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O Usuário como co-desenvolvedor
  • "A gente não faz amigos, reconhece-os." (Vinicius de Morais)

Autor: Sergio Lozinsky
Data: 29 Dez 2006
Mídia: B2B Magazine

Um novo termo social computing vem sendo divulgado mais intensamente para explicar o novo fenômeno da internet; ou da Web 2.0, como também é chamada a fase da internet que estamos vivendo atualmente. Ele refere-se à possibilidade de indivíduos ou grupos não necessariamente com perfil de tecnologia – melhorarem ou até criarem soluções de programas, sites e sistemas que tornem suas próprias tarefas – e as das empresas em que trabalham – mais simples e mais eficientes.

Esse fenômeno tem raízes no software livre, que cresceu com base em uma colaboração espontânea entre indivíduos que acreditavam na possibilidade de criar soluções boas e baratas para todos.

A questão da colaboração basicamente define a nova realidade das empresas: as novas estrelas da internet – wikis, blogs, compartilhamento de vídeos e fotos, e vários outros – estão sendo introduzidas nas organizações – formal ou informalmente – e gerando uma revolução em termos de como os processos de negócios e as soluções tecnológicas podem produzir mais benefícios para as empresas.

O usuário, hoje, precisa ser visto como um co-desenvolvedor: dadas as ferramentas adequadas, ele pode atuar diretamente sobre o desenvolvimento de soluções. Essas ferramentas, que também permitem a criação de "comunidades" de interesses específicos, são hoje uma fonte de idéias e de inovação que não pode ser desprezada. Meses de transformação talvez possam ser reduzidos a semanas ou mesmo a dias e horas, se houver urna utilização inteligente dessas comunidades e dessas ferramentas.

Como estamos em uma fase pioneira dessa "Era da Colaboração", é provavel que encontremos muitos problemas que implicarão ajustes na forma como as coisas serão feitas – aspectos como segurança das informações, governança das soluções produzidas, o papel de terceiros externos à organização, a propriedade intelectual do que for desenvolvido, a possibilidade de patentear determinadas soluções ou produtos.

Considerando os benefícios que podem ser gerados ao envolver os usuários e outros indivíduos no processo de desenvolvimento de idéias inovadoras e suas implementações, é bem provável que valha a pena pagar o preço da exploração, dos erros e acertos, e até dos riscos envolvidos nessa fase exploratória, para ganhar um grau de competitividade adicional no dinâmico e feroz mercado em que atuamos.

Sérgio Lozinsky é líder de estratégia corporativa da IBM Business Consulting Services lozinsky@br.ibm.com



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