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O caminho flex- A industria automobilística tem enfrentado cada vez mais desafios em um ambiente de crescente concorrência. O aniversário de 50 anos da chegada da primeira montadora ao Brasil ainda não pôde ser comemorado com intensa alegria por algumas empresas. Sem dúvida várias inovações vêm sendo introduzidas ao longo das décadas, considerando o aprimoramento do design, qualidade do produto, incremento da eletrônica e, mais recentemente, o flex.
| Autor: |
Rogério Toledo |
| Data: |
20 Mar 2007 |
| Mídia: |
Autodata |
A possibilidade de decidir que tipo de combustível utilizar trouxe novamente à tona a importância da flexibilidade. Quando estendemos este tema do produto para o negócio como um todo temos aí o mote para profunda transformação na indústria. A questão é: o quanto a cadeia é flex?
Flexibilizar é muito mais do que conseguir trocar rapidamente um modelo de automóvel na pintura ou na linha de montagem. É muito mais do que alterar rapidamente um programa de vendas e de manufatura por conta de requerimentos do mercado. O ponto crucial é como adequar toda uma cadeia de modo a obter melhores resultados, evoluir de forma sustentada e ainda inovar como um processo contínuo.
Em recente pesquisa mundial realizada pela área de consultoria da IBM a flexibilidade apareceu como vital para a indústria automotiva. Utilizando lucratividade como medida de sucesso a IBM pesquisou as cem maiores empresas automotivas e identificou que quantidade significativa obteve maior sucesso financeiro em 2005, quando comparado a 2001. As empresas que têm flexibilidade no núcleo de seus modelos de negócios continuam a crescer com lucratividade e aumentar sua participação de mercado.
Palavras como colaboração e integração de negócios, que até há pouco soavam como filosofia e modismos, vêm agora de maneira inexorável fazer parte da agenda pessoal de CEOs de praticamente todas as empresas do setor ou, ao menos, das mais lucrativas.
Ter visibilidade de toda a cadeia leia-se enxergar estoques, projetos, restrições, facilidades e estratégias é o tão procurado flex da tomada de decisão. Para tanto, a pesquisa com as montadoras aponta cinco pontos-chave para atingir a flexibilidade:
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Segmente a empresa de modo que ela funcione como um conjunto de empresas menores, mais ágeis;
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Especialize a empresa, concentrando-a em seus pontos fortes, e confie em parceiros para preencher lacunas e também explorar oportunidades;
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Simplifique, procurando fazer negócios de forma mais simples e direta;
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Padronize as interações de pessoas, processos e tecnologias. Regras e padronização criam ambiente em que as decisões podem ser tomadas durante a interação não somente imposta pela liderança, tornando-se a essência da colaboração;
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Sinta as mudanças, dentro e fora da indústria, que exijam respostas ou que apresentem oportunidades.
Na agenda da flexibilidade não poderia faltar a redução de custos. É claro: à medida que toda a cadeia responde às mudanças de forma integrada e em um ambiente real de colaboração os resultados aparecem.
E se não bastasse esta motivação vêm chegando empresas da China, Índia e de outros países que enxergam oportunidades em nosso País. Assim, se os CEOs estiverem certos, e nós acreditamos que sim, mais uma vez a indústria automobilística terá de liderar uma nova transformação.
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