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So... so what?- "Inovação requer risco. Tomar riscos requer confiança. Confiança requer honestidade e flexibilidade." (Joyce Wycoff)
| Autor: |
Sergio Lozinsky |
| Data: |
20 Fev 2007 |
| Mídia: |
B2B Magazine |
Já há no mercado um número significativo de iniciativas em torno do tema SOA (Service Oriented Architecture) artigos, palestras, pesquisas e até projetos , o que indica que o assunto precisa fazer parte das agendas estratégicas das empresas.
Mas, na prática, os dados mostram que o entendimento dos conceitos e das tecnologias associadas, a SOA ainda está longe de ser consolidado nas organizações. Muitas vezes, nem a própria área de TI (Tecnologia da Informação) sente-se à vontade em levantar o tema nas discussões internas. Isso mostra que ainda há muito trabalho de educação e de planejamento a ser feito pelas pessoas que acreditam que esse pode ser "the next big thing", como dizem os americanos.
Um dos problemas para ampliar a discussão nas empresas é justamente comprovar os benefícios de um projeto SOA: os estudos apontam que é necessário estabelecer urna certa infra-estrutura tecnológica sobre a qual as soluções SOA serão construídas e implementadas; além disso, é preciso identificar quais serão os "serviços" geridos no ambiente SOA, e tratar de muitos outros temas, como governança desses serviços, documentação dos processos que usam esses serviços, segurança do ambiente, performance, acordos (SLAs Service Level Agreements internos e externos) e muito mais.
Isso implica certo investimento inicial que não se paga com o primeiro projeto, mas sim com um conjunto de projetos: à medida que a empresa avança na aplicação do conceito SOA em seus negócios, os projetos requerem investimentos proporcionalmente menores, os custos de manutenção caem, a velocidade de implementação de novas soluções aumenta, assim como amplia-se a flexibilidade para fazer negócios com mais clientes e mais fornecedores.
É fundamental, portanto, desenvolver o business case para SOA. Ainda que se comece com um pequeno projeto piloto, administrado pela área de TI de forma discreta para avaliar melhor o que significa adotar esse conceito em algum momento será necessário olhar a questão como solução de negócios ou mesmo estratégia do negócio.
E quem deve liderar essa iniciativa nas empresas? Idealisticamente, são as pessoas que têm a responsabilidade de "tocar" o negócio. Mas a experiência mostra que TI é quem precisa levantar a bandeira primeiro, para que as coisas aconteçam.
O forte conteúdo tecnológico envolvido e o uso de ferramentas sofisticadas na implementação assustam alguns executivos e geram dúvidas se não há um certo "exagero" por parte dos fornecedores de tecnologia e dos consultores em alardear mais essa idéia.
Tudo isso remete a uma conclusão: há (novamente) uma grande oportunidade para diferenciar-se no mercado.
Sérgio Lozinsky é líder de estratégia corporativa da IBM Business Consulting Services lozinsky@br.ibm.com
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