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O fim da tecnologia da informação- A competitividade das organizações depende da inteligência contida em seus sistemas.
| Autor: |
José Luiz Rossi |
| Data: |
30 Ago 2003 |
| Mídia: |
Classe |
Recentemente vários artigos foram publicados na Harvard Business Review questionando o futuro da Tecnologia da Informação. Muito semelhantes à provocação que Francis Fukuyama fez alguns anos atrás com o seu livro O fim da história, onde questionava o modelo atual das nações após o fim da guerra fria, essa série de artigos, pedindo a demissão do CIO ou afirmando que a TI já não é estratégica para as organizações, reacendeu a discussão sobre a importância da Tecnologia da Informação no modelo atual de gestão das empresas.
A grande questão levantada por esses artigos é se a Tecnologia da Informação como a conhecemos, isto é, o conjunto de hardware, software e sistemas aplicativos que são utilizados para gerir uma empresa moderna, virou uma mera commodity, na mesma categoria de outros serviços e produtos de uso geral. Os artigos chegam ao exagero de pedir que os administradores impeçam a evolução ou atualização dos atuais sistemas, já que as novas versões não trariam nenhum valor agregado.
A razão pela qual essa discussão surgiu nos últimos anos tem relação com a implementação dos chamados ERPs ou Sistemas de Gestão Empresarial. Essa nova geração de softwares permitiu não só a transferência de grande parte dos trabalhos de desenvolvimento de sistemas para fora da empresa, como também a participação ativa dos usuários no processo de implementação dos sistemas de informação, retirando da área de TI a exclusividade pela gestão da informática nas organizações.
Entretanto, esse questionamento não enfoca o mais importante aspecto dos softwares modernos utilizados nas grandes corporações. Esses sistemas guardam a inteligência da organização. Da forma como se relacionam com clientes e fornecedores à maneira como gerenciam a sua política de compras e gestão de ativos, tudo está no modelo de negócio codificado nas tabelas dos sistemas de gestão. Impedir sua evolução e adaptação à dinâmica do mercado seria condenar a organização à estagnação.
É pertinente provocar a discussão sobre a relevância da Tecnologia da Informação nas organizações modernas, especialmente depois de todas as transformações da era da Internet. Só não podemos esquecer que a competitividade das organizações depende da inteligência com que atuam no mercado, permeada nas empresas através de seus sistemas de informação.
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