Estabeleça um sistema para desenvolver imagens virtuais customizadas em nuvem

Usando a IBM Image Construction and Composition Tool

As imagens virtuais permitem que os usuários congelem ambientes de software preferidos e forneça-os para usuários de uma maneira rápida e consistente: como resultado, as empresas estão se voltando para as imagens virtuais como um meio de melhorar a entrega de software em seus datacenters. À medida que aumenta o uso de imagens virtuais, desafios vão surgindo, — como, por exemplo, determinar quanto conteúdo colocar em uma única imagem e a melhor maneira de desenvolver essas imagens. Os autores discutem esses desafios e apresentam a IBM® Image Construction and Composition Tool (ICCT), uma ferramenta que lida com muitos desses desafios e oferece uma abordagem sistemática para desenvolver imagens virtuais na nuvem.

Dustin Amrhein, Technical Evangelist, IBM

Author photoDustin Amrhein passou a fazer parte da IBM como membro da equipe de desenvolvimento do WebSphere Application Server. Enquanto ocupava esse cargo, Dustin trabalhou no desenvolvimento de modelos de programação de serviços da Web e infraestrutura de serviços da Web. Além disso, Dustin liderou o esforço técnico no desenvolvimento de uma estrutura de serviços Java RESTful. Na sua função atual, Dustin é divulgador técnico de tecnologias emergentes no portfólio WebSphere da IBM. Seu foco atual é em tecnologias WebSphere que fornecem recursos de computação em nuvem, incluindo o WebSphere CloudBurst Appliance.


nível de autor Profissional do
        developerWorks

Vanessa Grose, Advisory Software Engineer, IBM

Vanessa Grose começou a trabalhar para a IBM no desenvolvimento de Java Virtual Machine em System i e depois passou a fazer parte da organização de Programas para o Cliente do Application Integration Middleware (AIM). Em sua função atual, Vanessa oferece educação e treinamento e reúne feedback de clientes sobre os produtos no portfólio AIM, focando a tecnologia IBM Java, WebSphere Application Server e WebSphere CloudBurst Appliance. Ela concluiu recentemente um mestrado em Ciência da Computação pela Universidade de Minnesota.



19/Abr/2011

Se você está no negócio de desenvolvimento e entrega de ambientes de software para seu próprio uso ou para uso de outros, provavelmente está ciente do quanto isso pode ser difícil. Com abordagens tradicionais, é preciso reunir os requisitos para o ambiente, instalar o software, configurar cada componente, integrar diversos componentes e depois cruzar os dedos e esperar que dê tudo certo. O processo pode ser inoportuno, sujeito a erros e, honestamente, bastante enlouquecedor!

É pouco provável que muitos de vocês considerem as tarefas de instalar e configurar ambientes de software básicos como uma vantagem competitiva; em vez disso, vocês instalam e configuram esses ambientes para que possam realizar um trabalho produtivo, como o desenvolvimento de aplicativos. É fácil entender esse raciocínio: — muitas empresas também reconheceram que precisam de uma maneira melhor de entregar seus ambientes de software ao longo dos últimos anos.

Diante dessa compreensão, muitas empresas adotaram o uso de imagens virtuais como um meio de superar os desafios tradicionais de desenvolvimento e entrega de ambientes. Como as imagens virtuais podem oferecer menos flexibilidade se comparadas a abordagens tradicionais de instalação, elas superam isso permitindo congelar a instalação e, a certo nível, a configuração de seus ambientes.

Isso significa que basta realizar essas tarefas de instalação e configuração uma vez.

Além disso, as imagens virtuais permitem entregar rapidamente seus ambientes configurados. Tudo o que é preciso fazer é ativar uma imagem virtual e ter uma máquina com os componentes requeridos já instalados.

Devido aos benefícios óbvios, a adoção de imagens virtuais continua a aumentar; no entanto, esse aumento traz novos desafios, apresentados pela abordagem de entrega de imagem virtual.

Uma nova abordagem significa novos desafios

A vantagem de poder levantar ambientes configurados em uma questão de minutos torna o uso de imagens virtuais uma proposta tentadora; some isso ao fato de que é relativamente fácil criar uma imagem ou derivativo de uma imagem de base e você começará a ver como isso pode levar à criação de muitas imagens.

Esse tipo de proliferação, normalmente chamado de propagação de imagem virtual, pode levar a um aumento dos custos de gerenciamento dos ambientes de software, e, obviamente, este não é um resultado desejado. Nesse sentido, as empresas precisam ficar de olhos abertos para o número geral de imagens virtuais em seu inventário— fácil de falar, mas difícil de fazer.

Muitas vezes, criadores de imagens criam imagens virtuais para que os usuários possam simplesmente implementá-las e começar a trabalhar. Para fazer isso, eles geralmente desenvolvem uma imagem que captura estatisticamente os componentes do software e uma parte significativa da configuração. Embora possa parecer uma abordagem óbvia, isso pode ser um problema, especialmente quando a configuração é específica para um subconjunto restrito de casos de uso. Quando os criadores criam imagens que contêm componentes e configuração específicos de um caso de uso em particular, eles diminuem a probabilidade de que qualquer um possa usar a imagem para algo que não um cenário muito específico.

Esse é o tipo de abordagem que pode levar rapidamente à proliferação de imagem (propagação de imagem virtual). A Figura 1 destaca esse problema no contexto das imagens virtuais para ambientes de aplicativos middleware.

Figura 1. Proliferação causada pelo aumento da especificidade
Proliferation caused by increasing specificity

Os ambientes de aplicativos middleware oferecem um bom exemplo para a discussão dos desafios da imagem virtual, já que requerem vários componentes e configurações associadas. Como mostrado na Figura 1, esses ambientes incluem:

  • Sistemas operacionais
  • Software middleware
  • Aplicativos
  • Configuração específica do usuário

Certamente é possível resolver desenvolver uma imagem virtual que inclua tudo, até a configuração específica de um usuário ou caso de uso; no entanto, se essa fosse a abordagem, você, sem dúvida, acabaria criando (e, consequentemente, gerenciando) muitas imagens.

Por outro lado, é possível desenvolver uma imagem que contenha apenas o sistema operacional, mas, assim, você estaria entregando menos valor aos seus usuários, já que eles precisariam instalar e configurar vários outros componentes.

A melhor resposta fica no meio termo. No caso de desenvolvimento de imagens para aplicativos middleware, a imagem virtual normalmente inclui tudo, até componentes de software middleware requeridos pelo ambiente do aplicativo. Ao não incluir muito conteúdo específico do usuário na imagem virtual, você aumenta a probabilidade de que a imagem suporte uma série de cenários que o ajudam a manter seus inventários de imagens virtuais em um nível razoável.

Embora essa abordagem ajude a gerenciar o número de imagens virtuais, retendo, ao mesmo tempo, a medida do valor para o usuário, ela tem seu próprio problema. Ao não desenvolver diretamente a configuração do usuário na imagem virtual, é possível diminuir seu consumo. Os usuários precisam ativar a imagem e depois realizar uma série de etapas de configuração antes de poder trabalhar no ambiente. Dependendo da complexidade do ambiente de destino, essas etapas podem levar um tempo considerável e sua repetição pode ser difícil em cada implementação.Esses problemas frustram os usuários de imagem virtual e diluem a proposta de valor prometida pelas imagens virtuais.

Como se pode ver, desenvolver imagens virtuais úteis e consumíveis, mantendo o inventário em níveis razoáveis, não é uma tarefa fácil. Não é fácil, mas não é impossível.


Uma maneira melhor de desenvolver imagens virtuais

Lembre-se de que o primeiro desafio no uso de imagens virtuais é manter o inventário em um nível gerenciável, oferecendo, ainda, um valor considerável para os usuários de imagens. Para encarar esse desafio, é preciso ter uma abordagem moderada para desenvolver suas imagens virtuais. Para possibilitar esse tipo de abordagem, as perguntas a seguir são fundamentais:

  • Que tipo de conteúdo você irá instalar diretamente em uma imagem virtual?
  • Como você lida com conteúdo requerido, como configuração do usuário, não instalado diretamente na imagem virtual?

Conteúdo da instalação direta de imagem

A primeira etapa ao desenvolver qualquer imagem virtual é identificar o conteúdo que deseja gravar na imagem. Nem sempre esse é um processo fácil, e não há sempre uma resposta correta ou incorreta no que diz respeito a instalar ou não uma parte específica do conteúdo diretamente na imagem.

Em geral, o conteúdo que cai nas categorias a seguir é um bom candidato à instalação direta de imagem:

Componentes amplos
Você deve instalar sistemas operacionais e outros softwares de tamanho considerável diretamente na sua imagem virtual. Se requerer a instalação desses componentes depois de ativar a imagem virtual, você reduzirá a entrega geral do ambiente, invalidando, assim, muitos dos benefícios de uma imagem virtual.
Componentes comuns
Identifique as coisas que são comuns para a maioria, se não para todos os seus ambientes de software, como software antivírus, agentes de monitoramento ou ferramentas de escritório. Ao instalar esses componentes na imagem, você não só economiza o tempo de seus usuários, mas também diminui as chances de que eles acabem tendo ambientes que não são padrão ou que não estão em conformidade.
Configuração de tempo intensivo
As ações de configuração que levam um tempo considerável para serem realizadas, muitas vezes são boas candidatas para irem diretamente para as suas imagens. Isso permite que os usuários pulem essas ações e comecem a trabalhar rapidamente ao usar a imagem.

Ao gravar um conteúdo que se encaixa nessas três categorias nas suas imagens virtuais, você fornece valor acelerando a entrega de um ambiente e eliminando a gravação de configuração do usuário.

Manipulando conteúdo não direto: Não é o ideal

Como é possível ver claramente, essas três categorias representam apenas um subconjunto das necessidades gerais de usuários de imagem virtual. Em particular, elas não abordam:

  • O fato de os usuários terem que aplicar configurações específicas a seus cenários de uso.
  • Algumas configurações (endereços IP, por exemplo) mudam para cada implementação.

Você não deve ou não pode gravar esse tipo de configuração estatisticamente na imagem, mas isso não significa que você não deve tentar. Uma forma de fazer isso é fornecer instruções ou mesmo scripts que guiem os usuários pelas etapas necessárias de configuração pós-ativação. Essa não é a solução ideal, já que requer etapas manuais de pós-implementação por parte do implementador da imagem.

Manipulando conteúdo não direto: Criando imagens virtuais dinâmicas

Em vez de requerer que os usuários realizem etapas de configuração pós-implementação, é melhor desenvolver imagens virtuais dinâmicas. A base das imagens virtuais dinâmicas é a inclusão de um conjunto especial de scripts de ativação: esses scripts realizam as atividades dinâmicas de configuração que precisam ser efetuadas para cada implementação da imagem. Isso pode incluir a atualização do endereço IP, a realização de ações de configuração em um software previamente instalado, a instalação de conteúdo pequeno em tamanho ou inúmeras outras ações.

Suas imagens precisam cercar esses scripts com uma estrutura de ativação. Essa estrutura de ativação:

  • Garante a chamada automatizada dos scripts.
  • Oferece um meio de passar a entrada do usuário para a execução dos scripts.

A Figura 2 ilustra a abordagem de desenvolvimento de imagem que acabou de ser descrita.

Figura 2. Uma abordagem eficaz para o desenvolvimento de imagens
An effective approach to image building

Como mostrado na Figura 2, comece a desenvolver imagens instalando seu conteúdo de software de linha de base na imagem virtual. Em seguida, forneça scripts dinâmicos de configuração cercados por uma estrutura de ativação, como a que suporta o Open Virtualization Format.

A estrutura de ativação automatiza a chamada do script, enquanto define um mecanismo para entrada fornecida pelo usuário no tempo de implementação. Essa abordagem cuidadosa equilibra o conteúdo em relação à configuração dinâmica. Por sua vez, isso ajuda a manter o inventário de imagens virtuais em níveis gerenciáveis, sem sacrificar a capacidade de fornecer aos usuários imagens que suportem suas necessidades.


Antes de implementar essa abordagem

Uma coisa é destacar uma abordagem conceitual para o desenvolvimento de imagens virtuais, outra coisa é implementar essa abordagem. São necessárias ferramentas que o ajudem a fazer isso, e essas ferramentas precisam abordar minimamente as questões a seguir:

  • Como fazer uso de recursos corporativos existentes, como servidores e armazenamento?
  • Como posso manipular a divisão típica de responsabilidades dentro da organização quando se trata de desenvolvimento de ambientes de software?
  • Como posso separar efetivamente as tarefas de instalação e configuração das minhas imagens?

Uma nova tecnologia alphaWorks da IBM, chamada de IBM Image Construction and Composition Tool (ICCT), pode ser a resposta a essas perguntas. Vamos dar uma olhada em como a ICCT pode ajudá-lo a estabelecer uma abordagem sistemática para o desenvolvimento de imagens virtuais customizadas e permitir o delicado equilíbrio entre conteúdo estático e configuração dinâmica que você deseja em suas imagens virtuais.


IBM Image Construction and Composition Tool

A IBM Image Construction and Composition Tool é uma ferramenta para o desenvolvimento de imagens virtuais para implementação em ambientes em nuvem. Você instala a ferramenta como uma máquina virtual em sua nuvem VMware e depois a conecta à nuvem para usar como um ambiente de desenvolvimento para a criação de novas imagens.

A ferramenta se integra aos seus recursos corporativos existentes, conectando-se à nuvem VMware local ou usando o IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud, permitindo que você se beneficie dos servidores e armazenamento que já possui e que os use como seu provedor de nuvem.

Visão geral: Criando uma imagem

Para criar uma imagem usando a ferramenta, comece com um sistema operacional e customize-o com o conteúdo do software, chamado de bundles, e depois gere um novo pacote de imagens.

Na ferramenta, diversos usuários podem contribuir com conteúdo para ser usado para o desenvolvimento de imagens. Por exemplo, um especialista em sistema operacional pode criar uma definição de sistema operacional baseada no ambiente operacional padrão certificado de sua empresa; um especialista em software pode definir um pacote que resuma as ações de instalação e configuração para seu conteúdo de software requerido. Isso permite que a pessoa desenvolva uma imagem para combinar os componentes do sistema operacional e do software necessários, sem a necessidade de um conhecimento aprofundado de instalação de sistema operacional ou software.

Ao tornar essas tarefas independentes umas das outras — definindo um sistema operacional, criando um pacote de software e desenvolvendo uma imagem — a ferramenta facilita o mapeamento das responsabilidades e qualificações existentes em sua empresa no espaço de desenvolvimento de imagem:

  • Foco dos especialistas em sistema operacional na camada do sistema operacional.
  • Foco dos especialistas em software na inclusão de componentes no topo do sistema operacional.
  • Foco dos desenvolvedores de imagem na combinação requerida de sistema operacional e software para criar novas implementações em sua nuvem corporativa.

Visão geral: Gerenciando a instalação e a configuração

Na IBM Image Construction and Composition Tool, é possível gerenciar as tarefas de instalação e configuração do seu software.

Ao criar um sistema operacional de base para uso com a ferramenta, ele inclui uma estrutura de ativação que permite a separação dinâmica de ações de tempo de instalação e tempo de implementação (configuração).

Ao definir pacotes de software na ferramenta, as tarefas de instalação e configuração são fornecidas independentemente uma da outra. As tarefas de instalação são executadas uma vez, durante o processo de desenvolvimento de imagem, e as tarefas de configuração são executadas para cada implementação da imagem. A separação das tarefas de instalação e configuração oferece a capacidade de reduzir o tamanho do seu catálogo de imagens e simplifica o gerenciamento das imagens.

Na próxima seção, exploraremos o processo de desenvolvimento de imagem mais detalhadamente — criando um sistema operacional de base, definindo pacotes de software e gerando pacotes de imagens — e explicaremos como a maioria dos fluxos de trabalho na ferramenta permite o desenvolvimento de imagens virtuais consistentes e customizadas que proporcionam a separação gerenciável das tarefas de instalação e configuração do usuário.


Como desenvolver suas próprias imagens com a ICCT

A Figura 3 oferece uma visão geral das interações suportadas pela ferramenta.

Figura 3. Fluxos de desenvolvimento de imagens na Image Construction and Composition Tool
Image-building flows in the Image Construction and Composition Tool

Antes de poder usar a ferramenta para começar a gerar imagens customizadas, é preciso instalá-la e configurá-la. A ferramenta está disponível na alphaWorks como máquina virtual que você instala e ativa em um servidor local VMware ESX. É necessário acesso a um hypervisor ou ao IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud. Esses recursos, ou provedores de nuvem, proporcionam à ferramenta um ambiente no qual instanciar seu sistema operacional e instalar o conteúdo customizado do seu pacote.

Criando o sistema operacional de base

Observação: A Image Construction and Composition Tool da alphaWorks suporta desenvolvimento de imagens do RedHat Linux para implementação em ambientes VMware ou no IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud.

O desenvolvimento de imagens sempre começa com o sistema operacional. Para imagens do VMware ESX, é preciso desenvolver seu próprio sistema operacional customizado, usando os requisitos de sistema operacional da sua empresa. É possível usar a ferramenta para especificar como criar um sistema operacional de base, de uma das seguintes formas:

  1. Usando um arquivo ISO e Kickstart.
  2. Começando com uma máquina virtual que já contenha um sistema operacional instalado.

As etapas de 1 a 3 na Figura 3 ilustram esse fluxo:

  1. ISO e Kickstart ou máquina virtual de sistema operacional.
  2. Crie a VM, instale o SO.
  3. Capture a imagem de base do SO.

Ao consolidar as etapas de instalação e configuração do sistema operacional em uma área da ferramenta, você poderá usufruir das qualificações existentes em sua organização para desenvolver uma camada apropriada do sistema operacional baseada nos padrões da sua empresa, garantindo a consistência do nível do sistema operacional em seus ambientes implementados. Se estiver usando o IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud, você começa com uma imagem existente disponível no IBM Cloud e importa essa definição do sistema operacional na ferramenta para uma maior customização.

Além de definir o conteúdo e a configuração principais do sistema operacional, uma imagem do sistema operacional também deve conter uma estrutura de ativação que permita a customização do sistema operacional no tempo de implementação. Isso inclui atribuir endereços IP, configurar contas de usuário, configurar interfaces de rede, entre outros. A ferramenta fornece uma estrutura de ativação que é incluída em suas imagens virtuais.

Assim que codificar sua configuração padrão do sistema operacional como uma imagem, é possível usá-la como imagem de base e como pacotes de software de camada customizados no topo.

Definindo pacotes de software

Na ferramenta, um pacote descreve o software que está disponível para uso dentro de uma imagem. A especificação do pacote define os pré-requisitos e tarefas do software para instalação, configuração e reconfiguração do software.

Criar um pacote requer conhecimento especializado de como o software funciona e normalmente isso é feito por um especialista em software, como mostrado na Etapa 4 na Figura 3 (4. Create bundle).

No pacote, o especialista em software pode definir requisitos, informações de instalação, tarefas de configuração e ações de reconfiguração para o software incluído. É uma boa prática definir componentes amplos ou comuns para suas imagens virtuais como pacotes de software. Os produtos de middleware — como o IBM WebSphere® Application Server Community Edition ou o IBM License Metric Tool Server ou outros pacotes comuns de software, como software de monitoramento de conformidade com a segurança ou agentes antivírus,— são todos bons candidatos a pacotes.

Quando um pacote é definido na ferramenta, a interface com o usuário separa explicitamente os parâmetros de instalação e configuração.

Parâmetros de instalação
Os dados de instalação de um pacote descrevem as tarefas que devem ser executadas ao instalar o pacote em uma imagem virtual. As tarefas de instalação são realizadas uma única vez, no tempo de desenvolvimento da imagem, e o software instalado se torna um componente permanente da imagem. Em geral, qualquer tarefa de tempo intensivo ou de longa execução deve ser definida como tarefa de instalação.

Algumas tarefas típicas de instalação incluem copiar binários de instalação para uma imagem e executar os programas de instalação do software.

É possível parametrizar argumentos de instalação no seu pacote e expor esses argumentos como entrada configurável durante o processo de desenvolvimento da imagem. Por exemplo, se um local de instalação de um pacote de software precisa ser configurável no tempo de desenvolvimento da imagem, defina um argumento para o local de instalação e depois use o valor dessa propriedade nos scripts de instalação do pacote. Ao usar argumentos de instalação parametrizados, é possível usar um único pacote de software para desenvolver imagens customizadas com diferentes requisitos de instalação.

Parâmetros de configuração
A seção de configuração de definição de um pacote oferece opções de configuração no tempo de implementação e scripts de ativação para o software pré-instalado no pacote. Enquanto as tarefas de instalação são executadas no tempo de desenvolvimento da imagem, as tarefas de configuração de um pacote de software são executadas durante cada implementação de imagem.

Se há parâmetros de configuração que os implementadores de imagens precisam customizar no software implementado — como, por exemplo, senhas administrativas ou definições de porta — é possível marcar esses parâmetros como configuráveis na definição do pacote.

Durante a implementação da imagem, o implementador pode fornecer valores para esses parâmetros de configuração e os scripts fornecidos pelo pacote no mecanismo de ativação podem customizar o software usando os parâmetros especificados. Ao usar uma combinação de parâmetros e scripts de configuração, você poderá definir o perfil instanciado do seu software no tempo de implementação, em vez de ter que gravar essa configuração customizada na imagem.

Essa capacidade de configuração dinâmica reduz significativamente o número de imagens customizadas que precisam ser criadas, reduzindo drasticamente o custo de gerenciamento de sua biblioteca de imagens virtuais.

Na ferramenta, os pacotes fornecem um mecanismo flexível para capturar e separar ações no tempo de desenvolvimento e tarefas no tempo de implementação do seu software. Ao resumir o conhecimento do especialista em software diretamente no pacote, o desenvolvedor de imagens que usa o pacote de software não precisa ser um especialista em instalação e configuração de software. O desenvolvedor de imagens pode simplesmente escolher o sistema operacional e os pacotes de software relevantes e mesclá-los e combiná-los para criar imagens virtuais customizadas.

Gerando pacotes de imagem customizados

A IBM Image Construction and Composition Tool gera imagens Open Virtual Format Archive (OVA) para implementação usando o WebSphere CloudBurst Appliance ou o Tivoli® Provisioning Manager. A ferramenta também cria novas imagens no IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud.

As etapas gerais que você, como desenvolvedor de imagens, realiza para criar um novo pacote de imagens incluem:

  1. Ampliar uma imagem do sistema operacional de base
  2. Customizar a imagem com pacotes de software
  3. Sincronizar a imagem no provedor de nuvem especificado
  4. Verificar a configuração da imagem
  5. Capturar a imagem para uso em implementações futuras

As Etapas de 5 a 10 na Figura 3 ilustram esse processo. Como os especialistas em sistema operacional e software já capturaram seu conhecimento na ferramenta, o desenvolvedor de imagens é capaz de combinar imagens do sistema operacional e pacotes de software de modo rápido e fácil, sem a necessidade de um conhecimento aprofundado de como configurar esses componentes.

Para desenvolver uma imagem nova, comece escolhendo uma definição para o sistema operacional de base e depois a amplie para incluir pacotes de software (Etapa 5). Lembre-se de que pacotes de software podem conter dados de instalação parametrizados. Durante o estágio de ampliação da imagem, é possível customizar qualquer parâmetro de instalação configurável dos pacotes que estiver usando, para atender aos requisitos da imagem que está sendo desenvolvida.

Depois de salvar a configuração do sistema operacional e do pacote da imagem, é preciso sincronizar sua imagem (Etapa 6). Durante essa sincronização de imagem, a ferramenta copia a imagem do sistema operacional no provedor de nuvem e inicia o sistema operacional em uma nova máquina virtual. A seguir, a ferramenta inicia as tarefas de instalação de qualquer pacote de software incluído. Mas lembre-se de que apenas as tarefas de instalação são executadas nesse ponto. A ferramenta desenvolve as tarefas de configuração na imagem nesse ponto, mas elas não são executadas até o tempo de implementação da imagem.

Depois que o processo de sincronização estiver concluído, é uma boa prática conectar-se à máquina virtual e verificar a instalação correta dos softwares definidos nos pacotes.

Quando a sincronização estiver concluída, capture sua nova imagem (Etapa 7):

  • Se estiver usando o IBM Smart Business Development and Test no IBM Cloud como provedor de nuvem, marque sua imagem capturada como concluída (Etapa 10). Agora ela está disponível no seu IBM Smart Business Development and Test particular, no catálogo do IBM Cloud, para uso em novas implementações.
  • Se estiver usando um provedor de nuvem local VMware ESX, exporte sua imagem capturada da ferramenta como um pacote OVA (Etapas 8 e 9). Esse novo pacote OVA contém todos os dados necessários para importar sua imagem no WebSphere CloudBurst ou no Tivoli Provisioning Manager, para que você possa implementá-lo na sua nuvem particular.

Ao instanciar essas imagens, independentemente do ambiente em nuvem de destino, você tem a oportunidade de customizar qualquer dado de configuração marcado como configurável nos pacotes de software da imagem.


Conclusão

Neste artigo, discutimos uma maneira melhor de desenvolver imagens virtuais. O foco é manter o inventário de imagens em um nível gerenciável, fornecendo, ao mesmo tempo, o máximo valor para a maioria dos usuários (especialmente em termos do quanto sua imagem pode ser usada amplamente). A metodologia que sugerimos está baseada na determinação de qual conteúdo deve ser instalado diretamente na imagem virtual e qual não deve; além disso, oferecemos formas de configurar dinamicamente o conteúdo instalado em imagens virtuais. Em suma, discutimos como desenvolver uma imagem em nuvem customizada que pode ser amplamente reutilizada; uma imagem que oferece o maior valor com a menor quantidade de trabalho por parte do usuário.

Oferecemos também a Image Construction and Composition Tool como solução. A ferramenta ajuda a manter sua biblioteca de imagens virtuais sob controle, oferecendo um processo direto para o desenvolvimento de imagens virtuais úteis e consumíveis. Ela permite a gravação de conteúdo amplo e complexo, como seu sistema operacional certificado e outros conteúdos requeridos, diretamente nas imagens desenvolvidas. As imagens desenvolvidas pela ferramenta oferecem um mecanismo de ativação para uma customização detalhada no tempo de implementação. Durante a ativação, é possível fornecer parâmetros de customização para seu ambiente, com base nas opções definidas na imagem e em seus pacotes de software. Isso permite que uma única imagem virtual adquira muitas formas diferentes durante o processo de ativação, permitindo, assim, que uma única imagem atenda uma ampla variedade de cenários de uso.

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