormente, foi engenheiro senior do grupo International Product Development na Lotus Development Corporation, onde contribuiu para o desenvolvimento de uma biblioteca multiplataformas fornecendo suporte à linguagem internacional e Unicode para produtos Lotus, incluindo Domino.David é coautor de Eclipse In Action: A Guide for Java Developers (Independent Pub Group, 2003). É possível entrar em contato com o David em david@gallardo.org.

Ajuda para Relatar Abuso

Relatar abuso

Obrigado. Esta entrada foi sinalizada para atenção do moderador.


Ajuda para Relatar Abuso

Relatar abuso

Falha no envio do Relatório de abuso. Tente novamente mais tarde.


developerWorks: Registre-se


Precisa de um ID IBM?
Esqueceu seu ID IBM?


Esqueceu sua senha?
Alterar sua senha

Ao clicar em Enviar, você concorda com os termos de uso do developerWorks.

 


Na primeira vez que você efetua sign in no developerWorks, um perfil é criado para você. Informações selecionadas do seu perfil developerWorks são exibidas ao público, mas você pode editá-las a qualquer momento. Seu primeiro nome, sobrenome (a menos que escolha ocultá-los), e seu nome de exibição acompanharão o conteúdo que postar.

Selecione seu nome de exibição

Ao se conectar ao developerWorks pela primeira vez, é criado um perfil para você e é necessário selecionar um nome de exibição. O nome de exibição acompanhará o conteúdo que você postar no developerWorks.

Escolha um nome de exibição de 3 - 31 caracteres. Seu nome de exibição deve ser exclusivo na comunidade do developerWorks e não deve ser o seu endereço de email por motivo de privacidade.

(Deve possuir de 3 a 31 caracteres.)


Ao clicar em Enviar, você concorda com os termos de uso do developerWorks.

 


Classificar este artigo

Comentários

static.content.url=http://www.ibm.com/developerworks/js/artrating/
SITE_ID=80
Zone=Software livre, Tecnologia Java
ArticleID=789234
ArticleTitle=Migrando para o Eclipse: Um guia do desenvolvedor para avaliação do Eclipse em relação ao IntelliJ IDEA
publish-date=02062012

Conheça a IBM da sua cidade

Virtual Branch Office Brasil

A IBM está mais perto do que você imagina!


Tags

Help
Use o campo de pesquisa para encontrar todos os tipos de conteúdo no My developerWorks com essa tag.

Use a barra de rolagem para ver mais ou menos tags.

Tags populares mostra as principais tags para esta zona de conteúdo em particular (por exemplo, Java technology, Linux, WebSphere).

Minhas tags mostra suas tags para esta zona de conteúdo em particular (por exemplo, Java technology, Linux, WebSphere).

Use o campo de pesquisa para localizar todos os tipos de conteúdo no Meu developerWorks com essa tag. Tags populares mostra as tags principais para essa zona de conteúdo particular (por exemplo, tecnologia Java, Linux, WebSphere). My tags shows your tags for this particular content zone (for example, Java technology, Linux, WebSphere). Minhas tags mostra as suas tags para essa zona de conteúdo em particular (por exemplo, tecnologia Java, Linux, WebSphere).