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author Software, Open Source, SOA, Innovation, Open Standards, Trends

Pensando Software. Um blog para debater ideias, inovacoes e tendencias da industria de software.



Thursday July 31, 2008

Cuil: desafio ao Google?

No último post falei do Google. Bem, então vou falar nele de novo, mas sob outro ponto de vista: o aparecimento de um concorrente, o site de busca Cuil. O Cuil (www.cuil.com) é uma nova empresa, recém-criada no Vale do Silício, que anunciou um novo mecanismo de busca na Internet, e que segundo eles já é maior que o próprio Google, uma vez que já indexa 120 bilhões de páginas ou três vezes mais páginas que o Google. O sistema entrou no ar em 28 de julho, depois de um investimento de 33 milhões de dólares e dois anos de intenso trabalho de desenvolvimento.

O nome Cuil (pronuncia-se “cool’) vem do gaélico e significa conhecimento. Segundo seus executivos o Cuil utiliza uma tecnologia que exige apenas uma fração do espaço de armzenagem e de capacidade de processamento do Google.

Entre seus fundadores estão Ana Patterson, que foi arquiteta chefe do projeto TeraGoogle, o sistema de indexação do Google, e Tom Costello, que participou do projeto WebFountain da IBM (http://en.wikipedia.org/wiki/IBM_WebFountain).

O Cuil usa um mecanismo diferente do Google, classificando as páginas por meio de seu conteúdo (relevância) e não por popularidade, o que significa maior privacidade para os usuários, uma vez que não há qualquer coleta e armazenamento de dados pessoais. Para maiores detalhes acessem o site www.cuil.com e vejam a opção “About Us”.

Já usei o Cuil. Sua página de abertura é simples como a do Google, mas para firmar a diferença ela é preta. A visualização também é diferente, mostrando os resultados em colunas (como em jornais), abrindo inclusive espaço para opções de busca drilldowns.

Agora, o Cuil conseguirá ameaçar a predominância do Google? Em junho, segundo pesquisas o Google foi responsável por 61,5% das 11,5 bilhões de pesquisas efetuadas pelos internautas americanos nos cinco principais sites de busca (Gogle, Yahoo, Microsoft, Ask e AOL). Derrubar este liderança não é fácil. Existe toda uma inércia, um hábito já arraigado de se usar o Google para pesquisas na Web. Bem, eu pelo menos, vou me forçar a usar o Cuil (além do Google) para criar um hábito novo...Claro que ainda existem problemas a serem corrigidos, típicos de qualquer novo software. Em algumas pesquisas o resultado foi frustrante...e as vezes a busca me pareceu meio lenta. Coisas de lançamento!

Mas, além de vencer a inércia, bater de frente com um inimigo já encastelado é sempre uma batalha dificil. A maioria das tentativas de concorrência com o Google aparecem em áreas onde ele é mais fraco, como buscas em dispositivos móveis ou em linguas não inglesas. Mas, enfim, a decisao estratégica dos fundadores e investidores do Cuil é partir para uma batalha frontal. Vamos ver o que vai acontecer!

Bem, e se vocês quiserem uma análise mais detalhada do Cuil leiam este texto do site SearchEngine Land em http://searchengineland.com/080728-000100.php.



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Jul 31 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Wednesday July 30, 2008

O Google Lively e os mundos virtuais

Há poucas semanas o Google anunciou sua entrada nos mundos virtuais com o Lively. Muita gente compara o Lively com o Second Life, mas na minha opinião são coisas bem diferentes.

O frenesi gerado pelo Second Life no ano passado já passou. Entretanto, existem outras iniciativas muito interessantes, como o There.com, que aliás venho usando mais que o Second Life.E o que queremos agora são mundos virtuais conectados, onde possamos teleportar avatares e objetos de um mundo para o outro. Recentemente a IBM e a Linden Labs conseguiram teleportar um avatar do Second Life para o OpenSim. Vejam em http://blog.secondlife.com/2008/07/08/ibm-linden-lab-interoperability-announcement/.

Os mundos virtuais estão em um ponto de inflexão. Eu acredito que dentro de alguns anos a Internet3D ou Web3D será um interface comum como hoje é o interface gráfico em 2D, como vemos no Windows.

Aí é que entra o Lively. O Lively embute algumas carateristicas interessantes, principalmente de ser baseado em browser, facilitando sua integração com outras aplicações Web. Ele está muito mais ligado ao contexto das comunicações existentes em redes sociais (uma maneira de se auto-expressar...) que a um típico mundo virtual como o Second Life.Ou seja, além de blogs, YouTubes, Wikis, Orkuts e outras mecanismos de interação social, o usuário agora poderá se expressar via avatares.

Vale a pena experimentá-lo. Acessem http://www.lively.com/html/landing.html.

Aliás, eu imagino que dentro de uns dez anos email será tecnologia de aposentados...Apenas pessoas mais vetustas é que usarão este meio de comunicação. Perguntem a qualquer adolescente se ele ainda usa email...

Bem, eu também acredito que a entrada do Google no contexto dos mundos virtuais poderá ser um acelerador para reativar o interesse nestas tecnologias. E um provável beneficiário será o projeto Open Source chamado OpenSimulator, tecnologia aberta para criação de mundos virtuais. Vejam o que seu site diz na abertura : “The OpenSimulator Project is a BSD Licenced Virtual Worlds Server which can be used for creating and deploying 3D Virtual Environments. It has been developed by several developers. Out of the box, the OpenSimulator can be used to create a Second Life like environment, able to run in a standalone mode or connected to other OpenSimulator instances through built in grid technology. It can also easily be extended to produce more specialized 3D interactive applications.”.

Bem, o URL é http://opensimulator.org/wiki/Main_Page. E quem sabe um dia não veremos um mundo virtual brasileiro, baseado no OpenSim?



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Jul 30 2008, 05:45:37 PM BRT Permalink



Monday July 28, 2008

Linux em Tempo Real

Uma publicação que leio sistemáticamente é o IBM Systems Journal (http://www.research.ibm.com/journal/sj/). O seu último número é dedicado a Real-Time and Event Based Systems.

Um sistema de tempo real é um sistema determinístico ou seja, não aceita variações no seu tempo de resposta entre a ocorrência de um evento e a própria resposta do sistema. De maneira geral é classificado como “hard” quando a variação é absolutamente inaceitável ou “soft” quando latências muito pequenas podem ser aceitas.

Estes sistemas eram feudo de aplicações específicas, de computação embarcada, como em controle de processos, controle de tiro em navios, aviônicos, etc. Mas, hoje começamos a ver aplicações de tempo real no ambiente corporativo. A demanda por respostas mais rápidas por parte dos sistemas tem gerado uma maior atenção aos sistemas de tempo real. Alguns exemplos típicos são os jogos pela Internet (multiplayer online games) e mundos virtuais, que devem simular a física em modo real, mas também sistemas de varejo e de deteção de fraude em cartões de crédito.

Um estudo chegou a afirmar que os usuários de sites comerciais Web julgam como adequado um tempo de resposta de poucos segundos. Demoras maiores desestimulam a continuidade da transação comercial. Como os objetos e os sistemas começam interagir uns com os outros, sem interferência humana, o tradicional delay causado pelo usuário desaparece em muitas situações. Por exemplo, na Bolsa de Nova York (New York Stock Exchange) mais de 1/3 de todas as operações são programadas automaticamente e os sistemas devem responder em milisegundos, sem intervenção humana.

Na publicação me chamou atenção o artigo “Real-time Linux in real time”, que pode ser baixado em http://www.research.ibm.com/journal/sj/472/hart.pdf, e que descreve como foi o projeto de construir uma versão em tempo real do Linux, pela equipe do LTC (Linux Technology Center) em cooperação com a comunidade Linux. O paper descreve as principais etapas do projeto, os desafios, as tecnologias adotadas e assim por diante. Mostra porque e como foram feitas alterações no kernel em algoritmos como “threaded interrupt handlers” e no scheduler de processador, entre outros tecnicismos... É uma leitura técnica que mostra como um sistema Linux pode ser evoluído para trabalhar em tempo real.

As conclusões do texto, que vou manter no original diz: “Enterprise real-time Linux is a radical development in a few critical ways. First, it is a case study in how open source techniques and leveraging work done by the open source development community can accelerate product development. Second, it demonstrates the merging of real-time technologies into enterprise systems and into a high-level language such as Java.”.

Todo mundo que esteja interessado em entender um pouco mais de sistemas em tempo real e saber como um projeto Open Source como o Linux real-time pode e foi desenvolvido, tem nesta publicação uma fonte fantástica de informações. Vale a pena ler.



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Jul 28 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Sunday July 27, 2008

VI Congresso Internacional Brasil Competitivo

Esta semana estive em Brasilia participando de dois eventos muito importantes.Na terça feira estive no Sexto Congresso Internacional Brasil Competitivo, que abordou o tema “200 anos de Estado: a Inovação na Gestão Pública”.

Os debates foram extremanente interessantes e fiquei feliz em ver seis governadores se comprometendo publicamente com melhorias da gestão nos seus estados, inclusive mostrando números e dados que comprovam os esforços feitos. Isto me sinaliza uma mudança fundamental na mentalidade da gestão pública: a busca pela maior eficiência administrativa e a conscientização que o estado deve prestar contas aos seus cidadãos. Infelizmente eles ainda são minoria na gestão pública brasileira...

Nos debates pincei algumas frases que me chamaram a atenção. Uma delas foi “países competitivos exportam produtos, enquanto países não competitivos exportam pessoas”. Outra interessante foi “competir com países com salários baixos significa comparar-se com países pobres”. A conclusão que posso chegar analisando estas frases é que o Brasil não deveria buscar competir com Índia e China pela mão de obra mais barata, mas buscar competir em produtos de maior valor agregado.

Na quarta estive participando de um workshop que a ABDI e o MBC (Movimento Brasil Competitivo) organizaram em conjunto com uma delegação americana do Council on Competitiveness. Também foi um debate extremamente rico e alguns pontos críticos foram ressaltados, entre eles a necessidade de incentivar o empreendedorismo nas universidades. Também ficou claro a carência de formação de profissionais em ciências exatas como engenharia e computação.

Ah, e gostaria de chamar atenção para o Portal da Inovação (http://www.portalinovacao.mct.gov.br/pi/), gerenciado pela ABDI e que é um espaço de interação e cooperação entre empresas e a comunidade técnico-científica. O portal permite que especialistas e grupos de pesquisa ofertem competências, interajam com empresas e acessem informações exclusivas. As empresas, por sua vez, indicam as suas demandas por cooperação. Vale a pena dar uma olhada.

E aproveitando a oportunidade, consegui conversar com John Kao, um dos participanets do workshop, e autor do livro “Nação Inovadora”. O livro aborda, do ponto de vista dos EUA, os problemas que este país tem enfrentado diante dos desafios da inovação. Segundo ele, o que explica que a Finlândia é a economia mais competitiva do planeta e que os estudantes americanos estejam em 24° lugar em conhecimentos de matemática e em 26° na habilidade para resolução de problemas? O autor adverte que os EUA estâo perdendo seu poder na liderança da economia mundial. Mas, mostra alguns caminhos que podem e devem ser seguidos. Embora o Brasil não seja os EUA, pois as nossas diferenças sócio-econômicas são abissais, muitos dos ensinamentos e idéias do livro podem ser aplicadas aqui. Foi uma conversa bem agradável e o que é melhor, consegui um exemplar autografado...



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Jul 27 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Thursday July 24, 2008

Green IT em empresas SMB

Outro dia li um relatório muito interessante, publicado pela Info-Tech Research Group, chamado “Mid-Market Innovates with Green Technologies”, que me surpreendeu. O relatório dizia claramente “ The mid-market is leading adoption of green technologies. This group has the best of both worlds: mid-market enterprises are large enough to be concernerd about IT energy consumption and waste and yet still small and agile enough to do something about it”.

Bem, até o momento estava imaginando que o movimento de Green IT estaria concentrado nas grandes empresas. Bem, eu e muitos analistas de indústria pensavam assim. O Gartner recentemente havia escrito “While green IT is one of the hottest topics in politics and in the media, the majority of SMBs are not focused on green IT. Those that are aware of green IT are driven primarily by cost savings”.

Mas, o que parece é que as SMBs americanas (a pesquisa foi efetuada nos EUA) estão se mostrando mais ágeis que as grandes corporações em adotar iniciativas de Green IT. Uma das razões apontadas no relatório é que muitas empresas SMB estão chegando ao limite da capacidade de energia e refrigeração de seus data centers e não tem recursos para construir outros. Como resultado a decisão de tornar a infraestrutura atual mais eficiente é uma decisão natural.Também estão intensamente envolvidos em projetos de consolidação e virtualização de servidores, outro forte driver para Green IT. Além disso, tem menos comprometimentos com sistemas legados e conseguem redesenhar sua infraestrutura tecnológica mais rapidamente.

Não tenho dados da situação das SMBs no Brasil...Mas me parece que quando olhamos empresas de 250 a 500 funcionários a situação tanto aqui quanto lá é bastante similar. São empresas que conseguem tomar decisões mais rapidamente que as grandes corporações, e podem obter ganhos significativos com iniciativas de Green IT. Portanto, creio que à medida que os conceitos de Green IT se disseminem, veremos em breve alguns cases de sucesso pipocando aqui e ali em empresas SMB. Alguém quer apostar?



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Jul 24 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Tuesday July 22, 2008

Linux em desktop: o que há de novo

Há alguns dias li o relatório do IDC “Worldwide Linux Operating Environments 2008-2012 Forecast: Taking Linux to the Next Level”, onde é demonstrado que a base de usuários Linux em desktop está crescendo. As estimativas do IDC para Linux em desktop projetam um crescimento ano a ano da base instalada de 19% entre 2007 e 2012. Vemos também a crescente adoção do ODF e suites como OpenOffice e Symphony no mundo todo.

E aí me passou pela cabeça...Será que o monopólio da Microsoft não estará com os dias contados? Muito cedo para dizer, mas é inegável que movimentos como o Software as a Service (como o recente anúncio do Goole Apps Premier), problemas com o Vista, o crescimento da base instalada de Linux em desktop e a adoção do ODF causam algum tremor ns trincheiras do Windows/Office...

Recentemente analistas do Gartner, em uma palestra, disseram que o “Windows is collapsing” como vocês podem ver em http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&articleId=9076698.

Os pontos principais que eles apresentaram foram:

a)“Windows has become too big and complex, thereby hindering innovation”,

b)“PC growth has slowed except in emerging markets. The emerging markets depend on lower-priced PCs which cannot run Vista”,

c)“The increased move to web-based applications makes the operating system less relevant”.

O Vista não tem tido a aceitação que a Microsoft esperava. Sua insaciável demanda por hardware muito poderoso e os poucos benefícios tangíveis estão fazendo com que muitas empresas e usuários não o adotem. Vejam este artigo “Vista adoption will continue at slow pace” em http://www.microsoft-watch.com/content/vista/vista_adoption_will_continue_at_slow_pace.html. O Gartner em um recente relatório disse “Our 2007 Gartner operating system survey shows that less than 3% of corporate notebooks and 1% of desktops are running Windows Vista, as companies are delaying Windows Vista deployment versus original projections in 2006.”.

Uma das razões é explicada no artigo “Fat, fatter, fattest: Microsoft’s kings of bloat” que pode ser acesssado em http://www.infoworld.com/article/08/04/14/16TC-winoffice-performance_1.html. Fica claro porque os usuários preferem ficar com o XP e não migrar para o Vista.

O resultado é que a Microsoft está acelerando o ritmo para conseguir entregar o sucessor do Vista (chamado de Windows 7) mais cedo que esperava...Ora, se vem aí mais um sistema, me parece que não vale a pena mesmo instalar o Vista e gastar um bom dinheiro em migração e em pouco tempo migrar de novo. Melhor aguardar...

O Gartner também em um outro relatório disse que “Most organizations running Office 2003 do not need to move to Office 2007 to "stay current" but should move if there are real business reasons for the migration.”. Vejam o texto em http://mediaproducts.gartner.com/reprints/microsoft/vol2/article8/article8.html.

Resumo da ópera...Porque não considerar Linux nos desktops? Porque não adotar outras suites de escritório mais baratas? Porque manter o status-quo quando existem novas oportunidades a serem exploradas, mais baratas e menos problemáticas?

A redução dos gastos em licenças ao migrar para Linux e suites como OpenOffice ou Symphony é signficativa. Imaginem uma grande empresa com uns 3.000 usuários usando estes softwares...Quanto não economizariam?

A propósito o Symphony ganhou o prêmio de produto do ano de 2008 da Datamation para softwares de escritório: “When it comes to total numbers of users, there’s no question that Microsoft Office is the 800-pound gorilla of this category. The deeply entrenched Office makes the corporate world go ‘round. Given Office’s status, it’s a major eyebrow raiser that this category was won by relative newcomer IBM Lotus Symphony. Perhaps it’s because Big Blue’s product is free (that always helps), or because IBM is itself such an established vendor. Whatever the case, consider this vote as a huge upset””. Vejam em http://itmanagement.earthweb.com/cnews/article.php/3727446.



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Jul 22 2008, 07:40:52 AM BRT Permalink



Friday July 18, 2008

Web 2.0 ou Bubble 2.0?

Outro dia estava arrumando minhas pastas de apresentacoes quando resgatei uma apresentação meio antiga sobre Web 2.0. Bem, olhei os foils com a perspectiva de hoje e surgiram alguns insights que gostaria de compartilhar com vocês.

A Web 2.0 não é só tecnologia, mas uma nova geração de sites criados na interseção entre tecnologia, conceitos de negócios e interações sociais.

Mas, o que caracteriza a Web 2.0? Um ponto que me chama atenção é o fato das iniciativas Web 2.0 tenderem a ser “perpetual beta”, ou seja, nunca terminam...Estão em constante evolução. Olhem o Gmail. No seu logo está escrito “BETA”, embora o software exista desde 2004 e já conta com milhões de usuários. Ser beta tem algumas vantagens: coloca-se o serviço no ar muito rapidamente e obtém-se constante feedback dos usuários. “Perpetual beta”não é uma tecnologia, mas sim um processo. Embora por si não seja novidade (a indústria de software já usava versões beta para conseguir feedback dos early adopters), na Web 2.0 a escala (quanto usuários incluídos na lista: todos!) e a duração do processo (perpétua) é que fazem a diferença.

Outra característica é a importância do efeito de rede (externalidade de rede). Os serviços e aplicações Web 2.0 só tem valor quando conseguem agregar um massivo número de usuários. O valor de um Orkut, um Facebook, Flickr ou Wikipedia está no tamanho da sua comunidade. O Wikipedia, por exemplo. Se não houvesse um massivo número de contribuidores o volume e qualidade dos verbetes a tornaria uma enciclopédia inútil. Por outro lado, esta é um barreira de entrada. As iniciativas Web 2.0 tem que conquistar rapidamente uma massa crítica de usuários para poderem decolar e conseguirem criar uma barreira para outros competidores! A estratégia deve ser “early entry/first mover”, ou seja, ser o primeiro a criar algo novo e conquistar rapidamente uma significativa base de usuários.

Outra característica: os serviços e aplicações Web 2.0 se expõem ao mundo através de APIs, para atrairem mais desenvolvedores que desenvolvem novas aplicações, aumentando a sua funcionalidade e consequentemente atraindo mais usuários: efeito de rede.

E mais uma: a maioria dos projetos Web 2.0 é baseada em softwares Open Source, como o pacote LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) e frameworks como Ruby on Rails, etc. O Wikipedia, por exemplo é 100% baseado em LAMP.

Bem, e como se ganha dinheiro com os serviços e aplicações Web 2.0? As iniciativas mais famosas estão realmente gerando dinheiro? Recentemente li um artigo no Wall Street Journal mostrando que o Google está tendo dificuldades para obter receita com o YouTube. Embora hajam dias em que os usuários do site vejam videoclips mais de um bilhão de vezes, o YouTube ainda não é popular entre os anunciantes. Estima-se que sua receita mundial neste ano deve girar em torno de 200 milhões de dólares. Só para lembrar, o YouTube foi comprado pelo Google por 1,7 bilhões de dólares...

Ok, e quais são os modelos de negócio existentes? Muitos projetos baseiam sua receita em advertising, criando parcerias com agregadores como o Google ou Yahoo. A geração de dinheiro é baseada então na monetarização do seu tráfego de acesso. Mas algumas barreiras existem: são poucos os compradores em potencial, e como a receita é baseada no tráfego de acesso, é necessário conseguir rapidamente uma base de usuários muito grande.

Outra fonte de receita pode ser oriunda da venda de assinaturas. Receitas de assinaturas são mais previsíveis que as de advertising, mas por outro lado podem desestimular a a criação da uma grande base de usuários. Nem todos estão propensos a pagar por serviços na Web…

Bem, o fato da maioria dos projetos Web 2.0 não estarem gerando lucratividade, significa que é uma bolha? Alguns irônicos criaram até o termo Bubble 2.0...

Vi uma vez uma explicação muito interessante sobre o assunto, uma “equação” criada por Peter Rip, Managing Director da Leapfrog Ventures :

Lots of talented developers wanting to start companies

+ Cheap sources of computing resources and availability of personal time

+ Relaxed financial criteria (minimal business model screening)

+ Shared knowledge of the big tech trends posing as technical innovation

+ Relative difficulty of knowing what everyone else is doing

= An abundance of startups pursuing the same general markets.

É verdade que a barreira de entrada é cada vez menor e isto se reflete no lançamento de inúmeros projetos Web 2.0, infelizmente sem modelos de receita bem definidos. E penso que os modelos de receita de muitos destes projetos é apenas gerar comunidade rapidamente e se vender para uma empresa maior como Google ou Yahoo...

Mas, na minha opinião existem diferenças fundamentais entre o atual momento efervescente da Web 2.0 e a bolha da Internet que afetou a Web 1.0 nos anos 90. Hoje os preços de infraestrutura (hardware, software, bandwith e hospedagem em data centers) estão consideravelmente mais baixos. Os custos de marketing também são bem menores, basicamente concentrados no uso da própria Internet, via blogs, advertising em mecanismos de busca, etc. O resultado é que os custos dos startups cairam muito e o investimento (e risco) dos VCs (venture capitalists) é bem menor. Além disso, não existe tanta dependência de investidores externos para o negócio ser lançado...

Mas é inegável que muitos destes projetos não tem modelo de receita bem definido e muitos não devem sobreviver no longo prazo. Por outro lado, outros projetos vão ser bem sucedidos...Mas a Web 2.0 como movimento e evolução da Web vão continuar. Nos próximos anos os conceitos da Web 2.0 estarão incorporados definitivamente à maneira de se usar a Web.



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Jul 18 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Wednesday July 16, 2008

IBM e Apple: quem é mais inovador?

Em um dos eventos que participei, surgiu uma interessante conversa de coffe-break. Me perguntaram se eu achava a Apple mais inovadora que a IBM...Decidamente eu vejo a IBM muito mais inovadora, mas a percepção de mercado mostra a Apple como mais inovadora! Por que?

Vou emitir minha opinião pessoal sobre o assunto. Para isso, vamos olhar as duas empresas e ver as enormes diferenças entre suas propostas de negócio. A IBM está focada no ambiente corporativo, com soluções e tecnologias sustentada por uma forte retaguarda de suporte e relacionamento com clientes.

A Apple é um bicho completamente diferente da IBM. Em 2007 seu mudou seu nome de Apple Computer para Apple Inc e este novo nome indica o negócio da empresa: chegar as pessoas físicas e residências mais através de tecnologias como iPhone, iPod e iTunes que mesmo por seus computadores pessoais. A empresa se transformou de um fabricante de nicho de computadores pessoais para uma empresa líder em consumer devices e música digital. O iTunes é o maior vendedor de músicas dos EUA, ultrapassando o Wal Mart. Vejam a notícia “iTunes Store Top Music Retailer in US” em http://www.pcworld.com/article/144134/itunes_store_now_top_us_music_retailer.html.

É indiscutível que a Apple desperta muita atenção. O lançamento do iPhone, que vendeu um milhão de cópias nos primeiros três dias de seu lançamento, no mundo inteiro, está sendo notícia na mídia. Mas, se analisarmos mais friamente, vemos que este número, embora a primeira vista assomboso, não é novidade...A Nokia, por exemplo, no primeiro trimestre deste ano vendeu 115 milhões de celulares. Este número representa 3,83 milhões de celulares vendidos a cada três dias ou quase 4 vezes o número de iPhones. Mas não aparece na mídia...

A Apple não é um empresa focada no ambiente corporativo (Não vende servidores ou softwares empresariais), não é uma empresa de software e nem mais uma empresa de PCs. A Apple é uma empresa focada em tecnologias e produtos de consumo para o usuário final. Esta é a razão da percepção errônea de aparecer mais inovadora...Suas inovações aparecem nas mãos dos consumidores enquanto as inovações da IBM ficam dentro das tecnologias usadas pelas empresas, que as usam para serem inovadoras... A IBM, por exemplo, é a empresa que mais registra patentes no escritório de patentes americano (USPTO). Para comparar o número de patentes registradas pelas duas corporações olhem por exemplo o site Latest Patents (http://www.latestpatents.com/. E leiam também a notícia "IBM to make all patent publcations pubic" em http://arstechnica.com/news.ars/post/20060926-7836.html.



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Jul 16 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Monday July 14, 2008

Web 2.0 Awards

Recentemente descobri um site muito interessante, o Web 2.0 Awards (//web2.0awards.org). O site traz uma relação dos melhores sites Web 2.0 em 41 categorias, que variam de Bookmarking (o primeiro colocado na lista é o del.icio.us) à videos (O YouTube foi o primeiro). Cada categora traz três sites e uma menção honrosa.

É muito interessante, por que nele podemos ter uma visão geral dos melhores projetos de Web 2.0 (O Web2.0 Awards traz um link para cada site premiado). Para quem está interessado em ter novas idéias de como explorar a Web 2.0, vale a pena visitá-lo.



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Jul 14 2008, 07:00:00 AM BRT Permalink



Sunday July 13, 2008

GreenerComputing.com

O tema Green IT está a cada dia se tornando mais e mais importante.Os CIOs e demais profissionais de TI não podem ignorar este fato. É necessário ler, estudar e entender a problemática que envolve o assunto.E, principalmente, começar a agir!

Uma sugestão: acessem o site GreenerComputing (http://www.greenercomputing.com/), que publica notícias e artigos sobre o assunto. Eu considero uma das melhores fontes de informação sobre Green IT. Ah, e aproveitem para ler o artigo Lessons Learned from IBM´s Big Green Initiative, em http://www.greenercomputing.com/column/2008/07/02/lessons-learned-ibms-big-green-initiative.

E já que estão navegando pelo site, leiam também o artigo Linux Touted as Most Efficient Server Operating System. Este estudo mostrou que o Linux (Red Hat) foi mais eficiente no uso de energia que o Windows Server em 13 dos 16 testes efetuados. O link é http://www.greenercomputing.com/news/2008/06/12/linux-touted-most-efficient-server-operating-system.



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Jul 13 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Saturday July 12, 2008

Para ler nos fins de semana: Descobertas Perdidas

Coloquei mais um livro na minha biblioteca. E bem interessante, por sinal. Chama-se “ Descobertas Perdidas”, de Dick Teresi. Ele rebate a história ensinada nas escolas, que dizem que a ciência nasceu na Europa quando no século XVI o polonês Nicolau Copérnico pôs o Sol no centro do sistema solar. Mas poucos sabem que os maias, na América Central, haviam proposto quinze séculos antes um sistema planetário centrado no Sol, e que mesmo antes deles um astrônomo grego também havia imaginado um sistema assim. A geometria necessária aos cálculos de Copérnico não foi inventada por ele, mas por um strrônomo árabe cerca de 200 anos antes.

Muitas das descobertas científicas da humanidade não surgiram na civilização ocidental. Os matemáticos indianos, por exemplo, não apenas inventaram o símbolo para o zero, mas também o conceito do nada, um dos mais importantes da matemática, que, talvez, só pudesse surgir em mentes budistas. Para o ocidente representar o nada era considerado ímpio e demorou quase um século para que a Europa Cristã aceitasse o zero.

Tem mais...Mil anos antes de Pitágoras o teorema que conhecemos com seu nome já existia entre os babilônios. A astronomia está embutida na arquitetura pré-colombiana, islâmica e egípcia. Era um conhecimento essencial não só para fins rituais, como para lidar com intempéries periódicas, ritmar a agricultura e outros aspectos essenciais da existência das suas sociedades.

Enfim, o livro relata fatos no mínimo intrigantes e preenche uma lacuna da história da ciência. Para quem gosta do assunto, vale a pena ler.




Jul 12 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Friday July 11, 2008

Mais inovações na Web

A Internet é realmente um oceano de inovações. Primeiro uma dica de meu amigo Mario Costa: o Wordle. Ele gera “word clouds” de textos que voce fornece. As clouds destacam as palavras que aparecem com maior frequência no texto. O Wordle permite que voce desenhe a nuvem mudando cores, fontes e layouts. Usei para checar alguns textos que publiquei recentemente e até mesmo usei duas versões do meu curriculum, para ver se realmente está destacado o que deveria estar destacado. Felizmente estavam sim. Mas, podemos fazer outras brincadeiras. Tente pegar um texto de um livro conhecido (que esteja disponivel para download via pdf, do Google Books, por exemplo) e monte uma cloud. Veja como a nuvem é formada. Ou pegue várias canções de um mesmo compositor e veja que palavras ele usa mais...

Ah, o acesso é http://wordle.net/create. E não poderia esquecer de dizer que o autor deste software é da IBM, Jonathan Feinberg.

Mas tem mais inovações na Web. Vejam o PopTok (www.poptok.com), que oferece um serviço similar aos emoticons, os ícones usados em programas de mensagens instantâneas. Mas em vez de enviar um emoticon com uma face sorridente, os usuários do PopTok poderão enviar pequenos clipes de programas de TV e filmes.



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Jul 11 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Wednesday July 09, 2008

Os Mashups estão chegando!

As aplicações mashup bateram às portas da Web há poucos anos e estão se tornando bastante populares. Se pesquisarmos o termo no Google Trends e visitarmos sites como o Programmableweb (http://www.programmableweb.com/), veremos estatísticas interessantes. Agora no início de julho o Programmableweb registrava 3171 mashups. O crescimento é acelerado, de pouco mais de 2600 mashups em janeiro para os mais 3100 agora. A estatística mais atual (http://www.programmableweb.com/mashups) mostra pelo menos 3 novos mashup sendo registrados por dia.

Aliás, já usamos mashups de forma sistemática. Querem um bom exemplo? O iGoogle (http://www.google.com.br/ig).

Uma pesquisa do Economist Intelligence Unit, feita em janeiro de 2007 já mostrava que 22% das empresas pesquisadas estavam usando mashups e 42% planejavam usar em no máximo dois anos. O que significa isto? Mashups estão saindo do campo das curiosidades tecnológicas, do mundo do usuário final, para entrarem nas empresas.

E que os mashups vão trazer de diferente para as áreas de TI? Talvez a maior diferença seja que os usuários vão poder criar suas próprias aplicações...isto é uma quebra de paradigmas. No modelo tradicional os desenvolvedores escrevem todas as aplicações, inclusive os interfaces para os usuarios. Quase não há espaço para customizações. Com mashups, os desenvolvedores vão se concentrar na geração das informações empresariais, expondo-as via APIs (olhem o SOA!) deixando para o usuário a construção da camada de visualização. Criar mashups como o Housingmaps (http://www.housingmaps.com/) ou o Zillow (http://www.zillow.com/) é hoje quase tão fácil quanto criar um blog. O resultado é que usuários sem maiores conhecimentos de tecnologia (basta um conhecimento técnico similar ao uso básico do Excel, por exemplo) podem criar suas próprias aplicações mashup.

A área de TI, concentrando-se em ser uma data source corporativa também vai atuar de forma mais produtiva, uma vez que grande parte do trabalho de escrever interfaces e aplicações end-user ficarão a cargo dos próprios usuários. Lembram-se do conceito da cauda longa (Long Tail)? Pois estas aplicações mashups atenderão a imensa demanda da cauda...Além disso, a maior flexibilidade, de aglutinar informações internas e externas vai gerar uma camada de visualização e aplicações end-user muito mais inovadora que atualmente. Visualizem um internet banking que possibilite uma experiência com o usuário muito mais rica e sintonizada com suas necessidades...Por exemplo, na IBM temos uma aplicação experimental chamada Trip Planner, que combina 10 diferentes fontes de dados, inclusive com mapa mostrando onde, em cada cidade, os hotéis, locadoras de veiculos e escritórios da IBM estão localizados.

Como lembrete, se quiserem se atualizar sobre o conceito da cauda longa acessem o http://www.thelongtail.com/.

Bem, mas tudo será tão formidável assim? Claro que existem muitas pedras no caminho...tem um paper muito interessante que mostra alguns dos desafios para se chegar ao cenário dos mashups empresariais. Vale a pena lê-lo. Está em http://blogs.zdnet.com/Hinchcliffe/?p=141.

Mas, um passo a frente na evolução dos mashups empresariais é a entrada da IBM neste contexto. Vejam o anúncio em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23378.wss. A IBM está desenvolvendo muitas ações para tornar os mashups empresariais adequados em termos de segurança e padrões. Recentemente doou sua tecnologia de “secure mashup” para a OpenAjax Alliance, que vai embuti-la no projeto OpenAjax Hub 1.1. Esta tecnologia permite informações de diferentes fontes se comunicarem, mas as mantém separadas, evitando que código mal intencionado possa contaminar os sistemas corporativos. Vejam mais informações em http://www.openajax.org/member/wiki/OpenAjax_Hub_1.1_Specification e http://www.openajax.org/whitepapers/Ajax%20and%20Mashup%20Security.php.

O Gartner Group publicou algumas análises sobre os anúncios da IBM no cenário dos mashups, como o Mashup Center. Alguns extratos destas análises são: “IBM has announced the beta version of its IBM Mashup Center. The offering is unique in its capabilities and promises to generate more enterprise interest in mashups, bringing them a step closer to a mainstream business use”. E finaliza com “Mashup implementations and technologies are evolving rapidly. Don’t ignore this important trend; rather, immediately begin forming a strategy for enterprise mashups. Evaluate IBM as a potential mashup environment provider, especially where business users are the target mashups builders and legacy systems access is an imperative”.

Para saber um pouco mais do Mashup Center vejam estes anúncios da IBM em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/24340.wss e http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23838.wss.

Na minha opinião, os mashups empresariais vão se tornar a bola da vez em mais uns dois anos. É o tempo para a maturação das suas idéias e conceitos, vencer resistências. Mas será uma tendência irresistível. Para imaginarmos o aumento de produtividade das empresas, podemos considerar que para cada desenvolvedor profissional deve existir pelo menos de 10 a 20 usuarios razovalemente preparados (com conhecimentos técnicos suficientes para programar algo da complexidade da programação em Excel) prontos para escreverem aplicações mashups específicas para seus problemas de negócio...

Bem, e a opinião de vocês?



Categories : [   Web20  |  inovacao  ]

Jul 09 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Monday July 07, 2008

Dica de leitura: O Efeito Medici

Acabei de ler um livro excelente, chamado O Efeito Medici, de Frans Johansson. O livro já está traduzido para o português, mas pode-se fazer o download gratuito (pdf) da versão em inglês no site http://www.themedicieffect.com/.

O livro reforça a idéia que quando chegamos a uma interseção de domínios de conhecimento, disciplinas ou culturas, podemos combinar conceitos existentes em um grande número de inovações. Ele cita exemplos bem interessantes e curiosos.

Para Frans o surgimento de interseções deve-se:

a) Ao crescente movimento de pessoas entre países (cita uma frase de Peter Drucker, em que ele diz que “as migrações em massa no século XIX eram ou para espaços vazios não habitados, como EUA, Canadá, Austrália e Brasil, ou do interior para as cidades no mesmo país. Em contraste a imigração no século XXI é de estrangeiros, em nacionalidade, lingua e religião, que se mudam para países habitados”.

b) A convergência das ciências. Cita uma frase de Alan Leshner, diretor da American Association for the Advancement of Science, que diz “a ciência disciplinar morreu. Acabou. A maioria das grandes avanços envolve múltiplas disciplinas e é cada vez mais raro ver trabalhos científicos de um único autor. E frequentemente os multiplos autores são de disciplinas diferentes.”.

c) Salto da computação.

O livro também mostra que:

a) Criar cultura de inovação dá muito trabalho.

b)Criatividade não é inovação. Não basta ter uma idéia. Ela precisa ser valiosa para uma sociedade e também ser realizada.

c) Aceitar a diferença não é o mesmo que difundi-la e estimulá-la. Por exemplo, somente colocar áreas diferentes e repertórios de vida distintos na mesma sala não fará uma empresa inovar. É preciso estimular e ouvir, e muito.

d)Empresas e pessoas falam constantemente de inovação no sentido de revolução, quebra de paradigmas. Mas no dia a dia acabam aplicando a forma mais simples dela, a direcional, que além de não ser nada revolucionária, é efêmera e envolve refinamentos e ajustes em processos e produtos, sem contar que isso os concorrrentes também fazem.

Enfim, é uma leitura instigante (li o livro aproveitando uma viagem Rio-Brasília-Rio) e recomendo sua leitura.



Categories : [   inovacao  ]

Jul 07 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Thursday July 03, 2008

Mais Cloud Computing

Em 18 de junho participei do IBM Developers Conference. Um dos pontos fortes de eventos como estes são as conversas de corredor, as trocas de informações entre as dezenas de profissionais que você acaba reencontrando. Um dos temas que debati bastante foi Cloud Computing, assunto que está bem na moda, embora ainda esteja compreendido muito vagamente.

E sem querer acabei fazendo uma pequena pesquisa informal. 100% dos colegas com quem conversei sobre o assunto consideram Cloud Computing como uma questão de infra-estrutura de TI. Ouvi frases do tipo : “Cloud Computing é hardware as a service”, “Cloud Computing é infraestrutura de TI hospedado em algum lugar...”, “Cloud Computing é a mesma coisa que utility computing”, “Cloud Computing é simplesmente outsourcing da infraestrutura de TI” e “Cloud Computing é a tão esperada capacity on demand”.

Bem, ainda estamos dando os primeiros passos. Os conceitos ainda não estão absorvidos. Mas foi curioso que ninguém associou Cloud Computing ao conceito de Software as a Service...Como se fossem coisas totalmente distintas. Bem, na minha opinião não são coisas separadas. Cloud Computing vai convergir e envelopar todos os aspectos de TI que possam ser entregues e usados como serviços, sejam estes infraestrutura ou software. E óbviamente SaaS vai fazer parte desta “nuvem”...

Eu acredito quem em mais uns cinco anos Cloud Computing já deverá estar no mainstream dos discursos e ações dos CIOs. Ou seja será visto como como um mecanismo natural para desenvolver e hospedar aplicações.

Ah, e um fato interessante e positivo. Quando se falava em Cloud Computing todos referenciaram a IBM como “master brand” do conceito. Bom sinal!



Categories : [   Cloudcomputing  ]

Jul 03 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink

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