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Combater a dengue!
Meus amigos, todos nós devemos ajudar a combater a dengue. A iniciativa World Community Grid (WCG) tem um projeto específico que busca pesquisar por drogas que combatam a doença. O link é http://www.worldcommunitygrid.org/projects_showcase/dddt/viewDddtMain.do.
Em tempo, o WCG é uma iniciativa, sem fins lucrativos, apoiada pela IBM, da chamada computação filantrópica. Este modelo computacional é baseado no conceito de voluntariado, onde o usuário toma a decisão deliberada de ceder ciclos ociosos de seu PC para contribuir com uma determinada organização a executar uma tarefa.
E o resultado é extremamente interessante. Uma rede voluntária de PCs apresenta uma capacidade computacional equivalente a de muitos dos maiores supercomputadores do mundo, mas a custos irrisórios. O potencial também é fantástico. Se imaginarmos um bilhão de PCs conectados à Internet e uns 10% deles colaborando com seus ciclos, teremos um poder computacional imenso que poderá contribuir em muito para avanço das pesquisas em todas as áreas do conhecimento humano.
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: [ Gridcomputing ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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Talk-show sobre Virtualizacao
Pessoal, na próxima quarta, 9 de abril, as 19 horas, estarei participando com o Rafael Peregrino editor da Linux New Media de um talk-show sobre Virtualização na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo. Neste evento a New Media estará lançando o primeiro volume da série Linux Technical Review, abordando o tema virtualização. O talk-show está aberto a todos!
Será uma boa ocasião para falarmos de Open Source, virtualização e outros assuntos…Até lá!
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: [ virtualziacao ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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IBM e EnterpriseDB
No final de março a IBM fez um movimento que passou desapercebido por muitos: adquiriu participação na EnterpriseDB. Esta empresa, de apenas quatro anos, fez mais uma rodada de investimentos e obteve dez milhões de dólares de diversos VCs (o total de investimentos até agora já alcançam 37,5 milhões de dólares) e a IBM, embora não costume investir em start-ups adquiriu uma pequena, mas simbólica participação.
Um analista do 451 Group, Raven Zachary, comentando sobre este movimento da IBM: “With MySQL as part of Sun now, IBM sees its open source database future aligned with PostgreSQL through EnterpriseDB. IBM also gains in this move through EnterpriseDB´s Oracle database compatibility, as IBM competes with Oracle via DB2. This is a smart move for IBM”.
Na minha opinião, esta iniciativa não vai afetar os laços da IBM com MySQL, que já fazem parte de uma oferta bundled com o System i. Mas, adquirir uma pequena parte das ações da EnterpriseDB comprova para o mercado que o comprometimento da IBM com o movimento Open Source continua bem intenso.
Mas, quem é a EnterpriseDB? É a maior contribuidora do projeto PostgreSQL, embora comercialize extensões próprias. Entre as extensões estão as facilidades de compatibilidade com o Oracle. É um modelo de negócios que envolve estreita parceria com o movimento Open Source. É um modelo adotado por outras iniciativas Open Source como Zimbra e SugarCRM. A empresa está ampliando os laços com a comunidade e está disponibilizando o GridSQL, software de Data Warehousing em GPL 2.0.
A EnterpriseDB, agora com nomes como IBM por trás, pode ter seus produtos avaliados de forma mais positiva pelos CIOs que ainda estejam reticentes de abraçarem produtos Open Source. A compatibilidade com Oracle (que inclui suporte para PL/SQL, store procedures e replicação), a possibilidade de também executar em plataformas mais altas (como mainframes com o Advanced Server 8.2 for Linux on System z e uma versão para System p, em AIX) e ferramentas de migração que permitem mover uma grande parte das aplicações Oracle para EnterpriseDB praticamente sem esforço, abre espaço em muitas corporações que estejam insatisfeitas com os budgets alocados ao Oracle. Outra janela é a exploração do Postgres Plus por ISVs que desenvolvem aplicações com base no Oracle, que agora podem reduzir sensivelmente o custo final de suas soluções.
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: [ OpenSource ]
Apr 02 2008, 12:00:00 AM BRT
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Linkedin e sua nova feature: company profile
Faço parte de duas comunidades virtuais ligadas ao meio profissional, que são o Plaxo (www.plaxo.com) e o Linkedin (www.linkedin.com).
A competição entre elas é acirrada e inovações surgem a cada instante. O Linkedin, recentemente, anunciou a versão beta de uma nova feature muito interessante, focando perfil de empresas, com dados baseados nos seus funcionários que estão na comunidade.
Entre as informações que podemos obter acessando esta facilidade são bem curiosas, como recentes contratações, promoções, localizações onde se concentram os funcionários e os relacionamentos deles com funcionários de outras empresas. Pode-se também verificar de onde eles vieram antes de se juntarem à empresa, idade média, universidades mais frequentadas, etc.
Vejam no blog oficial do Linkedin como fazer um teste desta feature, em http://blog.linkedin.com/blog/2008/03/company-profile.html. Realmente fico curioso em saber como as áreas de RH irão usar estas informações... Por exemplo, pesquisei por IBM (http://www.linkedin.com/companies/1009/IBM?) e achei coisas interessantes...Em career path before, descobri que a maioria dos ibmistas que estão no Linkedin vieram de empresas como PriceWaterhouse (a IBM comprou a divisão de consultoria da Price em 2002), HP, Oracle e Accenture. E no career path after, geralmente vão para Microsoft, HP, Oracle, Accenture e Cisco. A maior frequencia de conexão (redes de contatos) dos ibmistas está com profissionais da Microsoft, Oracle e SAP. E o job title mais popular entre os ibmistas no Linkedin é o de Consultant e a idade média é de 34 anos.
Pesquisei também por outras empresas...Curiosity killed the cat...entre elas, Google (http://www.linkedin.com/companies/1441/Google?), Microsoft (http://www.linkedin.com/companies/1035/Microsoft?) e Oracle (http://www.linkedin.com/companies/1028/Oracle?). Na Microsoft, por exemplo, os career path before e after apontam para IBM...Ou seja, hoje ali, amanhã aqui...
Também “brinquei” com algumas empresas nacionais como Microsiga, Datasul e Procwork...Bem, mas dêem uma olhada vocês mesmo.
Agora, não podemos esquecer que estes números devem ser vistos com reserva, pois eles são baseados no universo de pessoas que estão cadastradas no Linkedin, que não necessariamente representam o universo de funcionários de uma empresa.
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: [ SocialComputing | Web20 | empregabilidade | inovacao ]
Apr 01 2008, 12:00:00 AM BRT
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Global Citizenship
Outro dia a nossa gerente de Responsabilidade Corporativa, Ruth Harada, me entregou um relatório e disse “você vai gostar de ler isso...”. Acertou em cheio. O relatório, “Global Citizenship of individuals among organizations across society” é extremamente interessante e nos dá uma visão muito clara da importância da responsabilidade corporativa das empresas, em um mundo globalizado.
Vivemos um momento de disrupção na sociedade, talvez com maior impacto do que foi a Revolução Industrial. E toda mudança traz em si imensos riscos, mas também imensas oportunidades. É saber escolher o caminho certo.
Um dos capítulos do relatório aborda o impacto da globalização no indivíduo (somos agora cidadãos globalizados), com suas consequências nos skills, na formação das lideranças e nos modelos de organização do trabalho.
Em skills, por exemplo, o US Department of Labor diz que estamos começando a viver uma época em que um indivíduo terá entre cinco e dez trabalhos diferentes, em várias profissões, no decorrer de sua vida profissional. O modelo tradicional de “acabou a faculdade e agora é trabalhar”, acabou! O aprendizado será cada vez mais contínuo e diversificado.
A formação de lideranças também passa por transformações. Como serão os líderes do mundo globalizado? Como formar estas lideranças? E como fazer todas estas pessoas trabalharem nas empresas? O modelo atual, de horários rígidos e escritórios continuará valendo nas próximas décadas? Com certeza não! No relatório tem uma frase emblemática desta mudança que diz “twenty years ago, IBM introduced flex-time, allowing employees to adjust their office hours by 30 minutes. But the workplace we knew then, or even five years ago, no longer exists”. Para termos uma idéia, mais de 54.000 funcionários da IBM mundial trabalham em home office!
Mas o mundo globalziado também exige mudanças radicais nas organizações. O ritmo de inovações se acentua, e estamos entrando acelerados na economia de serviços...Novos modelos de negócio estão surgindo. Como sobreviver e crescer empresarialmente neste mundo? Tirei do relatório esta frase: “Services now account for 64% of the world’s gross domestic product. But university curricula and frameworks are still largely based on manufacturing paradigms”. Para preencher este gap, a IBM em colaboração com mais de uma centena de universidades ao redor do mundo está desenvolvendo uma nova disciplina acadêmica, chamada de Service Science, Management and Engineering.
O mundo globalizado também provoca mudanças significativas nos relacionamentos entre empresas. “As an organization’s operations become increasingly collaborative, transparency is essential to maintaining trust, with partners, clients and society at large, and within the company itself”. Integridade e trasparência é fundamental!
E como sermos cidadãos globalizados na sociedade? “We’re witnessing the emergence of a global commons, of information, innovation, opportunity and societal responsibility. Which raises a question for both enterprises and individuals: what does it mean to be a global citizen today?”.
Temos um cenário desafiador pela frente: as questões ambientais, “There is little debate today that the impact of environmental degradation is real and quantifiable…”; um novo cenário empresarial, “small business are already the growth engines of nearly every market. And their future can be brighter yet, with some help”; e um contexto mais comunitário, “Linking people’s idle computers together is a grid can create supercomputer-level strength. We’re using it to tackle some of the world’s most urgent threats”.
No relatório, que pode ser obtido em http://www.ibm.com/ibm/responsibility/2007_report.shtml vocês podem ter uma idéia mais detalhada das ações da IBM neste contexto. Vale a pena ler com atenção.
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: [ inovacao ]
Mar 31 2008, 12:00:00 AM BRT
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Big Brother 2.0?
Semana passada, quando estava escrevendo o post sobre Web 2.0, me caiu uma ficha...É indiscutível que a Web 2.0 abre novos e inovadores caminhos. Mas, por outro lado, não podemos ignorar os riscos e desafios que surgem com a sua adoção. E um destes riscos é exatamente questão da privacidade, que gostaria de abordar e debater com vocês neste post. As suas opiniões e comentários serão muito bem vindos!
Qualquer um de nós usa um search engine no seu dia a dia. Eu, pessoalmente estou constantemente “googlando”. E nem me dou conta do que os mecanismos de busca armazenam sobre mim...De maneira geral eles armazenam logs detalhados das buscas efetuadas, fazendo uso de gravação dos endereços IPs que originaram a busca, cookies, data e hora da pesquisa, keywords usados na busca e os resultados clicados pelos usuários. Com estas informações é possivel saber, por endereço IP, quais páginas e em qual sequencia foram acessadas. E também, com estas informações, pode-se, a partir de uma lista de keywords saber que IPs as usaram. Na verdade minhas buscas não são tão anônimas como eu pensava...
Com a chegada da Web 2.0, as informações pessoais se espalham com muito mais intensidade e velocidade pela Internet. As pessoas colocam seu dia a dia e opiniões em blogs, criam home pages pessoais, usam emails gratuitos, colocam seu perfil profissional no Linkedin ou Plaxo, seus bookmarks de sites Web favoritos no del.icio.us, detalham relacionamentos com amigos no Facebook, MySpace e Orkut, registram suas músicas preferidas no Last.fm, compartilham suas experiências de viagem no Dopplr, se divertem com vídeos do YouTube e assim por diante...
Bem, vamos agora juntar os mecanismos de busca aos sites Web 2.0. Por exemplo, um Google com Orkut com YouTube com Gmail com Picasa com Dodgeball...Ou um Yahoo com Flickr e del.icio.us...Quantas informações sobre cada um de nós não estarão disponíveis?
O que já se pode fazer? Pesquisar por nomes de pessoas...Uma pesquisa no Google por Cezar Taurion resultou em mais de 17.000 respostas. Pesquisei também pelo nome das minhas filhas e consegui dezenas de respostas...Ora, qualquer um pode pesquisar por qualquer nome, com qualquer intenção e descobrir muita coisa...
Na verdade, à medida que mais e mais informações pessoais se disseminam pelos sites Web 2.0, os critérios de privacidade começam a ficar cada vez mais fluídos. Se coloco um perfil profiisonal no Linkedin, nada impede de alguém pesquisar por isso antes de me contratar. Ou se faço parte de uma comunidade no Orkut, um eventual futuro empregador pode checar meus relacionamentos e mesmo opiniões pessoais sobre diversos assuntos, mesmo extra-trabalho!
Um exemplo adicional de onde as coisas podem chegar...Vejam este paper em http://www.esprockets.com/papers/euroITV-2006.pdf. Pesquisadores do Google apresentaram uma proposta de um futuro sistema "audio-fingerprint" onde um microfone em seu computador pode monitorar o ambiente e caso voce tenha uma televisão ligada, ele grava um sinal de vídeo, compara com um banco de dados e identifica que programa você está assistindo. Com esta e outras informações, direciona o envio de advertsings mais específicos, baseados nos tipos de programas que você assiste.
Não vamos deixar de usar os mecanismos de busca e os sites Web 2.0. Eles já fazem parte de nossa vida e não sabemos viver sem eles...Eu pelo menos, não! Mas devemos ter consciência que ao fazer uso das fantásticas inovações oferecidas pela Web 2.0 podemos estar abrindo mão de nossa privacidade!
Se você ficou preocupado com o assunto, uma sugestão para complementar suas leituras: acesse o site da Electronic Privacy Information Center, em http://epic.org/ e também leia o paper de pesquisadores da Universidade de Minnesota, EUA, "You Are What You Say: Privacy Risks of Public Mentions", em http://www-users.cs.umn.edu/~dfrankow/files/privacy-sigir2006.pdf.
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Mar 27 2008, 12:00:00 AM BRT
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O Pós-BRM...
Estamos chegando ao fim de mais uma etapa de discussão quanto a aprovação ou não da especificação OpenXML. A última etapa foi o BRM, em Genebra, que acabou gerando mais confusão e incertezas. Embora alguns digam que a reunião foi um sucesso, com 98% dos comentários sendo resolvidos, indiscutivelmente que a realidade é outra. Cerca de 80% dos comentários não foram sequer analisados e da votação que se seguiu, seis países aceitaram as sugestões do Ecma, quatro foram contra e 18 se abstiveram. Ora 22 países de 26 não votaram a favor da proposta!
E porque? Na minha opinião existem muitos senões que impedem um voto SIM, de forma consciente e profissional. O próprio processo de Fast Track não permitiu que fossem feitas avaliações adequadas da especificação. Para termos uma idéia deste problema, das mais de 6.000 páginas originais (devem ser quase 7.000 agora, depois do BRM...), as entidades de padrões tiveram apenas um curto período de cinco meses para avaliar toda esta massa de documentação. Apesar desta limitação de tempo, foram detetadas 3.522 inconsistências e erros. A Ecma respondeu a estes 3.522 comentários com 1.027 propostas, para serem debatidas nos cinco dias do BRM.
Ora, fazendo uma simples conta, com 6.045 páginas divididas por 1.027, temos um erro a cada 5,8 páginas. Claro que, se houvesse mais tempo, muito mais erros seriam encontrados!
Mais, não é só. Também é impossivel alguém dizer que existem 100% de certeza quanto a resolução dos vários problemas de propriedade intelectual que foram encontrados nos documentos Open Specification Promise (OSP) e Covenant Not to Sue da Microsoft.
Nestes documentos lêem-se: “claims of Microsoft-owned or Microsoft-controlled patents that are necessary to implement only the required portions of the Covered Specification that are described in detail and not merely referenced in such Specification”. E “promises not to assert any Microsoft Necessary Claims against you for making, using, selling, offering for sale, importing or distributing any implementation to the extent it conforms to a Covered Specification…”.
O que isto signfica na prática? Que a promessa não cobre as especificações que “are not described in detail”, que são muitas; que limita a liberdade de uso à sintaxe da especificação, mas não a “application behavior” que estão espalhados nas suas mais de 6.000 páginas; e não inclui patentes das subsidiárias e afiliadas da Microsoft. E um ponto importantíssimo: a OSP é limitada a atual versão do OpenXML! Fica então a pergunta: o que acontecerá com as próximas e inevitáveis versões da especificação?
Além disso, inúmeros problemas técnicos ainda não foram resolvidos, como a falta de um mapeamento do formato binário para OpenXML, que é a própria razão de ser da especificação! Este mapeamento mostraria como traduzir um documento em binário em OpenXML e sem ele, não há a mínima garantia que softwares diferentes produzam o mesmo documento OpenXML. Sem este mapeamento, na prática, a única ferramenta que produzirá um documento OpenXML compatível seria o próprio Office, pois a única empresa que detém o conhecimento deste mapeamento é a Microsoft.
A própria proposta da especificação, de produzir um padrão compatível com o Office nos leva a uma situação no mínimo preocupante: uma ferramenta (o Office) definindo um padrão e não o contrário. Imagino como seria se a especificação HTML refletisse as caraterísticas internas do Firefox ou do Explorer...Na minha opinião usar um software específico como modelo de referência obriga a que o padrão seja limitado pelas escolhas técnicas originalmente feitas pelos desenvolvedores do software. O que nem sempre é um bom negócio, principalmente quando o software tem mais de vinte anos de desenho, mantendo dentro de si idéias e algoritmos já ultrapassados pelo tempo...
Ok, e após o BRM, quais serão os próximos capítulos? Até o fim deste mês de março as entidades de padrão vão manter ou mudar seus votos. A partir daí, provavelmente até fins de abril sai o veredito final. Se a proposta DIS 29500 for rejeitada, a Ecma ainda tem opção de reapresentá-la pelos caminhos tradicionais, sem Fast Track, em um processo que geralmente leva de três a cinco anos.
Ou então, o que na minha opinião, seria melhor para todos, a Microsoft acata a sugestão das várias entidades de padrões (voz do mercado!) e integra o OpenXML ao padrão ODF, já aceito pela ISO. Teríamos um único padrão (como os HTML e TCP/IP), e aí todos ganharíamos com esta garantia de interoperabilidade.
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: [ ODF | OpenXML ]
Mar 25 2008, 12:00:00 AM BRT
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Web 2.0 e as redes sociais
O tema Web 2.0 e as redes sociais talvez sejam um dos principais assuntos que vemos na mídia e em eventos. Já li dezenas de artigos e vários livros que tentam explicar o que são redes sociais e o poder da “inteligência coletiva”. Muitos são interessantíssimos, mas no fim do dia vemos que todos nós ainda estamos aprendendo. A própria conceituação do que seja realmente Web 2.0 ainda é muito fluída. Em resumo, ninguém sabe exatamente para onde e como as redes sociais irão transformar a sociedade.
E pior, muitas vezes o assunto é abordado apenas nos círculos restritos ao contexto tecnológico. E muitos fornecedores de tecnologias tentam vender Web 2.0 aos executivos de TI, como se fosse apenas mais uma ferramenta inovadora e inédita. Aliás, o termo 2.0 está se tornando sinônimo de modernidade. Pesquisem no Google por coisas como “Love 2.0”, “Science 2.0”, etc., e vocês vão receber dezenas de milhares de resultados!
Mas, Web 2.0 não é vendida para a área de TI...E na verdade as tecnologias que fazem parte do mundo Web 2.0 não são novidade. Wikis por exemplo tem sua origem no WikiWikiWeb, criado em 1994 (vejam http://en.wikipedia.org/wiki/WikiWikiWeb). Os sites de social networking também começaram há algum tempo, antes de serem chamados de Web 2.0, como o Classmates.com (http://www.classmates.com/) de 1995 e o extinto SixDegrees.com (http://en.wikipedia.org/wiki/SixDegrees.com), que surgiu em 1997. A primeira versão do RSS surgiu em 1999...E o termo Web 2.0 só apareceu em 2004!
Recentemente Tim O’Reilly, que cunhou o termo Web 2.0 afirmou que “Web 2.0 is not about front-end technologies. It’s precisely about back-end, and it’s about meaning and intelligence in the back-end”.
Por curiosidade, o termo “inteligência coletiva” também apareceu bem antes da Web 2.0. Vejam em http://en.wikipedia.org/wiki/Collective_intelligence.
O que a Web 2.0 trouxe foi um uso inovador de um conjunto de tecnologias existentes. Criou, sim, novos termos como folksonomy e usou a Internet para quebrar os limites entre usuários e produtores, entre consumidores e produtores de conteúdo, entre diversão e trabalho, tornando-se a mola impulsionadora das redes sociais. Redes que estão provocando um revolução na sociedade e nos negócios, potencializando a criação de modelos de negócio inovadores e inéditos. Ignorar a capacidade de ruptura das redes sociais e se concentrar apenas no viés tecnológico é, na minha opinião, um grande erro. Tecnologia é o meio e não o fim da Web 2.0!
E quem está no cerne das redes sociais? Nós! Sim, nós como indivíduos conectados à Internet não mais nos restringimos a simples comunicações reativas como visitar um site, mas tomamos a iniciativa de gerar conteúdo (via blogs, por exemplo), aconselhamos outros (em um wiki...) e criamos comunidades de interesses mútuos, que extrapolam limites geográficos. Esta gigantesca rede de comunicação interativa e participativa é que está, na minha opinião, redefinindo o modo como vivemos, criamos, trabalhamos, colaboramos e produzimos. Influenciamos empresas e seus produtos. Afinal, atrás de cada transação comercial há um relacionamento social.
Transformamos mercados e geramos novos modelos de negócio, a despeito das resistência dos atores fortemente entrincheirados nos modelos antigos. O exemplo da indústria fonográfica é emblemática desta mudança. Na verdade estamos transformando uma sociedade centrada em grupos “presenciais” para uma sociedade conectada por redes virtuais. Hoje, já há mais conexão entre os membros de uma comunidade virtual que entre os vizinhos de um prédio de apartamentos.
Entre os vários livros que abordam o tema (Wikinomics é um deles), tem um chamado “A Sabedoria das Multidões” (que recomendo a leitura) que diz textualmente: “As melhores decisões coletivas são produtos de desacordos e contendas, e não de consenso e compromisso”. O autor diz que são quatro as condições para que o produto de todos supere o de cada um:
a)diversidade de opiniões, porque daí vêm mais informações;
b)independência entre os membros, evitando a influência tendenciosa dos lideres de opinião;
c)descentralização, que neutraliza os erros; e
d)um bom método para reunir opiniões e chegar a conclusão.
Na prática vemos muitos exemplos disso já acontecendo no nosso dia a dia, como o Wikipedia e os softwares produzidos pelo modelo Open Source como Linux, Apache e Eclipse.
Qual será efeito disso? Bem, aí ficam algumas questões para debatermos...Sim, porque na prática todos nós contribuiremos um pouco para qualquer conclusão que cheguemos...
Quais serão os efeitos e consequências da Web 2.0, como por exemplo a crescente disseminação pública de informações e perfis pessoais, como ocorre hoje via sites de social networking? Existirão riscos para a privacidade ou os critérios de privacidade serão transformados?
Tem um questionamento muito bem inserido feito pelo professor da Yale Law School, Yochai Benkler, em seu livro “The Wealth of Networks” (outro recomendado!), que, referindo-se ao trabalho não remunerado das pessoas em comunidades como YouTube e Wikipedia diz que um dos grandes desafios das iniciativas Web 2.0 é “to manage the marriage of money and nonmoney without making nonmoney feel like a sucker”.
Que mudanças teremos na organização e na cultura das empresas? Como uma empresa do modelo tradicional Inside-Out (ela é que dita preços, define produtos...) conseguirá viver em um mundo Outside-In, onde ela não tem mais o cliente, ele é que a tem, e onde a conversação é de mão dupla? Ela tem condições de ouvir e interagir com este novo cliente, bem informado, de forma adequada e inteligente?
Que mudanças teremos na comunicação empresarial, ao passar do estágio de controle (a empresa tem o monopólio das informações) para diálogo (blogs e redes sociais podem falar muito mais da empresa que ela mesma...Afinal bits são livres!)? Na capacitação dos recursos humanos (o modelo educacional de hoje ainda terá espaço?)? Nos valores sociais? Como as empresas deverão se comportar diante deste novo mundo?
Bem, Web 2.0 não deve ser encarada como um simples hype, nem ser imaginada como hope para todas as respostas. Aliás, as respostas virão da “inteligência coletiva”..De nenhum de nós, mas de todos nós!
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: [ Web20 | Wikipedia | socialcomputing ]
Mar 22 2008, 12:00:00 AM BRT
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Se os bits são livres, porque os documentos não o são?
Pessoal, dia 26 de março será o Document Freedom Day (vejam em http://documentfreedom.org/). Estarei contribuindo ativamente, participando de um evento no Rio de Janeiro, na Unirio, organizado pela comunidade SL-RJ. Maiores informações sobre este evento vocês vão encontrar em http://www.documentfreedom.org/SL-RJ/pt_br.
E acessando a página http://www.documentfreedom.org/Category:Brazil vocês verão que estarão ocorrendo eventos em 15 cidades brasileiras. Ainda é tempo de organizar eventos em outras localidades. Afinal, se os bits são livres, porque os documentos devem ser aprisionados?
E outra notícia que tem grande impacto. O Banco do Brasil em seu edital de 2008 para Concurso de pessoal solicita conhecimentos de softwares abertos, como vocês podem ver no texto:
(…)2. Ambientes operacionais Windows e Linux.
3. Processador de texto (Word e BrOffice.org Writer)
4. Planilhas eletrônicas (Excel e BrOffice.org Calc)
5. Editor de Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org
Impress)
6. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, Navegador Internet (Internet Explorer e Mozilla Firefox)
6. Conceitos de tecnologias e ferramentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e wikis.(…)
Este edital quebra um paradigma. Os editais para concurso público exigem como requisitos conhecimentos da suíte Office da Microsoft e não de suítes de escritório. Obriga a que todos os cidadãos sejam usuários de um único software para poderem se candidatar a um cargo público. O conhecimento exigido tem que ser de informática e de ferramentas de produtividade e não de um único produto. É como se fosse solicitado para um motorista o conhecimento exclusivo de direção de um único tipo de automóvel e não de qualquer automóvel.
As vantagens desta abertura são inúmeras. Uma pessoa pode ter em sua máquina softwares como OpenOffice ou Symphony, gratuitos, sem ter que adquirir um pacote caríssimo ou se tornar um pirata, usando um software de forma ilegal...As escolas de informática podem reduzir seus custos, pois passam a usar softwares de custo de aquisição zero, repassando esta diminuição aos alunos, aumentando seu público. Enfim, a sociedade só tem a ganhar.
Espero que os demais órgãos públicos sigam o exemplo pioneiro do Banco do Brasil.
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: [ ODF | OpenXML ]
Mar 20 2008, 12:00:00 AM BRT
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Green IT: de curiosidade para mainstream
O tema “Green IT” está começando a chamar atenção. Recentemente o Computerworld analisou empresas americanas que estão na frente das inicitivas de Green IT e selecionou a IBM como “Top Green IT Company for 2008”. A relação completa vocês podem ler em www.computerworld.com/topgreen. Ao premiar a IBM, Don Tenant, diretor editorial do Computerworld disse “IBM, recognized as the leading green IT Company in our first Top Green IT Computing issue, has taken a serious look at how they impact the environment and how they can address those challenges with good business sense, through their Project Big Green Initiative and a company-wide focus on energy efficient technology and services” (http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23563.wss).
Recomendo que vocês também acessem http://www-03.ibm.com/systems/optimizeit/cost_efficiency/energy_efficiency/. Neste site vocês terão acesso a diversos papers, podcasts e vídeos sobre as iniciativas de Green Data Center da IBM.
O tema já faz parte da agenda de diversos eventos importantes e o último Cebit foi também palco de vários anúncios, mostrando a preocupação crescente das empresas com as questões ecológicas. Foi, inclusive criada uma “Green IT Village”, um saguão dedicado inteiramente às discussões ecológicas e à exposição de produtos que já usam soluções de economia de energia e materiais menos agressivos ao meio ambiente (http://www.cebit.de/greenit_e). Uma curiosidade: o anúncio de um laptop de bambu! Vejam em http://crave.cnet.co.uk/laptops/0,39029450,49288082-1,00.htm.
Mas, porque tanta atenção em torno do Green IT? Na minha opinião temos as condições de uma “Perfect Storm” que vai disparar ações “verdes”. Este termo, “Perfect Storm” significa a ocorrência simultânea de eventos que tornam-se muito mais poderosos e impactantes quando combinados. Teve um filme com este mesmo nome, de 2000, de Wolfgang Petersen, com George Clooney, que mostrou bem isso. E quais são estes eventos? A crescente conscientização da realidade do aquecimento global, os crescentes custos de energia, e as crescentes mudanças e demandas regulatórias no mundo todo. Isolados, estes eventos tem certo impacto, mas quando combinados deverão gerar uma tendência irrestível em direção a uma TI verde.
Os CIOs, claro vão começar a se preocupar quando os CFOs se darem conta que os custos de energia estão cada vez maiores. Alguns dados já mostram que o que se gasta com energia e refrigeração durante três anos é mais do que os custos de aquisição de um servidor. E que os data centers, em média, consomem 30 vezes mais energia por metro quadrado que um escritório típico.
As pressões para que as empresas adotem ações ambientais vai aumentar a cada ano. Assim, imagino que em poucos anos (talvez já em 2010…) o tema Green IT sairá do campo da curiosidade para se tornar mainstream, item obrigatório na agenda de qualquer gestor de TI. Porque não começar a estudar o assunto desde agora?
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: [ BigGreen ]
Mar 19 2008, 12:00:00 AM BRT
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Depoimento da delegação brasileira na ABNT
Na quarta feira passada estivemos reunidos na ABNT para ouvir o relato pelos membros da delegação brasileira do que foi o BRM. O Head of Delegation foi Deivi Kuhn do Serpro. Ele e os outros membros da delegação, Jomar Silva da ODF Alliance e Fernando Gebara da Microsoft, fizeram um excelente trabalho. A delegação brasileira, sem sombra de dúvidas, foi uma das mais atuantes no BRM.
Um das pontos mais importantes do relatório apresentado pelo Deivi foi o fato da delegação brasileira não ter podido apresentar sua proposta, embora repetidas vezes o coordenador do evento houvesse garantido que a proposta seria ouvida em plenário. Devido a este fato, a maioria dos presentes à reunião demandou que a ABNT fizesse um veemente protesto ao JTC1. Outro ponto importante foi o evento ocorrido com o Deivi e o Jomar, que está detalhado no blog do Jomar (http://homembit.com/2008/03/afinal-o-que-fomos-fazer-em-genebra.html). Vale a pena ler o post dele pois, segundo Jomar este fato seria uma das causas que teriam impedido o Brasil de apresentar sua proposta. Como ele mesmo diz no seu post: “Fiz questão de contar isso aqui, pois não deixaram o Brasil apresentar a proposta”. E aproveitando, leiam os demais posts dele sobre o assunto em http://homembit.com/.
Baseado no depoimento da delegação (que esteve lá) e em diversas outras fontes, como o blog do Andy Updegrove (http://www.consortiuminfo.org/standardsblog/article.php?story=20080309054524379) que coleta um bem variado conjunto de comentários sobre o BRM, de diversas fontes, fica claro que:
a)O BRM nem de longe pode ser considerado um sucesso. Das 1027 resoluções propostas pelo Ecma, 126 eram simples mudanças editoriais e foram aprovadas em bloco; 48 foram discutidas, tiveram seu texto modificado e então foram aprovadas; 6 foram discutidas e aceitas; e 847 não foram analisadas e discutidas. Ou seja, 80% das propostas não foram avaliadas!
b)Os principais problemas apontados pelos NBs (National Body ou órgãos de padronização dos países) como compatbilidade com o legado e harmonização com o ODF não foram resolvidos. A lista completa de problemas ainda não resolvidos pode ser encontrada em http://www.odfalliance.org/resources/OOXML-post-BRM-overview.pdf.
Adicionalmente, a SFLC (Software Freedom Law Center) acabou de liberar um relatório muito preocupante sobre a chamada OSP (Open Specification Promise) do OpenXML. O relatório chama a atenção para o fato que esta promessa não garante à comunidade de Open Source livre uso do OpenXML. Vejam o texto em http://www.softwarefreedom.org/resources/2008/osp-gpl.html.
Qual a raiz de tantos problemas não resolvidos? A minha conclusão é que o próprio processo de Fast Track adotado para avaliar a proposta do OpenXML é totalmente inadequado. Vejam no blog do Avi Alkalay (http://avi.alkalay.net/2008/03/ooxml-in-numbers.html) alguns números estarrecedores que comprovam por que este processo acelerado torna impossível avaliar adequadamente uma proposta tão complexa como esta. A frase final do post dele diz tudo: “And you still think OOXML is ready to become an International Standard Format for storing YOUR documents ? Come on, give me a break !”.
Ah, e não esqueçam que dia 26 de março é o Document Freedom Day (http://documentfreedom.org/News/20080220), dia internacional da liberdade dos documentos eletrônicos.
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Mar 17 2008, 12:00:00 AM BRT
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World Wide Computer?
Há mais de cem anos trás as empresas deixaram de gerar sua própria energia, produzida por máquinas a vapor, e passaram a utilizar a energia gerada por usinas elétricas. Esta mudança provocou uma verdadeira transformação na economia global, nos modelos de negócios e na sociedade.
Hoje já podemos pensar em obter poder computacional desta maneira. Os efeitos na sociedade que esta possibilidade implicará serão imensos e provavelmente estão além da nossa, pelo menos da minha, capacidade de imaginação.
Este cenário, de não mais ter um computador dentro de casa ou na empresa, mas nos plugarmos a uma rede de computadores (similar a rede de emergia de hoje) começa aos poucos a se delinear. Vemos conceitos como o de cloud computing (escrevi sobre o tema em um post anterior (http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?tag=Cloudcomputing), e o modelo de Software-as-a-Service desenhando os contornos deste futuro.
Como pelo menos 90% dos trabalhos realizados hoje por um usuário típico podem ser feitos por um servidor remoto, sem a necessidade de ter um PC ou um pequeno servidor dentro de casa ou escritório, fica claro que este modelo computacional vai provocar mudanças radicais no mercado de tecnologia transformando empresas e modelos de negócio.
Além disto, as características da Web 2.0 com sua imprevisibilidade de demanda exigem uma capacidade computacional extremamente flexível. Pensem por exemplo em uma característica peculiar da Web 2.0 é o “Slashdot effect”, que um fenômeno que acontece quando um determinado site é citado em blogs e sites altamente visitados e que gera uma demanda inesperada. Na Wikipedia vocês podem ler um pouco sobre este assunto, em http://en.wikipedia.org/wiki/Slashdot_effect.
Este cenário, onde teremos um World Wide Computer, já é alvo de pesquisas intensas. Recentemente John Kelly III, VP de pesquisas da IBM afirmou que as suas quatro grandes prioridades de pesquisa serão inventar um sucessor para os atuais semi-condutores, desenvolver computadores capazes de processar dados com eficiência muito maior que os computadores atuais, usar matemática para solucionar problemas complexos e produzir grandes grupos de computadores operando um única máquina, a cloud computing.
Mas, alguns pesquisadores da IBM levantam um questionamento: será que este World Wide Computer, que é uma imensa nuvem de computadores que simula um fantástico supercomputador virtual, não poderia ser um único e imenso (em termos de capacidade) supercomputador?
Por que não testar as duas alternativas? É o que a IBM está fazendo...Estamos investindo intensamente no conceito de cloud computing, mas recentemente a IBM Research criou um novo projeto, chamado Kitty Hawk, que se propõe a investigar a possibilidade de produzir um supercomputador capaz de hospedar toda a Internet como uma aplicação. Sim, toda a Internet!
A proposta do projeto é clara: “Project Kittyhawk’s goal is to explore the construction and implications of a global-scale shared computer capable of hosting the entire Internet as an application. Our goal is to provide a platform which is an order of magnitude more efficient than commodity servers based on the highly integrated architecture of BlueGene IBM's supercomputer.”. Tem um paper “Project Kittyhawk: Building a Global-Scale Computer” que pode ser acessado em http://domino.research.ibm.com/comm/research_projects.nsf/pages/kittyhawk.index.html que detalha mais a idéia.
A proposta é no mínimo intrigante e vale a pena vocês darem uma lida.
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: [ Cloucomputing ]
Mar 14 2008, 12:00:00 AM BRT
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