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Intregação dos Processos - Base da Empresa Inovadora do Século XXI

Autor: Sergio Lozinsky
Data: 01 Mar 2005
Mídia: B2B Magazine

Falar em integração de processos não parece algo novo, à primeira vista. Desde os tempos em que os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) eram novidade que esse assunto é amplamente discutido.

É preciso voltar ao tema, no entanto, porque as soluções tecnológicas continuaram evoluindo com grande velocidade, e com elas o conceito de integração vem se tornando mais sofisticado, mais ousado, e requer a atenção dos líderes de negócios, para avaliarem as necessidades de suas organizações e os impactos associados à implementação dessas soluções.

A integração dos processos – antes concentrada em “interfaces nativas” entre módulos de um mesmo sistema, ou em ferramentas de integração que facilitavam o compartilhamento de dados entre sistemas diferentes – evoluiu para um conceito mais apurado de “serviços” que podem ser acionados quando necessário, independentemente do sistema ou do ambiente de processamento a que pertençam.

O conjunto de serviços – onde serviços são os processos suportados por determinadas tecnologias – que permite a uma organização executar suas operações, passa a ser considerado como Arquitetura Empresarial (ou Enterprise Architecture , como deve ficar mais conhecido).

Portanto, o desafio da Integração de Processos como modelo de competitividade passa a ser o de desenhar a “melhor” Arquitetura Empresarial possível, levando em conta as tecnologias disponíveis e a capacidade de investimento do negócio.

As possibilidades são imensas: ferramentas tipo Web Services, ambiente Wireless, diferentes dispositivos de acesso aos sistemas e dados, criam alternativas de solução, e permitem que a criatividade alce vôo em termos de repensar como a organização vai trabalhar, e como vai conectar-se a clientes, fornecedores e outros terceiros.

Essas soluções permitem, por exemplo, ampliar a vida útil de sistemas legados, antes condenados à substituição, mas que apresentam boa funcionalidade para os usuários. Permitem, também, pensar em padronizar os serviços (processos + tecnologia) e reutilizá-los quando e aonde for preciso, de modo a levar as melhores práticas a todos os funcionários, e depender menos das experiências individuais. Fica mais fácil, também, pensar em utilizar o que se convém chamar de best of breed (algo como “o melhor disponível), em lugar de ficar “amarrado” a um único fornecedor de tecnologia, para garantir a compatibilidade.

É altamente recomendavel que as empresas comecem a planejar e desenhar suas “Arquiteturas” nos próximos meses, para garantir que terão uma estrutura de custos e uma infra-estrutura tecnológica adequada para os modelos de mercado que estão se formando nesse início de século.

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