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A revolução silenciosa da Computação Ubíqua
A evolução tecnológica está a toda velocidade nos
dias de hoje. Vivemos importantíssimas
mudanças ao longo dos últimos anos, com o surgimento e popularização dos mainframes,
computadores pessoais, palmtops,
celulares, smartphones, etc. A Internet
chegou e venceu a resistência das pessoas, a barreira das organizações e até
mesmo países, fazendo com que o mundo ficasse “pequeno”, cada vez mais próximo
e sem fronteiras.
Em paralelo, há uma nova revolução acontecendo
de forma silenciosa. Impulsionado pelo
aumento na quantidade de usuários e dispositivos inteligentes, o modelo da Computação
Ubíqua, ou Ubicomp, já se encontra em
nosso meio. Esse modelo foi proposto inicialmente pelo então pesquisador da Xerox PARC Mark Weiser (1952-1999), em meados
de 1988, através de seu artigo “O Computador do século 21”, no qual ele
afirmava que os computadores muito em breve iriam desaparecer dos olhos humanos
e simplesmente estariam presentes em tudo, embutidos em etiquetas, roupas,
móveis, automóveis, eletrodomésticos, etc. Aparelhos e objetos de uso do
dia-a-dia poderiam ganhar novas funcionalidades. Desde um despertador, que além de conhecer a
agenda do proprietário ainda se conectaria à Internet para obter informações do
trânsito, de forma a garantir que seus
compromissos não sejam perdidos, até eletrodomésticos que, além de executarem suas
funções “nativas”, ainda se comunicariam entre si, possibilitando ao proprietário
acionar a lava-louça ou programar o micro-ondas à distância.
Podemos
dizer que a Ubicomp é a interseção entre
a Computação Pervasiva e a Computação Móvel, e com isso ela se beneficia dos
avanços em ambas as áreas. A Computação Ubíqua surge da integração da
mobilidade com a presença distribuída, imperceptível, inteligente e altamente
integrada de computadores e suas aplicações. A palavra “pervasiva” – derivada
do inglês pervasive – não possui um
significado claro em português. Seu sentido remete a “penetrante”,
“infiltrador”, podendo também ter o sentido de “difundido”, “espalhado”,
“difuso” e até mesmo “universal”.
Com a Ubicomp teremos computadores cada vez
mais difundidos em nosso ambiente (embutidos em praticamente qualquer coisa que
possamos imaginar), sendo usados de forma transparente, ou seja, sem que nos
preocupemos com eles ou percebamos sua presença. Haverá também um enorme
esforço para tornar as interfaces com o usuário cada vez mais amigáveis. Essa é
uma tarefa fundamental para o sucesso desse novo modelo.
Alguns
aspectos da Ubicomp merecem uma
atenção especial. Em função da grande conectividade dos equipamentos, será
preciso que firewalls, antivírus e
outros sistemas de proteção estejam embutidos nos dispositivos, a fim de
garantir a segurança e a privacidade dos dados trafegados, através do uso de
certificados digitais, controle de autenticação e autorização e garantia de integridade das informações.
Por fim, outra
grande preocupação na implementação do modelo proposto por Mark Weiser será a
complexidade dos sistemas, mais especificamente a dificuldade de integração e a
facilidade de uso. Por conta da
quantidade excessiva de dados gerados foi sugerida a Calm Computing, que determina que a informação que importa é aquela
que informa sem exigir a nossa atenção. A próxima era computacional
fará com que não nos preocupemos mais com as “máquinas”. Elas simplesmente permearão
nossas vidas, participando cada vez mais de nosso cotidiano sem que isso seja
evidente, a não ser que assim desejemos. Essa será a grande mudança que iremos
vislumbrar nesse futuro que se aproxima. Para saber mais
Marcos da Cunha Corchs
Rodrigues é IT Specialist, com 7 anos de
experiência em Tecnologia de Informação, formado em Informática com ênfase em
Análise de Sistemas pela Universidade Estácio de Sá e possui as certificações
SOA, Object Oriented Analysis and Design vUML2 e Rational Software Architect.
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: [ inovacao | ubicomp ]
Jul 02 2009, 12:05:00 AM EDT
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Gerenciando a qualidade dos serviços do seu negócio
Imagine
você, em um domingo, em frente à televisão, assistindo a um jogo do seu time do
coração através do serviço de IP-TV que você acabou de contratar e no momento em
que seu time vai bater um pênalti a imagem da televisão começa a congelar.
Agora imagine outra cena, na qual você está em
uma ligação com seu melhor cliente através do seu aparelho de IP-Fone e, no momento de fechar o negócio,
seu cliente começa a ouvir a sua voz como se fosse a voz do “Pato Donald” (voz
metalizada), não conseguindo entender uma só palavra que você está dizendo.
Com a inserção
de novas tecnologias no mercado ou mesmo em relação às tecnologias e
facilidades já amplamente utilizadas, tais como o Internet Banking ou o Comércio
eletrônico, os provedores de serviços precisam estar cada vez mais atentos para
o quesito qualidade, pois como existem diversas opções de fornecedores para um
mesmo serviço, a qualidade é certamente um dos diferenciais competitivos que
são levados em consideração pelos clientes na hora da contratação.
No mundo
atual, para atender às demandas e exigências do mercado, é necessário que os
prestadores de serviços amadureçam a forma de gerenciar suas redes, algo que
começa com a gerência de falhas, a qual verifica se os recursos de
infraestrutura estão disponíveis. Essa é uma etapa crítica e importante, mas não
é suficiente. Em nossos exemplos iniciais, os serviços se encontravam
disponíveis, apesar da tela congelada do serviço de IP-TV ou da voz de pato na
utilização do IP-Fone. Provedores de serviços que só gerenciem falhas, só saberão
de problemas como esses quando seus clientes começarem a ligar insatisfeitos
para suas centrais de atendimento.
Quando
pensamos em uma solução de gerência de serviços completa, é necessário
identificar a causa-raiz dos problemas, através da coleta de indicadores de desempenho
(KPIs) e eventos de falhas dos recursos. Esses dados ao serem correlacionados
podem ser transformados em informações de qualidade (Key Quality Indicators)
ou em eventos enriquecidos de informações relevantes para a solução dos problemas.
É possível também aplicar os eventos de desempenho e falhas coletados a um
modelo de negócio, de modo a identificar qual linha de negócio está sendo
impactada, ou seja, qual o cliente final que está sendo afetado. Para alcançar
tal nível, é necessário possuir um processo de gerência de serviços bem
definido, suportado por melhores práticas de mercado, como o ITIL, e ferramentas
adequadas. Com informações relevantes e precisas em mãos, os prestadores de
serviços são capazes de priorizar a resolução de problemas de forma rápida e
pró-ativa e atuar de forma mais eficiente e eficaz.
Em nossos
exemplos, se o provedor dos referidos serviços tivesse mapeado corretamente a
situação e pudesse coletar e correlacionar todos os indicadores necessários em sua infraestrutura como, por
exemplo, jitter (variação do atraso), latência, rotas com alta
utilização e pacotes perdidos, seria possível, de forma dinâmica, redirecionar
os serviços em uso para outras rotas, fazendo com que você não perdesse o gol
do seu time ou o fechamento do negócio com seu cliente devido a problemas
nesses serviços.
O direcionamento global
para os serviços como o impulsionador primário do valor econômico significa que
a competitividade é em escala global e que exige qualidade na execução dos
serviços. A tecnologia que veio para facilitar o nosso dia a dia, também nos
deixa cada vez mais dependentes e exigentes, fatos que podem se transformar em
riscos ou oportunidades para os prestadores de serviços. Para saber mais Alisson Lara Resende de
Campos é Especialista de Sistemas
certificado pela IBM com 12 anos de experiência em tecnologia de informação,
formado em Computação pela Universidade Mackenzie, com especialização em Redes pela
FASP. É membro do Board de Certificação de IT Specialist Américas da IBM desde 2006.
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: [ monitoracao | negocios ]
Jun 18 2009, 12:05:00 AM EDT
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PCI-DSS: o que é e por que implementá-lo?
Os números apresentados pela
Internet World Stats indicam um
índice de penetração na grande rede de 21,9% da população mundial (aproximadamente
1,5 bilhões de internautas), representando um crescimento de 305% no período
entre 2000 e 2008. Se considerarmos a região da América Latina e Caribe esse
índice é de 24,1%, o qual significa uma população de cerca de 139 milhões de internautas
e representa um crescimento impressionante de 670% nesse mesmo período. Já o comércio eletrônico brasileiro, segundo a e-bit, vem crescendo
a uma média de 40% ao ano. Em 2008 esse comércio movimentou R$ 8,8 bilhões por
intermédio de 12 milhões de consumidores.
Outro dado importante é o que reflete o crescimento do número de
transações envolvendo cartões de crédito, o qual somente em Julho de 2008
atingiu a marca de 508 milhões, um crescimento de 21% em relação ao mesmo mês do
ano anterior, sendo responsável por um volume de operações na ordem de R$ 32
bilhões em compras com “dinheiro de plástico”, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS).
Com o crescimento do índice de penetração da Internet e da adesão ao
comércio eletrônico, o cartão de crédito, que é hoje a forma mais prática e
usual para as transações comerciais on-line, passou a ser o alvo preferencial
das fraudes no mundo das vitrines virtuais. Segundo dados da Federação
Brasileira de Bancos (FEBRABAN), em 2007 os prejuízos com a fraudes praticadas
em meios de pagamento eletrônico no Brasil somaram mais de US$ 150 milhões.
Com o objetivo de proteger o consumidor
contra a crescente onda de fraudes envolvendo transações comerciais baseadas em
cartões de crédito, as grandes operadoras (American Express, Discover Financial Services, JCB
International, MasterCard e Visa) decidiram formar um
conselho, o Payment Card Industry Security
Standards Council (PCI SSC), para que seus
programas individuais de segurança fossem unificados, dando origem a um padrão
único de mercado, o Payment Card Industry
- Data Security Standard (PCI-DSS), cuja primeira versão foi publicada em dezembro de 2004 e atualmente
encontra-se na versão 1.2, publicada em outubro de 2008.
Os requisitos de segurança especificados no PCI-DSS se aplicam a todos os elementos de sistemas que
participam do processamento de dados de cartão de crédito, dentre os quais estão
os componentes de rede, servidores, aplicativos e gerenciadores de bancos de
dados envolvidos quando um número de cartão de
crédito é transmitido, processado ou armazenado durante o fluxo de uma
transação comercial.
Portanto, para que todo processo de
tratamento digital de um número de cartão de crédito, o qual é tecnicamente
conhecido como Personal Account Number
(PAN), seja feito de forma segura, o PCI-DSS define uma série de 12
requisitos organizados em 6 grupos logicamente relacionados:
- Construir e manter uma rede
segura;
- Proteger as informações dos
portadores de cartão;
- Manter um programa de gerenciamento
de vulnerabilidades;
- Implementar medidas fortes
de controle de acesso;
- Monitorar e testar as redes
regularmente;
- Manter uma política de segurança
da informação.
Para atender a cada um dos 12 requisitos
distribuídos entre esses 6 grupos citados, as empresas têm que investir em
tecnologias de hardware e software além de contratar serviços especializados em
segurança de informação.
Dentre as tecnologias recomendadas para
endereçar tais requisitos podemos
destacar equipamentos de firewall, placas de criptografia, gerenciadores de identidades,
controladores de acesso e gerenciadores de conformidade com políticas de
segurança.
No Brasil as empresas que estão dentro do contexto
do PCI-DSS, sejam elas virtuais ou do mundo físico, terão, por determinação das principais
bandeiras de cartão de crédito do mercado, apresentar avanços positivos na
redução de riscos das transações até setembro deste ano e alcançar a conformidade
total até setembro de 2010. O Conselho do PCI certificou algumas entidades, conhecidas
como Qualified Security Assessors (QSA),
para executar a avaliação de conformidade ao PCI-DSS nas empresas e
apresentar sugestões de medidas corretivas para promover o alinhamento ao novo padrão.
Espera-se com isso tudo um grande salto de qualidade na segurança das
transações comerciais eletrônicas, na direção de um laneta mais seguro e
inteligente.
Para saber mais
Eli
F. Martins é Arquiteto e Especialista de TI com mais de 30 anos de experiência em hardware, software e
serviços, formado em Eletro-mecânica e graduado em Ciências Humanas pelas
Faculdades Metropolitanas Unidas, é membro do TLC-BR
desde 2004.
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: [ internet | segurança ]
Jun 04 2009, 12:01:00 AM EDT
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A crescente importância da energia em TI
Na
década de 60 o Dr. Gordon Moore, cofundador da Intel, previu que a densidade de
transistores em um único chip dobraria a cada dois anos, o que ficou conhecido
como a Lei de Moore. Por muito tempo, houve descrédito da comunidade científica
devido à quantidade de energia que seria exigida para concretizar tal previsão.
Entretanto, esse crescimento ocorreu indiferentemente a tais descréditos.
A evolução
tecnológica na manufatura do chip permitiu um maior número de transistores por
processador devido à redução de tamanho dos mesmos. Atualmente com 45ηm, e com tecnologia renovada, a quantidade de
transistores em um chip saltou para aproximadamente 1 bilhão e a frequência de
operação (clock) para 5GHz.
A consequência da combinação desses dois
fatores é o maior consumo de energia por cm2, que aumenta muito a temperatura no
chip. Apesar disso, há uma maior eficiência, com o aumento de processamento por
watt.
Atualmente, a Lei
de Moore, enfrenta o seu maior obstáculo: a falta de tecnologia economicamente
viável para resfriar o chip, pois após uma determinada temperatura, o sistema
fica instável (leakage ou
tunneling), e pode sofrer um colapso.
Essa barreira termodinâmica
foi adiada com a inovação dos processadores multi-core
indicados ao processamento de múltiplas tarefas. Nesses chips o clock foi
levemente reduzido para que a temperatura fosse mantida no patamar dos
processadores single-core, e
incorporou-se uma nova arquitetura a qual permitiu que tarefas distintas pudessem
ser executadas em paralelo. Dessa forma, o tempo gasto com o enfileiramento de
tarefas foi reduzido, assim como o tempo total para execução de todas as tarefas.
Para aplicações cujas tarefas não podem ser paralelizadas, entretanto, essa
inovação ainda não trouxe benefício mensurável.
A
expectativa para vencer esse obstáculo está no surgimento de alguma ruptura
semelhante à que ocorreu na transição da tecnologia de transistores bipolares
para a CMOS (Complementary Metal Oxide
Semicondutor). Essa possibilidade ainda é remota para os próximos anos e enquanto
isso, algumas inovações são esperadas, tais como os transistores com espessuras
de 32 ηm
(2009) e 22ηm
(2011). E há ainda algumas pesquisas utilizando resfriamento forçado por
líquido diretamente em chips, como, por exemplo, os chips stacks da IBM.
O crescimento
de capacidade de processamento das máquinas e de seu respectivo consumo de energia,
aumenta o custo de operação dos servidores. Adicionalmente, dois outros fatores
têm auxiliado para aumentar esse custo: o crescente investimento na
infraestrutura de fornecimento de energia estabilizada para atender às necessidades
de um alto nível de disponibilidade dos ambientes de data center
(>99,9%), e ainda, o relevante aumento do custo da própria energia (KWh) ao
longo dos últimos anos.
A maior parte
do custo de operação de um servidor está na alimentação elétrica ao longo de
sua vida útil. Aproximadamente metade da potência é consumida por componentes
auxiliares (fonte, ventiladores, chipset, etc.), independente da
utilização do processador. Ou seja, um servidor quando não faz processamento
algum, já consome em torno da metade de sua potência real máxima. Quando
verificamos como a metade restante está sendo utilizada, por processador e
memória, percebemos que muitos possuem uma baixa utilização ao longo do tempo
(<20%).
Diante desse
cenário, é evidente a importância de se considerar o consumo da energia no
desenho de uma solução de TI. É imprescindível, portanto, fazer uso das
técnicas de virtualização e consolidação disponíveis atualmente para se aumentar
a taxa de utilização dos servidores em relação à sua capacidade máxima de
processamento e reduzir assim, ou até mesmo eliminar, a capacidade ociosa.
Eliminar o
desperdício aumenta a eficiência dos ativos, espinha dorsal do conceito de Lean Manufacturing. Ao otimizar a
utilização da infraestrutura disponibilizada, o custo é reduzido assim como a necessidade
de se realizarem novos investimentos para sua ampliação. Para saber mais- http://www.uptimeinstitute.org/
- Microprocessor Design, por Grant McFarland (2006)
- Green to Gold, por Daniel Esty e Andrew Winston (2006)
- Lean Thinking, por James Womack (2003)
Paulo de Andrade Jr. possui 20 anos de
experiência em áreas de Engenharia e Supply Chain, em empresas no Brasil e
Europa, e é formado pela Escola de Engenharia Industrial de São José dos Campos.
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: [ energia | infraestrutura ]
May 21 2009, 02:00:00 AM EDT
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Enterprise Asset Management
Em pleno século XXI,
vivenciamos uma crise financeira mundial, com grandes oscilações na economia,
inibindo a obtenção de crédito pelas empresas, e prejudicando novos
investimentos e taxas de crescimento esperadas. Na chamada era da informação e
do conhecimento, é possível observar que a instabilidade do cenário mundial
contribui ativamente para o acirramento da competição entre as empresas, cujo
principal objetivo passa a ser a sobrevivência.
Nesse
cenário turbulento, a busca por mais eficiência motivou as organizações a procurarem
diferenciais competitivos, através da otimização dos seus processos
estratégicos, da capacitação de seus colaboradores, da valorização dos seus
recursos informacionais e, principalmente, do uso inteligente de seus ativos.
No que tange ao uso inteligente dos ativos
organizacionais, pesquisas recentes estimam que os custos de operação e
manutenção de ativos podem representar valores de 20 a 40% do custo operacional
de uma organização. Esses ativos podem ser máquinas ou componentes
tecnológicos, tais como hardware, software e firmware, ou mesmo prédios e
frotas. Empresas dos segmentos de Utilities-Geração, Utilities-T&D,
Mineração, Siderurgia, Química e Petroquímica, entre outros, têm a
lucratividade vinculada diretamente à disponibilidade, confiabilidade e desempenho
dos seus ativos e serviços inerentes. Um outro aspecto importante e que também
está ligado à gestão eficiente dos ativos organizacionais refere-se à imagem da
empresa, uma vez que a falta de controle pode aumentar significativamente o
risco operacional.
Um exemplo de risco associado à falta de
gestão dos ativos, e que provocou uma tragédia, foi o acidente ocorrido na
plataforma para extração de petróleo Piper Alpha, no mar do Norte, operada pela
Occidental Petroleum, em 06 de julho de 1988, resultando a morte de 167
pessoas. A investigação do acidente apontou que o vazamento inicial foi
provocado por um procedimento inadequado de manutenção, realizado
simultaneamente em uma bomba e sua válvula de segurança. Outro fato semelhante
aconteceu no dia 08 de janeiro de 2003, quando um avião da Air Midwest caiu na
Carolina do Norte, EUA, resultando a morte de 21 pessoas. De forma similar, a
investigação identificou que problemas relacionados à manutenção das aeronaves
foram as principais causas do acidente.
Ao adotar as melhores práticas de EAM
(Enterprise Asset Management ou Gestão Corporativa de Ativos), as
organizações conseguem planejar melhor e, assim, otimizar a utilização dos seus
ativos, promovendo a redução dos custos de operação, manutenção, paradas não
previstas de equipamentos, custos de mão-de-obra e inventários. Há ainda o benefício
da retenção de conhecimento e o aumento da confiabilidade, disponibilidade e da
vida útil dos seus recursos, atendendo às regulamentações relacionadas à
segurança ocupacional, saúde dos empregados e leis ambientais.
O principal objetivo da EAM é proporcionar
a gestão eficaz do ciclo de vida de todos os recursos físicos da empresa, que
tenham impacto direto e significativo nas operações e no desempenho do negócio,
provendo uma maior visibilidade dos ativos e suas informações relacionadas à
manutenção, garantindo maior aderência a normas e minimizando riscos. Para
tanto, uma solução de EAM deve contemplar o planejamento do
investimento, a especificação do ativo, o desenho e construção do ativo, sua operação
e manutenção e, finalmente, o descarte e/ou substituição, compreendendo também
os aspectos relacionados à aquisição do ativo e à gestão de contratos. Empresas
como IBM, SAP e IFS possuem soluções de tecnologia da informação que servem como
suporte para a implantação de uma gestão eficiente dos ativos organizacionais.
Em síntese, num cenário no qual as empresas
precisam produzir mais com menos, a EAM ajuda a endereçar os desafios
provenientes das variações rápidas de demanda, permitindo às organizações um
melhor posicionamento frente às mudanças impostas pelo mercado.
Para saber mais
Roger Faleiro Torres é Projetista de
Sistemas Sênior, com 18 anos de experiência em tecnologia de
informação, formado em Ciência da Computação pela PUC/MG, com MBA em Gestão Empresarial e em Logística
Empresarial, pela FGV. É mestre em Administração de Empresas, com ênfase em
Gestão da Informação, pela FEAD.
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: [ asset_management | desenvolvimento ]
May 07 2009, 12:00:00 AM EDT
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Os Sistemas Operacionais estão em toda parte
O sistema operacional (SO) é um conjunto de
programas cuja função básica é servir de interface entre o hardware de um
computador e os seus aplicativos, administrando e gerenciando recursos como
processadores, memórias e discos. É algo tão essencial para o computador quanto
é o coração para o corpo humano.
O componente principal
de um SO é o seu núcleo, chamado de kernel.
Há vários tipos de kernel, sendo que
os mais comuns são os microkernels e os
monolíticos. No microkernel, a camada
de abstração acima do hardware
trabalha apenas com os serviços básicos do SO, como gerenciamento de memória, execução
de múltiplas tarefas e comunicação interprocessos. Outros serviços, tais como a
comunicação em rede, rodam em camadas acima do kernel. Já no kernel
monolítico, presente na maioria dos SOs de mercado, todos os serviços e tarefas
são executados em um mesmo espaço de endereçamento de memória.
Nos computadores pessoais, os SOs mais conhecidos são o Windows da
Microsoft, o MacOS da Apple e o Linux, cujo kernel foi criado e
disponibilizado como software livre, fato que possibilitou o surgimento de várias
distribuições desse sistema no mercado.
Nos servidores de pequeno e médio porte, o Windows e o UNIX são os
SOs mais utilizados, sendo que o UNIX possui
diferentes implementações tais como o IBM AIX, HP
UX, Sun Solaris, FreeBSD, OpenBSD e o próprio Linux, que também é classificado
como um sistema UNIX.
No segmento de servidores de médio porte podemos ainda citar o IBM i, uma
atualização do antigo IBM OS/400,
que entre suas principais características está a tecnologia chamada de “memória
de nível único”, que é capaz de gerenciar toda a memória física e disco como se
fosse um único espaço de armazenamento do sistema. Além disso, esse servidor possui
o banco de dados IBM DB2 integrado ao SO,
rodando várias tarefas diretamente no kernel.
Nos servidores de grande porte, também chamados
de mainframes, o SO mais utilizado atualmente é o IBM z/OS, uma
evolução do antigo IBM OS/390. Esse SO é conhecido
pela alta segurança e robustez, não só na execução de aplicações tradicionais
como CICS e IMS mas também de aplicações Java e TCP/IP. Os
mainframes hoje suportam também o Linux, que em conjunto com o SO IBM z/VM, tem
sido muito usado na consolidação de servidores. Pode-se notar que o Linux é o
único SO suportado por todos os tipos de computadores, dos pessoais aos mainframes.
O uso de SOs vai além dos servidores e computadores pessoais. Eles
estão também, entre outros, em celulares, PDAs, tocadores de MP3, sistemas
embarcados e até em máquinas de grande porte para manufatura e robótica.
As necessidades das aplicações é que ditam o hardware e o SO a serem
utilizados. No caso dos computadores pessoais, a escolha é geralmente feita por
aquele SO que traga uma maior facilidade no seu uso diário e na forma como gerencia
o hardware. O Windows se tornou popular por ter uma grande variedade de aplicaçõesdisponíveis e de drivers para dispositivos
de hardware, além de ser de fácil acesso e uso por parte dos usuários. No
caso do SO para servidores, vários requisitos devem ser considerados, tais como
a importância da aplicação para o negócio, a capacidade de suporte disponível
para o SO escolhido e os padrões tecnológicos utilizados pela empresa.
E qual será o futuro desses sistemas? Alguns visionários de tecnologia acreditam que com as
conexões de rede cada vez mais presentes e velozes, os computadores pessoais ao serem ligados,
carregarão um SO a partir da Internet e utilizaremos apenas browsers para
ter acesso aos aplicativos e serviços online. Já para os SOs dos
servidores acredita-se que caminham na direção da computação autonômica, com a
qual terão um funcionamento sensível ao contexto, ou
seja, serão capazes de se autoconfigurarem de maneira a atender de forma
otimizada aos requisitos de carga de trabalho. Para saber mais Rudnei R. Oliveira é Especialista de Sistemas com 12 anos de
experiência em Tecnologia de Informação e formado em Tecnologia de Informação
com ênfase em Negócios pela FATEC-SP.
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: [ sistemas_operacionais | software ]
Apr 23 2009, 12:00:00 AM EDT
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As emoções, a Inteligência Artificial e os negócios
Sistemas computacionais já são capazes de expressar emoções? Se sim, como isso poderia afetar o mundo dos
negócios?
A resposta
começa em um novo campo de pesquisas chamado de Affective Computing, criado
no MIT em meados da década de noventa. Trata-se de um campo de natureza
interdisciplinar, para o qual concorrem a Psicologia, a Neurociência, a Sociologia,
a Psicofisiologia, as Ciências Cognitivas e as Ciências da Computação,
principalmente no ramo da Inteligência Artificial.
As pesquisas
em Affective Computing subdividem-se em duas principais vertentes: a primeira
realiza estudos sobre as emoções humanas e suas reações por meio de técnicas
computacionais; a segunda pretende criar sistemas computacionais capazes de
expressar emoções (artificiais) em resposta a estímulos externos.
Um dos
estudos realizados no MIT enfoca o autismo infantil, abordando a maneira como as
crianças com esse distúrbio reagem às suas próprias emoções. Utiliza um programa
de monitoramento das alterações faciais e cria sistemas que interagem e até auxiliam
na educação em termos de comportamento social. Já existem alguns equipamentos que
podem reagir aos gestos e expressões do ser humano mostrando felicidade ou tristeza
e até capturando odores e sons do ambiente.
Complementando a resposta à pergunta inicial, existe um outro campo de pesquisas
conhecido como Responsive Systems, cujatecnologia permite desenvolver equipamentos querespondam
a estímulos ou eventos externos, isto é, sistemas que reagem e tomam ações
quando “sentem” alterações no ambiente ou quando recebem estímulos de outros
sistemas. Por exemplo, um sensor (de nível, temperatura, etc.) que atinge um
determinado valor é percebido por um Responsive
System que ativa outros subsistemas e toma uma série de ações
pré-determinadas.
Os Responsive
Systems têm grande valor em aplicações de “chão de fabrica” onde se apresentam
sob a forma de sistemas embarcados (embedded systems), com hardware e
software dedicados. Também são conhecidos como Sistemas de Tempo Real ou Sistemas
Baseados em Eventos.
Essa
tecnologia é atualmente bastante empregada em processos de produção industrial,
nos quais sistemas que controlam processos são capazes de acionar outros
sistemas ou tomar alguma outra ação quando “percebem” a ocorrência de um evento
ou recebem algum estímulo. Muitos sistemasimplementam essa capacidade
para poder atender aos requisitos de tempo de resposta e segurança.
É possível
notar uma convergência de Affective Computing e Responsive Systems
para uma ciência que visa criar sistemas autônomos e inteligentes, reagindo de
acordo com a observação do ambiente, incluindo os seres humanos e seus gestos,
expressões, sinais de humor e sons. Mas como relacionar essas tecnologias com o
mundo dos negócios?
A utilização
dos Responsive Systems, antes aplicados somente em ambientes considerados
críticos (por exemplo uma usina nuclear), vem crescendo em sistemas
corporativos, e temos ainda mais possibilidades ao utilizá-los juntamente com Affective
Computing. Previsões da bolsa de valores poderiam ser realizadas com base
em parâmetros subjetivos, tais como ânimo e expectativa. Sistemas de varejo poderiam
estudar tendências de compra e venda, e até criar correlações com situações de
estresse e alterações de humor.
Tendo em vista a grande
quantidade de aplicações no mundo dos negócios, a utilização dos Responsive Systems, aliada às técnicas
de inteligência artificial e apoiada pelos avanços do Affective Computing
poderá oferecer ferramentas de apoio à tomada de decisões. Pois mesmo que o
homem procure agir de maneira racional, segundo o discurso cartesiano, ele é constantemente
influenciado por suas próprias emoções e pelo ambiente ao seu redor. Para saber mais
Kiran Mantripragada é um IBM Certified IT Specialist, atualmente arquiteto de infraestrutura com mais 15 anos de experiência em TI e desenvolvimento de software. É formado em Engenharia Mecatrônica e mestrando em Engenharia de Software pelo IPT.
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: [ inteligencia_artificial | negocios ]
Apr 02 2009, 12:28:40 AM EDT
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O que há na sua Caixa Postal?
Quando
o grupo humorístico britânico Monty Python começou a usar, nos anos setenta, o
termo spam para indicar algo indesejado,
não se imaginava que esse termo viesse a se tornar tão conhecido quanto odiado na
área de informática, um sinônimo de todos aqueles emails que são enviados sem
que tenham sido solicitados.
Hoje, com o aumento da oferta e da capacidade de provedores
de emails gratuitos, há um prato cheio para os spammers (aqueles que
praticam spam). Correntes, prêmios,
propaganda e tudo mais que alguém queira divulgar, pode fazê-lo quase de graça utilizando
apenas o envio de emails. Segundo os cálculos da empresa MessageLabs cerca de
75% do tráfego de emails no mundo é spam.
O problema fica ainda
maior quando recebemos não só propaganda mas emails com “segundas intenções”, os
chamados phishing scams, cujo
propósito é ter acesso aos nossos dados pessoais e confidenciais ou enviar
mensagens em nosso nome.
O
termo phishing scam indica o método
utilizado por spammers mal intencionados (chamados de scammers), que enviam mensagens com
“iscas” para várias pessoas tentando enganá-las, seja atraindo-as a acessar um determinado
website ou instalando algum programa que colete dados confidenciais. Os
scammers chegam a montar réplicas de páginas originais, mas com endereços
alterados. Todos os dados que a vítima vier a informar na tal página serão
enviados aos fraudadores que os utilizarão em golpes, tais omo entrar na conta
bancária da vítima com os dados coletados. Mesmo que poucas pessoas caiam nessas
armadilhas, ainda assim os scammers sairão ganhando pois o custo dessa
prática é baixíssimo.
Com o aumento de complexidade
das soluções de segurança, aumentou também a criatividade dos scammers, que se aproveitam cada vez
mais de algumas características humanas tais como curiosidade, ingenuidade e
carência. Esse problema tem se tornado crítico para as empresas, que passaram a
investir cada vez mais em ferramentas de defesa e na educação dos funcionários.
Algumas ações podem reduzir bastante o grau de exposição a essas ameaças:
- A
chave para o spam e phishing scam é o seu endereço de email.
Logo, trate-o como informação confidencial, não o forneça em websites nos quais
não confie e, principalmente, não use o endereço de email da empresa em
formulários de cadastro.
- Não abra
arquivos nem links recebidos por email. Tenha cuidado até com os enviados
por pessoas conhecidas, uma vez que seus computadores podem estar contaminados.
Ao invés de clicar em links recebidos, prefira a opção de digitar o
endereço no browser ou copiá-lo e colá-lo.
- Se ficar
em dúvida com relação a um determinado email, pesquise na Internet informações relacionadas
ao assunto, nome do remetente ou palavras do conteúdo, pois certamente você não
foi o primeiro a receber esse email. Muitos golpes são facilmente desmascarados
assim.
- Sua
estação de trabalho deve possuir programas de antivírus e firewall, e ambos devem sempre estar atualizados.
- Prefira
browsers mais seguros, como o Mozilla Firefox e Internet Explorer na versão
mais recente, que já vêm com anti-phising instalado.
E, como nada é
infalível, a precaução é a melhor vacina. A atenção com os emails que você
recebe e envia é fundamental para que se possa controlar a disseminação dessas
pragas virtuais. Para saber mais Sandro Augusto da Silva é IT Specialist, com 12 anos de
experiência em tecnologia de informação, formado em Ciência da Computação pela Universidade
Federal de Uberlândia.
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: [ internet | segurança ]
Mar 19 2009, 12:10:00 AM EDT
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A Volatilidade de Requisitos
Quando um projeto em TI se
inicia, ainda na sua fase de concepção, uma das atividades primordiais é o
levantamento dos requisitos funcionais que, teoricamente, irão reger um novo
método de atuação da organização em um determinado ramo de sua atividade, às vezes
com um prazo indeterminado de conclusão.
A
variação que os requisitos sofrem durante o ciclo de vida de um projeto em
relação a uma média aceitável de variações é o que se chama de Volatilidade de Requisitos.
São muitos os fatores que podem determinar
se os requisitos de um determinado projeto são voláteis ou não, como por
exemplo a imaturidade do cliente, a sonegação de informações, a inexperiência
dos analistas de requisitos, o mercado em que o projeto está inserido etc. Mas,
via de regra, a volatilidade de um requisito é determinada pela influência de
um fator externo a esse requisito, ou seja, o quanto algo não diretamente
ligado ao projeto pode mudar os requisitos desse projeto. Quanto mais sensível
um requisito é a um fator externo, mais volátil ele é; e quanto mais volátil é o requisito, maior o
risco de não se entregar o projeto no prazo estipulado ou dentro da faixa de
custos previamente aprovados.
Arquitetos de TI devem trabalhar com modelos que se
adequem a essa volatilidade. Não se pode
prever o futuro, mas considerar a Volatilidade Histórica e a Volatilidade
Potencial pode ajudar a ter uma visão mais clara do cenário no qual o projeto
está inserido. A Volatilidade Histórica é a volatilidade determinada tendo como
referência um período de tempo passado. Mesmo que seja impossível prever se um
requisito poderá ou não variar, analisar o volume de requisitos que já foram
alterados pode fornecer uma aproximação da possibilidade de alterações futuras
e do perfil do cliente, de maneira a elaborar arquiteturas menos sensíveis a
essas variações. A Volatilidade
Potencial é a volatilidade que está intrinsecamente ligada ao fator externo ao projeto
no qual o requisito está inserido.
No Setor Público, por
exemplo, um ministro que assuma um determinado ministério geralmente leva
consigo diversas indicações de pessoas para assumir cargos gerenciais de
confiança em seu novo ministério, cada qual com sua forma específica de
trabalho. Se o requisito de um projeto
estiver vinculado à forma do governo vigente trabalhar, na troca desse, o
projeto poderá, facilmente, se tornar obsoleto e, como conseqüência, todo o
investimento prévio poderá ruir porque não se previu essa possibilidade. Por essa razão, quanto menos atrelado à forma
de trabalho vigente for um sistema, menos voláteis serão os requisitos.
Em cenários como esses, a utilização de técnicas ágeis
de desenvolvimento (Agile Techniques) é uma boa opção para acomodar variações de requisitos no
decorrer de um projeto. Essas técnicas proporcionam contínuo feedback dos
stakeholders e analistas de negócio durante todo o ciclo de vida do
projeto, com o intuito de entregar uma solução precisa, de alta qualidade, através
de curtas iterações e pequenos releases.
Além de usar técnicas ágeis de desenvolvimento, é
imprescindível que o projeto seja modularizado e que os ciclos de cada módulo
sejam curtos e com vida própria, ou seja, cada módulo pode depender do todo que
já tenha sido implementado, mas esse todo não deve depender funcionalmente de
nenhum módulo. Dessa forma, caso a
lógica de um módulo seja mudada por uma variação de requisito, mesmo sendo
drástica a ponto de invalidá-lo por completo, o restante não será impactado
porque não depende tecnicamente desse módulo para sua continuidade. Um ciclo de
desenvolvimento iterativo e incremental para suprir as deficiências do modelo
em cascata (Waterfall), em conjunto com uma arquitetura
orientada a serviços, na qual cada módulo seja considerado como um serviço
independente, podem amenizar o impacto das mudanças nos cenários.
É
praticamente impossível elaborar uma arquitetura imune à volatilidade dos
requisitos, mas seus efeitos podem ser minimizados. O conhecimento do cliente, através da análise
das volatilidades histórica e potencial, ajuda a elaborar arquiteturas menos
vulneráveis. A realidade é que raramente o cliente sabe exatamente o que quer
na fase de concepção de um projeto e quando sabe, muitas vezes não consegue
articular corretamente sua necessidade. E mesmo que o cliente consiga definir e
articular todos os requisitos, sabe-se que muitos detalhes somente serão
descobertos durante a fase de implementação. Os Arquitetos de TI devem estar
atentos a todos esses detalhes para evitar que seus projetos padeçam da “síndrome
dos 90%”, aquela na qual a homologação acaba não acontecendo porque o sistema
não se mostra capaz de atender a todas as necessidades para as quais foi projetado. Para saber maishttp://www.westpole.com/pdf/use-cases.pdfhttp://www.mcbreen.ab.ca/papers/UseCaseNotes.pdfhttp://portal.acm.org/citation.cfm?id=9800 Marcelo Henriques de Castro é Advisory IT Architect, com 8 anos de experiência em Tecnologia de Informação.
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: [ desenvolvimento ]
Mar 05 2009, 03:00:00 AM EST
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Teste e Qualidade de Software
Nos últimos anos a busca por qualidade de
software tem crescido bastante no Brasil e no mundo. Anteriormente a cultura de qualidade era praticada apenas
por fábricas de software. Agora ela também tem sido adotada por empresas
usuárias de tecnologia em seus produtos internos.
A qualidade de
software contraria o jargão “sempre superar as expectativas do cliente”. Nessa
disciplina até se busca isso, porém no momento certo, ou seja, apenas durante a definição do escopo. Na fase da
construção do software é preciso ser fiel ao plano inicial, ou seja, entregar
exatamente o que foi pedido. Não se deve arriscar o projeto em função de
oportunidades e melhorias que eventualmente surjam pelo caminho. Esse é um dos
preceitos de qualidade de software. Mudanças de escopo são inevitáveis, mas
devem ser planejadas para uma versão posterior, a menos que exista uma
necessidade inadiável por parte do cliente.
A arquitetura do software deve de ser aderente aos requisitos
especificados. Ela pode ser inovadora, duradoura e ainda tentar resolver, não
só os problemas previstos, mas também os imprevistos. É nesse momento que a
equipe de desenvolvimento deve vislumbrar o que é realmente necessário e não
apenas o que foi pedido.
Segundo uma pesquisa do Gartner Group feita em
2000 com mais de 1300 profissionais, uma das maiores causas de fracasso em
projetos de software é a falta de escopo. Na ânsia de iniciar logo os
trabalhos, a fase de definição de escopo é reduzida ao extremo. O resultado
disso é um grande número de correções feitas durante a fase de desenvolvimento.
O tamanho da fase de definição de escopo é inversamente proporcional ao da fase
de correções. Quanto melhor for definida a fase inicial, menos tempo se gasta
com discussões desnecessárias na fase final do projeto. Atualmente esse
problema ocorre em 25% dos casos, de acordo ainda com o Gartner Group. Outros problemas
que ocorrem na maioria dos projetos são a insatisfação do cliente, o baixo índice
de adoção do produto, o retrabalho excessivo, a pouca aderência da solução e, o
pior, a imagem da empresa prejudicada. Esse último item é muito difícil de ser
mensurado, mas os comentários ruins sobre um produto e sua implantação mancham
a reputação de uma empresa em grande escala.
No processo de desenvolvimento de software, os planos de teste
normalmente surgem junto com a entrega dos requisitos e das especificações para
a equipe de desenvolvimento. Quando um software é classificado como bom em
função dos poucos defeitos que possui, os desenvolvedores dizem que isso se
deve a eles. Já a equipe de testes diz que é em função da sua atuação. Na
realidade, o que define a qualidade do software é justamente a junção desses
dois fatores. É do conflito de visões entre as equipes de desenvolvimento e de testes
que surge a qualidade do software. É justamente nesse momento que se tem
diferentes soluções para um mesmo problema e discute-se qual é a melhor em
relação ao negócio do cliente.
O processo de qualidade pode ser apoiado por ferramentas de
automação que poupam a equipe de testes de executar atividades repetitivas para
que eles possam se dedicar a atividades de maior valor agregado, como regras de
negócio e casos de uso reais. Algumas dessas ferramentas possuem integração
total a todas as etapas do projeto, desde o desenho até o lançamento,
integrando todas as equipes em uma mesma plataforma.
Quanto mais tempo se demora para detectar um erro em um software,
mais caro ele fica. Esse custo pode ficar até 80% mais alto se for detectado no
cliente, uma vez que envolve deslocamentos e a imagem da empresa.
Seja
um laboratório de software ou um departamento interno que cria suas próprias
aplicações, a sua reputação pode ser feita ou destruída sempre que um produto for
lançado. Por isso a preocupação com qualidade de software torna-se cada vez
mais essencial para qualquer empresa que queira se destacar no mercado.
Para saber mais
Julio Madeira é Engenheiro
de Testes, com 10 anos de experiência em Tecnologia de Informação
e pós-graduado em Gestão Estratégica de TI pela FGV.
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: [ desenvolvimento ]
Feb 19 2009, 05:00:00 AM EST
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Virtualização para todos
Foi-se
o tempo em que virtualizar sistemas operacionais era uma tarefa restrita somente
a alguns profissionais de TI que precisavam montar um pequeno ambiente de
testes em seus desktops. Essa tecnologia vem sendo cada vez mais usada
por grandes empresas que buscam uma forma mais rápida, segura e barata de administrar seus ambientes computacionais.
Virtualização de servidores é basicamente a
capacidade de emular recursos tradicionais de hardware, tais como como CPU, placas
de rede e memória, em uma máquina virtual (VM - Virtual Machine) capaz de executar isoladamente seu próprio sistema
operacional e aplicações. Essa tecnologia possibilita ainda a execução de
várias máquinas virtuais em um único hardware físico, viabilizando a
consolidação de servidores. O hypervisor
é o software responsável pela “mágica” da virtualização, gerenciando a
interação entre as máquinas virtuais e o hardware físico, além de entregar e
balancear os recursos de hardware necessários às VMs.
Apesar de
muitos profissionais de TI estarem em contato direto com a virtualização de
servidores em larga escala somente nesses últimos anos, essa não é uma
tecnologia nova. Há mais de trinta anos a IBM trabalha com virtualização em seus
mainframes, os quais se tornaram “fontes de inspiração” dos hypervisors atuais. O fato de o
mainframe ser um hardware diferenciado, geralmente usado por grandes
corporações que precisam de sistemas que requerem altíssimo desempenho e
disponibilidade, a capacidade de virtualização nessa plataforma não ganhou
grande visibilidade no mercado de médias e pequenas empresas.
A
virtualização só ganhou maior popularidade com a adaptação dessa tecnologia
utilizada nos mainframes para a plataforma x86 (e mais recentemente para a
plataforma x64, com sistemas operacionais de 64 bits), o que possibilitou às empresas,
com servidores e sistemas de médio e pequeno porte, utilizar a virtualização
como parte de sua infra-estrutura. A virtualização de servidores de médio e
pequeno porte tem obtido um grande espaço no mercado mundial com a adesão de
empresas que buscam os benefícios de um datacenter
virtualizado, entre os quais se destacam:
- Consolidação - transformar servidores
tradicionais em máquinas virtuais e agrupá-los em poucos hardwares físicos é o
principal atrativo aos olhos dos administradores devido a simplificação na
administração do datacenter;
Redução de custo - reduzir drasticamente o montante
gasto com alocação de espaço dos servidores assim como no consumo de energia
elétrica;
Otimização - virtualizar atenua de forma considerável
o desperdício de recursos de um servidor tradicional, porque um hardware físico
passa a ser o responsável pela carga de processamento de múltiplas máquinas
virtuais com o aumento do uso do processador para 60% em média.
Paradigmas
como os relacionados aos problemas de desempenho em servidores virtualizados têm
sido, pouco a pouco, quebrados com a evolução dos hypervisors e também
devido aos inúmeros casos de sucesso reportados por empresas que já adotaram a
virtualização de servidores em larga escala.
Sem dúvida o
mercado mundial de virtualização de datacenters
está em expansão e ainda ganha um impulso adicional com o chamado Green IT que
visa, principalmente, a otimização do uso dos recursos disponíveis nos datacenters com destaque para o consumo
de energia elétrica.
Mais do que
uma inovação tecnológica, a virtualização de servidores é uma questão
estratégica e relevante para empresas que buscam redução de custos e maior
flexibilidade da manutenção e administração de seus servidores.
Para saber mais
Ricardo Hortencio é Administrador de Sistemas – VMware, com 9 anos de
experiência em tecnologia de informação, formado em 2002 em Ciências da Computação
e certificado level 1 na carreira de IT Specialist na IBM.
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: [ virtualizacao ]
Feb 05 2009, 12:00:00 AM EST
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Você já está nas nuvens?
Cloud
computing, ou
computação em nuvem, vem ganhando espaço na mídia especializada através de
lançamentos anunciados por empresas tais como Amazon, Google, IBM e Microsoft. Apesar de ser mais um
termo da moda, merece ser analisada com atenção, pois tem atraído um volume
considerável de investimentos de grandes participantes do mercado de TI. Na
mesma direção vão os fundos de venture capital que começam a investir em
novas empresas que oferecem soluções relacionadas a cloud computing, evidenciando
o reconhecimento do potencial dessa nova tecnologia.
Mas o que é o cloud computing? No
momento, essa tecnologia emergente ainda não possui uma definição clara e
precisa. Para alguns, cloud computing é apenas um nome novo para
iniciativas já feitas pela indústria no passado, como o Grid (um cluster
de servidores ligados com baixo acoplamento), Utility Computing (serviços
computacionais de hardware e storage comercializados como se
fossem energia elétrica) e Autonomic Computing (sistemas capazes de
auto-gerenciar problemas resultantes do rápido crescimento da complexidade de
um ambiente computacional). Já outros acham que Cloud Computing é
a evolução natural desses conceitos - embora não necessariamente seja realizado
em um ambiente com Grid, Utility ou Autonomic Computing - combinando
ainda algumas das novas tecnologias e tendências baseadas na Internet, como Web
2.0 e Software as a Service (Saas).
Entre as
definições mais consensuais diz-se que a computação em nuvem trata de ”um
conjunto de recursos tais como aplicações, plataformas, capacidade de
processamento, área de armazenamento, conectividade e serviços disponibilizados
na Internet”.
Sob a ótica
dos custos de TI, o cloud computing parece atender a uma necessidade antiga,
a de aumentar a capacidade computacional disponível, ou mesmo reduzir essa
capacidade, de acordo com a demanda de negócios da empresa. Tudo isso sem interrupções
e sem a necessidade de mais investimentos na infra-estrutura do datacenter, novas
aquisições de hardware e software, ou ainda a contratação e treinamento de
novos funcionários. A empresa pode contar com uma extensão da capacidade de sua
área de TI, disponível em tempo real na Internet, contratada com base na
cobrança por uso efetivo dos recursos ou cobrança de uma assinatura pelo serviço
desejado e sem se preocupar com a gestão do aumento da complexidade de TI.
Os provedores
de cloud computing fornecem serviços e produtos baseados na nuvem, por
exemplo, software como serviço sob demanda (SaaS), hardware como serviço
sob demanda (baseado na medição de consumo de processamento computacional
armazenamento em disco, banda de rede, redundância em datacenters de
localidades distintas, etc.) e plataformas para desenvolvimento e hospedagem de
aplicações. Também vêm emergindo iniciativas chamadas de integradoras ou
agregadoras de nuvens, as quais coordenam a integração de vários desses
serviços, dispostos em uma arquitetura SOA, e com uso de técnicas de mashups,
as quais permitem desenvolver aplicações que usam conteúdos de mais de uma
fonte para criar um novo serviço completo.
O modelo emergente
de cloud computing vem sendo viabilizado pela convergência de diversos
fatores, tais como o acesso quase ilimitado à Internet, a fabricação de
servidores extremante poderosos, as tecnologias sofisticadas de virtualização e
a disseminação de arquiteturas multitenant,
que permitem a uma instância de execução de software servir a vários
clientes simultaneamente. Além disso, a perspectiva da redução de custos nos
investimentos em TI tem impulsionado esse novo modelo.
O cloud computing promete revolucionar o modo como pessoas
e empresas irão contratar os serviços e produtos relacionados à tecnologia de
informação. As empresas passarão a contratar infra-estrutura e aplicações
baseadas na nuvem. Na computação pessoal, o que o futuro parece desenhar é que
não serão mais necessários os computadores pessoais com grande capacidade de
processamento. As pessoas usarão apenas um equipamento portátil, com um browser
para o acesso à Internet, acumulando a função de vários equipamentos atuais,
tais como computador, telefone celular, câmera fotográfica e de vídeo,
videogame e o que mais existir. Através desse browser será possível
acessar qualquer informação pessoal (fotografias, músicas, vídeos, e-mails,
etc.) e também aplicativos que estarão todos disponíveis na nuvem. Para saber mais
Cristina Matsubara é Especialista
Certificada IBM em TI e membro do TLC-BR desde 2007.
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: [ cloud_computing ]
Jan 22 2009, 12:00:00 AM EST
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Como está a saúde da sua Empresa?
Sistemas informatizados são,
hoje, parte vital dos negócios em organizações modernas. Grande parte dos processos de negócio está
baseada nesses sistemas ou aplicações, que promovem a produtividade e a
conseqüente diminuição de erros humanos.
Muitas
das aplicações atuais evoluíram de um ambiente centralizado, gerenciado de
forma simples, com pontos de falha previsíveis, para aplicações compostas (ou composite applications) cujas camadas
permeiam vários servidores, em plataformas e componentes de diferentes
tecnologias. Essas aplicações ajudam os gestores a focar no “que” tem que ser
feito e não em “como” tem que ser feito. Em contrapartida, quanto mais a
organização depende dessas aplicações, mais fundamental se torna a sua
disponibilidade.
Aplicações críticas ao negócio, além de máxima disponibilidade, precisam
apresentar tempos de resposta adequados aos seus usuários. Com as aplicações
distribuídas ao longo da infra-estrutura de TI, o gerenciamento de problemas e
desempenho torna-se quase um pesadelo, pois, sem soluções adequadas de gerência
corporativas de ponta-a-ponta, não há como se determinar a causa-raiz de uma
eventual indisponibilidade. Muitas vezes os componentes da infra-estrutura,
tais como servidores web ou de banco de dados, pertencem ou são administrados
por equipes diferentes e aí se cria um impasse: a equipe de banco de dados diz
que o problema está na aplicação, o time de aplicações, por sua vez, culpa a
rede, e assim por diante. Quando ninguém assume o problema, todos têm o problema.
A imagem da organização fica em jogo
devido a uma falha na monitoração da aplicação, do ponto de vista do usuário.
O que é preciso compreender é que aplicações
compostas não podem ser gerenciadas somente do ponto de vista dos recursos, mas
também da aplicação. É preciso medir seu tempo de resposta, testar sua
disponibilidade, detectar falhas preventivamente e indicar qual componente está
falhando.
Um gerenciamento de ponta-a-ponta e pró-ativo das aplicações compostas
permite à organização responder a três perguntas fundamentais: 1) Se todos os
sistemas estão no ar, então qual é o problema? 2) Qual dos alertas é o
verdadeiro? 3) Por que os incidentes não são descobertos antes que afetem o
usuário final?
O gerenciamento de ponta-a-ponta dos sistemas deve contemplar todos os
componentes envolvidos, sejam eles aplicações, servidores (de qualquer porte),
redes e desktops, em uma visão única, permitindo, tanto a profissionais de
suporte como a gestores, uma ação rápida e eficiente na resolução dos problemas,
evitando discussões intermináveis sobre onde os problemas se encontram. Visões
tradicionais de gerenciamento não têm lugar no mundo das aplicações compostas,
no qual é preciso ir além e analisar o comportamento das aplicações e não só sua
disponibilidade.
O gerenciamento de aplicações compostas passa, necessariamente, pela adoção
de metodologias alinhadas aos processos de negócio. Quanto mais pontos forem
monitorados, maiores as chances de se encontrar uma causa raiz de um problema.
O
caminho para se alcançar esse nível de gerenciamento precisa ser muito bem
planejado. A monitoração de ponta-a-ponta se constrói a partir de informações
precisas, obtidas através da combinação entre a experiência dos profissionais
envolvidos e de uma nova geração de soluções de gerenciamento, que sejam
fortemente integradas e coloquem foco na gerência do ponto de vista do negócio.
A grande vantagem das corporações do futuro não estará apenas em atacar suas
deficiências de infra-estrutura mas sim em fazer com que essas deficiências não
afetem a percepção do usuário ou cliente final. Para saber mais
Welson
Tadeu O Barbosa é Certified IT Specialist com 14 anos de experiência em tecnologia de informação, formado em 1996
pela Universidade Mackenzie membro do Board de certificação Américas para a
carreira de IT Specialist desde 2007.
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: [ monitoracao | software ]
Dec 18 2008, 12:00:00 AM EST
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Sinal verde para os green data centers
Data centers têm contribuído com o aumento do consumo global de energia elétrica e
das emissões de carbono. Nos últimos cinco anos, o consumo de energia dos data
centers dobrou e hoje representa 2% do consumo dos EUA e 4% do planeta. O crescimento
significativo no parque de equipamentos somado ao aumento exponencial na relação de Watts consumidos e dissipados, por unidade
computacional, tornou-se um obstáculo à viabilidade operacional desses data centers.
Quase 90% dos data centers em operação no mundo foram
construídos antes de 2001. Concebidos para suportar uma certa densidade de
consumo de energia e carga térmica, muitos estão entrando em colapso por
incapacidade de suportar cargas maiores, resultantes da alta densidade
computacional viabilizada pela tecnologia nos dias atuais.
Segundo
o Gartner (2007), até 2011 mais de 70% dos data centers corporativos nos
Estados Unidos enfrentarão problemas sérios de consumo de energia, com aumento no
custo operacional. Atualmente o custo de energia por metro quadrado em um data center representa entre 10 e 30
vezes o custo em um edifício de escritórios.
Portanto, estamos vivendo um momento de ruptura no conceito tradicional
de data center. A busca pela
eficiência em consumo de energia, refrigeração, capacidade computacional e
utilização de espaço está hoje entre os maiores desafios em pauta nas agendas
dos CIOs.
Mas
para onde vai essa energia consumida? Segundo estudos do U.S. Department of Energy (2007), os equipamentos de TI respondem
por 30 a 40% da energia consumida por um data
center. O restante é atribuído aos equipamentos de suporte, tais como UPS (Uninterruptible Power Supply), iluminação e refrigeração.
Para resolver o problema de consumo de energia em data centers não basta focar somente nos chips dos servidores, mas no data
center como um todo, ou seja, otimizar o uso dos equipamentos de TI e da
infra-estrutura para torná-los o mais eficiente em energia possível.
O conceito de Green Data Center vai
ao encontro desse apelo por eficiência. As iniciativas que viabilizam esse
conceito estão concentradas em cinco pilares, podendo ser aplicadas de forma
isolada ou combinada, a saber:
- Virtualização – a consolidação e virtualização de servidores otimiza a
utilização da capacidade computacional e reduz a utilização de espaço e de
consumo de energia em até 80%.
- Diagnóstico – inspeção e análise quanto à eficiência em consumo de
energia. Permite identificar e indicar ações de redução de consumo anual total
de um data center em até 53%. Num estudo mais específico, gera-se um
mapa espectral térmico sobre o qual aplicam-se algoritmos de modelagem e
otimização visando a estabelecer um novo layout de distribuição de
equipamentos, para o melhor aproveitamento de seu sistema de refrigeração.
- Gerenciamento e medição – a partir de regras de liberação ou limitação
de recursos computacionais, de acordo com a demanda num respectivo período,
equipamentos de TI habilitados com propriedades de sistemas autonômicos
(sensores e atuadores) permitem controle de seu consumo de energia por meio de
ativação, desativação ou até “desaceleração” de componentes.
- Refrigeração híbrida – a combinação de sistemas de refrigeração
tradicionais (ar condicionado) com sistemas de arrefecimento por fluido liquido
(“refrigeração a água”), por meio de instalação de radiadores nos racks de servidores, reduz os custos
operacionais e aumenta a eficiência do sistema de refrigeração em até 45%.
- Construção e centralização – infra-estruturas de TI descentralizadas são,
em geral, mais dispendiosas e ineficientes. A construção de data centers eficientes em energia,
visando à consolidação de data centers
distribuídos, reduz a complexidade, otimiza o uso dos recursos, aumenta a
escalabilidade e melhora a resiliência.
Enfim,
adotar o conceito de green data center
vai além de responsabilidade social e postura ecologicamente correta. É uma
questão de redução de custos e sobrevida. Ou seja, não basta “se pintar de
verde”. É necessário investir em soluções inovadoras, capazes de entregar maior
capacidade computacional com menor consumo de energia. Para saber mais
Antonio F. Gaspar Santos é IBM Certified IT Architect em GTS/ITD com mais de 15 anos de
experiência em Tecnologia da Informação. Possui graduação e mestrado em
Engenharia da Computação, ambos pela Universidade de São Paulo. É membro do TLC desde
2005.
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: [ energia | infraestrutura ]
Dec 04 2008, 12:00:00 AM EST
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Do papel aos Bytes: a Nota Fiscal Eletrônica
Nos
últimos anos, o Brasil se destacou no cenário mundial pela utilização de
tecnologias que facilitam e tornam mais segura a realização de eventos tais como
eleições e declaração de imposto de renda. Toda essa experiência é agora usada na
relação entre governo e indústrias
Independentemente
da indústria a emissão de uma nota fiscal sempre é gerada em um mesmo formato: papel.
A legislação diz que as notas fiscais devem
ser guardadas para fins de fiscalização por um período de cinco anos. Para isso, as empresas devem guardar as
milhares de notas fiscais que emitem em galpões protegidos contra incêndios,
contar com seguranças e manter um controle de tudo que está armazenado, entre
outros contratempos.
Felizmente, a tecnologia oferece uma
solução que beneficia a indústria e o governo, tanto na redução de custos,
quanto em um controle melhor e muito mais eficiente: a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e),
projeto que começou em setembro de 2006. Alguns setores da indústria já estão
obrigados pelo governo a emitir nota somente de forma eletrônica, enquanto
outros também o serão nos próximos anos. A NF-e tem a mesma validade jurídica
que a emitida em papel, e também está sujeita às mesmas validações por parte do
Fisco.
A NF-e é um
documento eletrônico em XML que é gerado de acordo com um formato pré-estabelecido
e aceito em todos os estados da federação. Esse padrão está no Manual de Integração do Contribuinte.
Uma das grandes
vantagens que o projeto oferece é que os documentos eletrônicos que contêm as
notas devem ser assinados digitalmente, com o uso de certificados digitais. Isso
garante a integridade das informações, pois uma vez assinada a NF-e, qualquer
alteração efetuada depois da assinatura digital invalida a mesma.
Depois
de criado o XML, o próximo passo é o envio da NF-e para a Secretaria da
Fazenda. A padronização que foi estabelecida para a comunicação com as
Secretarias de Fazenda é baseada no conceito de serviços, implementados como
Web Services. Existem serviços para envio e cancelamento de notas, por exemplo.
Esses serviços estão disponíveis em todas as Secretarias de Fazenda. Dessa
forma, quem envia a NF-e precisa apenas saber para qual estado ela será enviada.
Uma vez que a NF-e esteja autorizada pela Secretaria da Fazenda, a mercadoria
poderá circular com a impressão do DANFe (Documento Auxiliar de NF-e). Desde o
inicio do projeto já foram autorizadas mais de 23 milhões de notas.
A adoção da
NF-e possibilita uma série de benefícios para indústrias, consumidores e
governo, entre eles:
- Agilidade - a autorização de uma NF-e leva apenas alguns segundos,
melhorando dessa forma a logística de entrega;
- Segurança - o uso de certificados digitais reduz as fraudes e
aumenta a segurança entre as partes;
- Custo - redução dos custos de impressão, armazenamento e envio da
nota;
- Governança - a empresa passa a ter um controle digital e integrado
de todo o fluxo, contando ainda com a facilidade de poder responder mais
rapidamente às solicitações do Fisco, mudança de legislação ou de negócios;
- Padronização - com o incentivo do uso de documentos eletrônicos, há
uma padronização para o conteúdo e forma de envio desses documentos, afetando
de um modo positivo toda a cadeia.
A
popularização de tecnologias como certificação digital, o uso de arquiteturas
de sistemas baseadas em serviços e os padrões abertos estão abrindo caminho
para uma nova era na utilização de documentos eletrônicos no Brasil. Para saber mais
Miguel Vieira Ferreira
Lopes Gomes é
Arquiteto de TI em Application Services na IBM, com 10 anos de
experiência em tecnologia de informação e formado em Processamento
de Dados em 1999 na Universidade São Judas.
Categories
: [ negocios | padroes ]
Nov 20 2008, 05:47:42 AM EST
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