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Green ERP?
Outro dia levantei um post sobre iniciativas de Green IT e recebi logo após um email de um executivo de uma pequena empresa de ERP. Me perguntava como seu produto poderia se inserir neste movimento, uma vez que ele sentia que Green IT ainda estava muito focada em hardware.
Bem, é verdade, o hardware e o data center estão hoje no centro das atenções do que chamamos Green IT, mas em breve o software passará a ter um papel preponderante.No caso especifico de sistemas como ERP, estes softwares vão ter, em breve, que considerar em seus algoritmos os gastos de energia e seus impactos quando da definicao dos processos logísticos. Sim, restrições ambientais serão variáveis que os sistemas de logística e transporte deverão considerar quando da escolha das alternativas de caminhos ótimos.
Também a questão do armazenamento de produtos envolverá mudanças nas variáveis, para considerarem o mínimo de emisão de gases de efeito estufa. Os Green ERP poderão ajudar as empresas a se adequarem as futuras legislações ambientais e adotarem processos de ciclo de vida de produtos sustentáveis, incluindo atividade de descarte e reciclagem.
Os sistemas de BI também deverão incluir os gastos ambientais e cálculos de “carbon neutral” em suas planilhas de análises financeiras. “Carbon emission footprint” será uma variável que aos poucos fará parte da agenda de discussões dos executivos.
Enfim, na minha opinião, Green IT poderá iniciar uma nova fase competitiva entre os ERP...Quem vai ser mais verde que o outro?
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: [ BigGreen ]
Apr 18 2008, 12:00:00 AM BRT
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Que tal ampliarmos o FISL para FISDL?
O recente episódio da aceitação do OpenXML pela ISO expôs uma série de falhas no atual processo de aprovação de padrões pela entidade. Ficou claro que os países membros sofrem muita influência e muitos órgãos de padrões não estão estruturados para reagir estas fortes pressões econômicas e políticas, e desenvolver de forma independente, um trabalho sério e essencialmente técnico.
A dúvida que fica é se os processos aprovados pela ISO sempre foram falhos e não havíamos percebido até que tenham sido expostos tão claramente como no caso OpenXML, ou se este caso quebrou os frágeis mecanismos que garantiam a seriedade ao processo. É, portanto, lícito questionar se processos tão importantes como ISO 9000 ou ISO 14.000 foram desenvolvidos sob caminhos tão tortuosos quanto o OpenXML.
Neste processo, milhares de inconsistências e falhas foram identificadas e a imensa maioria foi ignorada ou aprovada em bloco, sem uma análise mais criteriosa. Em nenhum projeto de software tal situação aconteceria e os responsáveis continuariam empregados...
Mas, há males que vem para bem. Tenho certeza que a ISO até mesmo por pressão dos diversos órgãos de padrões deverá passar por uma revisão (acho que merece uma reengenharia mesmo) dos seus processos de aprovação de padrões, adotando padrões de qualidade ISO 9000. Casa de ferreiro, espeto de pau...
Este tema deveria ser um dos tópicos a serem debatidos no próximo FISL, que começa esta semana. Aliás, proponho que que adicionemos um D ao FISL, tornando-o um Forum Internacional de Sofware e Documentos Livres, FISDL. O FISL sempre teve e continua tendo uma contribuição ímpar para a disseminação e conscientização do Software Livre no Brasil e não pode ficar de fora na questão dos documentos livres.
Documentos são de extrema importância para todo os países e sociedades e devem fazer parte do que chamamos “Civil ICT rights”, ou os direitos de livre comunicação, livre associação e livre criação. A TI tem papel importantíssimo na preservação ou restrição destes direitos. Um formato de documentos aberto incentiva os direitos enquanto um formato fechado inibe a livre criação e a livre troca de informações.
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: [ ODF | OPenXML ]
Apr 16 2008, 12:00:00 AM BRT
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FISL 9.0 e a maturidade do Linux e Open Source
Esta semana, de 17 a 19 de abril, começa em Porto Alegre, o FISL 9.0. Infelizmente, sim, infelizmente mesmo, desta vez não poderei estar presente, por ter nas mesmas datas, algumas reuniões já agendadas. A IBM estará muito bem representada pelo pessoal do LTC (Linux Technology Center).
Conversando com alguns jornalistas sobre o evento, lembrei o fato do movimento Open Source e o Linux já estarem bem amadurecidos. Não são mais novidade, estranha às corporações, mas estão rapidamente se inserindo no mainstream corporativo.
Dêem uma lida no recente relatório publicado pelo IDC, chamado “The Role of Linux Servers and Commercial Workloads”, disponível gratuitamente no site da Linux Foundation em http://www.linux-foundation.org/publications/IDC_Workloads.pdf.
O relatório mostra alguns números bem interessantes, como o que demonstra a solidez do ecossistema de negócios em torno do Linux (hardware, software e serviços) que totalizou 21 bilhões de dólares em 2007 e que deve crescer até 49 bilhões para 2011, principalmente pelo crescimento do Linux em servidores rodando aplicações comerciais como ERP, CRM, banco de dados e outras aplicações de negócio). O Linux não é mais apenas um nicho de workloads técnicos de infra-estrutura como file ou mail server.
O relatório do IDC aponta como principais oportunidades de serviços para este ecossistema as atividades de migração, integração e deployment. Educação e treinamento é visto como de menor oportunidade, mas geralmente é o ponto de entrada para os serviços de maior valor agregado como consultoria e integração. O IDC estima que estes serviços para Linux e Open Source deverão crescer cima da média do próprio mercado de serviços. Chama atenção para o fato que as receitas de software em torno das plataformas Linux já somam 10 bilhões de dólares, cerca de 4% do total da indústria, que é de 242 bilhões de dólares. Mas, estima que até 2011 deverá crescer para mais de 9%, representando 31 bilhões de um mercado que deverá se situar no patamar dos 330 bilhões de dólares.
A conclusão do relatório diz claramente “Linux continues to drive market shifts in the industry, and early adoption patterns have given way to mainstream deployment that includes a growing portion of business-oriented workloads including ERP, CRM and other line-of-business solutions. The phenomenon of Linux as being seen by business customers primarily as a low-cost infrastructure solution is being increasingly displaced by business deployment of Linux”. E mais ainda “The Linux ecosystem has strong long-term prospects, with the overall ecosystem spend projected to increase from $21 billion in 2007 to $49 billion in 2011. The shifts highlighted in this paper will help drive that trend forward at a healthy rate, as users increasingly use Linux as a key business solution for ntoday’s IT challenges”.
A Linux Foundation também publicou um paper muito interessante, com números sobre o desenvolvimento do kernel, “How Fast is Going, Who is Doing It, What They are Doing, and Who is Sponsoring IT”, acessado em http://www.linux-foundation.org/publications/linuxkerneldevelopment.php.
Lá vocês vão saber que o kernel já conta com quase nove milhões de linhas de código e a média de lançamento de releases se situa agora em tono dos 2,7 meses. São 2,83 patches por hora. Analisando a atividade em torno do kernel chegamos a uma impressionante estatística que a cada dia são adicionadas 3621 novas linhas de código, 1150 são removidas e 1425 modificadas.
Quem faz este trablho? Do 2.6.11 ao 2.6.24 foram 3678 desenvolvedores, sejam autonômos como de 271 companhias. Os dez contribuidores mais ativos contribuiram com quase 15% e os trinta mais, com cerca de 30%. A relação com seus nomes está no relatório.
Vemos também que entre as empresas contribuidoras, a Red Hat aparece em primro lugar no número de contribuições (11,2%), seguido pela Novell (8,9%) e IBM (8,3%). Sim, somos a terceira empresa em volume de contribuição com código para o kernel. Entre as demais vemos Intel (4,1%), Oracle (1,3%), Google (1,1%) e HP (0,9%). O maior volume de contribuições ao kernel, quase 70%, vieram de desenvolvedores de alguma forma pagos por empresas e cerca de 30%, mais precisamente,26,8%, vieram de colaboradores “none” e “unknown”, que são colaborações individuais, sem patrocínio de alguma empresa ou que a empresa não pode ser identificada.
E, já vemos também colaborações de empresas que antes não imaginávamos que podessem contribuir, como a Volkswagen, que contribuiu para o kernel 2.6.25 com a implementação do protocolo PF_CAN, para comunicações em ambientes que sofrem fortes interferências, como automóveis. Para saber mais do PF_CAN acessem http://lwn.net/Articles/253425/ e http://en.wikipedia.org/wiki/Controller_Area_Network.
A conclusão disto tudo? Linux é sem sombra de dúvidas um excelente sistema operacional e um dos mais bem sucedidos exemplos de projetos Open Source. Sua comunidade é vibrante e demonstra de forma inequívoca que colaboradores individuais e empresas podem criar uma comunidade com ampla sinergia. Desenvolvimento colaborativo por excelência. Definitivamente, Linux não é obra de hobistas, mas de desenvolvedores competentes.
Em resumo, na minha opinião, apenas desinformados ainda tem medo de adotar Linux e Open Source!
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: [ Linux | OpenSource ]
Apr 14 2008, 12:00:00 AM BRT
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The Big Switch
Acabei de ler último e instigante livro de Nicholas Carr, “The Big Switch, Rewiring the World, from Edison to Google”. Ele faz uma analogia muito interessante entre a evolução da eletricidade e a Internet. Sua tese é que a democratização da eletricidade alterou profundamente a nossa vida, nossa economia e a nossa sociedade, e agora, a chamada “utility computing” também estará redesenhando nosso futuro.
Este conceito está sendo implementado pela chamada Cloud Computing, onde a capacidade de processamento disponível não está limitada a um computador individualmente, mas espalhada por uma “nuvem” de computadores conectados à Internet. Assim, segundo Carr, em vez de uma empresa ou indivíduo comprar seus próprios e sofisticados computadores e softwares, eles simplesmente usariam máquinas bem mais leves e se conectariam à Internet. Por exemplo, os PCs se transformariam em terminais (thin clients) e o processsamento ocorreria na rede, em outros computadores. Ele cita o exemplo do Google, onde ao fazer uma pesquisa, o usuário práticamente não utiliza os recursos de seu PC, pois todo o trabalho da busca é feito pelos milhares de computadores da “nuvem” do Google.
Segundo Carr, quando e se este cenário se tornar realidade, toda a natureza da economia da computação mudará drasticamente, assim como a economia mudou quando a sociedade passou das máquinas a vapor para a eletricidade. Na prática, todos nós passaríamos a ter um supercomputador virtual em casa. Imaginem o que teriamos de potencial...
Para Carr este movimento já começou e está sendo impulsionado por varias razões, como a complexidade e ineficiência do modelo cliente-servidor (mais e mais máquinas são adicionadas, aumentando o custo de propriedade, com utilização média bastante baixa) e a crescente constatação que este modelo bate de frente com as iniciativas de redução de consumo de energia e emissão de gases de efeito estufa. Ele inclusive afirma “The PC age is giving way to a new era: the utility age”.
O livro é realmente interessante e abre novas perspectivas sobre o futuro da computação. Vale a pena ser lido.
Algumas empresas bem sucedidas do mundo da Internet estão adotando este conceito. A Amazon é uma delas, comercializando para o mercado americano o poder computacional de sua nuvem, através do EC2 (Elastic Compute Cloud) e o S3 (Simple Storage Service). Aliás, se quiserem saber um pouco mais da arquitetura e tendências da IT da Amazon, acessem o blog de seu CTO, Werner Vogels, em http://www.allthingsdistributed.com/.
Bem, Cloud Computing é um novo modelo de outsourcing, baseado nas idéias e tecnologias de virtualização, Grid Computing e Sofware-as-a-Service, aliado à disseminação da banda larga. Já vemos alguns casos interessantes de uso, principalmente em start-ups da Internet.
E na IBM? O que estamos fazendo? Claro que a IBM está antenada com este cenário e inclusive temos uma definição bem clara para Cloud Computing, que é “An emerging computing paradigm where data and services reside in massively scalable data centers and can be ubiquitously accessed from any connected devices over the Internet”.
Se vocês se interessarem pelo tema visitem o site http://www.ibm.com/developerworks/websphere/zones/hipods/ e vejam a estratégia de Blue Cloud em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/22613.wss. Blue Cloud é a solução da IBM para as empresas construírem suas próprias nuvens computacionais.
Onde podemos pensar em construir e disponibilizar clouds? Imaginem incubadoras de empresas de TI e games, dispondo de uma nuvem com grande capacidade computacional. Nenhuma incubada arca com o ônus do todo, mas tem acesso ao somatório dos recursos disponíveis a todas. Querem um caso real? Vejam a experiência que iniciamos na China em http://www.ibm.com/news/vn/en/2008/02/080201.html.
Outra área de aplicação: universidades! Compartilhar recursos, sempre escassos, é um atrativo e tanto para as universidades, sempre premidas por budgets reduzidos.
Enfim, a IBM está criando diversos centros de estudo de Cloud Computing ao redor do mundo, em países como China, Irlanda, Índia e Brasil (São Paulo).
O fato da Cloud Computing ainda não estar no radar dos CIOs não significa que devemos simplesmente deixá-la de lado. Na minha opinião ainda temos um longo caminho a percorrer até este cenário se concretizar e se vai realmente se concretizar...Portanto, recomendo que, no mínimo, devemos monitorar sua evolução de perto.
É uma tecnologia de disrupção e tem o potencial de afetar de forma drástica as áreas de TI das empresas. Não pode ser ignorada!
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: [ Cloudcomputing | inovacao ]
Apr 10 2008, 12:00:00 AM BRT
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ODF nas universidades
A última edição da Linux Magazine traz mais um case de adoção do ODF no Brasil, com o exemplo da Unices (Faculdade Capixaba de Administração e Educação, http://www.unices.com.br/). O case da Unices foi o terceiro colocado no concurso “Padrão Aberto, Prêmio Certo”, realizado pela Linux Magazine em parceria com o portal developerWorks da IBM e a ODF Alliance.
É um case interessante, pois aborda um setor onde o formato aberto de documentos é de extrema importância: o setor educacional. Além do fato de gerarem milhões de documentos por ano, as universidades ainda exigem que os seus alunos entreguem seus trabalhos em formato proprietário. Desta forma, acabam, indiretamente, gerando um incentivo à piarataria, pois muitos alunos não tem condições financeiras de adquirir uma suite de escritórios cara.
Para o professor, a escolha da ferramenta que o aluno vai utilizar para seu trabalho não tem a minima importância. Ele precisa apenas ter condições de receber o documento eletrônico. Ao adotar ODF, os alunos ficarão livres para escolher a melhor alternativa de softwares, podendo usar OpenOffice, Symphony, GoogleDocs e até mesmo o Office, neste caso usando algum conversor.
A Unices é um bom exemplo no uso de Open Source e ODF, e acredito, será seguida por muitas e muitas escolas e universidades no Brasil.
E pensando um pouco mais, que tal olharmos as lan houses? Grande parte delas estão na periferia e em regiões de baixo poder aquisitivo. Porque não adotam softwares Open Source e ODF? Assim, não correm risco de serem processadas por pirataria (recentemente a Abes divulgou que lacrou 335 lan houses pelo país) e seus usuários, ao adquirirem seus próprios computadores já estarão preparados para continuar usando estes softwares...Afinal a maioria deles não terá condições de adquirir cópias originais desta caras suítes.
A luta contra a pirataria deve passar pelo incentivo ao Open Source e ODF.
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: [ ODF | OpenXML ]
Apr 08 2008, 12:00:00 AM BRT
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Vamos falar de Green IT novamente?
O tema “Green IT” está começando a ser debatido na mídia e em algumas, ainda esparsas conversas sobre TI...Uma pesquisa no Google por “Green IT” rendeu 2.480.000 respostas! Claro que está muito longe de Web 2.0 (mais de 73 milhões de respostas), mas já é alguma coisa...
Pelo que tenho visto nos artigos da midia ainda existem muitas dúvidas sobre o tema, como: “o que é mesmo Green IT”?, “qual sua abrangência?”, “como começo um projeto de Green IT?” e assim por diante.
Bem, vamos conversar mais um pouco sobre o assunto. Na minha opinião o maior interesse atual em Green IT está focado em “Green data center”, que inclui reengenharia do site, virtualização, consolidação e uso de servidores que demandam menos energia.
E por onde começar? O primeiro passo é saber quanto o data center está gastando de energia. Hoje a maior parte dos CIOs não tem informações sobre o seu gasto de energia. Depois iniciar as ações corretivas e preventivas. Por exemplo, incluir conservação de energia na compra de hardware (optar por servidores que consumam menos energia) e rever o uso de thin client como substituto de parte do parque de PCs. Também deve rever o site e corrigir os desperdícios de energia. Provavelmente um estudo de ROI deverá mostrar a relação positiva destas iniciativas. Em tempo, algumas estimativas apontam que está surgindo um novo mercado: consultoria e serviços em Green IT. Alguns números surpreendem, como os do Forrester Research que diz que em 2010 o mercado mundial de “Green IT Services” será algo em torno de 1,75 bilhões de dólares!
Mas além do data center, existem outras tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de energia e começam a ser vistas como politicamente (do ponto de vista ambiental) corretas...Por exemplo, ferramentas de colaboração e social computing, que incentivam a formação de redes sociais virtuais, aumentando a troca de informações entre funcionários, sem necessidade de viagens desnecessárias. Com ferramentas deste tipo e maior uso de banda larga, as pessoas podem trabalhar em casa. O uso de home office reduz emissão de carbono, pois menos viagens de casa para escritório reduz uso de automóveis e consequentemente menos emissão de poluentes. E mais, menos espaço de escritório, menos iluminação e ar condicionado: menos consumo de energia!
Outra tecnologia green: videoconferência! Responsabilidade ambiental pode ser mais uma variável a ser inserida nos estudos de avaliação e ROI das empresas quanto à sua adoção. Videoconferência reduz sensivelmente a necessidade de viagens e o volume das emissões de carbono (carbon footprint) das empresas.
OK, e o que é mesmo “carbon footprint”? Podemos definir “carbon footprint” como o total de gases de efeito estufa (como dióxido de carbono) emitidos por uma empresa (em suas operações, como fabricação de produtos, serviços prestados e trabalho efetuado pelos seus funcionários) ao longo de um determinado tempo, geralmente um ano. Existem muitas empresas que já desenvolvem ações para mitigarem as ações dos gases de efeito estufa e se tornarem neutras em carbono. Entre as ações, a redução do volume de emissão dos gases de efeito estufa através da redução das viagens, translado dos funcionários de e para a empresa estão se tornando mais comuns.
Posteriormente o CIO pode inserir processos que incentivem e gerenciem a reciclagem de equipamentos obsoletos, reduzindo o lixo eletrônico. E, importante, as ações de TI devem estar alinhadas com a estratégia de sustentabilidade ambiental da corporação!
Para terminar, recomendo que vocês acessem http://www-03.ibm.com/systems/optimizeit/cost_efficiency/energy_efficiency/. Neste site vocês terão acesso a diversos papers, podcasts e vídeos sobre as iniciativas de Green Data Center da IBM.
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: [ BigGreen ]
Apr 07 2008, 12:00:00 AM BRT
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OpenXML foi aprovado...e agora?
Saiu o resultado oficial da ISO com relação ao OpenXML. A proposta DIS-29500 foi aprovada. A minha expectativa pessoal era que, dado o grande número de pendências, a proposta não seria aceita pelos órgãos de padrões dos países envolvidos na análise (National Body, NB). Mas, enfim...Bem, o assunto tem gerado muitas conversas e em uma delas, um colega meu perguntou o que será do ODF após este resultado. Outro me perguntou se valeu a pena todo o esforço.
Na minha opinião, se não tivesse havido tanto debate provavelmente a especificação aprovada seria muito pior do que a versão atual, que insisto, ainda continua cheia de inconsistências e falhas. Além disso as inúmeras críticas e questionamentos ao processo de aprovação adotado (via Fast Track) mostrou que é absolutamente necessário rever os procedimentos da ISO.
Um exemplo: a possibilidade de países com NBs sem estrutura adequada para avaliar adequadamente um padrão mundial influenciarem na sua decisão tem que ser revista. Os NBs deveriam ter que cumprir exigências técnicas e institucionais universais e uniformes (e passíveis de auditoria) para serem considerada aptas a votar. Isto eliminaria problemas de NBs se filiarem como membros P à ISO, dois meses antes de uma votação e opinarem sem ao menos terem feito alguma análise mais detalhada da especificação.
Quando lemos em blogs e na mídia especializada o que aconteceu em diversos países, onde grupos técnicos foram contra a aprovação, mas o staff do NB local optou pelo voto SIM ou se absteve, devemos reconhecer e aplaudir a lisura e excelência do trabalho efetuado no Brasil pela ABNT, que foi, sem sombra de dúvidas, um exemplo de comportamento que deveria ser copiado pelos NBs do mundo todo!
Recomendo lerem o blog do Groklaw em http://www.groklaw.net/article.php?story=20080328090328998 para algumas explicações mais detalhadas de “algumas coisas que não deveriam ter acontecido” no processo...
Aliás, sem uma reengenharia dos processos de aprovação de padrões, a ISO correrá o risco de passar por outras situações como esta, em que sua credibilidade está sendo amplamente questionada.
Quanto ao ODF, indiscutivelmente que todo este debate serviu para mostrar a importância de um formato aberto de documentos. Nunca o tema foi tão debatido e gerou tantos eventos, artigos e posts levantados em blogs pelo mundo inteiro.
Lá pelos idos de 2005, quando o ODF começou a aparecer de forma discreta na mídia especializada, graças à decisão do governo do estado americano de Massachussets de adotá-lo, quem poderia imaginar que toda esta celeuma seria levantada?
Assim, o fato do OpenXML ter sido aprovado pelo ISO não vai afetar a crescente curva de adoção do ODF. Pelo contrário, os governos que ainda não incluíram os formatos abertos em suas políticas de documentos, talvez esperando a decisão da ISO, o farão agora. Até mesmo para manter a coerência com seus votos...E aí será a hora da verdade. Sair do debate político e entrar no mundo real, onde estarão armazenando e recuperando documentos reais e não apenas debatendo páginas de especificações.
Muitos NBs que não analisaram a fundo a especificação do OpenXML (e tenho certeza que muitos NBs que votaram a favor não tinham a mínima condição para estudar, avaliar e opinar com profundidade as mais de 6.000 páginas da especificação) terão que definir normas e procedimentos que orientarão a política de armazenamento e uso de documentos eletrônicos de seus países para as próximas décadas.
Bem, e terão que decidir se, pelo menos, a especificação a ser adotada terá:
1.Qualidade. O fato de mais de 80% das especificações do OpenXML não terem sido analisadas significa manter um universo de bugs em potencial por muitos e muitos anos. Isto não aconteceu e nem está acontecendo com o ODF.
2.Disponibilidade de softwares. Uma vez que a especificação aprovada não é a que está sendo implementada no Office atual, devido as milhares de modificações efetuadas durante o processo e que ainda não foram oficializadas, devemos esperar algum tempo antes que surjam softwares que consigam implementar o futuro OpenXML. Ninguém ainda anunciou quando estará disponível a primeira versão de algum software que seja compatível com a última versão do DIS-29500! Enquanto isso, o ODF já está implementado por diversos softwares, de diversas empresas.
O fato é que os países e seus governos terão obrigatóriamente que adotar políticas que visem garantir a recuperação futura de seus documentos eletrônicos. Já sabem que manter o atual formato binário é impraticável. E terão que fazer isso rápido, uma vez que enquanto nada fazem, são gerados milhões de novos documentos em formato binário, aumentando o legado de forma exponencial.
Como vimos ao longo do processo, dificilmente produtos que não o Office conseguirão ser 100% compliants com o OpenXML. Assim, os governos dos países terão que arcar com a responsabilidade de mantendo o OpenXML, estarem perpetuando o atual monopólio.
Provavelmente veremos muitos países decidindo-se por políticas de uso de documentos que incentivem a concorrência e inserindo nos textos não apenas a exigência de um formato que tenha sido aprovado pela ISO, mas que seja realmente aberto, e que tenha suporte nativo implementado por dois ou mais softwares. Também exigirão que não haja discriminação quanto aos modelos de comercialização dos softwares que usam os formatos de documentos, de modo que permitam diversas alternativas como modelos Open Source. Sem isso, os cidadãos não terão seus “civil ICT rights” (liberdade de religião, liberdade de opinião e liberdade de usar qualquer aplicação...) reconhecidos, pois serão obrigados a adquirir um software específico para poderem dialogar com seus governos!
Ora, para mim fica claro que a aprovação do OpenXML pela ISO será mais um fator impulsionador para adoção do ODF pela sociedade, pelo fato do ODF ser um padrão que já existe de fato (e não no papel), incentivar a livre concorrência, garantir os “civil ICT rights” dos cidadãos e inibir monopólios. Além do mais, a própria mobilização da sociedade que, em peso, debateu exaustivamente o OpenXML durante seu processo de aprovação, continuará mobilizada e atuando forte para que padrões abertos de documentos sejam e continuem realmente abertos.
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: [ ODF | OpenXML ]
Apr 03 2008, 12:00:00 AM BRT
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Combater a dengue!
Meus amigos, todos nós devemos ajudar a combater a dengue. A iniciativa World Community Grid (WCG) tem um projeto específico que busca pesquisar por drogas que combatam a doença. O link é http://www.worldcommunitygrid.org/projects_showcase/dddt/viewDddtMain.do.
Em tempo, o WCG é uma iniciativa, sem fins lucrativos, apoiada pela IBM, da chamada computação filantrópica. Este modelo computacional é baseado no conceito de voluntariado, onde o usuário toma a decisão deliberada de ceder ciclos ociosos de seu PC para contribuir com uma determinada organização a executar uma tarefa.
E o resultado é extremamente interessante. Uma rede voluntária de PCs apresenta uma capacidade computacional equivalente a de muitos dos maiores supercomputadores do mundo, mas a custos irrisórios. O potencial também é fantástico. Se imaginarmos um bilhão de PCs conectados à Internet e uns 10% deles colaborando com seus ciclos, teremos um poder computacional imenso que poderá contribuir em muito para avanço das pesquisas em todas as áreas do conhecimento humano.
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: [ Gridcomputing ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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Talk-show sobre Virtualizacao
Pessoal, na próxima quarta, 9 de abril, as 19 horas, estarei participando com o Rafael Peregrino editor da Linux New Media de um talk-show sobre Virtualização na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo. Neste evento a New Media estará lançando o primeiro volume da série Linux Technical Review, abordando o tema virtualização. O talk-show está aberto a todos!
Será uma boa ocasião para falarmos de Open Source, virtualização e outros assuntos…Até lá!
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: [ virtualziacao ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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IBM e EnterpriseDB
No final de março a IBM fez um movimento que passou desapercebido por muitos: adquiriu participação na EnterpriseDB. Esta empresa, de apenas quatro anos, fez mais uma rodada de investimentos e obteve dez milhões de dólares de diversos VCs (o total de investimentos até agora já alcançam 37,5 milhões de dólares) e a IBM, embora não costume investir em start-ups adquiriu uma pequena, mas simbólica participação.
Um analista do 451 Group, Raven Zachary, comentando sobre este movimento da IBM: “With MySQL as part of Sun now, IBM sees its open source database future aligned with PostgreSQL through EnterpriseDB. IBM also gains in this move through EnterpriseDB´s Oracle database compatibility, as IBM competes with Oracle via DB2. This is a smart move for IBM”.
Na minha opinião, esta iniciativa não vai afetar os laços da IBM com MySQL, que já fazem parte de uma oferta bundled com o System i. Mas, adquirir uma pequena parte das ações da EnterpriseDB comprova para o mercado que o comprometimento da IBM com o movimento Open Source continua bem intenso.
Mas, quem é a EnterpriseDB? É a maior contribuidora do projeto PostgreSQL, embora comercialize extensões próprias. Entre as extensões estão as facilidades de compatibilidade com o Oracle. É um modelo de negócios que envolve estreita parceria com o movimento Open Source. É um modelo adotado por outras iniciativas Open Source como Zimbra e SugarCRM. A empresa está ampliando os laços com a comunidade e está disponibilizando o GridSQL, software de Data Warehousing em GPL 2.0.
A EnterpriseDB, agora com nomes como IBM por trás, pode ter seus produtos avaliados de forma mais positiva pelos CIOs que ainda estejam reticentes de abraçarem produtos Open Source. A compatibilidade com Oracle (que inclui suporte para PL/SQL, store procedures e replicação), a possibilidade de também executar em plataformas mais altas (como mainframes com o Advanced Server 8.2 for Linux on System z e uma versão para System p, em AIX) e ferramentas de migração que permitem mover uma grande parte das aplicações Oracle para EnterpriseDB praticamente sem esforço, abre espaço em muitas corporações que estejam insatisfeitas com os budgets alocados ao Oracle. Outra janela é a exploração do Postgres Plus por ISVs que desenvolvem aplicações com base no Oracle, que agora podem reduzir sensivelmente o custo final de suas soluções.
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: [ OpenSource ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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Linkedin e sua nova feature: company profile
Faço parte de duas comunidades virtuais ligadas ao meio profissional, que são o Plaxo (www.plaxo.com) e o Linkedin (www.linkedin.com).
A competição entre elas é acirrada e inovações surgem a cada instante. O Linkedin, recentemente, anunciou a versão beta de uma nova feature muito interessante, focando perfil de empresas, com dados baseados nos seus funcionários que estão na comunidade.
Entre as informações que podemos obter acessando esta facilidade são bem curiosas, como recentes contratações, promoções, localizações onde se concentram os funcionários e os relacionamentos deles com funcionários de outras empresas. Pode-se também verificar de onde eles vieram antes de se juntarem à empresa, idade média, universidades mais frequentadas, etc.
Vejam no blog oficial do Linkedin como fazer um teste desta feature, em http://blog.linkedin.com/blog/2008/03/company-profile.html. Realmente fico curioso em saber como as áreas de RH irão usar estas informações... Por exemplo, pesquisei por IBM (http://www.linkedin.com/companies/1009/IBM?) e achei coisas interessantes...Em career path before, descobri que a maioria dos ibmistas que estão no Linkedin vieram de empresas como PriceWaterhouse (a IBM comprou a divisão de consultoria da Price em 2002), HP, Oracle e Accenture. E no career path after, geralmente vão para Microsoft, HP, Oracle, Accenture e Cisco. A maior frequencia de conexão (redes de contatos) dos ibmistas está com profissionais da Microsoft, Oracle e SAP. E o job title mais popular entre os ibmistas no Linkedin é o de Consultant e a idade média é de 34 anos.
Pesquisei também por outras empresas...Curiosity killed the cat...entre elas, Google (http://www.linkedin.com/companies/1441/Google?), Microsoft (http://www.linkedin.com/companies/1035/Microsoft?) e Oracle (http://www.linkedin.com/companies/1028/Oracle?). Na Microsoft, por exemplo, os career path before e after apontam para IBM...Ou seja, hoje ali, amanhã aqui...
Também “brinquei” com algumas empresas nacionais como Microsiga, Datasul e Procwork...Bem, mas dêem uma olhada vocês mesmo.
Agora, não podemos esquecer que estes números devem ser vistos com reserva, pois eles são baseados no universo de pessoas que estão cadastradas no Linkedin, que não necessariamente representam o universo de funcionários de uma empresa.
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: [ SocialComputing | Web20 | empregabilidade | inovacao ]
Apr 01 2008, 12:00:00 AM BRT
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Global Citizenship
Outro dia a nossa gerente de Responsabilidade Corporativa, Ruth Harada, me entregou um relatório e disse “você vai gostar de ler isso...”. Acertou em cheio. O relatório, “Global Citizenship of individuals among organizations across society” é extremamente interessante e nos dá uma visão muito clara da importância da responsabilidade corporativa das empresas, em um mundo globalizado.
Vivemos um momento de disrupção na sociedade, talvez com maior impacto do que foi a Revolução Industrial. E toda mudança traz em si imensos riscos, mas também imensas oportunidades. É saber escolher o caminho certo.
Um dos capítulos do relatório aborda o impacto da globalização no indivíduo (somos agora cidadãos globalizados), com suas consequências nos skills, na formação das lideranças e nos modelos de organização do trabalho.
Em skills, por exemplo, o US Department of Labor diz que estamos começando a viver uma época em que um indivíduo terá entre cinco e dez trabalhos diferentes, em várias profissões, no decorrer de sua vida profissional. O modelo tradicional de “acabou a faculdade e agora é trabalhar”, acabou! O aprendizado será cada vez mais contínuo e diversificado.
A formação de lideranças também passa por transformações. Como serão os líderes do mundo globalizado? Como formar estas lideranças? E como fazer todas estas pessoas trabalharem nas empresas? O modelo atual, de horários rígidos e escritórios continuará valendo nas próximas décadas? Com certeza não! No relatório tem uma frase emblemática desta mudança que diz “twenty years ago, IBM introduced flex-time, allowing employees to adjust their office hours by 30 minutes. But the workplace we knew then, or even five years ago, no longer exists”. Para termos uma idéia, mais de 54.000 funcionários da IBM mundial trabalham em home office!
Mas o mundo globalziado também exige mudanças radicais nas organizações. O ritmo de inovações se acentua, e estamos entrando acelerados na economia de serviços...Novos modelos de negócio estão surgindo. Como sobreviver e crescer empresarialmente neste mundo? Tirei do relatório esta frase: “Services now account for 64% of the world’s gross domestic product. But university curricula and frameworks are still largely based on manufacturing paradigms”. Para preencher este gap, a IBM em colaboração com mais de uma centena de universidades ao redor do mundo está desenvolvendo uma nova disciplina acadêmica, chamada de Service Science, Management and Engineering.
O mundo globalizado também provoca mudanças significativas nos relacionamentos entre empresas. “As an organization’s operations become increasingly collaborative, transparency is essential to maintaining trust, with partners, clients and society at large, and within the company itself”. Integridade e trasparência é fundamental!
E como sermos cidadãos globalizados na sociedade? “We’re witnessing the emergence of a global commons, of information, innovation, opportunity and societal responsibility. Which raises a question for both enterprises and individuals: what does it mean to be a global citizen today?”.
Temos um cenário desafiador pela frente: as questões ambientais, “There is little debate today that the impact of environmental degradation is real and quantifiable…”; um novo cenário empresarial, “small business are already the growth engines of nearly every market. And their future can be brighter yet, with some help”; e um contexto mais comunitário, “Linking people’s idle computers together is a grid can create supercomputer-level strength. We’re using it to tackle some of the world’s most urgent threats”.
No relatório, que pode ser obtido em http://www.ibm.com/ibm/responsibility/2007_report.shtml vocês podem ter uma idéia mais detalhada das ações da IBM neste contexto. Vale a pena ler com atenção.
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Mar 31 2008, 12:00:00 AM BRT
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Big Brother 2.0?
Semana passada, quando estava escrevendo o post sobre Web 2.0, me caiu uma ficha...É indiscutível que a Web 2.0 abre novos e inovadores caminhos. Mas, por outro lado, não podemos ignorar os riscos e desafios que surgem com a sua adoção. E um destes riscos é exatamente questão da privacidade, que gostaria de abordar e debater com vocês neste post. As suas opiniões e comentários serão muito bem vindos!
Qualquer um de nós usa um search engine no seu dia a dia. Eu, pessoalmente estou constantemente “googlando”. E nem me dou conta do que os mecanismos de busca armazenam sobre mim...De maneira geral eles armazenam logs detalhados das buscas efetuadas, fazendo uso de gravação dos endereços IPs que originaram a busca, cookies, data e hora da pesquisa, keywords usados na busca e os resultados clicados pelos usuários. Com estas informações é possivel saber, por endereço IP, quais páginas e em qual sequencia foram acessadas. E também, com estas informações, pode-se, a partir de uma lista de keywords saber que IPs as usaram. Na verdade minhas buscas não são tão anônimas como eu pensava...
Com a chegada da Web 2.0, as informações pessoais se espalham com muito mais intensidade e velocidade pela Internet. As pessoas colocam seu dia a dia e opiniões em blogs, criam home pages pessoais, usam emails gratuitos, colocam seu perfil profissional no Linkedin ou Plaxo, seus bookmarks de sites Web favoritos no del.icio.us, detalham relacionamentos com amigos no Facebook, MySpace e Orkut, registram suas músicas preferidas no Last.fm, compartilham suas experiências de viagem no Dopplr, se divertem com vídeos do YouTube e assim por diante...
Bem, vamos agora juntar os mecanismos de busca aos sites Web 2.0. Por exemplo, um Google com Orkut com YouTube com Gmail com Picasa com Dodgeball...Ou um Yahoo com Flickr e del.icio.us...Quantas informações sobre cada um de nós não estarão disponíveis?
O que já se pode fazer? Pesquisar por nomes de pessoas...Uma pesquisa no Google por Cezar Taurion resultou em mais de 17.000 respostas. Pesquisei também pelo nome das minhas filhas e consegui dezenas de respostas...Ora, qualquer um pode pesquisar por qualquer nome, com qualquer intenção e descobrir muita coisa...
Na verdade, à medida que mais e mais informações pessoais se disseminam pelos sites Web 2.0, os critérios de privacidade começam a ficar cada vez mais fluídos. Se coloco um perfil profiisonal no Linkedin, nada impede de alguém pesquisar por isso antes de me contratar. Ou se faço parte de uma comunidade no Orkut, um eventual futuro empregador pode checar meus relacionamentos e mesmo opiniões pessoais sobre diversos assuntos, mesmo extra-trabalho!
Um exemplo adicional de onde as coisas podem chegar...Vejam este paper em http://www.esprockets.com/papers/euroITV-2006.pdf. Pesquisadores do Google apresentaram uma proposta de um futuro sistema "audio-fingerprint" onde um microfone em seu computador pode monitorar o ambiente e caso voce tenha uma televisão ligada, ele grava um sinal de vídeo, compara com um banco de dados e identifica que programa você está assistindo. Com esta e outras informações, direciona o envio de advertsings mais específicos, baseados nos tipos de programas que você assiste.
Não vamos deixar de usar os mecanismos de busca e os sites Web 2.0. Eles já fazem parte de nossa vida e não sabemos viver sem eles...Eu pelo menos, não! Mas devemos ter consciência que ao fazer uso das fantásticas inovações oferecidas pela Web 2.0 podemos estar abrindo mão de nossa privacidade!
Se você ficou preocupado com o assunto, uma sugestão para complementar suas leituras: acesse o site da Electronic Privacy Information Center, em http://epic.org/ e também leia o paper de pesquisadores da Universidade de Minnesota, EUA, "You Are What You Say: Privacy Risks of Public Mentions", em http://www-users.cs.umn.edu/~dfrankow/files/privacy-sigir2006.pdf.
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Mar 27 2008, 12:00:00 AM BRT
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O Pós-BRM...
Estamos chegando ao fim de mais uma etapa de discussão quanto a aprovação ou não da especificação OpenXML. A última etapa foi o BRM, em Genebra, que acabou gerando mais confusão e incertezas. Embora alguns digam que a reunião foi um sucesso, com 98% dos comentários sendo resolvidos, indiscutivelmente que a realidade é outra. Cerca de 80% dos comentários não foram sequer analisados e da votação que se seguiu, seis países aceitaram as sugestões do Ecma, quatro foram contra e 18 se abstiveram. Ora 22 países de 26 não votaram a favor da proposta!
E porque? Na minha opinião existem muitos senões que impedem um voto SIM, de forma consciente e profissional. O próprio processo de Fast Track não permitiu que fossem feitas avaliações adequadas da especificação. Para termos uma idéia deste problema, das mais de 6.000 páginas originais (devem ser quase 7.000 agora, depois do BRM...), as entidades de padrões tiveram apenas um curto período de cinco meses para avaliar toda esta massa de documentação. Apesar desta limitação de tempo, foram detetadas 3.522 inconsistências e erros. A Ecma respondeu a estes 3.522 comentários com 1.027 propostas, para serem debatidas nos cinco dias do BRM.
Ora, fazendo uma simples conta, com 6.045 páginas divididas por 1.027, temos um erro a cada 5,8 páginas. Claro que, se houvesse mais tempo, muito mais erros seriam encontrados!
Mais, não é só. Também é impossivel alguém dizer que existem 100% de certeza quanto a resolução dos vários problemas de propriedade intelectual que foram encontrados nos documentos Open Specification Promise (OSP) e Covenant Not to Sue da Microsoft.
Nestes documentos lêem-se: “claims of Microsoft-owned or Microsoft-controlled patents that are necessary to implement only the required portions of the Covered Specification that are described in detail and not merely referenced in such Specification”. E “promises not to assert any Microsoft Necessary Claims against you for making, using, selling, offering for sale, importing or distributing any implementation to the extent it conforms to a Covered Specification…”.
O que isto signfica na prática? Que a promessa não cobre as especificações que “are not described in detail”, que são muitas; que limita a liberdade de uso à sintaxe da especificação, mas não a “application behavior” que estão espalhados nas suas mais de 6.000 páginas; e não inclui patentes das subsidiárias e afiliadas da Microsoft. E um ponto importantíssimo: a OSP é limitada a atual versão do OpenXML! Fica então a pergunta: o que acontecerá com as próximas e inevitáveis versões da especificação?
Além disso, inúmeros problemas técnicos ainda não foram resolvidos, como a falta de um mapeamento do formato binário para OpenXML, que é a própria razão de ser da especificação! Este mapeamento mostraria como traduzir um documento em binário em OpenXML e sem ele, não há a mínima garantia que softwares diferentes produzam o mesmo documento OpenXML. Sem este mapeamento, na prática, a única ferramenta que produzirá um documento OpenXML compatível seria o próprio Office, pois a única empresa que detém o conhecimento deste mapeamento é a Microsoft.
A própria proposta da especificação, de produzir um padrão compatível com o Office nos leva a uma situação no mínimo preocupante: uma ferramenta (o Office) definindo um padrão e não o contrário. Imagino como seria se a especificação HTML refletisse as caraterísticas internas do Firefox ou do Explorer...Na minha opinião usar um software específico como modelo de referência obriga a que o padrão seja limitado pelas escolhas técnicas originalmente feitas pelos desenvolvedores do software. O que nem sempre é um bom negócio, principalmente quando o software tem mais de vinte anos de desenho, mantendo dentro de si idéias e algoritmos já ultrapassados pelo tempo...
Ok, e após o BRM, quais serão os próximos capítulos? Até o fim deste mês de março as entidades de padrão vão manter ou mudar seus votos. A partir daí, provavelmente até fins de abril sai o veredito final. Se a proposta DIS 29500 for rejeitada, a Ecma ainda tem opção de reapresentá-la pelos caminhos tradicionais, sem Fast Track, em um processo que geralmente leva de três a cinco anos.
Ou então, o que na minha opinião, seria melhor para todos, a Microsoft acata a sugestão das várias entidades de padrões (voz do mercado!) e integra o OpenXML ao padrão ODF, já aceito pela ISO. Teríamos um único padrão (como os HTML e TCP/IP), e aí todos ganharíamos com esta garantia de interoperabilidade.
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Mar 25 2008, 12:00:00 AM BRT
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